Entrevista - 4
Entrevistador: Celso Luiz Junior Entrevistada: Colaboradora 4
Transcrição: Meu nome é ____ eu sou pedagoga; eu terminei meu curso de graduação em 1993, tenho especialização em orientação educacional, fiz magistério do ensino superior e orientação educacional e após formada eu fui para educação básica e depois de 1994 eu assumi um padrão no estado do Paraná em Fundamentos da Educação, vinculado até então ao antigo curso magistério, então minha carreira no estado começa como professora e como orientadora no curso de formação de professores e nestes cursos na rede estadual nos éramos impelidos a fazermos cursos de formação que é uma das suas preocupações, que é uma das suas preocupações, né? A formação continuada. Fazíamos vários cursos coordenados pelo núcleo regional e educação, eu acompanhei um pouco esses cursos também trabalhando no núcleo regional de educação. Antes de ser concursada eu era técnico administrativo no nucleio regional de Assis Châteaubriant. Entrevistador: Pode me esclarecer, por favor: sobre esses títulos, formação continuada, reciclagem, formação em serviço. Qual nomenclatura que era mais utilizada?
Colaboradora 4: Houve uma variação muito grande. Para ser bem sincera com você eu não me lembro bem qual era o termo utilizado. Nós falávamos em formação cursos de formação de professores. Me parece que o termo Formação continuada é o que esteve mais presente, mas o termo reciclagem também foi utilizado, e foi questionado, pelo que ele significa, principalmente no período em que as políticas públicas do estado do Paraná assumiram a orientação Histórico crítica, né! Nós tínhamos aqueles documentos elaborados que agora não to me recordando do nome do texto, que todos os professores conheciam esse material como livrinho branco da SEED, que era um texto que foi elaborado pela comissão de professores da secretaria por área de conhecimento, então apresentava uma fundamentação teórica de cada uma das áreas, toda a fundamentação vinculada na fundamentação histórico crítica e depois num rol de conteúdos e nas metodologias mais pertinentes para aquele trabalho. Engraçado que eu tenho esse livro até hoje guardado esse material, mas eu não me lembro qual título foi dado. E os cursos de formação seguiam essas orientações.
Então nós recebíamos alguns textos do núcleo regional de educação, eram feitas reuniões pedagógicas nas escolas em que nós discutíamos esse material e tinham alguns cursos que eram organizados pela própria SEED e coordenado pelo núcleo regional que já vinham com material pronto, apostilas prontas com material audiovisual que nós assistíamos, ou que eram passados pelo TV/Escola e que eram
gravados. E nós nos pólos de estudo tínhamos uma coordenadora regional. Aí os cursos aconteciam orientados por essa coordenadoria, porque as vezes os horários não eram compatíveis para você assistir a programação diretamente da TV/Escola. Então a coordenadora gravava esses programas, depois agendava um espaço, um lugar para que os professores pudessem assistir as essas gravações.
Que eu me recordo deste período, por exemplo, o Salto para O futuro que é um dos cursos que foi ofertado a época e quando eu me refiro a época é a década de 90, quando eu entro no estado em 94 como temporária e em 96 quando eu me concurso, então eu to falando dessa década de 1990. Os cursos que eu me recordo é esse o Salto para o Futuro que nós recebíamos as apostilas com os textos de fundamentação e assistíamos aos vídeos, e aí tínhamos espaço para a discussão, professores de diferentes escolas faziam sua inscrição, depois tinha certificação. Essa certificação era cobrada para elevação de nível e isso era controlado pelo núcleo regional para que nós pudéssemos avançar de um nível para o outro. A elevação de nível estava condicionada aos cursos. Não á este particularmente, mas a qualquer curso que fosse oferecido pela rede e que tivesse uma carga horária X. Não estou bem recordada, mas acho que eram cursos de 40 horas.
Entrevistador: E sobre a utilização dos vídeos? Havia especialista comentando, ou eles eram simplesmente passados?
