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Teil I: Theoretische Grundlagen

2. Faktoren und Modelle der Mehrsprachendidaktik

Dentre os grupos constituídos nas universidades, fazemos referência10 ao Grupo de Sábado (GDS), que existe na Unicamp; ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação matemática (GEM), da Universidade Federal de São Carlos/UFSCar e aos grupos da universidade São Francisco, dos quais participamos desde a sua criação. Existem dois grupos na Universidade São Francisco: o grupo de discussão de matemática do ensino fundamental II, conhecido como Grucogeo (grupo colaborativo em geometria) e o grupo Inici(Ação) matemática, que é um grupo de discussão e práticas compartilhadas sobre matemática na educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental

A constituição desses grupos no interior das universidades é interessante, pois possibilita que graduandos, professores, pós-graduandos e pesquisadores se agreguem em um mesmo espaço para discutir coletivamente matemática e seu ensino. Os graduandos aprendem os saberes da prática com os professores; os professores, por sua vez, relembram os conteúdos específicos com os graduandos e também assumem, muitas vezes, o papel de formadores desses graduandos; e os pesquisadores aproximam- se das salas de aula por meio dos professores e dos estagiários-graduandos, questionando e colocando os participantes em momentos de aprendizagem e reflexão.

O grupo de discussão denominado Grucogeo, da Universidade São Francisco, está constituído desde 2003. O foco de discussão foi a geometria, até o primeiro semestre de 2007. No segundo semestre de 2007, o grupo decidiu mudar o foco de estudos, discutindo Aritmética. Atualmente (2008) o grupo discute Estocástica. O Grucogeo também discute atividades investigativas sobre o tema, utilizando diversas mídias para resolução, como o computador, dobraduras, desenhos, registros escritos, entre outros. Esse grupo foi descrito em Nacarato et al. (2006) e seu desenvolvimento pode ser acompanhado em uma publicação recente desse grupo11.

O Grucogeo ainda não está caracterizado como colaborativo, pois seus participantes ainda não decidem coletivamente quais discussões serão feitas — esse papel cabe às formadoras12, que promovem discussões abertas. Porém o fato de serem

estas docentes da universidade acaba por determinar certa hierarquia, que é diluída em

10 Ressaltamos esses grupos, pois foram os que nos proporcionaram acesso à produção escrita.

11 NACARATO, Adair Mendes; GOMES, Adriana Aparecida Molina; GRANDO, Regina Célia.

Experiências com geometria na escola básica: narrativas de professores em (trans)formação. São

Carlos: Pedro & João editores, 2008.

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momentos em que o grupo assume uma dimensão colaborativa, quando as atividades são preparadas em conjunto, possibilitando que todos participem colaborativamente.

O Inici(Ação) é um grupo de discussão de matemática na educação infantil e nas séries iniciais do ensino fundamental; está constituído desde o segundo semestre de 2004, discutindo sobre a matemática na educação infantil. Já se trabalharam diversos focos: jogos e brincadeiras; resolução de problemas de matemática, literatura infantil e resolução de problemas e a geometria na educação infantil. Sobre esse grupo, existe também uma publicação recente 13.

No grupo IniciAção matemática, as participantes sempre trazem algo, independentemente da indicação das formadoras, a ser discutindo conjuntamente. Em muitas vezes, as discussões tomam rumos inesperados, como em um encontro em que uma participante relatou uma brincadeira que fez com as crianças e estas questionaram por que acontecia aquele fenômeno. Nesse dia, discutimos o ensino de física na educação infantil, que gerou um encontro posterior do grupo com um professor de física. Muitas atividades que as professoras participantes realizam em suas aulas são pensadas conjuntamente, praticamente a cada encontro, e, no encontro seguinte, as participantes relatam ao grupo como foi o seu desenvolvimento. Contam suas dificuldades, o que as crianças disseram e os registros que estas fizeram. Muitas vezes esses registros são levados ao grupo para analisarmos conjuntamente. Outras participantes aprendem com o relato e, muitas vezes, arriscam-se a realizar a mesma atividade em sala; na semana seguinte, relatam seu trabalho ao grupo.

