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Etude d’évaluation de l’état de la pollution de l’air

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Para a aproximação em relação ààs concepções e crenças de s professores(as) de Matemática sobre a competência leitora e seu trabalho em sala de aula e o desenvolvimento dessas competências leitoras, foram produzidos dois instrumentos:

i) Instrumentos de coleta de dados I.

Analise o texto abaixo:

É bastante comum o professor de Matemática propor um problema às

crianças e perceber que muitas teriam conhecimento para solucioná-lo, mas

não conseguem chegar lá porque não entendem o enunciado. "Há alunos

que sabem o raciocínio, mas têm dificuldade de escrever e de ler

corretamente" (Márcio Ferrari, Revista Nova Escola, ed. 180). Sendo assim,

a aprendizagem de matemática fica inviabilizada pela impossibilidade do

aluno compreender e interpretar um texto. Ensinar a ler e entender um texto

é uma função que os professores de matemática esperam ser feita pelos

professores da língua materna.

Comente o texto, justificando sua concordância ou discordância com seu conteúdo e fazendo relações com sua experiência na sala de aula.

O Instrumento de Coleta de Dados I tem como objetivo colocar o(a) professor(a) de matemática diante da constatação de que o aluno apresenta dificuldades de ler e escrever, em especial a competência de compreender e interpretar um texto matemático. Nesse caso, o(a) professor(a) de matemática expressa quais concepções e crenças: entende que a tarefa de ensinar a ler e escrever em matemática faz parte do trabalho do(a) professor(a) da língua materna ou considera que se trata de responsabilidade coletiva da escola.

ii) Instrumentos de coleta de dados II.

Analise agora este outro texto.

Nos últimos anos, educadores têm defendido a idéia de que a finalidade principal da escola hoje é formar alunos capazes de exercer a sua cidadania, compreendendo criticamente as realidades sociais e nelas agindo, efetivamente. Para tanto, coloca-se como fundamental a construção da proficiência leitora desse aluno. Para alguns autores como Bräkling (2003) um professor de Matemática, por exemplo - ou de qualquer outra área-, tanto necessita ter informações gerais sobre o processamento dos sentidos de um texto, quanto informações específicas sobre as características dos textos que circulam em sua aula - as situações- problema, os enunciados de exercícios, os textos expositivos que sistematizam conhecimentos - e que são típicos de sua área de conhecimento. São estas informações que possibilitarão a ele uma intervenção de efetiva qualidade. A atividade com texto nas aulas de Matemática envolve outros desafios, como a relação entre duas linguagens diferentes — as palavras e os símbolos matemáticos. Só o professor da área pode trabalhar satisfatoriamente a combinação de linguagens presente na resolução de problemas.

Comente o texto, justificando sua concordância ou discordância com seu conteúdo e fazendo relações com sua experiência na sala de aula.

O Instrumento de Coleta de Dados II tem como objetivo discutir o papel do(a) professor(a) de matemática no trabalho com atividades que envolvam texto. Nessas situações, somente ele pode dar conta das especificidades da linguagem matemática ou pode contar com a contribuição dos(as) professores(as) de outras áreas do conhecimento.

Os instrumentos de coleta de dados elaborados procuram captar as concepções e crenças do(a) professor(a) de matemática, discutido no referencial teórico deste trabalho (vide p. 54). Desta forma, interessa captar e discutir os juízos escolares sobre a competência leitora que vão se constituindo em

concepções e crenças, produzindo sentidos que vão sendo compartilhados e vivenciados no espaço escolar.

Procura-se identificar, também, se as crenças e concepções dos(as) professores(as) sobre a competência leitora estão intimamente relacionadas com as práticas docentes. Investiga-se ainda se as crenças e concepções sobre as competências leitoras interferem decisivamente na tomada de decisões metodológicas e nas ações docentes do(a) professor(a) no processo de ensino de matemática.

iii) Instrumentos de coleta de dados III: Memórias de leituras do(a) professor (a)de matemática

Para traçar um perfil de leitor, de forma a compreender a experiência e as leituras de interesse do(a) professor(a) de Matemática, fez-se mister colocá-lo diante das seguintes questões:

Memórias de suas leituras

# Como foi sua experiência como leitor(a) no tempo em que era aluno(a) do ensino fundamental e médio?

# Algum(a) professor(a) teve influência positiva ou negativa no fato de você gostar ou não de ler?

# Cite cinco livros que você leu durante a educação básica, com ou sem influência da escola.

# Atualmente, atuando como professor da educação básica, que leituras são as mais freqüentes?

# Você está lendo ou acabou de ler algum livro? Qual é?

O instrumento de coleta de dados procurou captar a experiência como leitor(a) do(a) professor(a), no tempo em que era aluno(a) do ensino fundamental

e médio, procurando entender como foram as práticas de leitura, o despertar para os interesses e gostos e hábitos atuais.

