3.1 Innledende oversikt
3.3.5 Fase 5: Aktivitet i kirkebygget i tiden etter nedleggelsen av klosteret (midten av 1500-
Um projeto à luz da diversidade, abalizado pela Pedagogia da Terra, um currículo que tem como valores os princípios da Carta da Terra pode ajudar a compreender o sentido da existência humana, nos diferentes espaços em relação ao outro, e com os outros habitantes da Terra.
A escola é um dos tantos ambientes em que se pode promover interdisciplinarmente os saberes/ser, a partir do dilema proposto por Cortella (2010). Ou seja: Quero? Devo? Posso? Quero amar Gaia? Sim quero, mas amo? Devo respeitar a Terra? Devo, mas, respeito? Posso fazer justiça em relação à apropriação dos recursos naturais, mas quanto aos riscos da existência de Gaia? Posso, mas como proceder?
Para compreender estas questões se faz necessário reportar ao percurso realizado pelo presente trabalho. Investigou-se a bibliografia produzida por pesquisadores da educação, voltados às teorias curriculares na suas diversas concepções e, verificou-se no geral, um posicionamento científico em relação a uma educação emancipatória, crítica, comprometida com a equidade na distribuição dos saberes e com a luta pela interdisciplinaridade. Pesquisou-se trabalhos desenvolvidos em gerenciamento e planos de emergências relativos aos riscos referentes à presença de dutos de petróleo e derivados na região. Pesquisaram-se ainda, as dissertações e teses sobre Educação Ambiental, gerenciamento de riscos e Petrobras, escritas no período de 2005 a 2010 que envolvessem as séries iniciais do ensino fundamental da rede de educação básica do Estado de São Paulo. Destacaram-se alguns projetos do Estado de São Paulo e outros, direcionados para a Baixada Santista, que envolviam instituições escolares e risco de acidentes ambientais, e constatou-se que, apesar dos projetos analisados apresentarem distintos métodos, procedimentos e instrumentos de aplicação, tinham em comum a educação ambiental, currículo, ecopedagogia, e o princípio da consciência planetária entre outros fatores. A dificuldade relatada pelos pesquisadores externos à instituição escolar, na aplicação dos projetos foi, na maioria das vezes, a falta de aderência de toda a comunidade, pois a participação ocorreu somente com grupos
isolados. Outro ponto comum era a não compreensão da interdisciplinaridade e como aplicá-la no cotidiano escolar.
Nas pesquisas que analisaram os contextos escolares foi constatado que, muito frequentemente, os projetos desenvolvidos em Educação Ambiental, pelos professores, eram direcionados à coleta seletiva e à preservação e poluição da água. Na Secretaria da Educação de Santos, constatou-se uma gestão democrática na condução do currículo e em relação à ecoformação da comunidade escolar, verificando-se também a preocupação de que os objetivos dos projetos viessem a atender as necessidades de cada unidade escolar.
Ao analisar toda essa produção, somada aos movimentos sociais em luta por uma consciência planetária, pensa-se que ainda há pontos isolados em um imenso mar revolto. Porém, ser minúsculos pontos já não basta, é preciso dar um passo adiante em busca de melhor coesão. Apesar de quase invisíveis, aquelas pesquisas, projetos e trabalhos comunitários, estão lá, para quem tiver olhos e sensibilidade, para ver e sentir. Pode-se pensar que sejam apenas discursos destituídos de resultados efetivos, pois a maioria não se sente pertencer à Gaia, a ponto de cometer erros como jogar embalagens plásticas no solo ou na água, ou achar irrelevante os vazamentos de óleo ou gás no solo, água ou ar.
O que quero, devo e posso fazer para uma ecosustentabilidade? Esse é o grande dilema da Pedagogia da Terra que na maioria das vezes só existe nas escolas como utopia, com projetos pontuais envolvendo prêmios de sustentabilidade. Outro dilema: Como se pode pensar em prêmios quando se trata na própria preservação? Muito estranho premiar quando o esperado seria agir pelo bem comum. A Pedagogia da Terra deveria ser a missão da educação e a Carta da Terra deveria nortear os valores institucionais que orientariam o projeto político pedagógico.
No trabalho foram apontadas as virtudes como o respeito à humildade, a justiça e o amor à TERRA; nada foi dito sobre a virtude da gratidão. Parece uma virtude fácil de ser entendida, no entanto é uma virtude trabalhosa, pois exige um cuidado constante para expressar-se a gratidão por tudo que se tem, que se recebeu e por tudo que foi possível de se criar e construir .
Mas aqui fica a questão: somos gratos à TERRA? Se ela falta a tantos é mais por incapacidade de dar do que receber, mais antropocentrismo do que consciência planetária. No egocentrismo, não se consegue a descentração do próprio ponto de vista. Sabe-se que ser admirado pelo outro é a felicidade dos homens, no entanto o egoísta regozija-se em receber, mas ele não gosta de reconhecer o que deve aos outros. O valor da gratidão seria de fato, retribuir com o agradecimento “[...] como um eco de alegria, [...], pelo que ela é amor, pelo que ela é partilha, pelo que ela é dom”. (SPONVILLE, 1996, p. 146). Gratidão à nossa Terra ligada ao amor por tudo que ela nos proporciona, ao respeito aos seres que estão ao nosso lado, à justiça na equidade do sustento e sobrevivência e dos seres que comungam o mesmo espaço. Um mergulho interior, sobre as próprias decisões como humanos em relação à nossa co-responsabilidade com a ecoformação.
Cortella (2010) afirma que se pode ter autonomia, mas não soberania, porque para ser soberano necessita-se da ética que é a capacidade de julgamento de decisão. Que as produções acadêmicas – como esta – ganhem espaço na comunidade e sejam elas um convite ao reencantamento com a VIDA, um apelo à integridade, isto é, o princípio ético de “não apequenar a vida” já que “integridade é honestidade, é sinceridade.” (CORTELLA, 2010, p.113).
Nesse sentido, ousa-se acrescentar a gratidão por receber tudo. Tudo o que se ganha da Mãe Terra, o eu, e tudo o que não é, o eu.
REFERÊNCIAS
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ALVES, Luciana e Sá. A Educação Ambiental e a Pós-graduação: Um Olhar Sobre A Produção Discente. 2006. Dissertação (Mestrado em Educação). Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, PUC-RJ, 2006.
ANJOS, Enio Almeida dos. O enfoque dado às questões ambientais na escola: um estudo de caso em Santa Cruz dos Navegantes. Disponível: <http://capesdw.capes.gov.br/capesdw/resumo.html?idtese=20056433020019004P6 > Acesso em: 26 ago. 2010.
BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. Tradução de Luiz Antero Reto. Lisboa: Edições Setenta, 1995. (1. ed. em português)
BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra. 17. ed. Petrópolis: Vozes, 2011.
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