6 Computational Results
6.2 Evaluating the decomposition approach
As etapas do estudo configuraram-se assim: avaliação dos pré-requisitos, avaliação do repertório inicial, procedimento de ensino e avaliação do repertório final. A pesquisadora esteve presente em todas as etapas. Combinaram-se os dias e os horários com a direção da escola para que a pesquisa fosse realizada em períodos vagos e, deste modo não atrapalhasse o andamento das aulas regulares.
No primeiro contato da pesquisadora com os alunos, explicaram-se o propósito da pesquisa e a importância da participação deles. Dos responsáveis foi obtido o termo de consentimento livre e esclarecido quanto aos participantes (Anexo ).
2.7.1 Avaliação de pré-requisito de leitura.
A aplicação realizou-se na sala de aula dos alunos. Estavam presentes 32 alunos, a professora da turma e a pesquisadora.
Para a realização da atividade foram entregues a cada aluno um caderno, uma caneta e uma folha com o texto “Quem vai salvar a vida”. Aos alunos, esclareceu-se que os cadernos e canetas seriam dados a eles ao término da pesquisa, mas durante todo o processo deveriam devolvê-los à pesquisadora. Esta disse que deveriam ler o texto silenciosamente e, em seguida, escrever sobre o que haviam entendido da leitura na primeira folha do caderno. A avaliação teve a duração de 50 minutos. Os cadernos e as folhas de texto foram recolhidos. A partir desta avaliação, dois alunos não atenderam aos pré-requisitos exigidos para a participação; assim, não foram considerados como participantes.
2.7.2. Avaliação de repertório inicial.
Realizou-se a avaliação de repertório inicial (pré-teste) no dia seguinte à avaliação dos pré-requisitos de leitura. Esta também ocorreu na sala de aula regular, com a mesma disposição de carteiras e cadeiras, em fileiras. Entregaram-se a cada aluno um caderno, uma caneta e uma folha em que constavam dois textos, apresentados lado a lado, que tratavam das invasões estrangeiras ocorridas na Rússia pelo exército napoleônico em 1812 e posteriormente pelo exército alemão em 1941, a fim de que fossem comparadas as características das duas guerras.
A pesquisadora deu a orientação, uma única vez, dizendo-lhes para compararem os dois textos da melhor maneira possível. Três alunos perguntaram o que seria uma comparação, mas nada foi lhes explicado, nem mesmo o significado do termo “comparação”. O limite de tempo dado para a realização da atividade correspondeu ao período de uma aula de 50 minutos. Fizeram a avaliação 27 alunos. Desse modo, os três ausentes não puderam ser participantes da presente pesquisa.
2.7.3. Procedimento de ensino.
Uma semana depois da avaliação do pré-teste foi aplicada a 1a sessão do treino
de comparações em situação coletiva, na sala de informática, em computadores utilizados individualmente. Todos os alunos presentes na sala de aula foram para a sala de informática, inclusive os alunos que não apresentaram os pré-requisitos e os que não haviam feito o pré-teste, pois não se podia exclui-los das atividades. Os treinos de comparação ocorreram no último mês do semestre letivo. Foram realizadas sessões de, no máximo, 50 minutos, tempo correspondente a uma hora aula. A professora estava presente durante o procedimento de ensino.
A pesquisadora acessou o site do procedimento em cada máquina e habilitou o programa em cada computador por meio de uma senha de segurança gerada pelo software. Desse modo, o ambiente virtual sempre estava organizado antes da entrada dos participantes. Os alunos foram dispostos em lugares determinados pela pesquisadora, intercalando meninos e meninas.
