4.5 Resultater
4.5.2 Faglig, vitenskaplig og teknisk tjenesteyting
1) Numa fase inicial, foi mantido um contacto informal com a Diretora do Agrupamento de Escolas, situado na zona Centro de Portugal Continental. Neste encontro foi comunicado à Diretora qual o tema da dissertação, objectivos e tipo de estudo, isto é, em termos gerais, fez-se uma exposição do trabalho a realizar. Neste contacto informal, abordámos o tema da Formação Contínua, opiniões, ideias e o que se passava no momento na Escola em relação a esta problemática. Desta forma, referiu que têm dificuldades em ter formadores internos, dificuldades económicas e escassez de recursos financeiros para acções de formação, uma fraca ligação com o centro de formação, ou mesmo quase nula, com a realização de acções de formação muito esporádicas e o pouco interesse por parte dos professores e ainda o que pensa existir será devido ao factor avaliação de desempenho docente. Expressou ainda o seu descontentamento face às actuais políticas educativas, com o momento de crise, corte e falta de orçamento.
2) Realizei uma análise detalhada do Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas referente ao triénio 2010- 2013. Compreenda-se que o estudo feito a este documento não se considera uma análise documental do mesmo, uma vez que o trabalho que realizei naquele documento teve como finalidades:
Conhecer as linhas orientadoras do documento, que são a orientação de todo o processo educativo deste agrupamento de escolas;
Conhecer e compreender de que forma a forma contínua centrada na escola é integrada neste documento orientador;
Conhecer e compreender a importância dada à Formação Contínua e mais concretamente centrada na escola;
Mais detalhadamente pode ler-se na página três do documento orientador deste Agrupamento de Escolas que:
“Associa-se o Projeto Educativo à autonomia porque é através desse instrumento que se devem construir e definir metas organizacionais próprias e centralizadas no contexto específico em que este agrupamento de escolas se insere”. (In Projeto Educativo, 2010-2013,
p.3)
No mesmo documento na página vinte e três pode ler-se” A formação dos docentes que
incidirá nas áreas de intervenção definidas no Projeto Educativo será considerada como específica, incluindo a avaliação do desempenho docente, conforme estabelecida no plano de formação docente”. (In Projeto Educativo, 2010-2013, p.23)
Numa das áreas de intervenção do Projeto Educativo “Participação, cultura e imagem da escola”, na página trinta e três do referido documento, pode ler-se:
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“a) Desenvolver acções de formação contínua sustentadas na reflexão e na experimentação e consentâneas com os interesses da escola, a necessidade das aprendizagens dos alunos e as necessidades dos próprios professores”. (In Projeto Educativo, 2010-2013, p.33)
3) Relativamente ao Plano Anual de Atividades do Agrupamento de Escolas, realizei apenas uma leitura das atividades e projectos previstos desenvolver ao longo do ano letivo, tendo constatado que não se encontrava discriminado nada conducente a concluir que seriam realizadas ações de formação centradas na escola.
4) Quanto ao Plano de Formação da Instituição, fiz também uma análise detalhada deste documento orientador e iniciava-se com um pequeno enquadramento legal sobre a formação contínua docente e não docente. Quanto ao pessoal docente, tema da problemática em estudo, verifiquei um conjunto de acções de formação específicas propostas pelos diversos departamentos curriculares de acordo com as metas do Projeto Educativo, isto é, articuladas com este documento orientador. Consideravam também no Plano de Formação do Agrupamento de Escolas as acções transversais a todos os departamentos curriculares e também de acordo com as metas educativas do Projeto Educativo. Para além destas acções enquadraram também outras de curta duração a serem dinamizadas por docentes do Agrupamento de Escolas. Quanto ao acompanhamento e avaliação do Plano de Formação, indicam que este trabalho compete ao Conselho Pedagógico: a) Acompanhar a execução do Plano de Formação; b) Produzir e aplicar os instrumentos necessários à avaliação do seu desenvolvimento; c) Apresentar o relatório final de avaliação, evidenciando o grau de concretização das metas e objectivos propostos e o impacto da formação na melhoria das práticas educativas. Durante a leitura atenta do mesmo documento, com os tópicos anteriormente, fi-lo com os seguintes finalidades:
Compreender até que ponto o Plano de Formação foi construído à escala da organização “Escola”.
Compreender e entender até que ponto Plano de Formação foi elaborado tendo em vista as necessidades dos docentes dentro do seu contexto de trabalho.
Perceber de que forma o Plano de Formação pretende dar respostas às necessidades indicadas pelos Departamentos Curriculares.
Conhecer se a escola utiliza os recursos humanos endógenos.
