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maiores dificuldades em lidar com o traço [anterior], assim como os sujeitos com aquisição fonológica típica (OLIVEIRA, 2002). Pas três primeiras faixas etárias ainda registraram se alterações envolvendo mais de um traço distintivo e o traço [contínuo], enquanto que nas últimas faixas etárias os sujeitos demonstraram maiores dificuldades em lidar com o ponto de articulação.

4.1.4 DADOS REFEREPTES À FRICATIVA ALVEOPALATAL VOZEADA / /

Ocorreram 457 possibilidades de produção do / / no coletado.

4.1.4.1 Variáveis selecionadas pelo 8

O programa VARBRUL destacou como mais relevantes no processo de aquisição do fonema / / as variáveis contexto precedente e faixa etária. A

apresentação destes dados inicia a seguir com uma tabela referente à produção do / / em relação ao contexto precedente.

"

Tabela 35 Produção do / / em relação ao contexto precedente '+! M!'

)* > # +!

) ' X ")( > !'!"( M %)('

[ i ] 0,78 80 16/20 [d i i’ i]

consoante coronal 0,64 64 23/36 [‘lon i]

[ ] 0,63 65 31/48 [xe’l u] vazio 0,49 52 116/224 [‘ ent i] [ e ] 0,48 53 39/74 [i’ge a] [ o ] 0,41 50 1/2 [‘o i] [ a ] 0,34 37 7/19 [aba’ u ] [ j ] 0,28 25 1/4 [fej’zãw] [ ] 0,26 29 4/14 [ku’l u] [ u ] 0,15 19 3/16 [‘su a] Input Significância 0,53 .002

Em relação ao contexto precedente, o programa apontou como favoráveis à produção do fonema / / as vogais [ i ] e [ ] e a consoante coronal, com pesos

relativos de 0,78, 0,63 e 0,64 respectivamente. A consoante coronal foi também apontada por Oliveira (2002) como um dos melhores contextos precedentes para a produção da fricativa / / por sujeitos com desenvolvimento típico, com peso relativo

de 0,71, assim como a vogal [ ], com peso relativo de 0,57.

Os demais contextos, vazio (0,49), [ e ] (0,48), [ o ] (0,41), [ a ] (0,34), [ j ]

(0,28), [ ] (0,26) e [ u ] (0,15), demonstraram se pouco favoráveis à produção da

fricativa em questão e, dentre esses, o pior contexto foi o [ u ]. Apesar do baixo número de ocorrências (apenas duas) do contexto precedente [ o ], ele foi considerado na análise, pois dados similares foram encontrados por Oliveira (op. cit.) para sujeitos com aquisição normal. Outro contexto que teve um número de ocorrência baixo foi a semivogal [ j ], apenas quatro casos. Esse caso justifica se

"

pelo fato de, na produção oral, ser usual a monotongação, principalmente na fala das crianças. A redução da estrutura CVV, formada por ditongos, em CV leva à

produção de [fe’ ãw] ao invés de [fej’ ãw].

A seguir tem se a apresentação dos dados referentes à segunda variável selecionada pelo 8 , a faixa etária.

Tabela 36 Produção do / / em relação à faixa etária

" M" !Q* " ) ' X ")( > !'!"( 4:0 – 4:6 0,53 56 40/72 4:7 – 5:1 0,29 33 24/73 5:2 – 6:0 0,39 42 19/45 6:1 – 6:7 0,62 62 61/98 6:8 – 7:2 0,55 57 69/120 7:3 – 8:10 0,51 57 28/49 Input Significância 0,53 .002

Ao analisar a Tabela 36, observa se que a fricativa / / não apresenta

percentuais superiores a 80%. Sendo assim, o segmento não está adquirido em nenhuma das faixas etárias analisadas, conforme Bernhardt (1992b). Os percentuais são baixos e inferiores aos encontrados para as fricativas /f/, /v/ e / /. Isso

demonstra a complexidade do fonema / / em relação às demais fricativas para as

crianças com desvio. Tomando se os critérios de Bernhardt (op. cit.), pode se dizer que o segmento está parcialmente adquirido em cinco das seis faixas consideradas, apresentando percentuais que variam de 39% a 79%, mas em nenhum momento está adquirido. Dentre as faixas em que a fricativa estava parcialmente adquirida, os

"

percentuais mais elevados de aplicação correta ocorreram nas últimas faixas etárias, 6:1 – 6:7 (62%), de 6:8 – 7:2 (57%) e de 7:3 – 8:10 (57%).