A dinâmica desses grupos está baseada em leituras teóricas, discussões sobre esses textos, preparação de atividades em conjunto, aplicação em sala de aula, análise dessas atividades e socialização com o grupo de como foi a atividade na sala. Algumas dessas atividades foram escritas pelos integrantes desses grupos e publicadas recentemente. O processo de escrita no grupo foi algo muito interessante, pois líamos em conjunto todos os textos, trocando idéias e reescrevendo os textos com as novas sugestões apontadas pelos participantes.

O Grupo de Sábado (GSD) foi constituído em 1999, no interior da Unicamp. Atualmente está sob coordenação dos professores Dario Fiorentini e Dione L. Carvalho. Ali se reúnem professores de matemática de escolas públicas e particulares da região de

13 GRANDO, Regina Célia; TORICELLI, Luana; NACARATO, Adair Mendes. De professora para

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Campinas, professores universitários, alunos da graduação e pós-graduação. Inicialmente esse grupo era denominado Grupo de Pesquisa-Ação em Álgebra Elementar (GPAAE); com o tempo, os participantes começaram a chamá-lo de Grupo de Sábado, que ficou como sua marca, tendo substituído posteriormente seu nome. Esse grupo possui algumas publicações em forma de livros em conjunto, como: História de

aulas de matemática: compartilhando saberes profissionais (FIORENTINI; JIMÉNEZ, 2003), História e investigação de/em aulas de matemática (FIORENTINI; CRISTOVÃO, 2006), entre outras publicações em periódicos e congressos. Sua dinâmica de trabalho está baseada em momentos de troca de experiências que ocorreram em sala de aula, nas aulas de matemática; leituras e estudos teóricos; narrativas escritas; planejamento em conjunto de tarefas para sala de aula; discussão dessas tarefas no grupo.

O Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Matemática (GEM), da Universidade Federal de São Carlos/UFSCar, constituído desde 2003, reúne-se em encontros quinzenais. Seu principal foco é “o desenvolvimento de estudos e pesquisas compreendendo a formação inicial e contínua de professores que ensinam matemática a partir de reflexões da prática pedagógica de professores de matemática” (PASSOS et al., 2005, p.6 ).

Este grupo também conta com a presença de professores universitários, professores da educação básica, alunos da pós-graduação e alunos da graduação. Nota- se que o grupo realiza pesquisas teóricas sobre algum tema que o grupo elege; discute em conjunto textos, atividades; aplica essas atividades em salas de aula; analisa conjuntamente os registros dos alunos e também dos relatos dos professores; e tem publicação em eventos e congressos.

A apresentação dos diferentes grupos constituídos no interior da universidade foi destacada nesta pesquisa, uma vez que esta se insere no campo das pesquisas sobre grupos de trabalho colaborativo, com um diferencial em relação a esses grupos aqui apresentados: focaliza um grupo composto somente por alunas do curso de Pedagogia, constituído para discutir a matemática do ensino fundamental I. Entendemos que, para essas alunas, o espaço da universidade ainda seja considerado um espaço tutelado, uma vez que é institucional, embora as relações ocorridas no grupo — principalmente por parte da formadora, que não possuía nenhum vínculo institucional — diluíram o controle e as relações de poder que geralmente ocorrem nos grupos no interior das universidades.

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O capítulo anterior, que abordou a questão da formação inicial docente, com foco nos cursos de Pedagogia e na descrição das estratégias formativas, bem como este segundo capítulo, que discute a constituição de grupos que assumem uma dimensão colaborativa, representam os principais subsídios teóricos que sustentarão as análises realizadas nesta pesquisa. A seguir, descreveremos nossas opções metodológicas e apresentaremos cada uma das alunas do curso de Pedagogia que fizeram parte do grupo que constituímos no interior da universidade.

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