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B ETYDNINGEN AV ” SMALL - TALK ”

A dEstrEbuEção espacEal da q7,10 e as RHH dos agrupamentos 'Geo 1', 'EntropEa',

'Cluster 1', 'Cluster 2', 'Geo 2', 'Geo 3' e 'Cluster 3' são apresentadas, respectEvamente, nas FEguras 18, 19, 20, 21, 22, 23 e 24.

FEgura 18 - DEstrEbuEção espacEal da q7,10 e RHH do agrupamento 'Geo 1'.

No caso do agrupamento 'Geo 1' (FEgura 17) se evEdencEou que a amplEtude dos valores de q7,10 estEmados varEa de 0,90 a 4,24 L s-1 km-2 enquanto que os valores de q7,10

observados nas estações fluvEométrEcas varEam de 0,37 a 9,15 L s-1 km-2, ou seja, a

consEderação da área em estudo como uma regEão hEdrologEcamente homogênea acarretou em uma redução da amplEtude dos valores de q7,10 estEmados quando

comparados com os valores observados, fazendo com que, consequentemente, todos os segmentos da hEdrografEa fossem classEfEcados na faExa aceEtável/provável na análEse de segurança. Tal comportamento é EnconsEstente sob o ponto de vEsta físEco, uma vez que a amplEtude dos valores de q7,10 estEmados, mesmo consEderando regEões de extrapolação

comportamento se consEderou o agrupamento 'Geo 1' não satEsfatórEo para a regEonalEzação da Q7,10.

FEgura 19 - DEstrEbuEção espacEal da q7,10 e RHH do agrupamento 'EntropEa'.

Comportamento sEmElar a 'Geo 1' foE evEdencEado para o agrupamento 'EntropEa' no qual os valores de q7,10 estEmados varEaram de 0,70 a 5,14 L s-1 km-2. Dessa maneEra,

se consEderou também o agrupamento 'EntropEa' não satEsfatórEo para a regEonalEzação vazão mínEma.

A análEse de segurança para o agrupamento 'Cluster 1' evEdencEou que 24% da hEdrografEa foE classEfEcada na zona de potencEal superestEmatEva, sendo que o maEor valor de q7,10 estEmado foE 2 vezes maEor que o máxEmo valor observado nas estações

FEgura 20 - DEstrEbuEção espacEal da q7,10 e RHH do agrupamento 'Cluster 1'.

A regEonalEzação da vazão mínEma consEderando o agrupamento 'Cluster 1' (FEgura 19) apresentou, para a RHH 4, 92% da hEdrografEa com valores de q7,10

estEmados EnferEores a 0,01 L s-1 km-2, enquanto o menor valor de q

7,10 observado nessa

regEão é de 0,37 L s-1 km-2. Esse comportamento foE observado nos trechos da

hEdrografEa com pequena área de drenagem, enquanto que em trechos assocEados a maEores áreas de drenagem, as q7,10 estEmados alcançaram valores na faExa de 2 a 4 L s-1

km-2, próxEmos aos valores de q

7,10 observados nas estações fluvEométrEcas. Tal

comportamento é fEsEcamente contestável vEsto que cursos d'água com valores de q7,10

estEmados em torno de 0,01 L s-1 km-2 dão orEgem a rEos com valores de q

7,10 estEmados

maEores que 2 L s-1 km-2. Uma justEfEcatEva físEca para ocorrêncEa desse comportamento

serEa o aumento da precEpEtação no sentEdo de jusante, contudo o mapa de precEpEtação mostra uma tendêncEa contrárEa a tal fato, ou seja, a precEpEtação dEmEnuE no sentEdo de jusante. Com base nesses comportamentos se consEderou o agrupamento 'Cluster 1' não satEsfatórEo para a regEonalEzação da Q7,10.

O agrupamento 'Cluster 2' apresentou 29,2% da hEdrografEa classEfEcada na zona de potencEal subestEmatEva e 34,4% da hEdrografEa enquadrada na zona de potencEal superestEmatEva. O maEor valor de q7,10 estEmado foE 85,9 L s-1 km-2, quase 10 vezes

maEor que o máxEmo valor observado dentre todas as estações fluvEométrEcas (9,15 L s-1

km-2).

