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A fricativa / / apresentou 513 possibilidades de ocorrência neste ,

sendo produzida corretamente 382 vezes (74,46%) e omitida ou produzida de outra forma 131 vezes (25,54%), como pode se verificar na Tabela 32 a seguir.

Tabela 32 – Realizações encontradas para o / / em crianças com desvio fonológico "( /"?C R',!),!L X Produções corretas 74,46 382 Omissões e outras produções 25,54 131 '!"( # )' & ( #"# 100 513

As omissões e outras produções realizadas pelas crianças com desvio fonológico em relação à fricativa / / são apresentados na Tabela 33 seguinte.

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Tabela 33 Omissões e outras produções encontradas para o / / em crianças com desvio fonológico

% C ',!*" )*'#,?C X "( ' * "( /"?@' Substituição de [anterior] 82,44 108 ‘chaminé’ [sami’n ]

Substituição de MT* 6,11 8 ‘chamou’ [pa’po]

Substituição de traços de ponto de articulação 5,34 7 ‘chave’ [‘favi] Substituição de [contínuo] 5,34 7 ‘cachorro’ [ka’tolu] Substituição de [voz] 0,76 1 ‘chuveiro’ [ u’eju]

'!"( # ")( >"?@' 100 131

* ,& ! !, ?@' # : substituição de mais de um traço distintivo.

Quando a fricativa / / não foi produzida corretamente, foi

preferencialmente substituída por outro segmento [+anterior], com um percentual elevado de ocorrência de 82,44%. Com base nos dados de aquisição típica, Oliveira (2002) também aponta a substituição do traço [anterior] como sendo a estratégia

mais freqüente. Dos 36% de não realização correta do fonema / /, 22% deveram

se à substituição do traço [ anterior] pelo [+anterior].

Destacam se ainda, nos dados dos sujeitos com desvio fonológico aqui analisados, as estratégias de substituição de mais de um traço distinto (6,11%), substituição de traços de ponto (5,34%) e substituição do traço [contínuo] (5,34%). Essa última estratégia foi apontada por Oliveira (2002) como uma das mais freqüentes de sua amostra, com um percentual de 11%.

Assim como ocorreu para as demais fricativas, as dificuldades dos sujeitos da

presente pesquisa no que se refere ao / / refletem se, em estratégias de

substituição, em 100% dos casos. Os casos de omissão não foram encontrados e por isso não foram citados, da mesma forma que ocorre para os sujeitos com desenvolvimento típico, para os quais a aplicação de estratégias de substituição é de

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70% (OLIVEIRA, 2002). O fato de não haver casos de estratégias de omissão (de sílaba ou de segmento) e de substituição de traços de raiz sugere que os sujeitos

com desvio fonológico da amostra lidam com mais facilidade com a fricativa / /

do que com /v/. Estratégias de omissão são compatíveis com o desenvolvimento fonológico típico inicial. Pos dados de Oliveira (2002), a autora registrou esse tipo de estratégia de reparo até os 2:0. Keske Soares (2001) refere que a comparação dos padrões de erro de traços entre o desenvolvimento desviante e o típico mostra um alto grau de semelhança. As estratégias mais comuns na fala de crianças com desenvolvimento normal geralmente são as mais freqüentes na fala de crianças com desvios fonológicos.

Com o intuito de manter um paralelismo entre os dados descritos e possibilitar a discussão dos mesmos, a variável selecionada pelo programa foi cruzada com as estratégias de reparo apresentadas pelas crianças com desvio fonológico, da mesma forma que foi feito para os fonemas /f/ e /v/. A apresentação desses resultados está logo a seguir, na Tabela 34, na qual foram cruzadas as omissões e outras realizações com os fatores referentes à variável faixa etária.

" #

Tabela 34 – Omissões e outras produções x faixa etária: / /

% C ',!*" )*'#,?C " M" !Q* " Substituição de [anterior] Substituição de MT* Substituição do traço de ponto de articulação Substituição de [contínuo] Substituição de

[voz] aplicaçãoTotal de

P % P % P % P % P % P % 5SW 6 5S9 8 66,67 4 33,33 0 0 0 12 100 5S; 6 7S3 11 57,89 1 5,26 1 6 31,58 0 19 100 7S1 6 9SW 6 54,55 3 27,27 0 1 9,09 1 9,09 11 100 9S3 6 9S; 45 100,00 0 0 0 0 45 100 9SU 6 ;S1 21 80,77 0 5 19,23 0 0 26 100 ;S4 6 US3W 17 94,44 0 1 5,56 0 0 18 100

I ,& ! !, ?@' # S substituição de mais de um traço distintivo; : numerador.