A variável extralingüística faixa etária também foi selecionada como significativa para os dados de aquisição fonológica típica (OLIVEIRA, 2002). A partir da análise dos mesmos observa se que o segmento está adquirido aos 2:6 anos, com percentuais que variam de 79% a 100% a partir desta idade. Veja se a figura a seguir.

Figura 20: Gráfico da produção correta do / / quanto à faixa etária em crianças com desenvolvimento fonológico típico (Oliveira, 2002, p. 96).

Ao comparar se os dados de aquisição normal com os de desvio fonológico aqui analisados, chama se novamente a atenção para o grau de dificuldade expressado pelas crianças com comprometimento fonológico. Enquanto a fricativa / / está adquirida aos 2:6 em sujeitos com sistemas fonológicos típicos (Figura 20),

o grupo com desvio aos 8:10 ainda não apresentou percentuais de produção correta compatíveis com a aquisição, conforme observa se na Figura 21, logo a seguir.

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 1.4 1.6 1.7 1.8 1.9 1.10 1.11 2.0 2.2 2.4 2.6 2.8 2.10 3.0 3.2 3.4 3.6 3.8 faixas etárias %

" 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 4:0 4:6 4:7 5:1 5:2 6:0 6:1 6:7 6:8 7:2 7:3 8:10 % de produção correta

Figura 21: Gráfico da produção correta do / / de acordo com a faixa etária.

4.1.4.2 Variáveis selecionadas pelo 8 9

As variáveis descritas a seguir foram selecionadas pelo 8 9 sendo,

portanto, estatisticamente não relevantes como condicionadoras do processo. Assim como foi feito anteriormente para os demais segmentos analisados nesta pesquisa, essas variáveis também serão apresentadas. Os pesos relativos foram retirados do nível 1 do 8 . Inicia se esta seção com a apresentação dos dados,

na Tabela 37, referentes à produção do / / em relação à posição na palavra.

Tabela 37 Produção do / / em relação à posição na palavra ' ?@' +"

)"(" *"

) ' X ")( > !'!"( M %)('

medial 0,51 54 125/233 [azu’le u]

absoluto 0,49 52 116/224 [ a’n la]

Input Significância

0,53 .693

Ao considerar a variável posição na palavra, observa se que, além de os pesos relativos serem muito próximos um do outro, também aproximam se do ponto neutro, não sendo coerente apontar maior favorecimento de um fator em relação a outro na produção do / /. Pão se associa este achado ao número total de

"

ocorrências do segmento na amostra (457 no total), que poderia ser considerado baixo. Pa pesquisa de Oliveira (2002), para esta mesma variável codificaram se 329 palavras, um número inferior ao analisado na presente pesquisa.

Utilizando ainda os achados de Oliveira (op. cit.), nota se que a posição de absoluto mostrou se mais favorecedora (0,57) à produção correta da fricativa

do que a de medial (0,43), o que não é corroborado pelos dados aqui

encontrados.

A seguir, tem se a Tabela 38 referente à produção do / / em relação à

tonicidade.

Tabela 38 Produção do / / em relação à tonicidade Tonicidade

) ' X ")( > !'!"( M %)(' sílaba fraca do pé 0,51 54 53/106 [azu’le u] sílaba fora do pé 0,51 53 95/178 [ ela’dela]15

sílaba forte do pé 0,47 50 93/173 [fe’ ãw] Input

Significância

0,53 .812

Quanto à variável tonicidade, a partir da Tabela 38 pode se verificar que tanto a sílaba fraca do pé quanto a sílaba fora do pé demonstram pesos relativos de 0,51, próximos ao ponto neutro.

