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The failures of Orpheus in Phanocles’ Loves or Beautiful Boys

Chapter 1: Starting from the top –

1.9 The failures of Orpheus in Phanocles’ Loves or Beautiful Boys

(a) Comportamento térmico do vidro (b) Comportamento óptico do vidro

Figura 2.11:Comportamento térmico e óptico do vidro à energia solar incidente (Adaptado de Carmody, 2007).

Onde: Ig – Energia solar global incidente (radiação directa + difusa); T – Transmissão energética global; R – Reflexão energética global; Ae- Fracção da energia absorvida reenviada para o exterior; Ai– Fracção da energia absorvida reenviada para o interior.

2.5 Integração de sistemas de iluminação artificial

A análise do sistema de iluminação artificial segue um processo similar àquele usado na análise do sistema de iluminação natural, considerando a função do espaço e os níveis de iluminação recomendados, tendo em conta o desempenho visual médio necessário à realização das tarefas (EN12464-1, 2002). A grande preocupação de um sistema de iluminação não é somente iluminar, mas iluminar bem quantitativamente e qualitativamente, com poucos gastos energéticos.

Os principais componentes de um sistema de iluminação artificial que influenciam a eficiência energética do sistema de iluminação, são as fontes de luz, luminárias, e balastros. As fontes de luz, neste caso as lâmpadas, são os únicos componentes do sistema de iluminação que podem converter energia eléctrica em luz visível. As lâmpadas podem ser agrupadas nas seguintes categorias: Lâmpadas incandescentes; Lâmpadas de descarga; Lâmpadas de indução; Led’s.

Porém, para que as lâmpadas possam produzir luz eficientemente distribuída torna-se necessário a utilização de balastros (dependendo da lâmpada utilizada) e de luminárias. Os balastros são acessórios necessários à operação das lâmpadas de descarga, sendo a sua principal função limitar a corrente de funcionamento, produzir uma tensão adequada de arranque e pré-aquecer os eléctrodos de modo a facilitar a emissão de electrões para iniciar a descarga. Trata-se de um componente do sistema de iluminação, decisivo para a eficiência do sistema, de tal forma que uma das medidas tomadas pela UE, em virtude do protocolo de Quioto, foi a proibição de balastros de baixa eficiência energética em sistemas de iluminação (DLno327, 2001).

As luminárias servem para direccionar e distribuir a luz para a zona desejada. Nestas estão alojadas as lâmpadas e balastro e possui uma zona onde está localizado um reflector, o qual deverá maximizar a reflexão da luz produzida pela lâmpada. A sua escolha é feita de acordo com as necessidades de iluminação do local e poderá contribuir para a eleição de lâmpadas com menor potência.

As seguintes estratégias de iluminação artificial devem ser consideradas tanto para espaços com acesso à luz natural como sem luz natural. Estas irão ajudar a diminuir a potência instalada, reduzindo o consumo de energia mantendo os níveis de luz necessários.

2.5.1 Iluminação artificial da tarefa e do ambiente

Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da actividade. Uma estratégia utilizada na integração da iluminação natural num projecto é a distinção entre iluminação de tarefa e iluminação de ambiente. Um sistema de iluminação artificial de tarefa/ambiente, utiliza dois níveis de iluminação de modo a fornecer os requisitos de iluminância do espaço: (a) proporcionando um ambiente com nível de iluminação adequado para a circulação e as tarefas gerais e (b) fornecendo maior iluminação localizada nas tarefas específicas. Tipicamente, a iluminação ambiente é fornecida de uma forma mais difusa e uniforme. Esta sempre que possível deve ser projectada de forma indirecta, pois proporciona um ambiente mais confortável, atmosfera sem sombras e muitas vezes pode integrar-se melhor com a iluminação natural. No entanto, é preciso ter em conta a eficiência das luminárias e reflectância do tecto quando se utiliza sistemas indirectos pois tendem a ter um rendimento mais baixo do que um sistema de luminária directa. Ao nível da iluminação da tarefa deve ser fornecida de forma mais localizada apenas onde é necessário, ou seja, na secretária, junto ao computador, etc (Figura 2.12).

(a) Iluminação geral (b) Iluminação localizada (c) Iluminação de tarefa

Figura 2.12:Sistemas de iluminação artificial (Osram, 2000).