De acordo com a Tabela 34, verifica se que, na faixa etária de 4:0 4:6, a estratégia que mais ocorreu foi a substituição de [anterior], com 66,67% de aplicação, seguida da substituição de MT, com 33,33% de ocorrência. Destaca se que o número total de aplicação de estratégias nessa faixa etária é baixo em relação às demais, correspondendo a apenas 12 possibilidades de ocorrência. Pa faixa de 4:7 5:1, a estratégia de substituição de [anterior] também foi a mais aplicada pelos sujeitos (57,89%), seguida da substituição de [contínuo], com um percentual de 31,58%. Pa faixa etária seguinte, de 5:2 6:0, também foi registrado, assim como na primeira faixa etária, um número total de possibilidades baixo (11). Pessa faixa, a estratégia mais freqüente foi a substituição de [anterior], com um percentual de 54,55%, seguida da substituição de MT. Pas três faixas seguintes, a estratégia mais aplicada pelos sujeitos continua sendo a substituição de [anterior], ou seja, 6:1 6:7 (100%), 6:8 7:2 (80,77%) e 7:3 8:10 (94,44%). Pessas duas últimas faixas etárias, a segunda estratégia mais aplicada foi a substituição do traço de ponto de articulação, com percentuais de 19,23% na primeira faixa e de 5,56% na segunda. Esses

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achados corroboram as afirmações de Ingram (1990) de que as distinções de ponto surgem antes das de vozeamento para os sujeitos com desenvolvimento fonológico típico, enquanto que as distinções de vozeamento aparecem antes das de ponto na fala de crianças com desvios fonológicos, sugerindo que essas apresentam maior habilidade para produzir os contrastes de vozeamento do que as crianças pequenas com desenvolvimento normal. A seguir tem se a aplicação das estratégias de reparo por faixa etária para as crianças com desvio fonológico da presente amostra.

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 4:0 4:6 4:7 5:1 5:2 6:0 6:1 6:7 6:8 7:2 7:3 8:10 Faixa etária

Substituição de [anterior] Substituição de MT* Substituição do traço de ponto de articulação Substituição de [contínuo] Substituição de [voz]

Figura 19: Gráfico da aplicação das omissões e outras produções de acordo com a faixa etária: / /.

De acordo com a Figura 19 verifica se em todas as faixas etárias que a estratégia de substituição de [anterior] foi a que teve os maiores percentuais de aplicação por parte dos sujeitos com desvio fonológico. De acordo com Gierut (1994), as crianças com desvio fonológico provavelmente têm dificuldades em adquirir um controle supralaríngeo fino e, conseqüentemente, focalizam a expansão do sistema fonológico primeiro através do controle laríngeo, através do traço

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[contínuo] e não através do ponto de articulação. Pa primeira faixa, de 4:0 4:6 registrou se também a ocorrência de substituição de MT, demonstrando que as crianças menores apresentam um comprometimento ao aplicarem, na mesma palavra alvo, a substituição de mais de um traço distintivo. Além disso, nessa faixa etária praticamente todos os sons e estruturas deveriam estar estabelecidas, demonstrando que tal estratégia pode ser interpretada como um fator definidor de maior comprometimento.

Pa faixa etária de 4:7 5:1, observou se que a segunda estratégia mais aplicada foi a de substituição de [contínuo], com percentual de aplicação superior a 30%. Para Oliveira (2002), a estratégia de substituição de [contínuo] teve um número de aplicação bem inferior em relação à estratégia de substituição de [anterior]; foram 38 aplicações da primeira para 89 aplicações da segunda.

Pa terceira faixa analisada, 5:2 6:0, assim como em sujeitos menores, destacou se também a estratégia de substituição de mais de um traço distintivo e, nesse caso, a aplicação desse tipo de estratégia traduz o comprometimento elevado dos sujeitos, uma vez que nesta idade o sistema fonológico deveria estar completamente estabelecido.

Pas duas faixas etárias seguintes, 6:8 7:3 e de 7:4 8:10, a estratégia de substituição do traço de ponto de articulação foi a que teve maiores percentuais de aplicação depois da substituição de [anterior].

A partir dos resultados apresentados e da análise que foi realizada é possível dizer que, para a produção da fricativa / /, os sujeitos com desvio demonstraram

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maiores dificuldades em lidar com o traço [anterior], assim como os sujeitos com aquisição fonológica típica (OLIVEIRA, 2002). Pas três primeiras faixas etárias ainda registraram se alterações envolvendo mais de um traço distintivo e o traço [contínuo], enquanto que nas últimas faixas etárias os sujeitos demonstraram maiores dificuldades em lidar com o ponto de articulação.

4.1.4 DADOS REFEREPTES À FRICATIVA ALVEOPALATAL VOZEADA / /

Ocorreram 457 possibilidades de produção do / / no coletado.

4.1.4.1 Variáveis selecionadas pelo 8

O programa VARBRUL destacou como mais relevantes no processo de aquisição do fonema / / as variáveis contexto precedente e faixa etária. A

apresentação destes dados inicia a seguir com uma tabela referente à produção do / / em relação ao contexto precedente.