1a sessão. Com os alunos presentes, a pesquisadora verificou que, após 10
minutos do início, começou uma agitação entre alguns meninos que disputavam quem estava na tela mais adiantada. Esses três alunos respondiam rapidamente as questões para ganhar a competição criada por eles. A pesquisadora notou, então, que o número da questão estava controlando a atuação dos alunos e resolveu tirar a numeração para o treino da 2a sessão. Observou-se que, após 20 minutos do inicio, os participantes, de
modo geral, começaram a demonstrar sinais de cansaço. Três mostravam-se bastante agitados e diziam estar com preguiça de responder às atividades do computador. Os participantes continuaram realizando, cada qual em seu ritmo, as atividades até o término da sessão. A duração total foi de 40 minutos. O programa salvava automaticamente, em rede, o número da última escolha realizada, para que o treino pudesse ser retomado em outro momento.
2a sessão. No dia seguinte, na mesma sala de informática, os alunos foram
intercalados entre meninos e meninas. Cada qual em seu computador e com as atividades preparadas a partir de onde eles haviam parado no dia anterior.
Como se retirou o número das questões, dois alunos, que queriam querer saber em qual questão estavam, demonstraram descontentamento. Outros dois alunos, tal como na sessão anterior, diziam estar com preguiça e ficaram conversando entre si. Os demais participantes ficaram em silêncio durante a aplicação. Alguns liam a atividade
em voz alta, como se quisessem aumentar a concentração para responder às questões. Os participantes encontravam-se em etapas do procedimento diferentes entre si, o que mostra os ritmos de aprendizagem distintos entre eles. A sessão teve a duração de 40 minutos.
3a sessão. Aplicada no terceiro dia consecutivo, no mesmo local, alteraram-se
novamente os lugares que os alunos ocupavam. Os que brincavam e conversavam durante a aplicação eram os mesmos desde a primeira aplicação, vindo a causar alguns transtornos para a pesquisadora. Por exemplo, um destes participantes saia da tela do procedimento, na tentativa de acessar vídeos na internet. Ainda reclamava do tema tratado, numa das etapas do treino, a respeito do trabalho infantil. Em compensação, gostou das atividades com os super-heróis.
Nesta sessão, 16 alunos finalizaram o procedimento. Houve um certo alvoroço, assim que alguns alunos a perceberem o término do procedimento de outros colegas indicaram querer a finalização também.
Aos que terminaram, orientou-se pela permanência na sala de informática em função da organização da professora do grupo. Esta orientação propiciou a conversa entre eles já que não foram previstas atividades-extra. Assim, perante a falta de silêncio, os alunos que ainda realizavam o procedimento ficaram prejudicados. A sessão durou 40 minutos.
4a sessão. No dia seguinte, foi aplicada aos alunos que não haviam finalizado no
dia anterior a 4a e última sessão. Os participantes que haviam concluído o treino
permaneceram na sala de aula com uma professora. Como restavam poucos deles e estes, aliás, eram os mais disciplinados, a sessão foi tranquila e num tempo de 30 minutos. Um aluno não conseguiu finalizar o procedimento de ensino.
2.7.4. Avaliação do repertório final.
Aplicou-se a avaliação do repertório final, o pós-teste, quatro dias após o término do treino de comparação. Era o último dia de aula antes das férias de julho e todos estavam bastante agitados.
Entregaram-se os cadernos aos alunos para que escrevessem sobre a a avaliação de comparação que tratava das invasões estrangeiras ocorridas na Rússia / URSS. Os alunos aparentavam insatisfação em comparar o mesmo texto do pré-teste, e alguns
diziam não querer fazer novamente. Diferentemente do pré-teste, os participantes realizaram o pós-teste em menos de 10 minutos e de maneira bastante apressada. Diante dessa situação, optou-se por realizar novamente o pós-teste passadas as férias. Tal como o pré-teste, o pós-teste foi aplicado em ambiente coletivo, na sala de aula regular, com a disposição de carteiras e cadeiras em fileiras e com a presença da professora. Estavam presentes 27 alunos. Considerou-se assim, para efeitos de análise, o desempenho neste pós-teste.
Todas as etapas da presente pesquisa tiveram, no mínimo, 27 alunos realizando as atividades. No entanto, como já indicado, apenas 18 foram os participantes do presente trabalho. Pelo desempenho deles será feito referência na sessão dos resultados.