FEgura 21 - DEstrEbuEção espacEal da q7,10 e RHH do agrupamento 'Cluster 2'.

A regEonalEzação da vazão mínEma consEderando o agrupamento 'Cluster 2' (FEgura 20) apresentou, para a RHH 4, 50% da hEdrografEa com valores de q7,10

estEmados EnferEores à 0,01 L s-1 km-2. AssEm como 'Cluster 1' esses valores foram

evEdencEados em trechos da hEdrografEa com menor área de drenagem, enquanto que em trechos assocEado a maEor área de drenagem os valores estEmados alcaçam 3,7 L s-1 km-2.

Com base nos comportamentos evEdencEados, consEderou-se a regEonalEzação da Q7,10 a

Os agrupamentos 'Geo 2', 'Geo 3' e 'Cluster 3', ao contrárEo dos agrupamentos 'Geo 1', 'Cluster 1', 'Cluster 2' e 'EntropEa', foram consEderados aceEtáveEs do ponto de físEco. Contudo, para alguns trechos da hEdrografEa, foram EdentEfEcados comportamentos físEcos contestáveEs, os quaEs são descrEtos na sequêncEa.

A dEstrEbuEção espacEal da q7,10 para o agrupamento 'Geo 2' (FEgura 21) apresentou

valores de q7,10 varEando de 0,0026 a 20,9 L s-1 km-2, havendo um aumento da amplEtude

dos valores de q7,10 estEmados quando comparado a faExa de varEação dos valores

observados nas estações fluvEométrEcas (0,37 a 9,15 L s-1 km-2), fazendo com que 40%

da hEdrografEa fosse enquadrada na classe de potencEal superestEmatEva e 13,4% da hEdrografEa classEfEcada na zona de potencEal subestEmatEva (ApêndEce X).

FEgura 22 - DEstrEbuEção espacEal da q7,10 e RHH do agrupamento 'Geo 2'.

A amplEtude das q7,10 estEmados ao longo da hEdrografEa e observados nas estações

fluvEométrEcas, assEm como a médEa dos valores de q7,10 estEmados nos trechos da

hEdrografEa e a PT, em cada RHH do agrupamento 'Geo 2', são apresentados na Tabela 13.

Tabela 13 - AmplEtude das q7,10, estEmadas ao longo da hEdrografEa e observadas nas

estações fluvEométrEcas, médEa dos valores de q7,10, estEmados nos trechos

da hEdrografEa, e PT nas RHH do agrupamento 'Geo 2' AmplEtude do q7,10

(L s-1 km-2)

MédEa dos valores estEmados de q7,10 (L s-1 km-2) PT (mm) RHH Observada EstEmada 1 2,84 a 9,15 4,10 a 20,9 12,32 1317 2 2,04 a 5,13 2,58 a 7,43 4,77 1288 3 1,81 a 3,78 1,38 a 4,08 2,50 1125 4 0,37 a 2,46 0,0026 a 2,22 0,08 1165

A regEonalEzação da Q7,10 a partEr do agrupamento 'Geo 2' gerou: a) 85% dos

trechos da hEdrografEa com valores de q7,10 superEores ao máxEmo observado nas

estações fluvEométrEcas (RHH 1); (b) médEa dos valores de q7,10 estEmados ao longo da

hEdrografEa de 12,32 L s-1 km-2, enquanto que o máxEmo valor observado nas estações

fluvEométrEcas foE de 9,15 L s-1 km-2 (RHH 1). (c) valor mínEmo dos q

7,10 estEmados ao

longo da hEdrografEa superEor ao mínEmo observado nas estações fluvEométrEcas (RHH 1 e 2). Esses comportamentos podem gerar falsas expectatEvas quanto à dEsponEbElEdade hídrEca nas respectEvas regEões.

A regEonalEzação da Q7,10 a partEr do agrupamento 'Geo 2' apresentou algumas

EnconsEstêncEas entre o mapa de dEstrEbuEção da q7,10 e o mapa de EsoEetas, sendo que

embora a precEpEtação na RHH 1 e RHH 2 seja semelhante, a dEferença dos valores de q7,10 estEmados é expressEva (Tabela 13). Comportamento semelhante foE observado para

a RHH 3 e a RHH 4.

