FAGBEVEGELSEN I DAGENS UKRAINA
DEL 3: FAGBEVEGELSEN OG DEMOKRATISERINGEN
5.1.1 Cadeia de carne bovina: Brasil
Há atualmente no rebanho bovino mundial, cerca de 1.340 milhões de cabeças e sua evolução apresenta significativa estabilidade, tendo crescido apenas 0,26 % em dez anos, de acordo com dados da Organização para a Alimentação e a Agricultura (Food and
Agriculture Organization of the United Nations - FAO). Como destaque, os cinco primeiros
que possuem maior rebanho são: Brasil, Índia, China, Estados Unidos e Argentina (BATALHA ET AL, 2007).
Batalha et al (2007) afirmam que a cadeia da carne bovina tem seus elos componentes ainda não plenamente coordenados que, para os autores, pode ser conseqüência da cultura do produtor rural, dos prazos de implementação da legislação sanitária. Para os mesmos autores, há cinco subsistemas que são compostos pelos seguintes agentes, como pode ser visto na Figura 7:
Figura 7: Cadeia da carne bovina (BATALHA ET AL, 2007).
Para Perosa (1999) essa cadeia é composta por segmentos fragmentados, sem um poder maior que sistematize e ordene as relações ao longo da cadeia e a integração entre produtores rurais e agroindústria. Isso pode levar a problemas de coordenação, que exigirão maior integração entre os agentes e ferramentas que a possibilite. (SILVA et al, 2005 e SAAB, MARTINELLI e CONEJERO, 2006) Batalha et al (2007) compartilham da mesma opinião, afirmando que a cadeia da carne bovina tem seus elos componentes ainda não plenamente coordenados o que pode ser conseqüência da cultura do produtor rural e dos prazos de implantação da legislação sanitária.
Segundo Schiefer (2002), a cadeia de carne brasileira é caracterizada por um número de especificidades que a pressionam a implementar conceitos de gerenciamento integrado, no entanto, essas mesmas peculiaridades dificultam essa implantação. Essa cadeia tem as seguintes segmentos: insumos (empresas de medicamentos, ração e suplementos), o cruzamento de raças, inseminação artificial, criação de animais, abate, processamento, distribuição (nos e pelos frigoríficos, respectivamente) e comercialização (varejo e/ou atacado, tradings e consumidor final). Essas etapas movimentam uma grande soma de recursos humanos e financeiros do setor agroalimentar brasileiro. Essa cadeia possui uma característica própria, em que os produtores e confinamentos possuem a mesma atividade, representante um agente da cadeia.
No que tange ao comportamento das exportações, as vendas brasileiras de carne bovina para o exterior apresentaram um crescimento médio significativo de 25% a.a. até
Empresas rurais (Produtor Indústrias de 1a. transformação Indústrias de 2a. transformação Atacadista ou exportador Varejista Consumidor Final Empresas de Alimentação coletiva/ Institucional Subsistema de produção da matéria-prima
Subsistema de industrialização Subsistema de comercialização Subsistema de consumo Subsistema de apoio Produtor de Insumos Agentes transportadores
2005 e as exportações estadunidenses apresentaram uma queda acentuada com um decréscimo médio de 8,65%, como decorrência da eclosão da doença da vaca louca em 2002.
As importações brasileiras de carne congelada, fresca ou refrigerada tiveram uma variação entre os anos de 2006 e de 2007 de 42,52% relativa, ou seja, elevaram de US$ 6.206.634 para US$ 8.845.977 (MDIC, 2008).
Com o objetivo de controlar a sanidade animal e melhorar a segurança dos alimentos, preservando os fluxos internacionais de comércio, têm sido criados acordos, regras, regulamentações e outros instrumentos de controle e normatização destes produtos (PERINA et al, 2004). Em relação aos sistemas de inspeção sanitária para carnes no Brasil, tem-se um para cada esfera, com seus aspectos positivos e negativos. Essas leis, unidas a um sistema de rastreabilidade eficaz, possibilitam que o país participe do comércio internacional com maior controle da qualidade de seus produtos, demandado fortemente pelos seus compradores. Contudo, conforme afirmado anteriormente, é um processo de médio prazo, em que é necessário se observar a inclusão de agentes da cadeia de suprimentos bovina de menor porte para viabilizar o funcionamento do sistema.
