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Føderalisme, politiske strukturer og ”Null Sult”

A motivação para aprendizagem é um dos desafios que os educadores enfrentam todos os dias, pois tudo influencia no processo de construção do conhecimento. Dessa maneira, o espaço físico e o clima relacional de sala de aula precisam ser motivadores e, como já anteriormente mencionado, os agentes envolvidos nesse contexto precisam constantemente ser motivados e se automotivarem.

Segundo Gil (1997), as pressões externas podem aumentar o desejo de aprender, porém é necessário que se queira aprender. Para os estudiosos da área, na maioria das vezes, a motivação tem origem em uma necessidade e esta é que determinará a direção do comportamento para alvos apropriados a sua satisfação; desse modo, quando alguém tem necessidade de obter determinado conhecimento, direciona a sua energia e atenção para leituras, cursos, palestras e outras ações que possam satisfazer aquela necessidade.

Essas pressões externas dizem respeito ao ambiente e à forma como ele pode proporcionar a motivação aos estudantes. A instituição motiva o professor e este motiva o aluno; nesse contexto, vale ressaltar que a motivação é um processo interno e a instituição educacional não é somente um local de aprendizagem e, sim, um local de vida que precisa funcionar com ordem e tranquilidade.

Nessa perspectiva, o professor precisa sentir-se bem para poder contagiar os alunos e estes, de certa forma, também, contagiarem o professor, principalmente quando as duas partes conseguem relacionar-se bem. A satisfação dos discentes é um ponto que o professor deve almejar não só em sala de aula, mas, também, sobre o que o aluno pensa em relação à instituição (GIL, 1997).

Para entender sobre a motivação dos estudantes, é necessário levar em consideração três indicadores comportamentais, observados por Marques (2003): o primeiro refere-se à escolha da tarefa; o segundo, ao nível de envolvimento na tarefa; e o terceiro, à vontade de concluir a tarefa.

A tarefa solicitada pelo professor precisa ser desafiadora e passível de resolução para que não pareça muito fácil, tampouco difícil e que possa envolver os

alunos, com o objetivo de mantê-los em uma rotina de estudo proveitosa, onde criar e manter o interesse significa repensar sobre a forma de ensinar, proporcionando um ambiente positivo, ministrando aulas com entusiasmo e, principalmente, relacionando a tarefa de aprender com os conteúdos, de forma concreta, identificando as reais necessidades dos estudantes e seus conhecimentos prévios.

Outras atitudes importantes e que podem ser usadas como estratégias para promover a aprendizagem são as evidenciadas por Moraes (2005), que tem como pontos relevantes questões como encorajar e incentivar os alunos a definirem metas e a cumpri-las; contextualizar os conteúdos com o conhecimento prévio e experiências dos alunos; avaliar constantemente os alunos acerca do interesse e das necessidades dos mesmos; transmitir informações importantes e oportunas nas aulas; valorizar as proposições dos alunos e incentivar a espontaneidade; ser justo, otimista, disponível e solícito; equilibrar críticas e elogios.

Bock, Furtado e Teixeira (2001), também, apontam sugestões para que o professor desperte o interesse dos alunos para a aprendizagem como: (a) propiciar a descoberta, preparando o aluno para o novo conteúdo, bem como desafiá-lo, questionando e informando sobre pontos interessantes e importantes acerca do assunto; (b) desenvolver nos alunos uma atitude de investigação, tendo no professor um investigador, um pesquisador, que precisa trabalhar essa concepção com seus alunos, para que eles saibam buscar, explorar e querer conhecer e aprender sempre mais. O professor precisa estar preocupado em falar sempre com uma linguagem acessível, possuindo a habilidade de comunicação e se fazer compreender pelos alunos, tendo cuidado ao solicitar tarefas, pois os exercícios e tarefas sugerem certo grau de complexidade; todavia a ideia é que o aluno consiga resolvê-los, instigando sempre o seu interesse, demonstrando para o aluno a necessidade de conhecer o que está aprendendo, evidenciando, em suas aulas, a importância dos conteúdos e como eles podem ser aplicados na vida prática.

Mendel (2009) ressalta orientações e estratégias que podem ser usadas pelos professores para que os alunos queiram aprender: (a) dar tratamento igual a todos os alunos; (b) aproveitar as vivências que o aluno já possui, no momento de montar o currículo, valorizando o conhecimento prévio do aluno para possibilitar a aquisição de novos conhecimentos; (c) mostrar-se disponível para o aluno, ou seja, demonstrar que ele pode contar sempre com o professor; (d) procurar elevar a autoestima do aluno, respeitando-o e valorizando-o; (e) utilizar métodos e

estratégias variadas e propostas de atividades desafiadoras; (f) mostrar-se aberto e afetivo para e com o aluno; (g) manter sempre um bom relacionamento com o aluno e, consequentemente, um clima de harmonia; (h) fazer de cada aula um momento de real reflexão; (i) ter expectativas positivas acerca do aluno e procurar observar as qualidades de cada um para desenvolver melhor suas potencialidades; (j) saber ouvir; (l) perceber que ele, o professor, pode fazer a diferença para os alunos, pois exerce uma grande influência nos mesmos; (m) ensinar o aluno a ser ético e crítico, mostrando a ele que a crítica é boa, desde que feita de maneira adequada, e que a ética é fundamental em qualquer relacionamento humano, em qualquer ambiente.

É indispensável que as atividades desenvolvidas em sala de aula pelo professor sejam dinâmicas e participativas. Nesse espaço, o aluno será chamado a construir o conhecimento. Despertar a motivação para aprender a diminui o fracasso escolar. Para isso, o professor precisa ter consciência do seu papel como educador, devendo se concentrar na aprendizagem e no rendimento, mediando o processo educacional e desenvolvendo a autoconfiança dos seus alunos (BOCK; FURTADO; TEIXEIRA, 2001).

Para Mendel (2009), ao se realizar qualquer coisa na vida, primeiro é necessário que exista a vontade em realizá-la, senão nada acontecerá. Também, ocorrendo dessa forma na educação - pois a educação requer ação - como resultado dessa ação, ocorre o aprendizado. Mas, para que ocorra a ação e esta resulte no aprendizado, é necessário que haja a vontade e, nesse caso, a vontade de aprender.

Não somente em sala de aula, mas, também, em todos os ambientes de aprendizagem, a motivação acaba sendo um fator determinante para que os alunos possam atingir um bom desempenho, pois, quanto maior for o estímulo, maior será o interesse e a motivação, posto que tudo é motivado por algo e, na educação, é indispensável que a motivação seja direcionada para o aprender (RUIZ, 2001)

3 NATUREZA DA PESQUISA E METODOLOGIA