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PRÁTICA

Uma assistência de excelência implica a prestação de cuidados obstétricos de urgência com qualidade, devendo estes ser acessíveis a todas as mulheres, independentemente da sua cidadania ou estatuto, respeitando as suas convicções e opções (APEO, 2009).

De acordo com o Regulamento de competências Específicas do EEESMOG, compete ao EEESMO prestar cuidados de enfermagem especializados à mulher/casal/família que vivencia processos de saúde/doença ginecológica, durante o período pré-natal e em situações de abortamento, diagnosticando precocemente, prevenindo complicações e referenciando as situações que ultrapassam a sua área de atuação (DR, 2ª Série, 2011).

OBJETIVO Prestar cuidados de enfermagem especializados à parturiente/acompanhante, durante os 4 estádios do

trabalho de parto.

ACTIVIDADES A DESENVOLVER PROCESSOS DE

TRABALHO

Acolhimento à mulher/acompanhante, internada no bloco de partos. Estabelecimento de relação terapêutica e apoio emocional.

Consulta do BSG e identificação da vigilância pré-natal efectuada.

Realização de entrevista para identificação das suas espectativas e receios (plano de parto, caso possua), realização de CPP e necessidades de cuidados.

Colaboração com a mulher/acompanhante na sua decisão sobre a presença de acompanhante durante o TP. Identificação do projeto do casal, para a alimentação do RN.

Negociação do processo de cuidados, considerando a mulher/acompanhante, como parte integrante da equipa. Avaliação geral (observação física, avaliação de parâmetros vitais e do estado psico-emocional).

Revisão da literatura

sobre temáticas

relacionadas com o

trabalho de parto e parto, parto normal, puerpério imediato e transição para a parentalidade.

Processo clínico e BSG. Notícia de nascimento.

cardiotocografia, cervicometria e pelvimetria, nível da apresentação, estado das membranas/características do líquido amniótico.

Vigilância da progressão do TP, avaliando sinais e sintomas.

Identificação de situações de risco materno-fetais, nomeadamente alterações da FCF, contractilidade uterina, distócia mecânica ou dinâmica, alterações dos parâmetros vitais da parturiente, e encaminhamento das mesmas. Avaliação de resultados de exames complementares de diagnóstico, nomeadamente análises clínicas e ecografias (ginecológica e obstétrica).

Avaliação e registo da dor, com recurso a escala numérica.

Instrução da grávida/acompanhante sobre medidas para controle do desconforto/dor associado ao TP e seus benefícios.

Informação da grávida/acompanhante sobre a possibilidade de ingestão de líquidos e alimentos leves, de acordo com protocolo existente no bloco operatório.

Implementação de regime terapêutico farmacológico prescrito. Colaboração na colocação de cateter para analgesia epidural. Realização de amniotomia, em caso de haver indicação.

Orientação durante o segundo estádio do TP e incentivo à realização de esforços expulsivos.

Colaboração com a parturiente no nascimento de RN de termo, nas situações de parto eutócico, promovendo o parto normal.

Realização de episiotomia, em caso de risco de laceração perineal grave, ou risco relacionado com o bem-estar fetal.

Realização de perineorrafia, quando necessária.

Avaliação da ocorrência de circular cervical e atuação em conformidade.

Incentivo e implementação de procedimentos facilitadores da adaptação à vida extra-uterina e benéficos para a saúde da mãe e do bebé: Laqueação do cordão umbilical ao deixar de pulsar, caso não haja contraindicação, contacto pele a pele, tentativa de amamentar na primeira hora de vida.

Colaboração com a equipa, nas situações de distócia.

Realização de colheita de sangue do cordão umbilical, para determinação do grupo de sangue do RN e teste de Coombs direto, caso o grupo sanguíneo materno seja 0 ou Rh negativo, ou para preservação das células estaminais.

segurança de Pinard e das perdas hemáticas.

Realização de dequitadura natural e manual, vigilância da integridade das membranas e cotilédones e do cordão umbilical.

