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ACTIVIDADES

Interacção

• Interagir, com certa fluidez, em situações habituais, especialmente no âmbito da escola, ainda que com algumas repetições e interferências; estabelecer contactos sociais numa ampla gama de situações; utilizar formas de cortesia habituais para chamar a atenção e cumprimentar; expressar gostos e preferências, oferecer ajuda, convidar, aceitar / recusar e desculpar-se; relatar acções quotidianas; resolver situações de “vazio de comunicação” com fórmulas sociais (falar do tempo, das crianças, da saúde, etc.); planear uma actividade, fazer sugestões, reagir a propostas, expressar acordo ou desacordo; pedir e oferecer objectos e serviços de uso quotidiano (nas compras, nos transportes, nos correios, na residência...); pedir e dar informação sobre a localização de um lugar, assim como sobre o caminho a seguir, com a ajuda de gestos e planos; disponibilizar e pedir dados pessoais: nacionalidade, residência, actividades de trabalho e de tempos livres, preferências, amizades...); solicitar ou emitir um ponto de vista pessoal numa discussão, sobre um tema de interesse geral; fazer compreender as suas opiniões e reacções para encontrar uma solução para questões práticas; e, expressar ideias e opiniões, numa reunião, sobre temas conhecidos, embora com dificuldades e com a ajuda dos interlocutores.

Produção geral

• Descrever e comparar pessoas, condições de vida e interesses, de forma simples; falar de actividades quotidianas, presentes ou passadas; contar experiências passadas e falar de projectos futuros, mesmo que de forma linear, recorrendo a expressões temporais, tempos e verbos de uso frequente; contar uma história ou acontecimento de forma coerente; explicar um projecto e os seus preparativos; expressar sensações físicas e sentimentos, como dor, fome, frio, calor, agrado, simpatia, amor... através de frases simples e de uso frequente; justificar uma proposta ou opinião; e, fazer uma pequena exposição sobre um tema familiar e responder às questões relacionadas com esse tema.

Controlo do discurso

• Manifestar as lacunas de compreensão; verificar se os interlocutores compreenderam; utilizar diferentes meios linguísticos para clarificar significados; pedir para repetir ou solicitar o significado de uma palavra; reformular em parte as ideias do interlocutor para confirmar a compreensão; e, convidar outros para dar a sua opinião.

ESTRATÉGIAS

• Aproveitar todas as ocasiões com os colegas ou com possíveis interlocutores nativos, para interagir em espanhol; comparar as convenções linguísticas próprias da interacção social com as utilizadas na língua materna, especialmente no que se refere à adequação ao registo;

71 utilizar e identificar estratégias pessoais de facilitação e compensação para ultrapassar dificuldades de expressão oral; chamar a atenção, para conseguir a sua vez de falar; preparar frases para começar, interromper, terminar uma intervenção; parafrasear, repetir, resumir para assegurar a compreensão; servir-se de gestos e imagens para apoiar a expressão verbal; pedir ajuda ao interlocutor, directa ou indirectamente; e, gravar as suas produções e procurar conseguir maior fluência e correcção.

ATITUDES

• Reconhecer a importância de ser capaz de se exprimir em espanhol como meio para satisfazer as necessidades de comunicação com diferentes interlocutores e como forma de entendimento entre as pessoas; mostrar interesse em comunicar oralmente com falantes nativos; arriscar comunicar em espanhol; participar reflexiva e criticamente em diferentes situações comunicativas; aceitar a língua estrangeira como instrumento de comunicação na sala de aula; reconhecer a utilidade da transferência de conceitos e procedimentos próprios da comunicação oral, entre a língua materna e a língua-alvo; controlar a ansiedade; perder o medo de errar e reconhecer os erros como parte integrante do processo de aprendizagem; mostrar interesse em ultrapassar as dificuldades decorrentes da falta de elementos linguísticos, explorando ao máximo os conhecimentos e as estratégias comunicativas disponíveis; querer superar as interferências entre o português e o espanhol, desenvolvendo para isso estratégias adequadas; e, avaliar os progressos na expressão oral.

72 7 - RECURSOS E ACTIVIDADES DIDÁCTICAS PARA A AULA DE E/LE

7.1 - Manuais de Espanhol Produzidos em Território Nacional

Como consequência da implantação recente da disciplina de Espanhol no Sistema Educativo português existem poucos recursos de Espanhol produzidos em Portugal, pelo que, normalmente, os docentes têm necessidade de recorrer a editoras espanholas para seleccionarem materiais adequados para utilizar na sua prática lectiva.

Considerando que para seleccionar o material de aula será sempre necessário ter em conta as necessidades dos discentes, a forma eficaz de aprendizagem dos alunos, o currículo nacional, a planificação definida e a disponibilidade do material, consideramos pertinente apresentar um estudo sobre os manuais de espanhol produzidos em Portugal e disponíveis para adopção no site do Ministério da Educação.

