Após a consolidação da ciência linguística na Europa, no século XX, principalmente em virtude das proposições do linguista suíço, Ferdinand de Saussure (1857- 1913), o estudo da linguagem e das línguas, de certa forma, revisaram, reformularam ou refutaram certas contribuições da tradição gramatical. Por meio de um modelo teórico- experimental e descritivo, o que já era, de certa forma, empregado no período pré- estruturalista, uma vez que a observação e a descrição eram requisitos para a Gramática comparativa e para a Linguística histórica, as proposições de Saussure (2012) foram empregadas pelo movimento estruturalista europeu justamente para explicar o funcionamento interno da língua, com base na evidenciação de um sistema linguístico, passível de observação experimental e de categorização através da descrição. Isso teria possibilitado ao mencionado teórico a construção de uma teoria, desvinculada de proposições de origens filosóficas, principalmente, de apreciações valorativas sobre as variantes linguísticas. É fato, no entanto, que o estruturalismo reforçou o lado estático presente na teoria saussuriana, sob o prejuízo de seu componente dinâmico (cf. CINTRA MARTINS, 2014).
80 A partir das proposições saussurianas, a Linguística tinha, pois, objeto de estudo, recursos e métodos de análise, e princípios teóricos específicos e diferentes das outras ciências, o que lhe garantia status, alicerce e espaço científico. Essa corrente de estudos foi importante, entre outros fatores, por: a. compreender a linguagem como uma faculdade humana e não como um organismo biológico ou natural; b. compreender a língua como instituição convencional, determinada socialmente; c. considerar as transformações ocorridas nas línguas como algo natural e impossível de ser contido; d. desvincular a relação direta entre língua e realidade; e. propor um modelo científico de compreensão da organização e do funcionamento da língua; e f. retificar os erros clássicos da tradição gramatical (cf. LYONS, 1979).
Diferentemente de alguns linguistas históricos ou gramáticos comparativos, que, provavelmente por conta das Ciências Naturais ou biológicas, chegaram a considerar a língua, do ponto de vista diacrônico e evolutivo, como um organismo independente do humano e, portanto, podendo ser classificado em um reino autônomo (cf. ILARI, 2004), para Saussure (2012), a linguagem seria uma faculdade intelectiva própria do ser humano, enquanto a língua, um sistema e uma estrutura determinados socialmente19. Com isso, para
ele, as transformações ocorridas na língua seriam normais ou próprias de seu funcionamento e desenvolvimento. Isso não quer significa que Saussure teria proposto que a língua seguiria o modelo evolucionista das espécies de seres vivos. Na verdade, assim como o homem desenvolve-se ao longo tempo, modificando seu contexto social, também a língua, por conta disso, sofre também influências de tais modificações. Nesse sentido, não é ela, autonomamente, que se modifica, como se fosse um ser vivo, mas o homem agindo socialmente que imprime mudanças à estrutura e, indireta e consequentemente, ao sistema linguístico (cf. SAUSSURE, 2012).
Por conta disto, essas noções saussurianas retificam um dos dois erros clássicos apontados por Lyons (1979). Como já apresentado, uma das proposições linguísticas do período grego helenístico considerava que a língua padrão era encontrada em obras literárias ou na fala das pessoas tidas como eruditas. Tal critério, de base apreciativa e valorativa,
19 É preciso ter em mente que o social para Saussure, do ponto de vista das noções presentes no Curso de
Linguística Geral (SAUSSURE, 2012), é compreendido como relativo à efetivação do sistema linguístico em situações comunicativas entre indivíduos falantes de determinada língua. Nesse sentido, convencionou-se, pela vulgata do pensamento saussuriano, entender sua noção de social em um sentido muito estrito, não considerando questões relativas ao contexto histórico e cultural, ou questões ideológicas e políticas que incidem, segundo a perspectiva sócio-histórica da linguagem, sobre a constituição da língua. Neder (1993:79) demarca que “Saussure, ao considerar o indivíduo como circunstancial no processo de comunicação, exclui-o do processo de produção, isto é, daquilo que é propriamente social e histórico”. É preciso ainda demarcar que, na atualidade, tal visão acerca do social para Saussure tem sido questionada por alguns estudiosos.