Colaboradora 4: É não tinha assim que eu me recordo de algumas situações desse Salto Para o Futuro, isso ficou bem marcado que um dos temas que nós trabalhamos foi a Educação Sexual. Era o coordenador do Salto para o Futuro que organizava o trabalho então quando calhava de que o coordenador fosse da área era muito mais fácil para ele discutir, mas isso nem sempre acontecia. Eu me lembro também que tivemos um curso de educação especial, pelo Salto Para o Futuro, né? Esse também foi muito interessante, mas você não contava necessariamente com um especialistas nas áreas para discutir o tema, que eu me recordo que quem tinha que coordenar isso era o professor designado pelo núcleo regional para organizar material, gravação, que era o coordenador do espaço de formação de professores. Então se calhava tudo senão... enfim!
Você podia as vezes contar com professor fazendo o curso que era da área: das ciências biológicas, da história, ou da educação especial por exemplo.
Entrevistador: Então os vídeos eram a base do processo formativo?
Colaboradora 4: A base e os textos. Então eu to me lembrando agora que fiz dois desses cursos, um que era em Formosa do Oeste, e um outro curso nós fizemos em Assis Châteaubriant. Em Assis a organização, pelas minhas lembranças agora era muito melhor que em Formosa do Oeste.
Então lá nós contávamos com alguns recursos a mais. Eu não sei dizer se esses recursos tinham a ver com o coordenador que buscavam complementar a atividade que era desenvolvida no espaço de formação, ou se era do próprio programa ou se era da escola que tinha uma estrutura melhor do que a outra, né?! Então eu não sei dizer para você se isso era parte do programa ou estava muito condicionado ao profissional que era coordenador do projeto de formação.
Entrevistador: então..muito bem, você sabe dizer se este aprendizado foi significativo, você tem alguma recordação?
Colaboradora 4: acho que tinham algumas coisas que me chamam atenção pela memória que foram interessantes. Acho que não posso dizer que eles não tiveram um sentido. Mas também não posso afirmar que eles tenham alterado a nossa prática,que efetivamente o processo de formação tenha alterado nossa prática. Nós tínhamos uma condição de trabalho específica e que todo material que você tinha acesso ele permitia que você revisse coisas, por exemplo: os textos produzidos pelo material, e agora estou me referindo especificamente à educação sexual que eu tenho lembrança e a educação especial, eram bons textos. Eram textos que à época, talvez se eu fosse olhar os textos hoje não tivesse a mesma impressão, mas que à época em que eu estava iniciando carreira e pela região que nós morávamos tínhamos pouco acesso a literatura diversificada e a livros. Então você acabava montando sua atividade docente à partir desses recursos que eram fragmentários, então esse material que vinha poderia ser utilizado. Mas eu não me recordo de ter utilizado esse material em sala, mas para uma leitura de complementação eles tinham sentido.
Os vídeos nós utilizávamos muito, nós tínhamos acesso no processo de formação e isso nos ajudou a pensar alguma coisa, mas nós não tínhamos acesso a esse material para utilizar com nossos alunos, né?! Nem recursos a gente tinha.
E não teve continuidade, foi uma proposta que ficou muito, pelo que me lembro e pelo que nós tivemos acesso, ficou pouco articulada, e estou falando de uma experiência muito particular. Nós estávamos em uma cidade com poucos habitantes, com um único colégio, com um núcleo regional fragilizado porque era novo, em relação aos outros do estado do Paraná, então não sei se isso contribuiu com essa condição, mas não me recordo da gente usando esse material para alterar nosso trabalho em sala.
Entrevistador: Colaboradora 4, em linhas gerais era isso que eu precisava saber. Muito obrigado.
Entrevista - 5
Entrevistador: Celso Luiz Junior Entrevistada: Colaboradora 5.
Colaboradora 5: Meu nome é ____, sou pedagoga da Universidade Estadual de Londrina, trabalho no Núcleo de Educação à Distância e no LABTED.
