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How can the exponential emerging technologies and the engaged tech community

4.2 The emerging technologies in the Norwegian Foreign Aid’s strategies

4.2.1 How can the exponential emerging technologies and the engaged tech community

Religião e religiosidade são dois termos antigos na psicologia da religião. O mesmo não se pode dizer da espiritualidade, conceito utilizado recentemente na psicologia científica.

Atualmente o interesse pela religiosidade vem ocorrendo pela perspectiva multidisciplinar, estimulado pela psicologia e antropologia cultural. A religiosidade popular são os diversos modos de devoção relacionada aos santuários (peregrinações), às festas dos padroeiros, às procissões e às diferentes maneiras de culto aos santos locais. Este último caracteriza-se por uma gestualidade com envolvimento emotivo, encontra-se normalmente uma interação profunda entre religião e problemas concretos do grupo humano. Além de haver um modo “misto”: uma maneira popular de usar a religião tradicional de jeito supersticioso. Há também os limites e os riscos, reduzidos na tendência de usar o sagrado de maneira formal e de auto-ajuda, no geral, com poderes mágicos (PAIXÃO NETTO; MACHADO, 2003).

O termo “religioso” refere-se à religião, e indica “um estado de ânimo, um comportamento, um estilo de vida ou, por extensão, um ambiente ou um lugar, que encontram na religião a inspiração, a alma ou a finalidade” (PAIXÃO NETTO; MACHADO, 2003, p.657). Existe certa afinidade entre religioso e sagrado, porém este último sinaliza a dimensão subjetiva da relação com a divindade, será discutida mais adiante no capítulo 5. O filosofo e teólogo São Tomaz mostra que o serviço ao outro e a tarefa do amor fraterno constituem um ato de culto: estas são virtudes da religião. Hoje, em muitas instituições ou congregações religiosas, muitas pessoas dedicadas ao trabalho de Deus não querem ser chamadas religiosas.

O Código (sd.)5 de 1983 surgiu para reduzir ainda mais o termo “religioso” a

mera categoria jurídica, bem longe do conceito que se tinha na doutrina clássica, o qual engloba todas pessoas dos institutos que escolhem a Deus, como o conteúdo e a razão do viver.

5 Código de lei não encontrado.

Fonseca e Vasconcelos (2005, p. 57) referem que a religião pode ser considerada como segundo útero. “Seu desígnio é trazer uma coisa extremamente complexa, que é o ser humano, à maturidade, o que significa ser auto-motivado, auto-conduzido”. Abbagnano (2000, p. 846) diz que a religião é uma:

crença na garantia sobrenatural de salvação e técnicas destinadas a obter e conservar essa garantia. A garantia religiosa é sobrenatural, no sentido de situar-se além dos limites abarcados pelos poderes do homem, de agir ou poder agir onde tais poderes são impotentes e de ter um modo de ação misterioso e imperscrutável. A origem sobrenatural da garantia não implica, necessariamente, que ela seja oferecida por uma divindade, e que, portanto, a relação com a divindade seja necessária à Religião: na realidade, existem religiões ateístas, como o budismo primitivo, retornado e defendido, nesse seu caráter, por escolas posteriores (...) por técnicas entendem-se todos os atos ou práticas de culto: oração, sacrifício, ritual, cerimônia, serviço divino ou serviço social (...) Entende-se a atitude religiosa fundamental, podendo ser simplesmente interior e pessoal (religiosidade individual; diferentemente, as técnicas destinadas a obter e conservar essa garantia constitui o lado objetivo e público da Religião, seu aspecto institucional).

Para definir psicologicamente religião é importante citar duas referências mundiais: R. H. Thouless e A. Vergote. Para Thouless (1961, p.3), “a religião é uma relação vivida e praticada com o ser ou com os seres sobremundanos nos quais se crê. Em conseqüência, ela é um comportamento e um sistema de crenças e de sentimentos”. Já o conceito de religião para Vergote apud (VALLE, J., 1998, p.42) “é um conjunto orientado e estruturado de sentimentos e pensamentos, por meio do qual o homem e a sociedade tomam consciência vital de seu ser íntimo e último e, simultaneamente, nela se torna presente o poder divino”.

Campbell (2002) acrescenta que as religiões, além de apresentar mitos, condicionam todas as culturas, o seu mistério atinge todos os homens. Tem, ainda, um papel fundamental social e pessoal: harmonizar a consciência com as pré- condições da existência, como a fragilidade humana e a finitude; apresentar uma imagem consistente da ordem do universo, atribuindo sentido aos fatos; dar autoridade e respaldo a uma ordem moral particular; conduzir o sujeito pelas diferentes crises naturais que surgem na vida como nascimento, morte, envelhecimento, doença.

A idéia de salvação é o elemento essencial do conceito de religião, e essa crença é sustentada através de gestos personificados na relação entre o homem e o

sobrenatural. Nesse contexto a pessoa percebe que é consciente de sua limitação, impotência e busca algo além. Será falado mais adiante quando fala do fenômeno religioso.

Para definir a espiritualidade foi buscado primeiro no dicionário Aurélio o que é o Espírito “como a parte imaterial do homem, alma”.6 Através de um olhar

existencial, o espírito é o que impulsiona o homem para além de si mesmo para encontrar o sentido de vida. A dimensão espírito permanece em cada um mesmo quando a vida apresenta ter perdido o sentido. Em momentos de crise, as energias espirituais precisam ser reorientadas para a vida.

Espiritualidade é uma denominação mais ampla que “religião”. Esta palavra afirma-se que deriva ou do verbo latino relegere (re-ler) ou do verbo religare (re-ligar) que se refere às tradições espirituais, que se mostram concretamente através de ritos e celebrações cultural e histórica (PESSINI; BERTACHIN, 2005).

A espiritualidade refere-se à ordem dos significados últimos, que dá uma direção à vida e a torna suscetível de permissão e de consenso eternos: “não me basta fazer perguntas; desejo saber responder à única pergunta que parece incluir tudo o que eu enfrento: Por que motivo estou aqui?” Esta questão já é resgatar a “dimensão do profundo”. Indo mais além desta definição um pouco vaga, destacam- se alguns valores que são capazes de dar firmeza e unidade ao fluxo de fatos que o relógio do tempo registra: aceitação de si mesmo e fidelidade ao próprio ser profundo, criatividade artística ou esforço científico, amor ao ser humano e luta contra a injustiça, humanização ou promoção humana integral. Tudo isso atribui “certa qualidade, certa densidade e intensidade desta vida” (FIORES; GOFFI, 1993). A espiritualidade não é alguma coisa que se contradiz ao que é material, corporal ou mundano. Ela não exclui ou nega a natureza. Não é nesse sentido que ela tem a ver com o que a teologia cristã atribui de “sobrenatural”. Menos ainda podemos compreender como um “estado de alma” que só se consegue por meio da fuga do mundo. Ao contrário, a espiritualidade é “algo encarnado no contexto real da vida de cada pessoa e de cada época. Ela expressa o sentido profundo do que se é e se vive de fato. O silêncio reflexivo e a atitude contemplativa, sem os quais a espiritualidade não pode vicejar, são experimentados é na totalidade das circunstâncias temporais e espaciais do viver humano [...]”. (VALLE, J., 2005, p. 101). O espiritual da pessoa assume o corpo e permite que ultrapasse o nível biológico e emocional de suas experiências, também claro das mais sublimes e elevadas.

6 Ferreira, A. B. H.Dicionário Aurélio básico da língua portuguesa. 4 ed. Rio de Janeiro, Nova