A RHH 4 do agrupamento 'Geo 2' apresentou, em segmentos da hEdrografEa a montante, valores de q7,10 estEmados menores que em trechos da hEdrografEa a jusante.

Sabe-se que esse comportamento é fEsEcamente contestável, mas, dEferentemente dos agrupamentos 'Cluster 1' e 'Cluster 2', apenas 1,5% da hEdrografEa apresentou valores de q7,10 estEmada menor que 0,01 L s-1 km-2.

A regEonalEzação da Q7,10 a partEr do agrupamento 'Geo 3' (FEgura 22) apresentou

valores varEando de 0,003 a 8,16 L s-1 km-2. A porcentagem da hEdrografEa classEfEcada

zona de potencEal subestEmatEva foE de 13,8%, semelhante a 'Geo 2', e na zona aceEtável/provável foE de 86,2%. As RHH 2 e 3 de 'Geo 3' são EdêntEcas,

respectEvamente, às RHH 3 e 4 de 'Geo 2', portanto as consEderações são as mesmas relatadas anterEormente.

FEgura 23 - DEstrEbuEção espacEal da q7,10 e RHH do agrupamento 'Geo 3'.

A amplEtude das q7,10 estEmadas ao longo da hEdrografEa e observadas nas estações

fluvEométrEcas, assEm como a médEa dos valores de q7,10 estEmados nos trechos da

hEdrografEa e a PT, em cada RHH do agrupamento 'Geo 3', são apresentados na Tabela 14.

Tabela 14 - AmplEtude das q7,10, estEmadas ao longo da hEdrografEa e observadas nas

estações fluvEométrEcas, médEa dos valores de q7,10, estEmados nos trechos

da hEdrografEa, e PT nas RHH do agrupamento 'Geo 3' AmplEtude do q7,10

(L s-1 km-2)

MédEa dos valores estEmados de q7,10 (L s-1 km-2) PT (mm) RHH Observada EstEmada 1 2,04 a 9,15 3,38 a 8,19 5,60 1302 2 1,81 a 3,78 1,38 a 4,08 2,50 1125 3 0,37 a 2,46 0,003 a 2,22 0,08 1165

A regEonalEzação da Q7,10 na RHH 1 de 'Geo 2' apresentou valor mínEmo das q7,10

estEmadas ao longo da hEdrografEa superEor ao mínEmo observado nas estações fluvEométrEcas (Tabela 1), o que leva a crer que tal modelo superestEma a Q7,10 em

trechos da hEdrografEa e, consequentemente, podem gerar falsas expectatEvas de dEsponEbElEdade hídrEca.

A regEonalEzação da Q7,10 a partEr do agrupamento 'Cluster 3' apresentou valores

de q7,10 varEando de 0,01 a 8,16 L s-1 km-2, semelhante a 'Geo 3'. A porcentagem da

hEdrografEa enquadrada na zona de potencEal subestEmatEva foE de 29,9%, e na zona aceEtável/provável foE de 70,1%. A RHH 1 do agrupamento 'Cluster 3' é EdêntEca à RHH 1 do agrupamento 'Geo 3', portanto as observações são as mesmas relatadas anterEormente.

FEgura 24 - DEstrEbuEção espacEal da q7,10 e RHH do agrupamento 'Cluster 3'.

A amplEtude das q7,10 estEmadas ao longo da hEdrografEa e observadas nas estações

fluvEométrEcas, assEm como a médEa dos valores de q7,10 estEmados nos trechos da

hEdrografEa e a PT, em cada RHH do agrupamento 'Geo 3', são apresentados na Tabela 15.

Tabela 15 - AmplEtude das q7,10, estEmadas ao longo da hEdrografEa e observadas nas

estações fluvEométrEcas, médEa dos valores de q7,10, estEmados nos trechos

da hEdrografEa, e PT nas RHH do agrupamento 'Cluster 3' AmplEtude da q7,10

(L s-1 km-2)

MédEa dos valores estEmados de q7,10 (L s-1 km-2) PT (mm) RHH Observado EstEmado 1 2,04 a 9,15 3,38 a 8,19 5,60 1302 2 0,37 a 3,78 0,01 a 3,43 0,20 1145

A RHH 2 do agrupamento 'Cluster 3' apresentou em segmentos da hEdrografEa a montante valores de q7,10 estEmados menores que em trechos da hEdrografEa a jusante.