81 tendia a julgar como erros negativamente quaisquer mudanças ocorridas na língua. Evidentemente, como já ponderado anteriormente, esse critério tinha sua motivação no contexto histórico e cultural específico daquele período grego. Contudo, o pensamento de Saussure ajuda-nos a compreender que tal motivação e persistência desse critério não tinham quaisquer motivações ou precedências linguísticas e científicas. Logo, na perspectiva saussuriana, tratava-se de um critério exterior à língua e de cunho normativo.
Saussure (2012) reajustou também a relação proposta pela concepção de linguagem enquanto expressão do pensamento, ainda no período grego helênico, entre motivação linguística e realidade sensível. Ao elaborar uma teoria capaz de explicar a língua com base no sistema linguístico que a organiza e possibilita-lhe o uso, o mencionado linguista refutou a noção de base lógico-filosófica de que a língua seguiria os modelos encontrados na realidade sensível. Com isso, a linguagem passou a ser considerada não mais como reflexo de qualidade precária da realidade, mas como parte constitutiva da realidade, possuindo modelo próprio de organização e funcionamento.
Aqui, é preciso tecer algumas pontuações acerca do pensamento de Saussure, presentes no Curso de Linguística Geral (SAUSSURE, 2012) e a releitura deste, divulgado, principalmente, na vulgata saussureana, por movimentos linguísticos baseados em seus próprios pressupostos.
Consoante Cintra Martins (2002:111), com base em estudo que realizou do pensamento que circulava na Europa na época em que Saussure proferiu seus três cursos, o pensamento saussuriano pode ser lido sob a ótica de uma tradição filosófica dialética:
Não compreendemos que a dialética saussuriana signifique a união de contrários (negativos) que gerassem uma síntese dialética (positiva). Acreditamos estar diante de um pensamento dialético que se destaca tanto da dialética hegeliana quanto da marxista e que, nesse sentido, podemos aproximar da Dialética da diferença deleuziana.
Dessa forma, todo pensamento de Saussure seria complexo e sistêmico – não discreto e linear, como alguns tentam considerá-lo, acarretando em sua deturpação –, o que dificultaria sua plena compreensão. Como destaca a mencionada autora (CINTRA MARTINS, 2002:98, grifos da autora),
Faz parte desse pensamento dialético complexo a convivência de elementos contrários que não se resume apenas à inter-relação e interdependência entre língua e fala, mas envolve a presença simultânea de elementos aparentemente irreconciliáveis, como é o caso dos aspectos de mudança e conservação: a língua, sendo imutável, está em permanente mudança. É esse pensamento que explica o fato de um sistema já não poder ser o mesmo se houve mudança em qualquer de suas partes.
82 Nesse sentido, conceitos simplesmente considerados dicotômicos ou opostos pela corrente estruturalista europeia, como língua e fala (ou langue e parole), imutabilidade e
mutabilidade, significado e valor, paradigma e sintagma, diacronia e sincronia... estabeleceriam, na visão de Saussure, estreita relação de dependência e interação, não sendo excludentes, mas convergentes entre si, para a constituição de um universo linguístico complementar, dinâmico e em permanente transformação (cf. CINTRA MARTINS, 2002).
Dentro da visão saussuriana, quando abordada de forma dialética, a língua se concebe dentro da fala, pois ao falar, o sujeito, em uma ação aparentemente individual, para realização de seu ato comunicativo, põe em movimento um complexo e dinâmico jogo de relações estruturais que constituem (e, concomitantemente, são possibilitadas por) o sistema linguístico. Reciprocamente, a fala é dependente da língua, pois é o sistema linguístico que possibilita ao falante, no domínio (aparentemente) individual, a concretização daquela.
