• No results found

3 Is the search engines’ temporary storage of pages a

3.1 What is allowed and what is not; a look at the cache

3.1.1 Exceptions and limitations to the right of reproduction

Ao longo dos últimos anos, muitos tem sido os interessados em aplicar os seus conhecimentos na problemática do envelhecimento, no sentido de resolver problemas graves, como por exemplo, de habitação e cuidados de saúde com idosos. Contudo, durante muito tempo não existiu um movimento concertado, com o objectivo de pensar a tecnologia como suporte para este tipo de problemas (Graafmans e Taipale, 1998).

Em 1989 surge, por fim, na Holanda, pela mão de Jan Graafmans a base formal da Gerontecnologia. Esta nova disciplina veio colmatar esta lacuna, representando o estudo do processo e necessidades provenientes do envelhecimento, através da procura de soluções na tecnologia para melhorar a vida quotidiana dos idosos (Op. Cit).

O termo gerontecnologia é composto por duas palavras: a “Gerontologia” que significa estudo científico do envelhecimento, e “tecnologia” que consiste na pesquisa e desenvolvimento de técnicas, sistemas e produtos (Saranummi, et al., 1996, p. 8). Esta nova disciplina compreende assim, o estudo multidisciplinar do envelhecimento e da tecnologia, com o objectivo de adaptar os ambientes nos quais vivem e trabalham os idosos, de forma a garantir que estes tenham saúde, participação social plena e uma

51 vida independente durante o máximo de tempo possível (Harrington e Harrington, 2000).

O principal fundamento desta disciplina é estudar a interacção entre estas duas realidades. O envelhecimento é estudado sob o ponto de vista da sua vivência numa sociedade tecnologicamente dinâmica, sendo que para os mais velhos a tecnologia não é um fim em si mesma, mas um meio para alcançar uma vida melhor. A tecnologia, por seu lado, é estudada do ponto de vista das suas potencialidades para melhorar a vida das pessoas idosas, e facilitar a sua participação social como cidadãos de pleno direito (Bouma, et al. 2007).

De acordo com Saranummi, et al. (1996) a Gerontecnologia compreende três grandes questões:

Quais os objectivos da utilização de determinada tecnologia? Poderá ser para prevenção, aperfeiçoamento, compensação, aquisição de serviços, pesquisa sobre o envelhecimento;

Que necessidades essa tecnologia está a satisfazer? Poderão ser necessidades relativas à mobilidade e capacidades físicas, necessidades mentais e de comunicação, protecção e segurança, cuidados de saúde e nutrição, educação e recreação;

Quais as soluções tecnológicas desenvolvidas para satisfazer as necessidades acima descritas? Soluções ligadas ao desenvolvimento dos transportes e robótica, tecnologias da informação e comunicação, construção, móveis e electrodomésticos, saúde e bem-estar, tecnologias alimentares, tecnologias ligadas às actividades de lazer/hobbies e tecnologias de assistência.

A actividade da Gerontecnologia tem como principais objectivos a prevenção dos efeitos da idade, causados pelas limitações funcionais naturais (prevenir antes do iniciar das dificuldades); a compensação da diminuição das dificuldades, através de mudanças no ambiente onde o idoso está inserido; a redefinição de tarefas a curto e longo prazo; a criação de mais e novas oportunidades decorrentes durante a idade da velhice; mais e melhor investigação sobre a temática do envelhecimento como, por

52

exemplo, a monitorização das funções exercidas e análise de tarefas e, o apoio aos prestadores de cuidados aos idosos, através da criação de produtos e ambientes que favoreçam a prestação da assistência necessária (Fozard e Heikkinen, 1998).

Os efeitos do passar da idade reflectem-se naturalmente na percepção, cognição, desempenho motor, e nas formas e dimensões do próprio corpo do ser humano. Conhecer e perceber estas alterações é importante para a pesquisa, desenvolvimento e design de tecnologias, para que posteriormente possam ser utilizadas e proporcionar melhor qualidade de vida aos idosos (Rogers, et al. 2005).

Os mesmos autores referem que, o desenvolvimento de tecnologias direccionadas para este segmento da população deve ter em atenção que estas alterações variam de indivíduo para indivíduo (ocorrem a ritmos diferentes), levando à necessidade de execução de teste de utilização no seu público-alvo; que a maioria destas mudanças é gradual (muitos idosos desenvolvem estratégias compensatórias destas perdas); que muitas destas capacidades permanecem intactas, ou inclusive melhoram com a idade, como pode ser o caso da memória semântica; e que, com formação adequada, os idosos podem mesmo aprender novos comportamentos.

É fundamental, incluir no desenvolvimento de tecnologia, para além de técnicas e métodos de design, o estudo dos factores humanos, bem como no desenvolvimento de material didáctico e programas de formação para ensinar os idosos a trabalhar com os sistemas desenvolvidos (Op. Cit).

Para que esta ligação entre envelhecimento e tecnologia seja efectivamente bem sucedida, ela deve ser encarada como um esforço colaborativo entre o ser humano e o sistema tecnológico, pois tanto as características humanas como o design e características técnicas do sistema influenciam o sucesso desta interacção.

Da perspectiva do ser humano ter em consideração factores, como o conhecimento, capacidades, e outras características como crenças, auto-confiança, experiência com determinada tecnologia, necessidades percebidas e reais, é fundamental (Figura 7). Da perspectiva do sistema tecnológico é crucial ter em linha de conta factores inerentes

53 ao próprio sistema, como os seus interfaces de interacção, a fiabilidade, capacidade de resposta e feedback (Rogers, et al., 2005).

Figura 7 | Factores humanos e técnicos que contribuem para o sucesso do sistema colaborativo entre tecnologia e envelhecimento

54

O estudo dos factores humanos na concepção da tecnologia constitui uma abordagem multidisciplinar que coloca o utilizador no centro do processo, com o objectivo de desenvolver interacções seguras e eficazes entre o sistema tecnológico e o utilizador. Esta abordagem contém ferramentas e técnicas que contribuem para o aumento da probabilidade dos sistemas tecnológicos projectados serem efectivamente utilizados e, atenderem às necessidades dos utilizadores. Do lado dos utilizadores, estes devem ser capazes de utilizar a tecnologia eficazmente (com recurso a sistemas de ajuda como manuais e instruções). Estas técnicas interactivas16 com o foco no utilizador fornecem garantias de que os sistemas tecnológicos possam ser efectivamente utilizados (Pew e Van Hemel, 2003).