Foram apresentadas as informações feitas das universidades analisadas, a expectativa é continuar com este trabalho de dissertação, buscando uma correlação entre teoria e prática em torno da disseminação dos conceitos e práticas da acessibilidade universitária.
Bem antes de realizar o estudo, foi propositado ao trabalho revelar por meio dos questionários seus caminhos ocultos e superficiais, a fim de ressaltar sua resposta concreta, e o pesquisador elaborar um bom cenário com delineamento e obter de forma completa essa tarefa.
Partindo-se nas informações essenciais para efetuar uma análise, foi preciso pegar em cada questionário, colher as informações, as quais são invertidas em análises contextualizadas da realidade das universidades e a aplicação dos conceitos da Política Pública Universitária.
A colheita dos dados foi por meio de questionários com o roteiro semiestruturado realizados no decorrer do segundo semestre de 2011, com os Gestores de Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação ou equivalente e Vice-Reitoria da Pesquisa e Pós-Graduação ou equivalentes em cada instituição, alunos surdos que estão fazendo os curso de graduação/bacharelado ou licenciatura, mestrado, e alunos ouvintes (alma surda) que estão fazendo doutorado em cada instituição.
As informações, que serviram de base para a elaboração deste estudo, são dadas seu alcance com várias fontes, como documentos internos, observação e por relatos dos coordenadores, vice-reitores ou pró-reitores, docentes e alunos entrevistados.
A mobilização em ações de Responsabilidade Social tem compromisso, integração e comunicação entre as três áreas, avisando que as universidades esbarram barreira, dificuldade em definir e integrar as áreas interesses: ensino, pesquisa, e extensão.
4.3.1 A Formulação de Políticas de Inclusão Social na Prática
O objetivo de pesquisa dessa dissertação é compreender como a temática do campo das políticas universitárias públicas e privadas nas instituições é trabalhada. Para isso, usam-se os conteúdos dos questionários e relações do processo de fluxo do quadro exposto.
Figura 6 – Processo de fluxo de pesquisa
Fonte: Elaborada pelo autor (2011).
Dentro desse processo, as respostas dos questionários foram trabalhadas a fim de buscar sugestões de uma forma aberta e com o objetivo de achar soluções dos dados coletados, para facilitar a construção da argumentação e possibilitar maior clareza na compreensão do processo estudado. Os questionários demonstraram de forma concreta sugestões de pesquisadores as qualidades de recursos, implementações, ações dentro das Instituições de Ensino Superior, em prol da pessoa surda se é algo recente e que o Brasil aderiu à causa devido à pressão de movimentos sociais e também pela influência social e universitária.
No eixo diacrónico, o estudo da avaliação educacional não pode deixar de remeter para os diversos e dispersos enquadramentos e regulamentações legais ou estatais que ao longo do tempo têm vindo a condicionar a escolha de diferentes sistemas, modelos ou formas de avaliação - eles próprios referenciáveis a concepções antropológicas, filosóficas ou pedagógicas, cuja compreensão exige o conhecimento aprofundado de períodos históricos específicos, ou de determinadas conjunturas políticas, sociais e econômicas. Por sua vez, no eixo sincrónico, o estudo da avaliação educacional (enquanto vector estruturante de uma política pública específica como a educação) não pode deixar de considerar as eventuais mudanças nas formas de regulação social (essencialmente ao nível do Estado, do mercado e também da comunidade) que se vão verificando, no âmbito de cada país, como resultado da interacção de factores internos e externos, e que actualizam as funções atribuídas a essa mesma avaliação. (AFONSO, 2000, p. 17).
Fluxo Político: Forças Políticas organizadas; Processo de Mudanças de Inclusão social; e Impactos Políticos.
Fluxo de Situação que possui política inclusiva nas Universidades: Pesquisas; Focos direcionados da Inclusão Surda; e Ações Universitárias. Fluxo de respostas: Avaliação de gestores; Base de aceitação da
política publica dentro da IES; e
Pesquisa de Campos.