Mas antes de procedermos à apresentação dos manuais escolares, consideramos pertinente, referir alguns aspectos que devem ser analisados no momento da apreciação dos mesmos. Assim, todo docente, aquando da selecção de um manual como recurso pedagógico, deve considerar que um bom material de aula tem que cumprir alguns requisitos, a saber: apresentar a língua em contexto; apresentar amostras reais de língua; fomentar a interacção comunicativa em aula; permitir trabalhar conjuntamente a forma e o significado; trabalhar de forma coerente e integrada as cinco destrezas; desenvolver a autonomia da aprendizagem; fomentar o desenvolvimento de estratégias; ser motivador; estar próximo da faixa etária dos alunos; apresentar realidades sociais aproximadas às dos alunos; (…)

(…) Los manuales deben concebirse como instrumentos “flexibles y maleables”, como “cajas de herramientas” y no como “moldes”; “como mapas orientadores y sugerentes” y no como recetas “prescriptivas y directivas”, de modo que permitan activar los muy diversos mecanismos que actúan en el aprendizaje.

73 Para mais esclarecimentos sobre aspectos relacionados com a selecção de manuais escolares, deve o docente ter também em consideração um documento elaborado pelo Ministério de Educação para este efeito e que pode ser obtido junto de qualquer estabelecimento de ensino.

Seguidamente, apresentaremos, de forma cronológica, os manuais escolares, de acordo com a sua publicação, desde o mais antigo até ao mais recente.

Um ano após a introdução do Espanhol no Currículo Nacional (1997), surgiram, por iniciativa, da Editorial do Ministério da Educação três Cadernos de Apoio de Língua Espanhola. Esta publicação foi co-financiada pelo Fundo Social Europeu, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Educativo para Portugal – PRODEP.

Ficha identificativa dos Cadernos de Apoio – Língua Espanhola

¿Preparados? ¿Listos? ¡Ya! - vol. 1 ¿Preparados? ¿Listos? ¡Ya! - vol. 2

¿Preparados? ¿Listos? ¡Ya! - vol. 3

1998

Juliana Ortega García Ministério da Educação ISBN: 972 – 8417 – 05 – 5 Páginas: 113

1998

Juliana Ortega García Ministério da Educação ISBN: 972 – 8417 – 12 - 8 Páginas: 158

1999

Juliana Ortega García Ministério da Educação ISBN: 972 – 8417 – 36 - 5 Páginas: 142

74 Na sequência do aumento do número de alunos de Espanhol inscritos, surge, em 2003, o primeiro manual escolar publicado por uma editora portuguesa:

Em 2006 publica-se o segundo manual escolar de Espanhol, que julgamos que será neste momento o livro mais adoptado nas Escolas portuguesas, de entre todos os que, aqui, apresentarei por se tratar de um manual que pode ser adoptado no 7.º e/ou no 10.º anos de escolaridade:

Ficha identificativa do manual escolar Paso a Paso 1 - Iniciação

Secundino Vigón Artos, M.Moreira Código: 40711.10

1ª Edição e única: 2003 Páginas: 224

Editor: Porto Editora ISBN: 972-0-40711-5

Ficha identificativa do manual escolar e respectivo livro de exercícios

Español 1 – Nivel Elemental Libro de Ejercicios - Español 1 – Nivel Elemental Manuel del Pino Morgádez, M.

Moreira, Suzana Meira; revisão de

Manuel del Pino Morgádez, M. Moreira, Suzana Meira; revisão de Manuel del Pino Morgádez

Figura nº 14 Figura nº 13

75 Em 2007 publica-se o nível 2 do manual escolar anterior, que pode ser adoptado no 8.º e/ou no 11.º anos de escolaridade:

Manuel del Pino Morgádez Código: 31351.01

Edição/reimpressão: 2009 Páginas: 208

Editor: Porto Editora ISBN: 978-972-0-31351-5

1ª Edição em 2006, 4.500 exemplares

Código: 31354.14

Edição/reimpressão: 2009 Páginas: 80

Editor: Porto Editora ISBN: 978-972-0-31354-6

Ficha identificativa do manual escolar e respectivo livro de exercícios Español 2 – Nivel Elemental II Libro de Ejercicios - Español 2- Nivel Elemental II Manuel del Pino Morgádez, Luísa

Moreira, Suzana Meira; revisão de Manuel del Pino Morgádez

Código: 31352.01 Edição: 2009 Páginas: 160

Editor: Porto Editora ISBN: 978-972-0-31352-2

1ª Edição em 2007, 7.500 exemplares

Manuel del Pino Morgádez, Luísa Moreira, Suzana Meira; revisão de Manuel del Pino Morgádez

Código: 31355.10 Edição: 2009 Páginas: 80

Editor: Porto Editora ISBN: 978-972-0-31355-3

76 Em 2008, publica-se o nível 3 do manual escolar anterior, que pode ser adoptado no 9.º e/ou 12.º anos de escolaridade:

Finalmente, devido ao acentuado número de alunos a optar pela iniciação da disciplina de Espanhol no Ensino Secundário, surge, em 2009, um manual escolar dedicado exclusivamente ao 10.º ano:

Ficha identificativa do manual escolar e respectivo livro de exercícios

Español 3 - Nivel Elemental III Libro de Ejercicios - Español 3 - Nivel Elemental III

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