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3 MÅLOMRÅDER OG KRITERIER

3.7 F UNKSJONELL EGNETHET

O que é preciso fazer Quem faz Como conseguimos

1) Explicar à mãe, o processo da operação;

A pediatra explicará à mãe todo o processo cirúrgico pelo qual a “Flor” irá passar. Saberemos se a mãe percebeu toda a informação que lhe foi transmitida após a questionarmos em relação às dúvidas existentes.

A educadora vai procurar a pediatra e pedir-lhe colaboração para explicar o que é o

problema da “Flor”

1) A mãe e a educadora foram juntas á consulta de desenvolvimento para recolherem informação e para a pediatra lhes explicar o que é um defeito completo do septo auriculoventricular e o que vai acontecer na cirurgia. Apesar de termos diminuindo o nível de ansiedade da mãe esta ficou consciente que se trata de um processo extremamente delicado.

2) Informar a mãe sobre o que é a trissomia 21;

A mãe receberá informação oral e escrita acerca da Trissomia 21, quais as implicações ao nível da saúde e do desenvolvimento.

A educadora com a colaboração da psicomotricista, organizaram documentação

2) Compilamos informação referente à trissomia 21 e em consulta de psicomotricidade explicamos à mãe o que é e quais as possíveis implicações, quer a nível de saúde quer a nível de desenvolvimento. A mãe ficou a saber mais acerca do problema da sua filha e com a perceção que o seu trabalho em casa era fundamental para bom desenvolvimento da “Flor”.

3) Melhorar a hora da refeição;

A “Flor” deverá comer 4 colheres de sopa, sem deitar a sopa fora, uma vez ao almoço e uma vez ao jantar no espaço de uma semana.

Mãe, psicomotricista e educadora;

3) Colocando a questão da alimentação debate com a psicomotricista esta sugeriu que se experimentasse aumentar o tempo de intervalo antes da sopa em 30 a 45 minutos. Desta forma conseguimos que, no momento da refeição a “Flor” tivesse mais fome e assim comesse melhor. Conseguimos que a hora da refeição se tornasse uma rotina menos stressante para a mãe e

96 4) Ficar sentada com apoio e manter as costas direitas;

A “Flor” deverá ficar em posição de sentada com apoio. Saberemos que ela consegue ficar sentada (com apoio) e com as costas direitas quando ela ficar sentada no carrinho de supermercado, três vezes num período de três semanas.

Mãe e educadora;

4) Elaboramos uma grelha com cinco momentos diários em que a “Flor” devia ficar sentada com brinquedos a um nível mais elevado que o da sua cabeça, tornando esta atividade uma rotina diária. Conseguimos que a “Flor” ficasse sentada por períodos de tempo que foram aumentando

progressivamente e conseguimos também que ela fosse elevando a cabeça aumentando o tónus muscular.

5) A pouca atenção que presta às fontes sonoras

A “Flor” deverá prestar atenção quando é chamada pela mãe, virando a cabeça, no prazo de 20 segundos. Quando ela virar a cabeça para uma fonte sonora no prazo de 20 segundos, cinco vezes por dia, três dias seguidos.

Mãe e educadora;

5) Sente a “Flor” apoiada com, por exemplo, umas almofadas. Chame por ela fazendo um som, se ela não virar a cabeça pegue-lhe levemente no queixo e oriente a cabeça da “Flor” para si. Reduza a ajuda física

progressivamente. Quando ela virar a cabeça para a fonte sonora sem ajuda física alterne os lados de onde é produzido o som. Também poderá falar com ela de diferentes pontos da casa. Este exercício deverá ser adaptado à rotina da família e acontecer 6 a 8 vezes por dia.

6) O aumento das vocalizações (mã, pá, dá) nos momentos do banho ou da muda de fralda

A “Flor” imitirá sons produzidos pelo pai ou pela mãe, nos

momentos do banho ou da muda de fralda, três vezes com a mãe e duas vezes com o pai na hora do banho e de mudar a fralda, no espaço de três dias.

