13 Forbrukerens krav ved mangler
13.3 Retting og omlevering (avhjelp) .1 Overordnet om avhjelp og direktivet
13.4.1 Overordnet om prisavslag og forholdet til erstatning
Para delimitar a pragmática nos estudos linguísticos, é preciso situá-la dentro de um campo de análise de sentido da Linguagem. Ilari (2000) explica que, em uma perspectiva sintática, pode-se inventariar e analisar expressões simples que lhe são próprias e estabelecer como se combinam para formar expressões complexas. Se for observada a combinação de expressões, as relações de sentido estabelecidas entre as palavras e as frases, verifica-se uma análise semântica. Entretanto, quando se verificam possíveis relações que os elementos linguísticos mantêm com os objetos e com as situações do mundo, estabelece-se uma perspectiva pragmática.
Partindo da ideia de que a atividade linguista é um processo de construção de ações, e que o uso efetivo da língua é uma ação tipicamente humana, social e intencional, a Pragmática, como campo de estudo, então, aposta nas questões linguísticas e contextuais, e o usuário passa a ser visto como interlocutor no processo de relação com a língua. Desta forma, de acordo com Pinto (2001, p. 48), a pragmática “leva em conta também a fala e nunca os estudos da língua isolada de sua produção social”... a pragmática analisa, de um lado, o uso concreto da linguagem, com vistas a seus usuários e usuárias, na prática linguística (ILARI, 2000, p. 134).
Para a organização da informação e do conhecimento, Novellino (1996) defende a necessidade de convalidarmos questões pragmáticas para subsidiar a organização de conteúdos, propondo que sejam construídas linguagens de “transferência da informação”, e não simplesmente de representação temática de conteúdos. Nesse sentido é essencial a contextualização dos conceitos e dos significados utilizados na definição dos conteúdos na medida em que estes fossem representados também pelas formas de uso como foram buscados.
De acordo com Charaudeau, Maingueneau e Komesu (2004), a pragmática, como disciplina se interessa pela relação dos signos com seus usuários, pelos seus usos e seus efeitos. Mas deve-se reforçar que o signo linguístico é composto por uma relação indissociável entre imagem e som, o significante e um conceito, o significado. Sobre as relações das significações, Tamba-Mecz (2006, p. 42) enumera que:
1. não podemos chegar diretamente a uma significação. Ela só se manifesta por meio da forma significante, que a torna perceptível
2. os significados por definição, são unidades de primeira articulação
3. o sentido desfaz a cadeia significante e instaura relações logicas e hierárquicas entre os constituintes conjuntos
4. a significação se fixa no nível de unidades sintéticas, como a palavra, o sintagma e a frase, mesmo quando essa unidade se materializa por forma fônica e gráficas lineares.
A autora explica que cada tipo de unidade tem seu modo próprio de terminação e de síntese semântica. Além disso, as marcas de terminação variam segundo as línguas, em função de seus sistemas fono-morfológicos e sintáticos. Sobretudo, as indicações de terminação são completamente distintas no verbal e no escrito.
A noção de unidade semântica sintética confere então à palavra, à frase e, em menor grau, ao sintagma, um papel preponderante na construção linguística do sentido, porque é a partir dessas configurações e de seus encaixamentos que se decifra uma significação terminal, concebível como um todo. (TAMBA-MECZ, 2006, p. 59)
As significações se manifestam sob a forma de interpretação que lhes são dadas por seus significantes. Os dados observáveis são as unidades de sentido constituídas pela totalidade forma-sentido e contexto. Assim, os tipos possíveis de unidades semânticas são: a palavra, o grupo de palavras, a frase, ou o enunciado. O Enunciado pode ser compreendido como uma unidade de comunicação de forma e de extensão variável, cujo sentido depende de indicações contextuais e situacionais (ILARI, 2000).
A pragmática é o estudo da linguagem do ponto de vista de seus usuários, particularmente das escolhas que eles fazem, das restrições que eles encontram ao usar a linguagem em interações sociais, e dos efeitos que o uso da linguagem, por parte desses usuários, tem sobre os outros participantes no ato da comunicação. Nesta perspectiva, iguala-se uso linguístico com uso comunicativo, e identifica-se a pragmática com uma explicação da inter-relação existente entre a linguagem e a situação comunicativa em que esta é tipicamente usada (ILARI, 2000, p. 140)
Na situação comunicativa, o contexto não se reduz ao conhecimento de mundo. Ele consolida as condições de verdade dos enunciados O contexto relaciona-se com o indivíduo e suas abstrações. Não existe uma interpretação absoluta e sim centros relativos de interpretação. Essa análise representa a materialização de contexto para a delimitação de conceitos. Além disso, esses contextos podem ser os campos de conhecimento de atuação dos usuários de informação. Diante disso o signo linguístico pode ter, dentro da sua relação de significado, um contexto que delimitará entendimentos comuns entre os usuários.
Figura 5 – Signos linguísticos
Fonte: Elaborado pelas autoras, baseado em TAMBA-MECZ, 2009.
A Figura 5 representa um signo isolado sob a forma geométrica fechada de uma elipse, que delimita uma entidade interiormente dividida em duas metades:
(a) [...] superior, a do significado e a inferior, a do significante. Duas flechas de orientação inversa marcam a mútua interdependência das partes. Esse primeiro esquema visa destacar a autonomia do signo e sua dualidade intrínseca (TAMBA- MECZ, 2006, p. 79).
Além dos elementos de identificação do signo, há o contexto, que possibilita interpretações de acordo com os sujeitos em estado de interação. Desse modo, pode-se afirmar que o signo linguístico une um conceito a uma imagem acústica dentro de um contexto de conhecimento comum aos usuários.
A pragmática e a semântica levam em conta noções como as interações do falante, os efeitos de um enunciado sobre os ouvintes, as implicações que seguem ao expressar alguma coisa de certo modo, e os conhecimentos, crenças e pressuposições acerca do mundo sobre os quais os falantes e ouvintes se baseiam enquanto interagem (WEEDWOOD, 2004, p. 146).
Na junção da pragmática com a semântica têm-se os estudos de todos os aspectos do significado, que não (apenas) os envolvidos nas análises das sentenças em termos de condições de verdade. A análise Semântico/Pragmática leva em conta os usuários em interação linguística dentro de contextos de conhecimento.
Em uma perspectiva informacional, a abordagem Pragmática é refletida no plano da interação entre usuário e dispositivo. Sistemas de recuperação de informação requerem operações para consolidar a necessidade do usuário. Neste cerne ocorre uma aplicação direta de construção de significados e, diante disso, a construção de conteúdos semânticos
recuperáveis incide nos aspectos pragmáticos aplicados à construção de ferramentas de organização de informação.