Eu já fiz vários cursos de Formação Continuada, entre esses cursos que fiz foi o programa Um Salto Para o Futuro no ano de 1994-1995 no colégio Champagnat, aqui em Londrina. Então lá havia um teleposto e nós tínhamos dois encontros durante a semana no período noturno onde nós assistíamos às aulas por vídeos e esses vídeos eram gravados e depois eram repassados pra gente, a sala tinha um monitor. Em outros momentos nós assistíamos em tempo real, né, ao vivo esses vídeos. Quando nós assistíamos ao vivo era possível formular questões e mandar para quem estava dando a aula para que ele pudesse responder. Só que infelizmente isso era difícil de acontecer porque eram várias regiões do país e locais e nós não conseguíamos. Quando conseguíamos era uma grande festa, na verdade quando nós tínhamos alguma dúvida na sala ser respondida pelo professor que estava ministrando a aula.
Entrevistador: Colaboradora 5: naquela ocasião você era pedagoga do estado, da prefeitura, você atuava na educação básica?
Colaboradora 5: Naquela ocasião eu atuava na educação infantil. Aqui na Universidade mesmo, no Centro de Educação Infantil da UEL.
Bom, as discussões eram por áreas. Nós estudávamos ciências, história, português, matemática.
Entrevistador: Algum curso ou tema te chamou a atenção, assim que você se recorde mais?
Colaboradora 5: Sexualidade! A sexualidade Infantil eram perfeitas as discussões sobre sexualidade infantil. Nós discutíamos como abordar (a sexualidade) ...acho que era um tema que estava na época também e, assim se discutia muito também. A apostila que tinha sobre sexualidade ensinava como abordar a sexualidade com a criança. Apesar de ser uma criança de 5 ou 6 anos, você já precisa começar falar com ele, porque ele começa a conhecer o corpo, ele começa a descobrir a se tocar no meio dos outros, então a apostila: o que que ela fazia? Ela nos mostrava como que nós íamos abordar esse tema tão polêmico não só com as crianças, mas também com os pais das crianças. Daí existiam atividades na apostila que demonstravam como que a gente trabalhava com as crianças e orientação com os pais também.
Entrevistador: E havia discussão por parte de um especialista, ou era um monitor só quem trabalhava com todos os temas? Ou cada aula tinha algum professor especialista daquela área comentando?
Colaboradora 5: Não. Cada aula tinha um professor especialista da área. Então assim não era um professor só. A cada vez nós assistíamos a um professor falando sobre aquele tema.
Uma coisa que eu me lembro que era interessante é que nós íamos discutir por exemplo matemática. Aí vinha lá um professor que era da área da matemática para explicar para você e as apostilas tinham vários exercícios. Então todas as lições que nós íamos estudar elas tinham exercícios. Então tinham momentos que você recapitulava tudo aquilo que você já havia feito.
Eu só não tenho certeza, mas acho que todos nós fazíamos uma provinha, um teste para como que nós tínhamos compreendido tudo aquilo e entregávamos para o monitor que estava na sala e depois ele levava e encaminhava e depois o retorno que nós tínhamos era de que todas as atividades foram feitas, que nós conseguimos compreender e então era um retorno geral, era para todos não era individual o retorno que era dado.
Entrevistador: Entendi! E o material então era composto de vídeos e apostilas? Colaboradora 5: Vídeos e apostilas.
Entrevistador: uma outra dúvida que eu tenho é a seguinte: nos cursos que você fez, se o aprendizado foi significativo, se é possível de ser aplicado na prática na época no seu trabalho docente como professora da educação infantil?
Colaboradora 5: Para mim que trabalhava no C.I. tinha uma relação, porque nós tínhamos uma relação diferenciada de outras. Nós estávamos naquele período de transição de assistencialista mais para o campo educacional. Porque antes o C.I. era totalmente assistencialista. Aí nos começamos dentre outras coisas a mudar isso, não podia ser só assistencialista, então tinha que ter a parte educacional e pedagógica, né, porque era assistencialista e tinha crianças você tem todos os cuidados, mas também cuidávamos da parte pedagógica. Com relação a isso principalmente ajudou, principalmente na parte de psicologia. Psicologia do desenvolvimento infantil, que era um dos temas também abordados lá. Então nós entramos em contato com as teorias de Piaget de Vigotsky, para entender e também por que na época nós precisávamos montar o Projeto Político Pedagógico, para entender qual a diretriz que nós íamos dar na parte pedagógica da escola. Então, ajudou, no meu ponto de vista ajudou porque eu lia e tentava aplicar aquilo na realidade, né.
