• No results found

Expressions Related to Judgment and Punishment of Sin

2.2 Expiation of Sin versus Punishment of Sin

2.2.3 Expressions Related to Judgment and Punishment of Sin

São Bernardo do Campo é a cidade mais rica da região do ABC paulista. Centro de compras com um comércio bastante desenvolvido, a cidade caracteriza-se por uma grande concentração do setor moveleiro e industrial.

A origem da cidade remonta a 8 de abril de 1553, quando teve início na região a vila de Santo André da Borda do Campo. Por um longo período, o que hoje é São Bernardo correspondia a uma parte do município de Santo André. A autonomia veio em 30 de novembro de 1944. A data do aniversário da cidade, porém, é 20 de agosto, dia do santo Bernardo.

Está localizada a uma distância de 21 quilômetros, em linha reta, da capital paulista e faz divisa na parte leste e nordeste com os municípios de Santo André e São Caetano do Sul, ao norte com Diadema, e na parte sul e sudoeste com Cubatão, São Vicente e Praia Grande. No extremo sudeste da cidade, a divisa é com a capital paulista.

O acesso à cidade é feito pelas rodovias Anchieta, Imigrantes e Índio Tibiriçá. Em 2010, está previsto o acesso pelo Rodoanel.

O principal meio de transporte coletivo entre São Bernardo do Campo e a capital paulista é o ônibus. O corredor metropolitano estende-se do bairro Ferrazópolis, passando pelo centro da cidade, até o terminal Jabaquara, na zona sul da capital. Em outra rota, o mesmo corredor de ônibus também leva passageiros até o terminal São Mateus, na zona leste da capital, passando pela cidade de Santo André e Mauá.

De ônibus, do terminal Ferrazópolis até o terminal Jabaquara, o tempo médio de locomoção é de 40 minutos. De carro, pelas rodovias, o tempo médio – fora os horários de pico – é de 30 minutos.

Em relação ao deslocamento populacional para a capital ou cidades próximas, os moradores de São Bernardo do Campo apresentam uma movimentação de cerca de 9% do total da população. Aproximadamente 72 mil residentes saem todos os dias da cidade para o trabalho ou estudo em municípios próximos, incluindo-se a capital. Porém, diferentemente de Francisco Morato, também chegam à cidade, todos os dias, cerca de 70 mil pessoas, gerando um

equilíbrio na movimentação de pessoal, o que não configura São Bernardo do Campo como uma cidade dormitório.

Durante a década de 1970, a forte imigração para o centro do país transformou o ABC paulista – e, principalmente, o município – numa grande região acolhedora das famílias imigrantes. A instalação de grandes indústrias automotivas e de autopeças concentrou uma vasta mão de obra que, aos poucos, foi se fixando na cidade.

Num primeiro momento, os operários mais especializados, que dispunham de maior estabilidade e salários melhores nas indústrias da região, foram comprando pequenos terrenos na periferia da cidade. Paulatinamente, foram erguendo suas casas. Devido à expansão e à evolução da cidade, muitos destes bairros são considerados, hoje, de classe média.

Característica marcante da época da globalização, a transferência das indústrias para outros municípios, à procura de incentivos fiscais e mão de obra mais barata, bem como de um sindicalismo menos atuante ou inexistente, sinaliza o começo de uma nova etapa para a cidade.

A saída de uma parcela expressiva do setor industrial contribui para o aumento do desemprego, ao mesmo tempo em que modifica também as características do trabalho em toda a cidade.

Muitos trabalhadores que não conseguem uma recolocação no mercado de trabalho vão para a economia informal (nas ruas ou em suas próprias casas), enquanto outros trocam os antigos empregos na indústria pelo setor de serviços.

A típica cidade industrial vai, aos poucos, transformando-se em uma cidade de indústrias e serviços.

Muitos dos trabalhadores que não conseguem nenhuma fonte de renda começam a perder suas moradias e saem à procura de novos locais para a habitação de suas famílias.

Originam-se as novas ocupações, semelhantes àquelas ocorridas durante a década de 1970 em toda a região do ABC paulista, que foram realizadas pelos trabalhadores menos qualificados ou que não mantinham um emprego ou salários fixos.

