Teil I: Theoretische Grundlagen
1. Einleitung und Grundbegriffe
1.3 Definitionen und Bewertungen von Multilingualismus
Pesquisas como as de Nacarato (2000), Lopes (2003), Marquesin (2007) e Ferreira (2003) destacam a constituição de grupos na escola.
Nacarato (2000) realizou sua pesquisa de doutorado em um grupo de cinco professoras de 1ª e 2ª séries do ensino fundamental de uma escola privada, no município de Campinas-SP, utilizando como metodologia de pesquisa a pesquisa-ação e como eixo central as práticas pedagógicas em geometria. As discussões coletivas sobre geometria, a análise em conjunto de aulas filmadas e as narrativas produzidas pelas professoras, durante dois anos, contribuíram para o aprendizado tanto das professoras participantes quanto da pesquisadora. Esse grupo possuía práticas colaborativas, mas não se caracterizava como colaborativo, pois a pesquisadora era também assessora pedagógica dessa mesma escola, o que estabelecia uma hierarquia; além disso, a seleção dos textos para estudos também era feita pela pesquisadora. O trabalho de Nacarato (2000) é importante para a presente pesquisa, pois discute a dimensão de um grupo de estudos com professoras que ensinam nos primeiros anos do ensino fundamental I; aborda os principais conflitos gerados durante a constituição desse grupo, as discussões coletivas das atividades no grupo e aplicadas em sala de aula (vídeo da professora); e também apresenta a discussão da pesquisadora sobre narrativas.
Em pesquisas mais recentes, Nacarato (2005), baseando-se em Hargreaves (1998), discute sobre os riscos do trabalho coletivo no interior das escolas: a colegialidade artificial e a balcanização. A colegialidade artificial acontece quando a colaboração não é espontânea, e muitas vezes os professores são “forçados” a participar
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de certos grupos. A balcanização caracteriza-se pela divisão do corpo docente em subgrupos que não interagem. Por exemplo, é muito comum a constituição, no interior das escolas, de dois grupos bem definidos: os professores polivalentes do ensino fundamental I e os professores especialistas do ensino fundamental II e ensino médio. Esses subgrupos apresentam práticas e saberes diferenciados que pouco são compartilhados entre eles. Essa balcanização prejudica a aprendizagem dos alunos, uma vez que fica reservado a eles o estabelecimento de relações entre conteúdos e práticas. Por outro lado, nada impede que nesses subgrupos constituídos possam existir grupos colaborativos.
Lopes (2003) realizou sua pesquisa de doutorado em um grupo de cinco professoras da educação infantil e duas coordenadoras, no interior de uma escola privada de Campinas-SP. O grupo era denominado Gepepei – Grupo de Estudos e Pesquisa sobre a Estatística e a Probabilidade na educação infantil — e constituiu-se por três anos, com o foco de discussão na estatística e na probabilidade na educação infantil. Nesse grupo havia momentos de discussão de textos teóricos, experiências envolvendo probabilidade, discussão/construção coletiva de atividades, análise conjunta de vídeos de aulas das participantes. A pesquisadora aponta que esse grupo se tornou colaborativo, e ela era vista como integrante do grupo, não havendo hierarquias, e as decisões eram tomadas conjuntamente. A pesquisadora discute em um artigo sobre a sua tese (LOPES, 2005), que o investigador (pesquisador) deve ser parceiro do educador, sem utilizar o professor como mero objeto da pesquisa, mas ajudando-o a uma maior reflexão de sua prática. A pesquisa de Lopes (2003) mostra-se importante para esta pesquisa, pois a discussão é realizada em um grupo que se constituiu rapidamente em colaborativo, em que as participantes assumiram o planejamento dos encontros e sua sistematização. A leitura de textos e a discussão coletiva também se aproximam da presente pesquisa. A produção de narrativas pelas professoras mostrou-se um ponto forte desse grupo.
Marquesin (2007) realizou sua pesquisa de mestrado em um grupo com quatro professoras das séries iniciais do ensino fundamental I e uma coordenadora pedagógica; os encontros aconteciam em uma escola do município de Jundiaí-SP, a mesma em que as professoras lecionavam. O foco das discussões nesse grupo era a geometria. A pesquisadora possuía um duplo papel de assessora pedagógica dessa escola e de integrante no grupo. Essa duplicidade de papéis proporcionou uma dificuldade inicial para a colaboração, pois havia hierarquia, embora existissem práticas compartilhadas.
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Com o caminhar, o grupo foi-se tornando colaborativo e as hierarquias foram se dissipando. As narrativas que a pesquisadora produzia nos encontros foram sendo compartilhadas com o grupo, incentivando as professoras participantes para que produzissem suas próprias narrativas e as socializassem com o grupo. As narrativas tornaram-se um forte registro sobre o desenvolvimento profissional das integrantes do grupo.
A pesquisa de Marquesin (2007) contribuiu para a presente pesquisa, pois analisa um grupo constituído por professores das séries iniciais do ensino fundamental I, sendo que a estratégia formativa que mais se evidenciou foi a construção de narrativas, tanto pela pesquisadora, quanto pelas integrantes.
Ferreira (2003) realizou sua pesquisa de doutorado em um grupo constituído por quatro professoras de matemática do ensino fundamental e médio, que lecionavam em escolas públicas de Campinas, e duas pesquisadoras, ela mesma e a orientadora do trabalho. Com o passar do tempo, o grupo foi-se tornando colaborativo, segundo a pesquisadora. As discussões iniciaram-se com um estudo sobre frações e posteriormente abordaram temas do ensino médio, como funções, probabilidade e trigonometria. Uma estratégia formativa que a autora considera fundamental para causar um momento de metacognição foram as leituras de casos de ensino em conjunto, em que as professoras analisavam, questionavam e colocavam-se no lugar da professora-autora, proporcionando um momento de reflexão sobre a prática. O grupo mostrou como pontos fortes a relação de afetividade e o diálogo, que proporcionaram a colaboração.
Algumas das estratégias experimentadas pela pesquisadora, como a produção de diários e a escrita de registros reflexivos, evidenciaram a dificuldade inicial dos professores em escrever sobre a sua prática. Os momentos de discussões coletivas mostraram-se mais produtivos em termos de aprendizagem coletiva, uma vez que ali ocorrem reflexões sobre si mesmo.
A pesquisa de Ferreira (2003) aproxima-se muito desta pesquisa: em ambas se constituiu um grupo com interesse em discutir matemática conjuntamente, mas que não possuía um tema específico a ser discutido, com uma pauta fechada; poderiam ser discutidos outros assuntos de interesse das participantes, como as suas crenças em relação à matemática e ao seu ensino.
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