Assim, conforme Cintra Martins (2002:122), “Se a fala depende da língua, isto é, dos elementos geradores que esta lhe fornece, é por meio dela, no domínio individual, que se dá a gênese de novas formas, inúmeras, umas que vêm a ser integradas à língua, outras que desaparecem”. Por isso, consoante a mencionada teórica (CINTRA MARTINS, 2002: 123),
[...] à permanência de um sistema linguístico que traz em seu bojo um caráter eminentemente social e histórico (esquematicamente apresentado como língua + massa social + tempo), acresce-se a ação do indivíduo. Este convoca elemento geradores do sistema, cria novas formas, que são candidatas à integração no mesmo sistema.
Com isso, a autora em questão explica-nos a relação saussuriana estabelecida entre língua e fala, e entre mutabilidade e imutabilidade linguística.
Ainda respeitante ao pensamento de Saussure, a noção de valor linguístico é essencial para o entendimento da inter-relação existente entre os constituintes linguísticos. Segundo Cintra Martins (2002:100, grifos da autora), “[...] o valor que reside na língua é um valor ao mesmo tempo individual e coletivo, na medida em que é o coletivo que o indivíduo também reconhece”. Em outras palavras: o indivíduo reconhece e faz uso de um valor presente na coletividade, contribuindo para sua modificação. Assim, por um lado, o valor é individual, à medida em que se concebe a significação como algo momentâneo, imediato e, de certo modo, dependente do signo; por outro, coletivo, porque o signo que veicula a significação, só pode assumir tal sentido, se comparado a outros signos, a partir de seus traços constituintes. Dessa forma, a realização linguística depende não apenas da relação entre
83 relação entre os signos linguísticos, que lhes confere valor. Logo, também a relação existente entre paradigma e sintagma é essencial para a concretização do signo e, por contiguidade, de sua significação. Por isso, segundo Cintra Martins (2002:106, grifos da autora),
Somos levados a crer, por meio dessas observações que ora enfocam significante e significado isoladamente (e, nesse caso, temos elementos diferenciais e negativos), ora os enfoca formando uma unidade dentro do signo (que, nesse caso, será distinto e positivo), que Saussure considera o signo linguístico de duas perspectivas: no primeiro caso, como quem vê a língua posicionando-se fora do sistema; no segundo, considerando-se o funcionamento do sistema linguístico como que está dentro desse sistema. Essas diferenças, no entanto, adquirem valor dentro do sistema e transformam-se em distinção.
Devido a seu pensamento dialético e à noção de complementariedade das relações existentes na constituição da língua, Saussure teria insistido em dizer que ela seja uma entidade concreta e não meramente virtual (cf. CINTRA MARTINS, 2002). De acordo com Ilari (2004:84, grifos do autor), “contrariando uma longa tradição que colocava em correspondência palavras e ideias, e tratava as palavras como unidades autônomas de análise, Saussure, em suma, tinha chegado à ideia de um sistema onde ‘tudo está imbricado como tudo’”.
Saussure também teria defendido a superioridade da fala em relação à escrita (cf. LYONS, 1979), vendo esta como uma forma de representação daquela. Embora, atualmente, possamos questionar a noção de que a modalidade escrita seja mero meio de representação da modalidade oral – conforme pondera Lyons (1979) –, é preciso destacar que o pensamento saussuriano retificou outro erro clássico da Gramática Tradicional (cf. LYONS, 1979). Ao desvincular a língua e, consequentemente, seus estudos e análises da modalidade escrita, o mencionado linguista estabelece uma distinção precisa entre som e letra/escrita. Se antes tal diferenciação não era delimitada, confundindo-se os domínios e a abrangência de ambos, agora as fronteiras são demarcadas: a língua se concretiza por meio de sua faceta acústica, à qual a escrita buscaria representar graficamente. Assim, não conviria recorrer à escrita para estabelecer os padrões da fala. Na verdade, a fala seria superior à escrita justamente por esta não ser o meio primário de realização da língua, mas secundário, já que seria uma representação e não uma realização, como aquela.
