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Experimental setup and measurements using the immersion method 76

3.4 Immersion method

3.4.1 Experimental setup and measurements using the immersion method 76

A professora Marta tem 34 anos e desde 1989 trabalha na rede pública de ensino municipal, depois de ter ficado um ano em uma escola da rede estadual.

Marta graduou-se em Pedagogia e fez pós-graduação em Psicopedagogia; é casada e tem dois filhos; um de nove anos e outro de onze anos. O fato de ser professora, segundo Marta, faz com que ela seja mais exigente com a educação de seus filhos.

Questionada sobre o motivo de ter escolhido a profissão docente, Marta relatou que a sua mãe achava que as filhas tinham que fazer Magistério. Então, como a maioria da sua família seguiu o caminho da Educação, Marta também resolveu optar pelo trabalho como professora.

Marta não se considera uma professora e sim uma educadora. Segundo ela, o professor é aquele que só está interessado com o ganho financeiro e o educador preocupa-se com a formação de seus alunos. Para ela, o professor colabora com o desenvolvimento de seus alunos, seja esse aluno deficiente ou não. Entretanto, considera muito difícil trabalhar com o aluno deficiente mental.

Quando chegou à Escola Pedro Leopoldo há três anos, Marta sentiu-se totalmente perdida ao verificar que precisaria trabalhar com alunos deficientes em uma sala do ensino regular.

Diante do grande desafio de educar alunos com deficiência mental, e sem preparo para esta função, Marta teve vontade de chorar, pois não sabia o que fazer. Começou então, a desenvolver atividades motoras com os alunos deficientes mentais.

Marta gosta muito de dar aula para a Primeira Série, pois acredita que esse é um período decisivo na vida acadêmica dos alunos. A maneira como o aluno

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vivencia a Primeira Série terá repercussões positivas ou negativas ao longo de sua vida acadêmica, esclarece Marta.

Marta reconhece a importância de os pais acompanharem o desenvolvimento de seus filhos, através de um bom diálogo entre escola e família. No entanto, em sua escola os pais participativos são a minoria.

Marta acredita que tem muita coisa para aprender na área da Educação Especial, mas afirma que o bom professor gosta de dar aulas e está sempre procurando novas estratégias para lidar com o aluno deficiente mental e que tenham significado para ele.

A professora Marta elogia seus alunos, principalmente, quando se trata de um aluno deficiente mental, pois, segundo ela, esse necessita de uma maior atenção da professora. O professor, segundo Marta, não pode dar aula de qualquer jeito, pois ele estará formando o homem de amanhã. Para a professora gostar do aluno e respeitá-lo são pontos fundamentais no processo educativo.

2) A Escola da Professora Alice

A Escola Especial Rosângela Passos foi inaugurada em Dezembro de 1991, mas começou a funcionar, de fato, em Junho de 1993. Ela surgiu a partir da iniciativa de um grupo de pais de crianças com deficiência mental, tendo em vista que, anteriormente, a comunidade local não possuía nenhum tipo de atendimento voltado para pessoas com necessidades especiais.

A Escola ocupa uma área de 1.562 m2 e está construída em dois andares. O conjunto conta com nove salas de aula, duas Oficinas, sala de Estimulação Precoce, sala de atendimento psicológico, sala de atendimento em fisioterapia, sala de

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atendimento em arte terapia, sala para atendimento fonoaudiológico, sala de supervisão, salão para atividades culturais, cozinha para uso geral, cozinha pedagógica, refeitórios para os alunos, sala de atendimento em serviço social, secretaria, diretoria, tesouraria, sala dos professores, biblioteca, banheiros, consultório médico, consultório dentário, brinquedoteca e Oficina de Horta.

A Escola funciona nos turnos da manhã e da tarde e atende 248 alunos. Sua equipe de trabalho é composta por profissionais diversos, entre eles: professores, psicólogas, assistentes sociais, supervisoras pedagógicas, fisioterapeutas, fonoaudióloga, habilitadora de estimulação precoce, habilitadoras de estimulação especial e professora de arte terapia.

Segundo a diretora, a escola assegura os níveis de Educação Básica aos alunos que não apresentam condições de aprendizagem para se beneficiarem com a freqüência no ensino regular. A proposta pedagógica da escola baseia-se no processo ação-reflexão-ação , que se caracteriza como um projeto permanente de educação. Esta proposta, segundo a diretora, é um mecanismo importante de gestão democrática e contribui para a construção da identidade e da autonomia desse espaço escolar.

A Sala da Professora Alice

A sala da professora Alice é classificada como a Primeira Série A, o que significa que é a sala mais adiantada neste período de escolarização. A sala da professora Alice é composta de 15 alunos, sendo dois deficientes visuais, dez deficientes mentais, dois com deficiência auditiva e um com deficiência múltipla.

A sala é organizada e ampla e a mesa da professora fica, geralmente, na frente das carteiras dos alunos. Na maioria das ocasiões, os alunos sentam-se

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enfileirados, uns atrás dos outros, posição que limita as interações entre eles. Alice relata que é preciso estar sempre atenta para não perder o movimento dos alunos.

Alice acredita que muitos dos seus alunos irão se desenvolver academicamente. Segundo ela, alguns serão encaminhados para o ensino regular, alguns já com condições de ingressar na segunda série no Ensino Fundamental e outros irão para a segunda série na própria escola especial.

No entanto, existem retrocessos em sua sala de aula, pois alguns alunos irão voltar para a série anterior. Este fato, segundo a professora, se deve ao pouco estímulo e apoio oferecido aos alunos por suas famílias no que se refere ao desempenho escolar deles.

Segundo a professora, sua sala é bastante agitada, composta por alunos com características e necessidades educativas muito diferentes. Além disso, Alice avalia que alguns deles possuem uma extrema necessidade de afeto e atenção por conta de problemas emocionais que vivenciam no contexto familiar.

Na opinião de Alice, os alunos, de maneira geral, apesar das dificuldades vêem se desenvolvendo. Eles gostam de vir à escola e de estar em sala de aula. A professora também relatou que a sua sala de aula é elogiada pela Direção, pela Supervisão e pelos demais profissionais da escola. Para Alice, esse reconhecimento é mais importante do que qualquer ganho financeiro.