No Brasil, devido aos produtores que exportam serem obrigados a se cadastrarem via certificadoras no SISBOV, as ações necessárias a esse cadastramento levam alguns a se integrarem para a troca de informação entre produtor-produtor e produtor- frigorífico. Apesar disso, a cadeia de carne brasileira necessita de uma rastreabilidade mais precisa, pois seus clientes, principalmente a UE, demandam esse fator frequentemente. Os produtores brasileiros posssuem, em suas propriedades, e os frigoríficos brasileiros, em suas plantas, recursos humanos com baixa qualificação, o que dificulta a implantação de novas tecnologias. Além disso, a questão dos custos das etiquetas eletrônicas e dos equipamentos (computadores, leitores, antenas e software) leva ao adiamento da implantação da RFID.
5.1.2 Cadeia de carne bovina: EUA
De acordo com Al-Hakim (2006), a cadeia de carne bovina americana “inclui fazendeiros, produtores, frigoríficos e distribuidores que estão em áreas rurais, enquanto um grande número de varejistas e consumidores está localizado, principalmente, em áreas urbanas”. Essa distância leva a um descompasso na difusão de tecnologia, o que tem uma influência direta no fluxo de informação através da cadeia de carne vermelha, que pode afetar a confiança entre os agentes. Os frigoríficos formam a interface organizacional principal entre a cadeia de carne vermelha nas áreas rurais e outras entidads localizadas na área urbana. Além disso, os produtores americanos requerem mais troca de informação entre eles e os demais
agentes da cadeia de suprimento da carne bovina. Da mesma forma, alguns executivos da indústria frigorífica possuem a mesma insatisfação, o que demonstra uma falta de integração causada pelo uso inadequado das TICs e pela desconfiança entre os agentes. A cadeia de carne americana, diferente da brasileira, possui produtores e confinamentos em posições bem definidas, em que o primeiro é fornecedor do segundo.
Em 2005, 70% da carne bovina americana processada foi realizada por quatro empresas nos EUA e, em 2007, 69,5% dos animais jovens foram abatidos pelas três maiores empresas, como Tyson (29%), Cargill (22,6%) e JBS USA (17,9%). Essas três empresas representaram 68,48% das vendas de carne americana em 2007, incluindo o Canadá. As dez maiores empresas processam por dia 88,89% do total das 30 maiores empresas nos EUA (CATTLE BUYERS WEEKLY, 2008).
Os EUA têm mantido seus volumes de exportação altos nos anos de 2007 e 2008, apesar de uma previsão de baixa na primeira metade de 2007, mas de alta na segunda metade do mesmo ano. Na segunda semana de abril de 2009, os EUA haviam exportado 8.700 toneladas, principalmente para o México (3.200 t), Canadá (1.500 t), Japão (1.200 t) e Vietnã (1.200 t).
As previsões de importação para o resto do ano de 2007 foram baixas, porque o dólar americano perdeu valor e além disso, havia uma expectativa de redução na produção de fornecedores distantes, principalmente a Austrália. Esperava-se que as importações de carne se reduzissem em 2008, pois havia uma previsão de redução no abate doméstico nos EUA.
O sistema de rastreabilidade americano, mesmo para os produtores exportadores, não é mandatório. A maioria dos produtores americanos e das indústrias utiliza em seus animais brincos plásticos para controle dos mesmos, mas alguns deles têm TIC para controlar suas operações. Os produtores que exportam para o Japão possuem uma demanda por implantação da RFID. Contudo, algumas vezes os produtores e os frigoríficos têm algumas dificuldades em treinar pessoas, aprender e usar os sistemas pelo baixo nível de escolaridade dos produtores e funcionários das fazendas e frigoríficos. Eles põem muito esforço para usar as TICs e investem bastante, no entanto, por não avaliarem esta implantação, obtêm resultados abaixo do esperado.