Como visto, Saussure, em seus pressupostos, avançou em relação aos estudos linguísticos desenvolvidos até aproximadamente o final do século XIX e começo do século XX, mas também retomou e reorganizou alguns conhecimentos anteriores. No que concerne a sua noção de sistema linguístico, costuma-se considerar que Saussure se afastou do
84 pensamento filosófico grego clássico acerca da imanência das coisas, justamente por considerar a língua enquanto um sistema autônomo em relação à realidade física e às coisas.
Nessa visão, a teoria de Saussure avançaria em relação a tais filósofos ao considerar que a língua possuiria algo que lhe seja essencial, o sistema linguístico. Até então, toda essência estava nas coisas que estavam no mundo exterior ou na realidade sensível, mas não na própria linguagem. A teoria saussuriana compreendeu que, não a linguagem, mas a língua possuiria formas que lhe permitiriam, independentemente de tudo o que lhe seja exterior, ser definida por si própria. O acesso a tais formas só seria possível por conta da estabilidade e da relativa imutabilidade da língua. A compreensão e análise do sistema
linguístico dependeria, portanto, da descrição de suas formas, as quais poderiam ser acessadas por meio do exame de regularidades relativamente estáveis e imutáveis encontradas na própria língua.
Conforme pondera Cintra Martins (2002), é preciso considerar que o pensamento saussuriano é dialético e, portanto, complexo e sistêmico, uma vez que a compreensão do signo linguístico depende tanto da língua quanto da fala. Nesse sentido, não há consenso acerca de suas postulações, o que não nos permite, pois, assumir posições taxativas sobre elas.
Dessa forma, vale destacar que a leitura linear e discreta pela corrente estruturalista europeia do pensamento saussuriano presente no Curso de Linguística Geral recebe críticas de que seja uma teoria abstrata, por não enfatizar, em seus estudos, a relação entre língua e homem/sociedade/história, e por se deter exclusivamente do que seja interno à língua. Como procuramos demarcar, trata-se de uma visão dissonante do pensamento de Saussure, para quem, indivíduo, sociedade e tempo influenciam a constituição do sistema linguístico. Porém, para a corrente linguística estruturalista, esse aspecto parece ser relativizado, devido à consideração da noção de que a língua seja resultante de uma convenção social, o que parece sugerir um caráter de acomodação e não de tensão dos fatores sociais e temporais sobre a constituição do sistema linguístico. Logo, Saussure, a sua maneira, possuiria uma visão da língua como relativamente estável e histórica.
Como explicamos, o pensamento saussuriano não é, em sua base, estruturalista. Contudo, devido a sua complexidade, não comum à tradição milenar ocidental (cf. CINTRA MARTINS, 2002), a compreensão discreta e linear de seu pensamento permitiu o desenvolvimento da corrente linguística, na Europa, conhecida por Estruturalismo, mediante a leitura da compilação dos pressupostos saussurianos no livro Curso de Linguística Geral, obra publicada após morte de Ferdinand de Saussure, por dois de seus discípulos, Charles
85 Bally e Albert Sechehaye. Assim, Saussure não pode ser considerado como representante ou pertencente ao movimento estruturalista europeu, mas seus pressupostos estão, mesmo que limitados em relação a seu pensamento, na base de tal movimento.
No que concerne ao estruturalismo europeu, Borges Neto (2004) pondera que essa corrente de estudos possui duas propriedades centrais: o princípio da estrutura e da
autonomia. De acordo com o autor (BORGES NETO, 2004:101), o primeiro princípio consiste em compreender que “[...] as línguas são estruturadas, isto é, que os elementos que compõem uma língua só podem ser propriamente caracterizados a partir da organização global em que se integram”. Em outras palavras, tal princípio postula que os elementos que permitem a construção dos enunciados só podem ser compreendidos se se considerar o papel que desempenham dentro do sistema linguístico, resultante da própria articulação desses princípios. Desse modo, as unidades linguísticas dependem do sistema para terem caracterização precisa sobre seu valor linguístico.
