Autor: Daniel dos Anjos – Versão
Porque és fiel a mim Senhor Quero adorar-te e te servir
Porque a tua fidelidade vai além das nuvens E a tua misericórdia é para sempre
Eu te louvarei oh Deus Com todo o meu ser
Um novo canto a ti eu cantarei Eu te louvarei oh Deus
Com todo o meu ser
Ante os povos te engradecerei
Pra te adorar, pra te servir Pra te amar foi que eu nasci Pra te exaltar, te engradecer
Te proclamar Senhor, o Rei dos Reis
Cunha72 apresenta descrição sobre “Adoradores” descrita por Marcos Witt, um cantor gospel mexicano, ganhador do Prêmio Grammy Latino 2003, na categoria “Música Cristã”, também teólogo do movimento. Ele escreve: 73
Adorar a Deus não é apenas cantar hinos afirmando que Cristo precisa assumir o trono da nossa vida. É isso, sim, permitir que ele realmente o faça na prática e na vida diária. Poderíamos dizer, como já o dissemos em várias ocasiões, que a adoração é um modo de viver.
Neste cântico é facilmente identificável que os “adoradores”, motivados pela fidelidade do Senhor, buscam um novo modo de viver.
A letra deste cântico expressa uma experiência individual, onde a pessoa está buscando, gradativamente, uma transformação do estilo de vida: “Eu te louvarei oh Deus, com todo o meu ser. Um novo canto a ti eu cantarei”.
Por outro lado, apesar de a letra do canto ser uma experiência individual, percebe-se que existe um direcionamento, um movimento voltado para o social e o coletivo: “(...) ante os povos te engrandecerei”. Quando se fala em engrandecer a Deus, provavelmente, este engrandecimento será demonstrado num sentido horizontal: de homem para homem.
72
CUNHA, Magali do Nascimento. A explosão Gospel. Rio de Janeiro, RJ: MAUAD, 2007. p.107 73
E a letra fecha “categoricamente” mostrando o resultado da motivação dada por Deus: Adorar, servir, amar, engrandecer e proclamar o nome do Senhor. Este resultado é individual, mas a prática e a manifestação dele são coletivas e sociais.
IV – ATOS 2
Autor: Daniel dos Anjos e Silas de Oliveira – Versão
E permanecendo na doutrina dos apóstolos Na comunhão, nas orações e no partir do pão Tendo tudo em comum
Em cada alma o temor de Deus
Maravilhas e milagres feitos por apóstolos Não havendo falta ou necessidade
Por ser um o coração Dia-a-dia a multidão Como igreja em união
Partindo o pão de casa em casa Com sinceridade e alegria Louvando a Deus de coração E caindo na graça do povo
O Senhor acrescenta à igreja Os que chama para si
Tornando-os parte do seu corpo Para tocar as gerações
A letra deste cântico está baseada no Livro dos Atos dos Apóstolos, que tinham a vida e tudo em comum. Viviam de casa em casa, repartindo o pão. “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”. (Atos dos Apóstolos, Capítulo 2, versículo 42)74
Este cântico passa a “idéia” de estar se expressando o coletivo e o social. Fala de um modo de vida em comum, onde, por causa deste tipo de relacionamento, dificuldade alguma havia entre as pessoas.
O cântico apresenta uma seqüência de relacionamentos: 1. Permanência na doutrina dos apóstolos, ou seja, estudo da Palavra. 2. Na comunhão, o que envolve toda uma troca social.
3. Nas orações. Coletivamente buscando o Sagrado.
4. No partir do pão. Um alimentando o outro e, consecutivamente, levantando o memorial da crucificação de Jesus Cristo.
5. Tendo tudo em comum. O comum pode expressar o dia-a-dia. Uma vida em comunidade. “Maravilhas e milagres feitos por apóstolos, não havendo falta ou necessidade. Por ser um o coração, dia-a-dia a multidão, como igreja em união”.
O resultado desta coletividade, desta vida em comum é o crescimento “horizontal”: “Louvando a Deus de coração e caindo na graça do povo, o Senhor acrescenta à igreja os que chama para Si, tornando-os parte do seu corpo para tocar as gerações”.
74
BIBLIA SAGRADA. Tradução de João Ferreira de Almeida. Revista e corrigida. São Paulo, SP: MUNDO CRISTÃO, 2007 Livro: Atos dos Apóstolos, Capítulo 2, versículo 42. p. 966
V – ATRAI-ME
Autor: Thatiana Ribeiro
Como é bom desfrutar do teu amor
Como é bom conhecer o teu cuidado por mim A cada dia Senhor eu tenho conhecido
As tuas misericórdias que não têm fim
Pai eu quero andar debaixo dos teus sonhos E realizar somente o teu querer
Contemplar a tua face, viver a tua vida Vida de intimidade e comunhão
Atrai-me Senhor Para os teus braços
Leva-me a conhecer a tua vontade Eu quero estar
No centro dos teus sonhos para mim
A tua santidade me constrange Senhor Mas o teu amor me leva
Para um lugar mais alto Onde eu possa te tocar
Um cântico apelativo e, simultaneamente, aconchegante, porque demonstra o que acontece quando alguém busca o “Pai”: “Como é bom desfrutar do teu amor. Como é bom conhecer o teu cuidado por mim. A cada dia Senhor eu tenho conhecido as tuas misericórdias que não têm fim”.
A letra deste cântico demonstra um diálogo individual com Deus, quando a pessoa recorre o que está em seu interior: “Pai, eu quero andar debaixo dos teus sonhos e realizar somente o teu querer. Contemplar a tua face, viver a tua vida. Vida de intimidade e comunhão. Atrai-me Senhor para os teus braços. Leva-me a conhecer a tua vontade. Eu quero estar no centro dos teus sonhos para mim”.
No próximo momento, a letra do canto mostra o resultado da experiência individual com o sagrado: “A tua santidade me constrange Senhor, mas o teu amor me leva para um lugar mais alto onde eu possa te tocar”.
É um cântico bem pessoal e individual que expressa a experiência particular, no caso, do autor, mas que reflete um profundo desejo de “repartir” com a comunidade. Apesar de ser uma experiência individual, a intenção de cantá-lo junto à comunidade reflete um desejo social e coletivo: que todos possam experimentar o mesmo que estou experimentando.
VI – EXPRESSÃO DE AMOR