Conveniência de Mudanças:
Adaptação de Fluxo pelas Instituições do Ensino Superior
Implementação
Gestão Planejamento de
Inclusão
Ao considerar os resultados das respostas dadas aos questionários respondidos pelos gestores, docentes e discentes envolvidos das duas instituições, em média concluímos o seguinte: os gestores da UNI1 conheciam mais sobre seus currículos e didática em LIBRAS do que os gestores da UNI2. Novamente, a UNI1 obteve em média um resultado melhor do que a UNI2 quando se perguntou se existem instruções ou mídias sobre processos seletivos em LIBRAS. Com relação à responsabilidade social e políticas públicas de inclusão de acessibilidade serem trabalhadas em algumas disciplinas, a média da UNI2 foi melhor do que a UNI1. Quando tratamos da existência de ações das respectivas instituições visando a inclusão de pessoas surdas, o que se observa no item 4.4 na Tabela 4, é que em ambas as instituições este ponto é bem visado. Já a UNI1 parece mais atenta do que a UNI2 quando o assunto é se as instituições possuem critérios e metodologias para o combate à exclusão social. Os resultados da UNI1 para a pergunta se os documentos internos obedecem à legislação sobre inclusão foram melhores do que os da UNI2. No caso se há avaliação e diagnósticos do mapa da inclusão/exclusão dos surdos nas instituições, em média as respostas da UNI1 foram melhores do que a UNI2. Se há pesquisas acerca do nível de satisfação dos alunos surdos, a UNI1 busca em média mais estas informações do que a própria UNI2. Ao responder ao questionário se as instituições têm programas e ações de responsabilidade social, observamos segundo o item 4.4 na Tabela 9 que a UNI1 é um pouco mais irregular do que a UNI2. No item 4.4 na Tabela 10 para a pergunta relacionada à participação dos discentes surdos nas atividades acadêmicas em geral previstas nos programas das universidades a UNI1 obteve em média um conceito Bom para o Regular da UNI2. Já quando o assunto é fazer uso da Lei de LIBRAS 10.436/02 e do Decreto 5.626/05 na formação dos discentes surdos os conceitos das IES foram parecidos: a UNI1 (Ótima) e a UNI2 (Bom). Quando perguntadas sobre a existência de secretária/núcleo responsável pela inclusão e acessibilidade com intérpretes de LIBRAS qualificados e contratados, a média obtida pela UNI1 foi Ótima e a média obtida pela UNI2 foi um Bom. Sobre o conceito de acessibilidade linguística ser contemplado na perspectiva ampla da inclusão das pessoas surdas a UNI1 obteve um Ótimo enquanto a UNI2 obteve um Ruim. Para o plano de desenvolvimento educacional e institucional voltados para nova estratégia da responsabilidade social de ambas as IES (UNI1 e UNI2) estas obtiveram em média um Desconheço. Na formação de pesquisadores e de docentes para a educação inclusiva superior relacionada com a responsabilidade social que estão no item 4.4 na Tabela 16, em média a UNI1 obteve um Ruim enquanto a UNI2 obteve um Bom. Para a pergunta se as ações adotadas pela gestão possuem conteúdo acessível à comunidade surda, ambas as IES foram em média Regulares. Na implementação de políticas
de capacitação e de acompanhamento voltado a alunos surdos o quadro em média foi Bom para a UNI1 e Péssimo para UNI2. Já quando perguntadas sobre se na biblioteca da universidade existe material sobre a língua de sinais a UNI1 foi Regular na média de suas respostas enquanto a UNI2 obteve uma média Bom. Para finalizar a pergunta feita para ambas as IES é se a disciplina de LIBRAS é ofertada obrigatoriamente e optativamente conforme a graduação. As respostas foram: a UNI1 obteve em média um Ótimo, enquanto a UNI2 obteve em média o conceito Bom.