Determinar de que forma o Agrupamento de Escolas se interliga com o exterior (outras instituições de formação, de ensino superior, outras escolas e outras). Mais tarde, após a concretização do trabalho de estudo de documentos orientadores, mantive um diálogo com a representante da Formação Contínua e responsável dos Projetos no Agrupamento de Escolas, por considerar ser uma peça chave em todo o processo da problemática em estudo. Foram retiradas notas sobre este diálogo, mas não gravado em áudio, uma vez que a mesma pessoa foi alvo de entrevista. A realização desta abordagem teve
34 como objectivo a recolha do maior número de informações para a elaboração dos tópicos e questões dos guiões de entrevista. Considero esta uma a peça fundamental, que necessitava de abordar, porque fazia-se representar em sede de Conselho pedagógico [“O Conselho Pedagógico- o órgão de coordenação e orientação educativa do Agrupamento de Escolas, nos domínios pedagógico, didáctico, da orientação e acompanhamento dos alunos e da formação inicial e contínua do pessoal docente e não docente.” Por isso tentei perceber a dinâmica de funcionamento da Formação Contínua na Instituição. No que se refere a esta abordagem, farei aqui uma pequena síntese do que foi a recolha de informações informal, deste modo, foram feitas questões como as a seguir indico: É feito diagnóstico de necessidades de formação na escola? De que forma? Ao nível da Formação Contínua como foi constituída uma Comissão Responsável pela Formação Contínua? Porquê esta preocupação? Provoquei com estas questões um brainstorming do qual resultaram variadas respostas das quais apenas destaco as de maior relevância tendo em vista a minha finalidade inicial, isto é, elaboração de tópicos e questões de entrevista. Assim fui informada que a constituição de uma comissão de formação contínua no agrupamento tem a ver com o facto de esta ser considerada uma problemática relevante no processo educativo. Havia também a preocupação de conhecer as próprias necessidades da escola, o conhecimento da existência ou não de formadores internos, daquilo que têm e do que podem oferecer dentro da instituição.
5) O grupo de entrevistados teve a seguinte constituição: 1) Diretora do Agrupamento de Escolas; 2) Representante da Formação Contínua; 3)Coordenadores dos Departamentos Curriculares de Expressões, Línguas, Matemática e Ciências Experimentais e Ciências Humanas e Sociais; 4) Um docente de cada dos departamentos curriculares referidos anteriormente. Os diferentes atores entrevistados foram escolhidos, de forma não aleatória pela representante da formação contínua no Agrupamento de Escolas, garantindo-se a representação dos quatro Departamentos Curriculares. Foram efetuadas dez entrevistas, visando os seguintes objectivos:
a) Recolher informação aberta e multifacetada sobre a formação contínua centrada no agrupamento de escolas;
b) Identificar as concepções do conceito de formação contínua centrada na escola de todos os entrevistados;
c) Desocultar a imagem do modelo de formação contínua centrada na escola e as expectativas por parte dos intervenientes;
d) Inferir a relação entre a formação centrada na escola e o desenvolvimento pessoal, profissional e organizacional;
e) Inferir sobre os contributos deste modelo de formação para um desenvolvimento do docente em termos pessoais, profissionais e da organização;
f) Confrontar as opiniões dos intervenientes com as linhas orientadoras dos documentos orientadores do Agrupamento de Escolas;
35 g) compreender a interacção entre o agrupamento de escolas e a relação com as instituições externas de formação.
5) As entrevistas foram gravadas com autorização expressa e, simultaneamente, concedidas as usuais garantias éticas de confidencialidade e anonimato. Foram realizadas em salas reservadas da escola, tanto quanto possível, sem movimentações de pessoas e com o maior silêncio, dentro do que nos foi permitido. Todos estes espaços foram utilizados com toda a facilidade, sem qualquer tipo de obstáculos. Deste modo, os entrevistados sentiram-se completamente à vontade, nos seus espaços de trabalho e sem interrupções sobre a temática em estudo.
6) As entrevistas seguiram um conjunto de tópicos orientadores, e foram conduzidas de forma semi-estruturada e adaptadas às características dos entrevistados, no caso de tal se mostrar necessário, reformularam-se algumas questões. Os tópicos alicerçaram-se nas questões inerentes à presente investigação, na literatura existente sobre a problemática e, numa primeira fase, tal como referido anteriormente, em diálogos informais com as pessoas chave no processo (Diretora e Representante da Formação Contínua, leitura e análise dos documentos orientadores do Agrupamento de escola neste domínio (Projeto Educativo, Plano Anual de Atividades e Plano de Formação Contínua). O tipo de entrevista realizada pertence à categoria de entrevista orientada para a resposta, seguindo Powney e Watts (1987, p.162), isto é:
A entrevista orientada para a resposta caracteriza-se pelo facto de o entrevistador manter o controlo no decurso de todo o processo. Ela é, na maioria das vezes, estruturada ou, pelo menos semiestruturada e é referenciada a um quadro preestabelecido. Distingue-se da entrevista estruturada no sentido em que esta, visando igualmente recolha de informações, não considera de modo absoluto a ordem da aparição das informações no desenvolvimento do processo. (Powney e Watts, 1987, p.162)
Desta forma, foi possível articular as questões, de forma a melhor esclarecer o entrevistado, com o objectivo primordial de recolher as informações desejáveis à realização do estudo.
Ainda relativamente à metodologia, socorremo-nos como estratégia de investigação no estudo de caso. De acordo com Stake (1998) eYin (2005), entre outros, o estudo de caso pode ser algo bem definido ou concreto, como um indivíduo, um grupo ou uma organização, mas também pode ser algo menos definido ou definido num plano mais abstracto como, decisões, programas, processos de implementação ou mudanças organizacionais.
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