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Os resultados obtidos nas análises dos experimentos com os conceitos “Netnografia” e “Inovação” demonstraram diferenças quanto à ocorrência de definições conceituais a partir da tripla sintaxe da nanopublicação. Entretanto, os mesmos resultados confirmaram que a integração dos princípios de indexação à modelagem de nanopublicação pode ser considerada um processo eficiente. Além disso, analisar os enunciados recuperados a partir dessa modelagem evidenciou que os aspectos semânticos, pragmáticos e discursivos podem ser considerados a essência desse modelo emergente de representação de informação em contextos digitais.

Os aspectos computacionais apresentados com a utilização do software Tropes evidenciaram relações semânticas em contexto. Além disso, demonstraram que há limitações quanto às aplicações automatizadas, mas essas limitações podem diminuir com a integração de métodos, técnicas e tecnologias orientadas à organização da informação. Ainda, a integração de mecanismos de criação de vocabulário do “scenario toll” do software Tropes, bem como os processos definidos de organização de informação podem ser considerados fundamentais na elaboração de estruturas modeladas, como as nanopublicações.

No protótipo de interface, objetivou-se demonstrar como as dimensões informacional e computacional da metodologia podem ser articuladas para possibilitar a interação dos usuários com as nanopublicações. Essa interação deve promover um fluxo informacional de mapeamento de dados conceituais. Ela também deve evidenciar as redes formadas pelas definições conceituais em seus aspectos autorais, institucionais e de formação de comunidades de conhecimento. A finalidade da construção de interface consiste em contribuir para a elaboração de um modelo de ambiente de representação de informação que promova a difusão de conhecimentos em rede a partir de nanopublicações. Nesse sentido, propõe-se um protótipo que evidencia as dimensões da metodologia e sua possível aplicação no desenvolvimento de um sistema. Esse protótipo pode ser considerado um sistema/modelo que possui as funcionalidades essenciais à modelagem de nanopublicação orientada por princípios de indexação.

De acordo com a Figura 50, o protótipo que leva à elaboração de interface é orientado pelas dimensões explicitadas na metodologia: Dimensão Informacional, Dimensão Computacional e Interface.

Na dimensão informacional, devem-se estabelecer as três fases da metodologia, que são: a delimitação do corpus, a extração conceitual e a marcação da tripla sintaxe que geram a nanopublicação. Essa dimensão oferece os elementos que poderão configurar a estrutura do ambiente de gestão de dados.

Na dimensão computacional relacionam-se os elementos computacionais essenciais: um classificador semântico, nesta pesquisa foi utilizado o software Tropes, e as tecnologias de programação da web semântica: XML, RDF e Banco de Dados. O classificador semântico é aplicado ao corpus para auxiliar na seleção de conceitos, bem como pode ser fundamental para a camada de gestão de dados, a fim de efetivar o mapeamento de elementos conceituais e construção de vocabulário.

A interface apresenta duas partes/seções: a interface do usuário e a interface do gestor. Na interface do usuário, é fundamental a aplicação da programação da web semântica para viabilizar a integração, organização e disseminação de dados interoperáveis. Além disso, o resultado modelado graficamente para o usuário deve conter dados pertinentes (anotações, declarações e evidências das nanopublicações), juntamente com uma rede de dados representativos de autorias e comunidades de saber relativas aos conceitos modelados. O conceito em contexto pode ser revelado em um formato semelhante ao apresentado no software Tropes, o qual demonstra termos marcados no corpo do documento, juntamente com grafos das relações semânticas.

A interface do gestor deve conter um ambiente de gerenciamento de coleções. Neste espaço o gestor (bibliotecário) poderá estabelecer coleções relacionados aos conceitos que poderão ser recuperados em forma de nanopublicação. Para efetivar esse processo, o ambiente deverá contar com elementos programados de acordo com a dimensão informacional da metodologia auxiliada pelos elementos da dimensão computacional.

Deve-se salientar que a interface é o principal canal de comunicação entre o sistema e o usuário, e é sua função oferecer acesso compatível às necessidades informacionais de cada indivíduo de acordo com seus perfis de demanda. A programação da interface deve integrar o usuário de maneira clara e objetiva aos conteúdos organizados. Diante disso sugerese:

1. Escopo: para o deseolvimento de modelagens de nanopublicação deve-se aplicar às dimensões informacionais e computacionais propostas na metodologia.

2. Público-alvo: o usuário gestor pode ser considerado o bibliotecário já familiarizado com os processos de indexação. Seu papel é funcionalizar as coleções de acordo com os padrões da dimensão informacional e computacional. O usuário “geral” é o sujeito interessado na recuperação em contexto. Sua expectativa em relção ao sistema orienta- se pela sua necessidade de acesso à informação especializada.

3. Composição do corpus (volume e tratamento): a composição do corpus relaciona-se com o domínio de conhecimento no qual o conceito a ser modelado encontra-se inserido. O volume de informações está diretamente ligado à base de dados a ser explorada juntamente com as possibilidades de aplicação tecnológica.

A metodologia possui limites, principalmente nos aspectos computacionais. A experimentação de softwares caracterizados pela classificação semântica pode ser considerada para o desenvolvimento de um sistema de modelagem de nanopublicação. Além disso, a conciliação das linguagens RDF e XML a uma interface orientada pelo preenchimento de campos de metadados pode ser considerada adequada ao perfil do usuário gestor. A avaliação e a atualização da interface e do sistema dependerão, portanto, de exaustivas experimentações até se atingir um nível adequado para serem testadas em termos de usabilidade.

5 NANODOCUMENTO: POSSIBILIDADES PARA A ORGANIZAÇÃO DO