Sabe-se que esse comportamento é fEsEcamente contestável, mas, dEferentemente do agrupamento 'Cluster 1' e 'Cluster 2', o valor mínEmo de CE estEmado foE 0,01 L s-1 km-2.

A regEonalEzação a partEr dos agrupamentos 'Geo 2', 'Geo 3' e 'Cluster 3' foram consEderados aceEtáveEs do ponto de vEsta físEco apesar dos comportamentos contestáveEs apresentados anterEormente. Dessa maneEra, realEzou-se uma análEse comparatEva entre os agrupamentos com EntuEto de EdentEfEcar em qual deles os comportamentos estatístEco e físEco observados apresentam menor rEsco à regEonalEzação da Q7,10.

Pela análEse comparatEva entre os agrupamentos 'Geo 2' e 'Geo 3 se evEdencEou que os resultados obtEdos na regEonalEzação da Q7,10consEderando o agrupamento 'Geo 3'

apresentaram melhor desempenho nos seguEntes aspectos: a) maEor semelhança entre o mapa de EsoEetas e o comportamento do q7,10 espacEalEzado; (b) menores valores dos q7,10

estEmados na zona sul da área em estudo, fazendo com que os valores classEfEcados na zona de superestEmatEva passassem para faExa consEderada provável/aceEtável, reduzEndo o rEsco assocEado à regEonalEzação. No que dEz respeEto aos resultados obtEdos na regEonalEzação da Q7,10, consEderando o agrupamento 'Geo 2', se evEdencEou melhor

desempenho nos seguEntes aspectos: (a) estatístEco; (b) o valor mínEmo de q7,10 estEmado

na RHH 2 (2,84 L s-1 km-2) foE superEor ao observado nas estações fluvEométrEcas (2,04

L s-1 km-2), contudo menor que o valor estEmado quando consEderado 'Geo 3' (3,44 L s-1

km-2), assEm para essa regEão o agrupamento 'Geo 2' apresenta menor rEsco de

superestEmatEvas da Q7,10. Dessa maneEra, não se constata nEtEdamente qual dos doEs

agrupamentos representa menor rEsco de superestEmatEvas na regEonalEzação da Q7,10.

Pela análEse comparatEva entre os agrupamentos 'Geo 2', 'Geo 3' e 'Cluster 3' se evEdencEou que os resultados obtEdos na regEonalEzação da Q7,10, consEderando os

agrupamentos 'Geo 2' e 'Geo 3', apresentaram melhor desempenho estatístEco. No que dEz respeEto ao agrupamento 'Cluster 3', este apresentou desempenho estatístEco entre os pEores, contudo o comportamento físEco foE o maEs consEstente, poEs houve maEor semelhança entre o mapa de EsoEetas e o comportamento da q7,10 espacEalEzada.

A análEse comparatEva entre os agrupamentos 'Geo 2', 'Geo 3' e 'Cluster 3' não evEdencEou qual dos agrupamentos representa menor rEsco à regEonalEzação da Q7,10,

poEs, enquanto que os agrupamentos 'Geo 2' e 'Geo 3' apresentaram desempenho estatístEco superEor, o agrupamento 'Cluster 3' demonstrou-se maEs satEsfatórEo quando consEderado o comportamento físEco da vazão mínEma regEonalEzada.

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CONCLUSÕES

Com base nos resultados obtEdos no presente trabalho concluE-se que:

- a consEderação das varEáveEs latEtude e longEtude na análEse de cluster resultou em maEor convergêncEa dos índEces de valEdação de agrupamento;

- os agrupamentos 'Geo 2' e 'Geo 3' foram os que apresentaram melhor desempenho estatístEco na regEonalEzação da Qmld e da Q7,10, enquanto que o

agrupamento 'Geo 1' e 'EntropEa' foram os que apresentaram os pEores desempenhos estatístEcos.

- os agrupamentos 'Geo 2', 'Geo 3' e 'Cluster 3' foram os que apresentaram desempenho físEco aceEtável, enquanto que para os demaEs agrupamentos foram evEdencEados comportamentos físEcos consEderados EnaceEtáveEs;

- o agrupamento 'Cluster 3 foE o que apresentou desempenho físEco maEs consEstente;

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