Entrevistador: E na época você ainda não era formada em pedagogia, né? E seus colegas, você se recorda se tinham formação superior ou só magistério?
Colaboradora 5: que eu me recordo a maioria era só magistério.
Entrevistador: E o Salto para o Futuro, ele garantia algum tipo de ascensão na carreira? Por exemplo para ganhar um pouco mais subir de nível, estava atrelado a algo este tipo?
Colaboradora 5: Na verdade, nós temos um plano de carreira que a cada, se eu não estou enganada, eram a cada duzentas horas de cursos você conseguia um nível no seu salário. Então assim estava atrelado realmente. Mas assim o curso era para quem queria fazer.
Entrevistador: não era obrigatório?
Colaboradora 5: não era obrigatório, então era para quem queria fazer. Vinha a proposta, tinham cinco ou seis vagas. Nós éramos em trinta, e eles falavam assim: quem quer fazer? Aí eu fazia todos os cursos, o que vinha eu ia lá e fazia. Porque não era no período de trabalho era no período noturno. Então nos trabalhávamos durante o dia e fazíamos o curso durante a noite, e a maioria das pessoas não queria, porque queriam fazer o curso no horário de serviço, mas eu pegava e fazia todos os cursos.
Entrevistador: Você se recorda se os colegas de curso, eles eram todos da educação infantil, ou eles eram das mais diversas etapas da educação básica? Colaboradora 5: Não. Eram da educação básica. Tinham das escolas municipais aqui de Londrina, escola estadual também, a sala era mista.
Entrevistador: Eram de matérias específicas, exemplo: língua portuguesa, história, fazendo o curso ao mesmo tempo com o pessoal que trabalhava com educação infantil e anos iniciais, ou eram separados?
Não..eu acho que lá era só quem estava com a educação básica mesmo, porque antes era separado, era educação infantil e primeira a quarta série, que era pré que eles chamavam, né? Depois houve algumas mudanças aí.
Entrevistador: E sobre os vídeos, sobre algum deles foi possível você trazer para seus alunos, ou não era, era só para formação mesmo?
Colaboradora 5: era só para formação nossa, eles indicavam possíveis vídeos para serem utilizados com as crianças, mas eram específicos para formação do professor mesmo, para formação continuada.
Entrevistador: E você chegou a trabalhar algum? Colaboradora 5: Ah... agora não lembro...
Colaboradora 5: eu lembro que apostila de jogos eu trabalhei, jogos nós trabalhamos bastante com as crianças.
Entrevistador: Então, havia uma certa relação da teoria com a prática?
Colaboradora 5: havia, mas nós tínhamos que dispor a reler todo aquele material, porque a aula tinha uma duração, se eu não estou enganada de 1/5 hora mais ou menos, depois tinha um grupo de debates, você assistia a aula e algumas questões que direcionavam o debate da gente na sala de aula, ali mesmo. Só que apostila, você não conseguia ler na aula, então você tinha que se dispor a pegar a apostila em um outro momento e ler que não era diferente do que o professor estava falando, mas só que ela era mais completa com sugestões de atividade e tudo. Lá ele falava assim muito rápido e em 1/5 hora ele não dava conta porque geralmente a apostila tinha 30 ou 40 páginas. Vou ver se eu acho alguma. Se eu tiver alguma eu vou trazer.
Entrevistador: Então, ta bom Colaboradora 5, em linhas gerais eu agradeço muito pela entrevista e era isso que eu precisava saber. Muito obrigado!