Família;

6) Utilize as rotinas do banho e de mudar a fralda e estimule a “Flor” a imitar os sons mã, pá e dá. Quando ela produzir o som imite-a fazendo esse som 2 ou 3 vezes, dando-lhe também a oportunidade de repetir o som. Poderá tocar-lhe levemente nos lábios para que ela produza o som. Sorria quando ela repetir um som ou fizer um novo som.

7) Passar de decúbito ventral para decúbito dorsal no momento da muda de fralda.

A “Flor” deverá ser capaz de passar da posição de barriga para baixo, para a posição de barriga para cima no momento de mudar a fralda, no prazo de 60 segundos, 4 vezes no espaço de dois dias, na

Mãe e educadora;

7) Pegue num brinquedo de que ela goste, ou um que faça som. Utilize a rotina de mudar a fralda e colocando a “Flor” de barriga para baixo, abane o brinquedo para este produzir som, mostre-lhe o brinquedo e motive-a a virar-se para ver o brinquedo. Poderá também dar-lhe alguma ajuda física. Deverá fazer estes jogos pelo menos 6 vezes por dia.

97 hora de vestir/despir ou aquando da muda da fralda.

8) Organizar a entrada na creche

A mãe a visitará as instalações da creche. Recolherá informação referente à documentação necessária para a inscrição e marcará uma reunião com a coordenadora da instituição e a educadora que irá receber a “Flor”. Para se sentir mais segura e confiante quando for o momento da “Flor” entrar para a creche.

Mãe e educadora;

8) Apesar de ser o local de trabalho da mãe, visitamos a creche para que a mãe recolher informação referente aos documentos necessários e para que a educadora conhecesse as instalações. Marcamos para o fim de maio uma reunião com a coordenadora pedagógica e com a educadora que vai receber a “Flor”. Esta reunião não chegou a acontecer uma vez que a cardiologista desaconselhou a frequência na creche pelo menos até aos 18 meses.

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Após a realização do primeiro PIIP e quando a criança tinha 12 meses, foi elaborado um reajuste ao referido documento, encontrando-se no anexo B, uma vez que a criança atingiu as competências estabelecidas. Surge assim, a necessidade de reajustar o documento às novas preocupações da família que incidiam, no facto da “Flor” não conseguir ficar em posição de gatinhar e não ficar em pé agarrada. A família receava que, a não realização destas competências condicionasse posteriormente, a marcha autónoma da criança. Outra das preocupações da família, nesta data, eram a fraca produção de sons e o pouco interesse demonstrado nos acontecimentos que a rodeavam. A mãe estava sobretudo preocupada que a comunicação da “for” pudesse ser comprometida.

Aquando dos 18 meses da “Flor” foi elaborado o segundo PIIP onde constatamos que as preocupações da família sofrem alterações de acordo com a evolução da “Flor”. A família estava, aquando deste segundo PIIP, bastante preocupada com a dificuldade que a criança estava a ter em aumentar de peso e com a incidência das bronquiolites, a mãe receava que a frágil saúde fosse condicionadora do desenvolvimento. Sendo que, a nível de desenvolvimento, as preocupações da família incidiam no facto da “Flor” não andar de lado, amarrada por exemplo à mobília, condicionando as próprias rotinas da mãe e, não chamar pela mãe ou produzir sons que indicassem ter fome ou sede. A mãe receava que esta não comunicação das necessidades, condicionasse também, a falta de peso da “Flor”. O documento poderá ser consultado na integra no anexo C.

Por opção de todos os elementos desta equipa não foi realizada nova EBR, uma vez que as mudanças a nível familiar não justificavam tal procedimento.

Aos 30 meses foi elaborado novo PIIP com nova EBR, este documento é apresentado em seguida e foi construído tendo por base o modelo do PIIP emanado do Sistema Nacional de Intervenção Precoce para a Infância (SNIPI).

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3º Plano Individualizado de Intervenção Precoce (PIIP)