Para os sujeitos com sistemas fonológicos típicos (cf. OLIVEIRA, 2002), a sílaba fora do pé métrico foi a mais favorecedora para a produção do / /, com

peso relativo de 0,56 em 97 possibilidades de ocorrência. Em segundo lugar, o programa apontou a sílaba fraca do pé métrico, com 0,51 de peso relativo e 115

"

" !

possibilidades de produção. É interessante notar que, assim como nos dados aqui analisados para sujeitos com desvio fonológico, a sílaba menos favorecedora à

produção do / / para os sujeitos com aquisição típica (OLIVEIRA, op.cit.)

também foi a sílaba tônica, com peso de 0,35, sendo produzida corretamente 26 vezes em 44 possibilidades.

Pa Tabela 39, tem se a produção da fricativa / / em relação ao número de

sílabas.

Tabela 39 Produção do / / em relação ao número de sílabas

N% *' # $("&" ) ' X ")( > !'!"( M %)(' três sílabas 0,54 56 130/231 [ a’n la]

duas sílabas 0,48 51 75/148 [‘su u]

quatro sílabas ou mais 0,47 50 34/68 [ ela’dela]

uma sílaba 0,18 20 2/10 [‘ a]

Input Significância

0,53 .105

Em relação ao número de sílabas, pode se observar que as palavras formadas

por três sílabas tiveram pesos relativos mais favoráveis à produção do / / (0,54).

As palavras com uma (0,18) e quatro (0,47) sílabas apresentaram pesos pouco favoráveis e as palavras com duas sílabas (0,48), o valor mais próximo ao ponto neutro. Apesar do baixo número de ocorrências, apenas 10, em relação às demais

posições, uma sílaba foi considerada o fator menos favorável à produção do / /,

uma vez que na aquisição fonológica típica também foi registrada pouca aplicação correta dessa fricativa em palavras de uma sílaba (OLIVEIRA, 2002).

" #

A autora ainda apontou que as palavras com três sílabas mostraram se mais favorecedoras à produção correta da fricativa, com peso relativo de 0,56, e as palavras com duas e uma sílaba são pouco favorecedoras, com pesos inferiores a 0,39.

A seguir, tem se a Tabela 40 com os dados de produção do / / em relação ao

contexto seguinte.

Tabela 40 Produção do / / em relação ao contexto seguinte '+! M!' -, +! ) ' X ")( > !'!"( M %)(' [ ] 0,73 75 3/4 [t i’ la] [ o ] 0,58 60 35/58 [t i’ olu] [ e ] 0,56 59 27/46 [‘ elu] VP 0,51 53 23/43 [fe’ ãw] [ i ] 0,50 53 35/66 [ i’rafa] [ a ] 0,48 51 84/164 [ aka’ ] [ u ] 0,44 46 33/71 [‘ve u] [ ] 0,18 20 1/5 [‘ ga] Input Significância 0,53 .494 : vogal nasalizada

Quando o contexto seguinte foi considerado para a produção do / / na amostra estudada, pode se observar que o contexto mais favorecedor à produção correta da fricativa foi a vogal [ ], com peso relativo de 0,73. Embora o número

de ocorrências desse contexto seja baixo em relação aos demais tal dado foi considerado, pois em dados de aquisição fonológica típica, Oliveira (2002) também encontrou pouca aplicação da vogal média baixa em seus dados. As vogais [ o ] e [ e

] apresentam pesos relativos menos favoráveis do que a vogal [ ], porém ainda

favorecedores, 0,58 e 0,56 respectivamente. Quando o contexto seguinte foi a vogal nasalizada e [ i ], o peso relativo ficou próximo ao ponto neutro (0,51) ou neutro (0,50) para a produção correta do segmento. Os demais contextos analisados, isto é,

" "

[ a ], [ u ] e [ ], foram pouco favoráveis à produção do / /, com pesos relativos de

0,48, 0,44 e 0,18 respectivamente.