Como a iluminação natural é um método eficaz para satisfazer as necessidades ambientais do espaço mas não é tão eficiente a manter os níveis mínimos de iluminação localizada, uma abordagem como iluminação de tarefa/ambiente integra melhor com a luz natural disponível. A intenção é ter a iluminação natural a prover o espaço de iluminação ambiente e controlar o nível de iluminação ambiente artificial em resposta às flutuações da mesma. Em muitos casos, sempre que houver luz do dia adequada a iluminação natural pode ser utilizada para fornecer iluminação ambiente e a iluminação artificial pode ser controlada com um simples interruptor horário, ou sensor de luz natural com regulação de fluxo.

A qualidade da iluminação dos postos de trabalho não é definida apenas pelo nível de iluminação. Deve-se ter em conta a distribuição da densidade luminosa, o ofuscamento, a direcção da luz e da sombra, a cor da luz e reprodução das cores.

Sempre que possível deve-se procurar uma iluminação uniforme, pois o olho humano não consegue adaptar-se a dois níveis de luminância muito diferentes em simultâneo. Estudos feitos no campo do desempenho visual sugerem que a situação ideal seria uma luminância do plano de fundo semelhante à luminância da tarefa. Como esta condição raramente é garantida, um rácio de luminância entre a tarefa e o plano de fundo imediato de 3 : 1 é aceitável no alcance do conforto visual. No entanto, entre a tarefa e o plano de fundo mais remoto admite-se um rácio de luminância até 10 : 1 e entre dois pontos do mesmo plano um rácio de luminância máximo de 40 : 1 (Baker et al., 1993).

2.5. INTEGRAÇÃO DE SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO ARTIFICIAL

com a iluminação natural, muitas das vezes resulta em baixas densidades de energia de iluminação, diminuindo o consumo, porque a iluminação só é fornecida quando e onde é necessária.

2.5.2 Diferenciação das necessidades nocturnas e diurnas

Os seres humanos evoluíram sobre níveis mais altos de iluminação durante o dia e níveis relativamente baixos de iluminação nocturna. Por isso, psicologicamente o ser humano está acostumado a esta condição sentindo-se mais confortável com níveis mais baixos de luz nos períodos nocturnos.

Os projectos luminotécnicos devem tirar proveito dessas necessidades rítmicas, especialmente quando a iluminação natural está integrada no projecto de iluminação. Em espaços com níveis de saturação de luz adequada, a iluminação eléctrica pode ser projectada para as exigências mais baixas, já que durante o dia apenas complementa a luz natural. Resultando em baixas densidades de energia de iluminação, bem como um melhor ritmo psicológico para o ambiente luminoso.

2.5.3 Controlo da iluminação artificial

As necessidades de evitar os desperdícios de energia eléctrica, seja mantendo lâmpadas acesas em ambientes desocupados ou em ambientes onde a luz natural supre as necessidades durante alguns períodos ou durante todo o dia, tornou necessária a evolução e o aperfeiçoamento de alguns mecanismos de controlo. O controlo da iluminação artificial é feito através de equipamentos que ligam, desligam e controlam o nível de iluminância dos ambientes reduzindo assim o consumo energético em iluminação. Os equipamentos utilizados para este controlo são interruptores manuais, interruptor horário, o interruptor crepuscular e o sensor de luz natural com regulação de fluxo.

A iluminação deve ser utilizada apenas em níveis suficientes para as actividades desenvolvidas nos espaços em questão e apenas quando é necessária. A utilização de sistemas de controlo da iluminação é essencial para a real contribuição da luz natural, nomeadamente sensores de luz natural com regulação de fluxo. Deste modo as fontes de luz apenas consomem a energia necessária para que emitam o fluxo luminoso suficiente para manter o nível de iluminação desejado. Assim a poupança energética não depende apenas do número de horas que a iluminação está desligada, mas também da poupança energética que se consegue relativamente a uma situação em que as lâmpadas funcionem sempre à potência máxima (Fernandes, 2008).

A ANSI/ASHRAE-140 (2004) recomenda, em escritórios open space, que os sensores sejam controlados de forma automática e em escritórios privados, a utilização dos fotossensores e do interruptor, pré-ajustados em automático e manual.

2.5.4 Utilizador

As estratégias de projecto para assegurar a conservação de energia depende das condições climáticas, localização e forma do edifício, mas também do tipo, função e padrão de uso. Edifícios de escritórios,

escolas e lojas são principalmente usadas durante o dia, as residências podem tanto ser ocupadas constantemente ou de forma intermitente, enquanto hospitais, aeroportos e alguns edifícios indústrias podem ser de uso constante.

O comportamento dos ocupantes tem um efeito significativo sobre o consumo energético de uma edificação. Uma edificação que foi projectada para ser energeticamente eficiente pode falhar no seu objectivo se os ocupantes tiverem um comportamento de desperdício energético. Por sua vez, um comportamento energético consciente pode conseguir economizar.