Promoção do processo de vinculação da tríade mãe/pai/RN, contribuindo para uma transição para a parentalidade saudável.

Instrução da puérpera/casal sobre os sinais de prontidão, pega, posicionamento do RN e da mãe, necessidades alimentares do RN e benefícios da amamentação.

Orientação da puérpera/casal para o apoio profissional que terá durante o puerpério.

Vigilância da puérpera, durante o puerpério imediato (estado de consciência, parâmetros vitais, perdas hemáticas) e prestação dos primeiros cuidados perineais.

Realização de registos de enfermagem no processo clínico convencional (incluindo notícia de nascimento e ficha de ligação sobre o aleitamento materno, existente na instituição) e em suporte informático, contribuindo para a continuidade de cuidados.

Transferência da díade puérpera/RN para o serviço de obstetrícia, após o período de puerpério imediato.

APLICABILIDADE DA EVIDÊNCIA NA

PRÁTICA

Segundo a OE e a APEO (APEO, 2009), são considerados princípios promotores da saúde e bem-estar das mães e dos seus bebés, o respeito pela sua privacidade e dignidade, o acesso a informação completa, adequada e imparcial, baseada em evidência científica e que contribua para que tome decisões esclarecidas. A possibilidade de escolher a presença de pessoas significativas, além de poder contactar precocemente com a família. O acesso a métodos farmacológicos e não farmacológicos para controle do desconforto/dor durante o trabalho de parto e parto, considerando a avaliação científica realizada pelo profissional de saúde. A promoção do auto-cuidado e empoderamento da mulher, como medida de promoção da saúde e do parto normal.

O projeto Maternidade com Qualidade desenvolvido pela OE, operacionaliza através dos seus indicadores de medida, o que a evidência demonstra, ao nível da hidratação/ingestão durante o trabalho de parto, o recurso a medidas não farmacológicas para o controle da dor e à utilização de posições alternativas à posição de litotomia, durante o trabalho de parto, e à episiotomia na prática clínica, a amamentação na primeira hora de vida do RN (OE, 2014).

OBJETIVO .Prestar cuidados de enfermagem especializados ao recém-nascido, promovendo a sua adaptação à vida

extra-uterina

Promoção e estabelecimento do contacto pele a pele, imediatamente após o nascimento e secar o RN, contribuindo para a estabilização dos seus parâmetros vitais (FC, FR e temperatura corporal), para o desenvolvimento do vínculo precoce e para o início precoce da amamentação, de acordo com negociação prévia com a grávida/parturiente.

Avaliação do índice de Apgar ao 1º, 5º e se necessário 10º minuto de vida.

Identificação do RN com pulseira electrónica e pulseira de identificação idêntica à da mãe. Promoção da amamentação na primeira hora de vida.

Avaliação física do RN.

Aspiração da cavidade oral e orifícios nasais, apenas nas situações em que se justifique (dificuldade na desobstrução da via aérea, pela presença de excesso de muco).

Deteção de alterações físicas ou complicações, referenciando as situações que ultrapassam a sua área de atuação.

Avaliação ponderal do RN.

Cuidados ao coto umbilical (laqueação e confirmação do número de vasos). Administração intramuscular de vitamina K.

Manobras de reanimação neonatal, em caso de necessidade e de acordo com cada situação: limpeza e

manutenção da via aérea, monitorização da saturação de oxigénio, massagem cardíaca e colaboração na

entubação endotraqueal.

Apoio psico-emocional do casal e informação adequada a cada situação.

Realização de registos de enfermagem no processo clínico (incluindo notícia de nascimento e ficha de ligação sobre o aleitamento materno, existente na instituição), contribuindo para a continuidade de cuidados.

Revisão da literatura

sobre cuidados imediatos ao RN, índice de Apgar, avaliação física do RN e reanimação neonatal. Processo clínico do RN. Notícia de nascimento. Ficha de ligação sobre

aleitamento materno,

utilizada na instituição.

APLICABILIDADE DA