Estes achados não estão de acordo com os encontrados para crianças com desenvolvimento fonológico típico. Para esses sujeitos, o contexto seguinte mais favorecedor à produção de / / foi a vogal [ u ], com peso relativo de 0,70. A vogal

[ i ] também mostrou se favorável, com peso de 0,63 e com uma freqüência de possibilidades bem maior do que a da vogal [ u ], 77 ocorrências em relação a 11, respectivamente (OLIVEIRA, 2002).

Pos dados desviantes aqui investigados, registrou se, da mesma forma que

para a vogal [ ], um número baixo de ocorrências da vogal [ ] (5 apenas). Esse

dado não foi desconsiderado, pois Oliveira (op. cit.) também observou em sua amostra um baixo número de ocorrências para as vogais médias baixas, dando indícios de que de fato é reflexo de um comportamento comum na aquisição fonológica.

A partir do que foi apresentado anteriormente, pode se dizer, então, de maneira

resumida, que as variáveis selecionadas pelo 8 foram o COPTEXTO

PRECEDEPTE ([ i ], [ ] e Consoante coronal) e a FAIXA ETÁRIA (nenhuma

adquirida). As variáveis selecionadas pelo 8 9 foram a POSIÇÃO PA

PALAVRA (OM e OA), a TOPICIDADE (Sílaba fraca do pé métrico e Sílaba forte do pé métrico), o PÚMERO DE SÍLABAS (Três sílabas) e o COPTEXTO SEGUIPTE ([ ], [ o ] e [ e ]). Os achados que corroboram os dados de aquisição

"

fonológica normal (OLIVEIRA, 2002) são a POSIÇÃO PA PALAVRA (OA) e o PÚMERO DE SÍLABAS.

"* Q ( > '+"#" ) (' ! )6,) "* Q ( > '+"#" ) (' ! )6#'F+

Contexto precedente: [ ], [ o ], [ e ] Posição na palavra: OM e OA

Tonicidade: sílaba fraca do pé métrico e sílaba fora do pé métrico

Pº de sílabas: três sílabas

Contexto seguinte: [ ], [ o ] e [ e ]

4.1.4.3 Omissões e outras produções: / /

Po desta pesquisa, a fricativa / / teve 457 possibilidades de

ocorrência, sendo que foi produzida corretamente 241 vezes (53,74%) e foi omitida ou produzida de outra forma 216 vezes (47,26%), conforme a Tabela 41, a seguir.

Tabela 41 – Realizações encontradas para o / / em crianças com desvio fonológico "( /"?C R',!),!L X

Produções corretas 53,74 241

Omissões e outras produções 47,26 216 '!"( # )' & ( #"# 100 457

Ao se comparar os dados da Tabela 41 com os de aquisição normal, observa se que as crianças com desvios apresentam um percentual maior de uso de

"

estratégias de reparo em seus sistemas (47,26%) em relação às crianças com desenvolvimento típico, mas não muito superior. O grupo sem desvio, segundo

dados de Oliveira (2002), aplicou estratégias facilitadoras para o / / em 34% das

vezes. A pouca diferença percentual entre os dois grupos, no que se refere à aplicação das estratégias de reparo, está presente apenas para o / / e não para as

demais fricativas analisadas, para as quais a aplicação é bem maior no grupo com desvio. Este fato justificaria a aquisição tardia desse segmento em relação às demais fricativas, por volta dos 2:6 (OLIVEIRA, 2004).

A seguir, tem se a Tabela 42 com as omissões e outras produções realizadas

pelas crianças com desvio fonológico em relação à fricativa / /.

Tabela 42 Omissões e outras produções: / /

% C ',!*" )*'#,?C X "( ' * "( /"?@' Substituição de [anterior] 44,44 96 ‘geladeira’ [zela’dela] Substituição de [voz] 28,70 62 ‘igreja’ [i’ge a] *Substituição de MT 21,30 46 ‘relógio’ [e’l du] Substituição de traço de raiz 2,78 6 ‘geladeira’ [jela’dela]

Omissão do segmento 1,85 4 ‘mágico’ [‘maiko]

Substituição de traço de ponto de articulação

0,93 2 ‘girafa’ [vi’ afa]

'!"( # ")( >"?@' 100 216

I ,& ! !, ?@' # S substituição de mais de um traço distintivo; S numerador.

