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5 FORSKNINGSDESIGN, METODE OG KLASSEROMS- KLASSEROMS-KONTEKST

5.3 Situasjonskontekst og rammer for studien

5.3.7 Faser i undervisningsforløpene

Sabe-se que a sífilis é uma doença infecciosa sistêmica e de evolução crônica, e por caracterizar-se por sintomas pouco específicos, os quais geralmente não causam tantos desconfortos ao paciente, torna-se difícil o seu diagnóstico precoce. Dessa forma, verifica-se o quão é complexo sensibilizar a gestante e seu parceiro quanto à importância da prevenção da sífilis por meio da utilização do preservativo e da adesão ao tratamento e as repercussões da ausência do mesmo.

Considera-se adesão o quanto o comportamento de uma pessoa corresponde às recomendações acordadas com o profissional da saúde ao tomar remédios, seguir dietas e/ou mudar o estilo de vida. É, sobretudo, um processo influenciado simultaneamente por vários fatores, sendo necessária uma abordagem multidisciplinar e contínua, especialmente nas condições crônicas (OMS, 2004).

A adesão terapêutica é influenciada por diversos fatores, e dentre as principais barreiras que dificultam a capacidade dos pacientes seguirem os planos de tratamento, destacam-se os fatores sociais, econômicos e culturais; fatores relacionados com os profissionais e os serviços de saúde; com a doença de base e co-morbidades; com a terapêutica prescrita; e fatores individuais relativos ao paciente. Demonstrando a necessidade de haver intervenções adaptadas às singularidades dos pacientes (OMS, 2004).

A literatura evidencia que há uma concepção reduzida do papel do paciente no seu processo de aderir ao tratamento ou mudar um comportamento, pois o considera submisso ao profissional e ao serviço de saúde e não como um sujeito ativo no seu processo de viver e conviver com a doença e o tratamento. A maior carga de responsabilidade pela adesão/não- adesão ao tratamento é conferida ao paciente, tornando-se necessário que os profissionais e serviços de saúde sejam co-responsáveis nesse processo (REINERS et al., 2008).

Logo, na atual conjuntura, verifica-se que os pacientes precisam ser apoiados e não culpabilizados. Apesar de ainda haver abordagens "culpabilizantes" que inibem a expressão do paciente que pressente que será desaprovado ou repreendido se revelar suas dificuldades em seguir as recomendações dos profissionais da saúde (BELLENZANI; NEMES, 2013).

As atividades dos serviços de saúde devem ser organizadas de forma a facilitar a adesão dos usuários não só ao tratamento, oferecendo alternativas de atendimento diversificadas e estabelecendo fluxo diferenciado para pessoas com maiores dificuldades, tais como flexibilidade de horário, atenção diferenciada para grupos populacionais e garantia de cuidado multidisciplinar (BRASIL, 2007c). Além disso, os profissionais precisam assumir seu papel de educador em saúde e utilizar recursos e metodologias ativas que proporcionem um maior envolvimento do usuário no seu processo saúde-doença.

É fundamental que os usuários estejam informados, motivados e com prontidão para a utilização de estratégias cognitivas e comportamentais que lhes permitam lidar de forma eficaz com as necessidades geradas pela doença. A participação ativa do usuário no seu processo saúde-doença é encarada como um ato imprescindível para o sucesso de sua promoção da saúde.

Diante disso, o desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação enriquece o processo ensino-aprendizagem, por acrescentar desde o suporte às metodologias e práticas pedagógicas, ao aumento do interesse, participação, motivação e aprendizagem significativa (PEREIRA; FREITAS, 2013). As tecnologias ampliam as possibilidades de ensino e aprendizagem. E quando utilizadas adequadamente, auxiliam na aquisição de conhecimentos, experiências e habilidades.

Vários modelos ou teorias têm procurado explicar a adesão ao regime terapêutico, tentando identificar os fatores que determinam a disposição dos indivíduos para aderirem às recomendações dos profissionais de saúde. É possível, compreendendo as atitudes, crenças e valores dos indivíduos, planejar uma intervenção junto destes para modificar os comportamentos, objetivando a promoção de sua saúde (DIAS et al., 2011).

Dentre as várias intervenções existentes que visam melhorar a adesão ao tratamento, ou promover a capacidade dos profissionais de saúde em aumentar a adesão às recomendações, destacam-se as educacionais, promotoras de conhecimento acerca da medicação e/ou doença, as quais incluem o fornecimento de material escrito, audiovisual ou simplesmente oral, em regime individual ou de grupo. Salienta-se que as intervenções educativas promovem a melhoria dos conhecimentos relativos à doença e ao tratamento, permitindo a compreensão da necessidade de cumprimento do esquema proposto. A vasta utilização dos recursos educacionais em intervenções para mudanças de comportamento se dá pela relativa facilidade de sua aplicação e devido ao reconhecimento da sua importância (BUGALHO; CARNEIRO, 2004).