Por sua vez, o segundo princípio consiste em compreender que “[...] a organização interna de uma língua qualquer (sua estrutura ou seu sistema) é um dado original e não pode ser obtida a partir de outra ordem de fatos externos, que lhe são estranhos” (BORGES NETO, 2004:102, grifos do autor). Ou seja: a língua enquanto sistema linguístico (cf. WEEDWOOD, 2002) constitui-se não por sua relação com o mundo sensível ou com base em sua materialidade acústica (significante) ou produção de sentidos (significado), mas por si mesma. Assim, o sistema linguístico, que viabiliza a língua, é autônomo e autocontido (cf. BORGES NETO, 2004).
Para o estruturalismo europeu, a língua é compreendida como uma instituição social e, por isso, de natureza convencional. Ela é entendida como um sistema abstrato, que não existe física ou concreta, mas virtualmente na realidade sensível. Para ser uma realização concreta da língua, ela depende da fala, que é resultado da ação linguística de um indivíduo. Contudo, a parole é considerada como circunstancial e variável, pois estaria no nível do indivíduo, o qual, por conta das variadas formas de realização permitidas pelo sistema linguístico, pode concretizá-la de diferentes meios.
Nesse sentido, a corrente estruturalista europeia defendeu que o verdadeiro objeto de estudo da Linguística é a língua, não a linguagem nem a fala. A fala, como já explicado, por seu caráter acidental e individual, e a linguagem por abordar um conjunto heteróclito de signos pertencentes, ao mesmo tempo, ao nível individual e social. Por conta de sua heterogeneidade, tanto fala quanto linguagem não permitiriam o isolamento das unidades que compõem, organizam e estruturam o sistema linguístico. Por sua vez, segundo Câmara Jr.
86 (1975:105), a língua seria “[...] o mais elaborado e meio humano de usar sinais [...]”. Nessa visão, era preciso estudar a língua, nela e por ela mesma (cf. BRAGGIO, 2002).
Se, por um lado, podermos compreender que as influências sociológica e psicológica sejam pouco enfatizadas na abordagem estruturalista europeia – o que lhe acarreta críticas –, conforme destaca Marcuschi (2008:30),
Mesmo a contragosto do autor, as propostas saussurianas e suas derivadas culminaram num estruturalismo formal que levou a ignorar uma série de aspectos hoje considerados centrais na investigação linguística. Em especial, ignorou-se quase tudo o que está ligado à semântica, à pragmática e historicidade.
Por outro, foi graças a essa corrente, com base no pensamento saussuriano, que a linguística criou um ponto de vista próprio, não subordinado ao de outras áreas do conhecimento. Conforme pondera Borges Neto (2004:101), a partir desse movimento, “[...]o estudo da linguagem passa a ser um objetivo em si mesmo e não mais uma prática ancilar da crítica literária (como foi nos estudos gramaticais greco-latinos e nos estudos filológicos), ou da lógica (como ocorreu no fim da Idade Média e nos séculos XVII e XVIII)”.
Assim, embora atualmente tenham-se críticas ao pensamento saussuriano – ou à deturpação deste (cf. CINTRA MARTINS, 2002; ILARI, 2004; MARCUSCHI, 2008) –, as contribuições de Saussure para a constituição da Linguística enquanto ciência, no século XX, conforme demonstramos, foram e são inegáveis. Ademais, foram as leituras, mesmo que dissecantes de seus pressupostos, que permitiram a divulgação de suas contribuições para o estudo linguístico e, consequentemente, desenvolvimento de uma linha de estudo, na Europa, primordialmente científica.