Outro aspecto importante foi verificar a influência positiva ou negativa no fato do(a) professor(a) gostar ou não de ler, de forma a identificar como se deu o desenvolvimento do gosto pelos livros e pelas leituras.

Foi pedido ao(à) professor(a) citar cinco livros que ele/leu durante a educação básica, com ou sem influência da escola, de maneira a mapear as leituras pelas quais “navegou”.

Quanto à pergunta sobre os livros que estão lendo atualmente, o objetivo foi perceber as predileções e interesses.

Uma descrição das respostas dos(as) professores(as) pesquisados, agrupadas em cinco categorias, procurou identificar suas memórias de leitor e de leituras, segundo as categorias analíticas:

a. A experiência como leitor(a) durante a educação básica;

b. Influência dos(as) professores(as);

c. Os livros que o(a) professor(a) leu durante a educação básica;

d. Leituras mais freqüentes atualmente;

e. Livros que lê nesse momento.

O objetivo foi organizar as memórias de livros e de leitura, de maneira a captar a experiência como leitor e as leituras de interesse do(a) professor(a) de Matemática, de forma a poder relacionar com suas crenças e concepções.

O levantamento memorialístico referente ao período de educação básica pode evidenciar práticas de acesso ao livro propiciado pela escola, gostos e predileções, entendimento da importância da leitura na formação do(a) professor(a). Para elaboração desse procedimento metodológico fizemos uma consulta bibliográfica da pesquisa de Souza (2000: 174).

iii) Instrumentos de coleta de dados IV: As práticas de leitura que o(a) professor(a) propõe nas aulas de Matemática

Para investigar as práticas de leitura que o(a) professor(a) propõe nas aulas de matemática, foi elaborado o seguinte instrumento de coleta de dados:

Práticas de leitura na sala de aula

• Nas suas aulas de matemática, de que modo a leitura está presente?

• Em que medida as dificuldades de leitura interferem na aprendizagem matemática?

• Que intervenções você costuma fazer para melhorar a competência leitora de seus alunos?

• É freqüente seus alunos fazerem uso de textos jornalísticos em sala de aula? De que modo?

• Com que freqüência seus alunos fazem uso de textos de outras áreas de conhecimento, com interface com a matemática, em sala de aula? Como isso é realizado?

Ao escolher um livro didático para uso de seus alunos, você leva em consideração a forma pela qual os textos matemáticos são explorados ou prefere os livros que são mais diretos, com pouco texto? Comente sua resposta.

O instrumento de coleta de dados foi construído com o objetivo de identificar a presença das práticas de leitura nas suas aulas de matemática, como preocupação do trabalho docente.

Outro aspecto de interesse foi verificar como o(a) professor(a) se posiciona sobre a relação entre dificuldades de leitura e aprendizagem de matemática, ou seja, como interfere no seu trabalho a competência leitora dos alunos.

Outro ponto foi levantar as intervenções dos(as) professores(as) de matemática para melhorar a competência leitora do aluno, de modo a perceber as representações que eles têm sobre isso.

O uso de textos jornalísticos em sala de aula evidenciou se os(as) professores(as) levam esse tipo de prática, uma recomendação metodológica que aparece em currículos oficiais.

O uso de outros textos, de outras áreas do conhecimento com interface com a matemática, foi solicitado para perceber as práticas de leitura propiciadas pelos(as) professores(as).

Por fim, para sondar a relação do(a) professor(a) com o livro didático, texto que pauta sem dúvida alguma seu trabalho, pedimos para ele(a) escrever sobre os critérios de escolha do livro didático de matemática, no tocante a preferência de textos mais diretos ou mais descritivos.

Em relação à escolha do livro didático para uso dos alunos, discutiram-se algumas questões sobre a preferência do(a) professor(a) em relação ao suporte textual: preferem livros que vão direto aos assuntos da matemática? Apontam familiaridade com esses textos ou, pelo contrário, indicam dificuldade em entender outras possibilidades de expressar as idéias matemáticas que não pelo excesso de simbologia? Qual concepção tem sido expressa pelo(a) professor(a) de matemática que se utiliza de texto mais elaborado? Vislumbram a oportunidade de trabalhar os assuntos de forma a propiciar aprendizagem mais significativa? Respostas a essas questões podem apontar que os textos mais cuidadosos em relação aos conteúdos matemáticos, exijam mais do aluno (e do(a) professor(a)), sejam adequados para a mudança de concepções e crenças

do(a) professor(a) de matemática, bem como práticas leitoras que possam indicar um trabalho sugestivo em sala de aula.

Após o trabalho de transcrição das entrevistas, estas foram identificadas da seguinte maneira: PREn (n = 1, 2, ..., 21), para indicar que se trata de

professor(a) da rede estadual de educação.

3.3.2 Análise dos resultados: concepções e crenças de

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