Não existe um modelo ideal que possa ser seguido por todos e para todos; existem estratégias que podem e devem ser adotadas, mediante as circunstâncias, os indivíduos e as suas características singulares e, também, as características do profissional de saúde visando a melhoria da adesão ao tratamento (DIAS et al., 2011).

A educação e a comunicação em saúde podem utilizar várias ferramentas para promover a tomada de consciência, informar e mobilizar pessoas com vistas a participar ativamente do seu processo saúde-doença, exercer a responsabilidade social, assumir práticas preventivas e alterar comportamentos de risco. Dentro desse contexto, os materiais educativos impressos podem ser uma destas ferramentas.

Estudos demonstram a eficácia da utilização de intervenções educativas utilizando material impresso, visando possíveis mudanças de comportamento, adesão terapêutica ou melhoria na prontidão para aprender. É vasta a quantidade de estudos que construíram cartilhas educativas abordando as mais diversas temáticas, dentre elas a promoção da saúde da gestante (REBERTE; HOGA; GOMES, 2012), a construção de uma cartilha para o cuidado ao idoso estomizado (BARROS et al., 2012), para a prevenção da transmissão vertical do HIV (LIMA, 2014), para a alimentação saudável na gravidez com alimentos regionais (OLIVEIRA; LOPES; FERNANDES, 2014), para acompanhantes no trabalho de parto e parto (TELES, 2011) dentre outras, as quais objetivam a facilitação da educação em saúde no processo de capacitação dos usuários na promoção de sua saúde.

Em pesquisa realizada com 90 alunos de uma escola pública de Fortaleza objetivando avaliar duas intervenções educativas para a prevenção do Diabetes Mellitus tipo 2 em adolescentes de risco, verificou que não houve diferença estatisticamente significativa quanto ao nível de conhecimento e quanta a intenção para mudança dos hábitos cotidianos entre o grupo que recebeu uma intervenção educativa individual, mediante um folder e o outro grupo de intervenção educativa grupal. Concluindo que as duas intervenções educativas podem ser utilizadas nas escolas para a prevenção do Diabetes Mellitus tipo 2 em adolescentes de risco (SILVA et al., 2011).

Outro estudo que objetivou avaliar uma cartilha educativa através da análise da percepção dos cuidadores sobre os temas por ela discutidos, identificou que os resultados apontam para a evidência de efetividade da iniciativa de intervenção utilizando a Cartilha: Toda Hora é Hora de Cuidar, percebida como um instrumento de Promoção à Saúde da criança e que pode ser considerada um elemento facilitador do acesso ao serviço de saúde. Além deste aspecto, possibilita o estreitamento das relações entre família e profissionais de

saúde, desencadeando o envolvimento e participação da população na reorganização dos serviços (GRIPPO; FRACOLLI, 2008).

Em pesquisa que se propôs a criar uma cartilha educativa on line sobre os cuidados com o bebê pré-termo, identificou-se excelente aceitação por parte dos usuários, visto que atende às necessidades da clientela, ajuda na autoconfiança, supre uma lacuna da literatura e possibilita o retorno do conhecimento produzido para a sociedade, concluindo que a cartilha constitui instrumento adequado para auxiliar pais, famílias, estudantes e profissionais de saúde nas atividades de educação em saúde e permanente sobre os cuidados para a alta do pré-termo (FONSECA, et al., 2007).

Entende-se que o processo de educar e cuidar contribui para o desenvolvimento da promoção da saúde, bem como a utilização de materiais educativos impressos como folhetos e cartilhas, os quais servem de suporte aos profissionais e ao público-alvo. Um estudo realizado em São Paulo, através do qual construiu-se uma cartilha educativa destinada à promoção da saúde da gestante, comprovou, por meio de relatos, que este tipo de material facilita a orientação e esclarece as dúvidas, principalmente para aquelas mães nulíparas. A cartilha foi considerada enriquecedora, sendo solicitada como recurso adicional das atividades educativas realizadas durante o período de pré-natal (REBERTE; HOGA; GOMES, 2012).

No entanto, vale salientar que aparentemente quando a informação é fornecida pelo profissional, com espaço para perguntas específicas ou mesmo para falar sobre os medos e temores relacionados ao tratamento, à doença ou ao exame que irá realizar, há um aumento nas taxas de prática do procedimento, quando comparado somente ao oferecimento de informações de forma estática (cartas, panfletos, vídeos, cartilha etc.), demonstrando a importância de se utilizar uma combinação das intervenções para uma melhor eficácia (VASCONCELOS et al., 2011).

4.2 Tecnologias e intervenções educativas para a promoção da saúde no contexto da