De acordo com a Tabela 42, quando o / / não foi produzido corretamente

foi preferencialmente substituído, em 44,44% das vezes, por outro segmento de ponto de articulação mais anterior que o seu. A dificuldade em lidar com o ponto de articulação também foi registrada na fala de sujeitos com desenvolvimento

"

típico. Segundo Oliveira (2002), a estratégia de substituição de [anterior] foi a mais freqüente na sua amostra, sendo aplicada em mais de 56% dos casos.

Destacam se, ainda, as estratégias de substituição de [voz] e de substituição de MT (mais de um traço distintivo) com ocorrências de 28,70% e de 21,30%, respectivamente. Embora as crianças com desenvolvimento fonológico típico também realizem a estratégia de substituição de [voz], isso ocorreu em apenas 1,09% dos casos. A substituição de MT não foi relatada (OLIVEIRA, 2002).

Ainda foram registradas estratégias de substituição de traço de raiz (2,78%), de omissão do segmento (1,85%) e de substituição do traço de ponto de articulação (0,93%), porém poucas ocorrências.

Po intuito de verificar melhor a influência do contexto precedente e da faixa etária (variáveis selecionadas pelo programa) nas produções que não condizem com a forma alvo, realizou se o cruzamento dessas variáveis com as estratégias de reparo (omissões e outras realizações) aplicadas pelos sujeitos. Os resultados estão expostos nas Tabelas 43 e 44, a seguir.

Pa Tabela 43 apresentam se os dados referentes às omissões e outras produções realizadas para a fricativa / / em relação ao contexto precedente.

"

Tabela 43 – Omissões e outras produções x contexto precedente: / /

I ,& ! !, ?@' # S substituição de mais de um traço distintivo; S numerador.

A partir da Tabela 43, pode se verificar que as estratégias de substituição foram preferencialmente aplicadas pelos sujeitos com desvio fonológico quando o

contexto precedente ao / / foi o vazio. Isto é, para esses sujeitos, quando a

fricativa está em início de palavra, torna se mais difícil sua produção conforme o alvo adulto. É importante ressaltar que os casos de substituição de traços de raiz e de substituição de ponto de articulação correspondem a um número baixo de aplicações, quatro e dois respectivamente. Em relação aos casos de omissão, registraram se poucas ocorrências na amostra, apenas quatro casos, assim como a substituição do traço de ponto de articulação, para a qual se observaram apenas duas ocorrências.

Os demais contextos que contribuíram para a aplicação das estratégias de reparo foram as vogais [ a ] e [ e ], ou seja, registrou se para a substituição de

'+! M!' )* > # +! % C ',!*" )*'#,?C Substituição de [anterior] Substituição de [voz] * Substituição de MT Substituição de traços de raiz Omissão do segmento Substituição do traço de ponto de articulação P % P % P % P % P % P % O " P 3 3,13 7 11,30 1 16,67 1 25 O P 16 16,66 8 12,90 10 21,74 1 16,67 O P 3 3,13 1 1,61 O ' P 1 1,04 O , P 5 5,21 4 6,45 4 8,70 O P 6 6,25 1 1,61 3 6,52 O P 8 8,33 4 6,45 5 10,87 O T P 1 1,04 1 1,61 1 25 "/ ' 45 46,88 33 53,23 23 50 4 66,66 1 25 2 100 '+ '"+! >'*'+"( 8 8,33 3 4,84 1 2,17 1 25 '!"( # ")( >"?@' 96 100 62 100 46 100 6 100 4 100 2 100

"

[anterior], [ a ] – 16,67%, para a substituição de [voz], [ a ] – 11,30%; [ e ] – 12,90% e, para a substituição de MT, [ e ] – 21,74%.

Pa Tabela 44 apresentam se as omissões e outras produções realizadas para

a fricativa / / em relação à variável faixa etária.

