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Evaluation of models

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5   Cod in Divisions VIIe–k (Celtic Sea cod)

5.6   Roles of multispecies interactions

5.8.4   Evaluation of models

Ao longo desta análise, podem assinalar-se algumas diferenças e semelhanças entre

as três publicações aqui consideradas. As três publicações possuem alguns colaboradores

comuns, tais como Maurício Fernandes, José Laurindo de Goes, José de Sainz-Trueva,

Manuel Biscoito e Luís de Sousa Melo. Outros são apenas comuns às revistas Atlântico

Revista de Temas Culturais e Margem, tais como Raimundo Quintal, Jorge Marques da

Silva, Irene Lucília, Fátima Dionísio, António Loja e Joel Serrão. Outros são ainda comuns

apenas à Islenha – Temas Culturais das Sociedades Atlânticas e à Atlântico – Revista de

Temas Culturais, tais como Nelson Veríssimo, João Medina, João José de Sousa, Fátima

Freitas Gomes, Eberhard Axel Whilhelm, Francisco Clode de Sousa, António Ribeiro

Marques da Silva, Rui Carita, David Ferreira de Gouveia e Paulo de Freitas.

Em termos de temáticas abordadas, todas as publicações focam variadas áreas.

Contudo, a Margem dá maior importância à Literatura, Música e Teatro enquanto a Islenha

– Temas Culturais das Sociedades Atlânticas e a Atlântico – Revista de Temas Culturais

dão uma maior importância à História e ao Património (natural, cultural e construído).

Quanto aos textos, as revistas Margem e a Atlântico – Revista de Temas Culturais

possuem textos apenas em português enquanto a Islenha – Temas Culturais das Sociedades

Atlânticas possui textos, além do português, também em espanhol, inglês e francês (tendo

um pequeno resumo, nas três línguas, no final de cada texto).

Na Atlântico – Revista de Temas Culturais e na Islenha – Temas Culturais das

Sociedades Atlânticas foram publicados textos relacionados com os Arquipélagos da

Macaronésia, enquanto na Margem a “publicação de textos de autores nacionais não

madeirenses ou de temática portuguesa não relacionada com a Madeira é diminuta”

(RODRIGUES, 2008: 151).

Todas as revistas possuem editoriais. Enquanto a Atlântico – Revista de Temas

Culturais possui editoriais em todos os seus números, tal não acontece com a Margem

(apenas possui editorial no nº 0, nº 3 e nº 4) e com a Islenha – Temas Culturais das

A Revista Atlântico – Revista de Temas Culturais (1985-1989): do suporte impresso ao digital –

Construção de uma Base de Dados Bibliográfica – Cláudia Cristina Ponte Santos 78

Sociedades Atlânticas (possui nota de abertura e editorial no nº1, nº3 e nº5, possuindo

apenas editorial no nº 4).

Após uma breve consulta a estas publicações constatei que, ao contrário da Margem

e da Islenha – Temas Culturais das Sociedades Atlânticas, a Atlântico – Revista de Temas

Culturais possui variados anúncios publicitários a produtos como a Coral, a Farmácia Dois

Amigos, Restaurante Caravela, Cayres, etc. Na Margem e na Islenha – Temas Culturais

das Sociedades Atlânticas encontram-se apenas algumas notas relacionadas com eventos

culturais que irão acontecer na Madeira. A razão para esta ocorrência deve-se,

provavelmente, ao facto de a Atlântico – Revista de Temas Culturais ser uma publicação

de carácter privado, sem apoio de nenhuma entidade cultural regional. Neste caso, a

Islenha – Temas Culturais das Sociedades Atlânticas tem o apoio da Direção Regional dos

Assuntos Culturais e a Margem tem o apoio da Câmara Municipal do Funchal.

Apesar de, neste momento, a 2ª série da Margem ser uma publicação gratuita, a sua

1ª edição, tal como a Atlântico – Revista de Temas Culturais e a Islenha – Temas Culturais

das Sociedades Atlânticas, estavam sujeitas à venda em avulso ou através de assinatura.

As três publicações possuem objetivos semelhantes, nomeadamente:

 Criar na Madeira um local de encontro de ideias, um ponto de confluência de

opiniões;

 Alargar o seu núcleo de colaboradores a outras áreas geográficas, que não só

a Madeira;

 Dar a conhecer a outros povos a nossa história e valores.

Apesar das suas diferenças, a Islenha – Temas Culturais das Sociedades Atlânticas e

a Atlântico – Revista de Temas Culturais são muito semelhantes. Ambas tratam assuntos

relacionados com a paisagem e clima da Madeira, tal como sobre a sua sociedade,

indústrias, cultura e emigração. Os textos incidem, principalmente, sobre questões

históricas ou sobre aspetos próprios da vivência regional, como a orografia, atividades

económicas, etc.

A Revista Atlântico – Revista de Temas Culturais (1985-1989): do suporte impresso ao digital –

Construção de uma Base de Dados Bibliográfica – Cláudia Cristina Ponte Santos 79

A Atlântico – Revista de Temas Culturais dá importância aos espaços urbanos e

rurais, principalmente as quintas, os jardins, os monumentos ou até as ruas.

A Atlântico – Revista de Temas Culturais e a 1ª edição da Margem tiveram um final

abrupto, pois não havia quaisquer indícios de que a sua publicação iria terminar

72

. Até

porque, como foi dito anteriormente, a equipa da Margem pretendia lançar em breve o nº 5,

o que não se veio a verificar.

Apesar dos esforços dos colaboradores e equipa editorial das três publicações, estes

periódicos não conseguiram alcançar o grau de divulgação além-fronteiras pretendido.

Através de uma pesquisa na PORBASE, concluí que, de todas as bibliotecas indexadas

nesta base de dados, apenas podemos encontrar alguns dos exemplares da Atlântico

Revista de Temas Culturais, Islenha – Temas Culturais das Sociedades Atlânticas e

Margem (as três em simultâneo) na Biblioteca Municipal do Porto. Apesar disso, as três

publicações encontram-se, na sua totalidade, disponíveis para consulta na Biblioteca

Pública Regional, no Funchal.

A Atlântico – Revista de Temas Culturais chama a atenção, também, pelo carácter

reivindicativo dos seus editoriais elaborados por António Loja. O autor expõe a sua opinião

a respeito da necessidade de proteger o nosso passado, para que possamos assegurar o

futuro. Passados cerca de 23 anos desde o fim do periódico, estas questões são ainda

pertinentes:

“Até que ponto é acidental o desaparecimento de um monumento, quando se saber o estado de deterioração da sua estrutura e a inexistência de trabalho de conservação?

Até que ponto é acidental o incêndio de uma floresta, quando se conhece o estado de abandono a que foi vetado o património florestal, de quase nada valendo as medidas de emergência?” («Editorial», Atlântico – Revista de Temas Culturais nº11, Outono 1987, pp.163)

72 Apesar de a Margem continuar a ser publicada a partir de Setembro de 1995, com a denominação Margem

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Construção de uma Base de Dados Bibliográfica – Cláudia Cristina Ponte Santos 80

Assim, cabe aos cidadãos responsáveis chamar a atenção das instituições culturais

para este facto, de forma a contribuir para a preservação do nosso património. Devemos

continuar a apoiar este tipo de publicações, de forma a divulgar a história e cultura

madeirense além-fronteiras.

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