No final da década de 1980 e com a crise das décadas de 1990 e do começo deste século, as ocupações aproximam-se cada vez mais das áreas de mananciais

e tornam a formar uma nova periferia, com aglomerados de famílias que precisam ocupar terrenos para construir seus barracos.

Esta mesma população, apoiada nas lutas sociais das décadas anteriores, exigirá dos governantes municipais a instalação de uma infra-estrutura capaz de atendê-la minimamente.

A cidade é praticamente toda pavimentada. Poucas são as ruas de terra, mas, como em toda cidade que já cresceu muito, há bairros organizados e bem estruturados e outros que ainda não dispõem dos recursos básicos de atendimento a seus residentes.

Em São Bernardo do Campo, há 12 salas de cinema, seis teatros, sete centros culturais e seis bibliotecas municipais. Em 86% das residências, há coleta de esgoto e metade deste é tratada.

A população conta com 29 unidades Básicas de Saúde – UBS – sete Prontos Socorros, 10 hospitais particulares e dois públicos.

Na cidade, encontramos quatro parques municipais e, aproximadamente, 100 praças; na maioria delas, há locais de descanso ou brinquedos para as crianças. Tem uma grande área de lazer próxima à represa Billings, que concentra 70% de suas águas no município. São Bernardo tem um estádio municipal (Vila Euclides – palco de grandes assembleias dos metalúrgicos nas décadas de 70 e 80), um ginásio poliesportivo e cinco centros esportivos nos bairros.

As escolas de educação infantil e de ensino fundamental e médio atendem a, aproximadamente, 200 mil alunos. As escolas estão espalhadas por todos os bairros da cidade. Em alguns, com grandes concentrações, há escolas muito próximas umas das outras. Como é um dos municípios que mais rapidamente implantou o processo de municipalização do ensino fundamental (100% do Ciclo I – do 1º ao 5º ano), e está em acelerado ritmo a municipalização do Ciclo II, do 6º ao 9º ano, os moradores da cidade convivem com inúmeras escolas municipais. À medida que os filhos crescem, passam para as escolas estaduais, fato que causa um grande impacto na população, como veremos mais adiante.

Estabelecimentos escolares – ano 2008 Quantidade Escolas - Ensino fundamental 186

Escola pública municipal - EMEB 69

Escola pública estadual 71

Escola privada 46

Escolas - Ensino médio 91

Escola pública estadual 64

Escola privada 27 Escolas - Ensino pré-escolar 150

Escola pública municipal - EMEI 75

Escola privada 75

Escolas - Ensino superior 11

Escola Pública federal 1

Escola Pública Municipal 1

Escola privada 9

Fontes: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2008 e Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo / Secretaria Municipal de Educação.

No ano de 2008, São Bernardo tinha uma população de 801.580 habitantes, que viviam numa área de 406,18 quilômetros quadrados.

A industrialização e o desenvolvimento do município estão refletidos nos dados econômicos da cidade. O PIB de São Bernardo do Campo é de quase 21 bilhões de reais (R$ 20,572 bi), cerca de 35 vezes maior do que o de Francisco Morato. É o quinto PIB dos municípios do estado, atrás apenas da capital, Campinas, Guarulhos e Barueri. O PIB per capita é de R$ 25.590,16 (oito vezes maior do que o de Francisco Morato). Este PIB representa 2,56% do PIB do estado. O município tem o 15º PIB do país e o IDH de 0,834, ocupando a 26ª posição no estado. A taxa de mães adolescentes é de 5,71%.

A População Economicamente Ativa é de 432.445 pessoas e a taxa de desemprego médio é de 10, 08%.

Na atual situação, a população da cidade apresenta reivindicações distintas. Enquanto que nos bairros mais pobres a luta ainda é por saneamento, melhoria nas condições de habitação e transporte, e a instalação de mais postos de saúde, creches e escolas, em outros bairros as demandas estão relacionadas às melhorias no trânsito, à segurança e ao bem-estar.

6.3 O cotidiano das escolas de Francisco Morato