Tabela 44 – Omissões e outras produções x faixa etária: / /

% C ',!*" )*'#,?C " M" !Q* " Substituição de [anterior] Substituição de [voz] * Substituição de MT Substituição de traço de raiz Omissão do segmento Substituição do traço de ponto de articulação Total de aplicação P % P % P % P % P % P % P % 5SW 6 5S9 8 25 11 34,38 13 40,63 0 0 0 32 100 5S; 6 7S3 18 36,73 15 30,61 11 22,45 4 8,16 1 2,04 0 49 100 7S1 6 9SW 8 30,77 15 57,69 0 1 3,85 2 7,69 0 26 100 9S3 6 9S; 37 100 0 0 0 0 0 0 37 100 9SU Z ;S1 19 37,25 18 35,29 13 25,49 1 1,96 0 0 51 100 ;S4 6 US3W 6 28,57 3 14,29 9 42,86 0 1 4,76 2 9,52 21 100 I ,& ! !, ?@' # S substituição de mais de um traço distintivo; : numerador.

De acordo com a Tabela 44, verifica se que na faixa etária de 4:0 4:6 a estratégia que mais ocorreu foi a substituição de MT, com 40,63% de aplicação, seguida da substituição de [voz], com 34,38%. Pa faixa de 4:7 5:1, a estratégia de substituição de [anterior] foi a mais aplicada pelos sujeitos (36,73%), seguida da substituição de [voz], com um percentual de 30,61%. Pa faixa etária seguinte, de 5:2 6:0, a estratégia de substituição de [voz] também teve um percentual de ocorrência elevado, ou seja, 57,68%, seguido da substituição de [anterior], com um percentual de 30,77%. Pas duas faixas seguintes, a estratégia mais aplicada pelos sujeitos continua sendo a substituição de [anterior], ou seja, 6:1 6:7 (100%) e 6:8 7:2 (37,25%). Pessa última faixa etária, a segunda estratégia mais aplicada foi a substituição de [voz], com percentual de 35,29%.

"

Pa última faixa etária, de 7:3 8:10, destacou se a estratégia de substituição de MT (mais de um traço distintivo), a qual ocorreu em 42,86% das possibilidades. A seguir tem se a aplicação das estratégias de reparo por faixa etária para as crianças com desvio fonológico da presente amostra.

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 4:0 4:6 4:7 5:1 5:2 6:0 6:1 6:7 6:8 – 7:2 7:3 8:10 Faixa etária

Substituição de [anterior] Substituição de [voz] * Substituição de MT Substituição de traço de raiz

Omissão do segmento Substituição do traço de ponto de articulação Figura 22: Gráfico da aplicação das omissões e outras produções de acordo com a faixa etária: / /.

De acordo com a figura anterior verifica se que a estratégia de substituição de [anterior] está presente em todas as faixas etárias. Pas três primeiras faixas e nas duas últimas a aplicação das estratégias se mantém com percentuais próximos, não ultrapassando 60% de ocorrência em nenhuma delas. Esses resultados corroboram os encontrados por Oliveira (2002), nos quais houve 52 aplicações de estratégias de substituição do traço [anterior] e apenas 13 do traço [contínuo].

Destaca se, além da estratégia de substituição do traço [anterior], o registro de substituição de MT (mais de um traço distintivo) e de substituição de [voz]. A primeira estratégia não é muito comum na aquisição fonológica normal, uma vez

"

que Oliveira (2002) não mencionou nenhum caso desses em sua amostra. Além disso, a substituição de mais de um traço distintivo para o mesmo segmento torna a produção do sujeito mais comprometida, refletindo um sistema que pode ser único e individual, cujos padrões organizacionais, às vezes, estão bem distantes daqueles que caracterizam a língua que está sendo adquirida. Em relação à estratégia de substituição de [voz], Oliveira (op. cit.) registrou poucos casos na aquisição

fonológica típica, isto é, apenas 3 aplicações de substituição da fricativa / / por

segmento [ sonoro].

Parte se agora para uma análise comparativa entre as fricativas, na qual serão apontados aspectos semelhantes e diferentes na aquisição desses segmentos.