Entrevista - 6
Entrevistador: Celso Luiz Junior Entrevistada: Colaboradora 6.
Colaboradora 6: Meu nome é ____, sou pedagoga, trabalho na Universidade Estadual de Londrina. A minha atuação profissional é no departamento de educação no curso de pedagogia com área de formação docente para os anos iniciais.
Na década de 1990, mas precisamente em 1992 eu iniciei uma formação continuada que era o Salto Para O Futuro, os encontros eram a noite no colégio Vicente Rijo, as conferências eram por vídeos, então nós tínhamos lá das 19h às 22h Nós assistíamos a um vídeo.
Eu foquei mais o curso na área de matemática, então nós tínhamos primeiramente o vídeo da parte teórica e depois tinha o vídeo com atividade práticas, até como fazer atividades ou de como fazer os jogos.
Os recursos eram... tinha um monitor que acompanhava as nossas aulas, porém esse monitor tinha como grande propósito auxiliar a nossa comunicação.. aliás a nossa comunicação não, a nossa participação no curso, mas só na parte técnica mesmo. Ligar o vídeo para gente assistir e no final fazia a pergunta: “alguém tem alguma dúvida?” Como não haviam dúvidas acabava nesta discussão. Quer dizer que na verdade nem discussão havia.
Então você ia lá, se eu não estou enganada, era uma ou duas vezes por semana, a noite e nós tínhamos um período do curso que nós íamos fazendo conforme nossas áreas do conhecimento.
Nós tínhamos uma apostila, essa apostila continha tanto a teoria quanto os exercícios e que a gente acompanhava depois no vídeo as explicações dos palestrantes.
Os temas abordados no caso da área da matemática, voltados para os anos iniciais que era minha área de atuação no momento e eram temas muito práticos. Era assim: como fazer? Como dar atividade? Mais assim questões de plano de aula. Era uma ideia ou outra de como dar um conteúdo. Então tinha sim uma teoria discutida antecipadamente, mas só que o foco maior era a questão das atividades planejadas. Entrevistador: Colaboradora 6, deixa eu te fazer uma pergunta específica: naquele contexto você já era formada em pedagogia ou você só tinha o magistério?
Colaboradora 6: Eu estava cursando pedagogia.
Entrevistador: A formação do curso Salto para O Futuro, estava atrelada a promoção na carreira? Você já era professora da rede pública? Atuava com educação infantil ou com os anos iniciais?
Colaboradora 6: Eu dava aula nos anos iniciais na escola privada e na verdade a escola propôs que eu fizesse o curso, não vinculada a minha formação. Era mais para ver qual é essa proposta do governo. Lembro até isso que na época eu tinha..é a escola tinha a intenção de me colocar na coordenação dos anos iniciais e, então, foi a proposta. “Vai fazer o curso vê que é isso que o governo ta oferecendo”. Particularmente eu não terminei o curso, porque eu me senti desmotivada, porque na escola nós tínhamos bastante grupos de estudo e as discussões lá não me traziam muitas novidades então na verdade eu fiz metade do curso.
Entrevistador: então, nessa metade um tema que você diz que chama atenção é matemática, mais algum tema que você gostaria de mencionar que foi interessante? Colaboradora 6: Não, eu só assistia aos vídeos dessa área, era com se fosse um bloco da área de matemática e depois tinham os outros: português, história, geografia, mas nesse momento eu só assisti às aulas de matemática. Eu me lembro de ter visto umas três ou quatro aulas e daí nós vimos que não era tão novidade assim na escola.
Entrevistador: Então, essa formação pode se dizer que não teve um sentido prático para você?
Colaboradora 6: Não ...não teve. Realmente não teve porque não eram novidades, eram coisas que já estávamos colocando em prática. Mas eu percebi que tinham muitas professoras que estavam ali, talvez por uma certificação, não tanto para participação. Tanto é que os vídeos nós assistíamos e havia muita conversa paralela também.
Entrevistador: Muito bem, Colaboradora 6, acho que você respondeu ao que eu