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The Ethiopia-Eritrea war from May 1998 to June 2000

In document 2011-01918 (sider 23-31)

4 Case studies

4.2 The Ethiopia-Eritrea war from May 1998 to June 2000

Parece-nos muito coerente propor uma reflexão sobre a proposta pedagógica de Dewey e relacioná-la com as práticas pedagógicas recentes. Refletir, especialmente, as possibilidades de se pensar numa filosofia da educação contemporânea, utilizando-se do cenário tecnológico, como questão norteadora dessa discussão, e a contextualização da experiência, tão citada pelo autor. Revela-se, a proposta deweyana, como uma possibilidade de mediação, no sentido de buscar, atentamente, as relações entre os conhecimentos prévios, as reflexões sobre o mundo, relacionando-as com as questões de experiência e valores, que devem estar embutidas na proposta da veiculação da aprendizagem como valor inicial.

No sentido de compreender melhor este fato, vamos discutir o conhecimento e como este é produzido socialmente. Mencionamos sociedade porque, para o autor, não existe conhecimento sem a socialização daqueles que vivem uma dada realidade. Cabe salientar, também, antes de qualquer

situação, a relação e a sintonia, óbvias, entre sua pedagogia e filosofia, que tendem a ser reflexivas. Sem a prática, no entanto, ela não ocorre de fato. Tanto a filosofia como as pedagogias devem ser “interativas”, no sentido de uma teoria que seja interpretada, relacionada, alimentada e concretizada pela ação.

Em concordância com a proposta de Dewey, o conhecimento é um processo que passa pelo entendimento da experiência e da ação prática. As citações, a seguir, demonstram, ao olhar de Anísio Teixeira (1930, p. 2-30), como esse processo pode ser melhor entendido no contexto de uma filosofia da experiência:

O phenomeno educativo, na phrase de Dewey, é a reconstrucção da experiencia, à luz das experiencias passadas, para melhor e mais rico controle da situação. Diante dessa concepção, confirmada pela presente psychologia, o processo educativo se opera em uma situação real de vida, onde o que é apprendido funcciona com seu proprio caracter e produz as suas naturaes consequencias. Alem disto, para que a apprendizagem seja integradora, o que vale dizer educativa, a situação escolar e vida do alumno devem se ajustar e harmonizar como um todo continuo.

Ainda segundo Teixeira (1930):

Ora, o conhecimento, diz Dewey, é o resultado de uma atividade que se origina em uma situação de perplexidade e que se encerra com a resolução desta situação. A perplexidade é uma situação indeterminada e o conhecimento é o elemento de contrôle, de determinação da situação. Se tudo, na existência, transcorre em perfeito equilíbrio, não há, pròpriamente, que buscar saber ou conhecer, mas quando muito, um re-conhecer automático.

E por fim o autor completa observando que28:

O conhecimento, pois, é o resultado de um processo de indagação. E a marcha dêste processo de pesquisa é o que Dewey chama de lógica. Vale dizer: lógica é o processo do

28Citação extraída do texto: A Educação e a crise brasileira. Disponível em:

<http://www.prossiga.br/anisioteixeira/livro8/chama_segunda.html>. Acesso em: 1 mar. 2006. Cabe salientar que neste site o leitor tem a oportunidade de conhecer grande parte da obra do

pensamento reflexivo; "conhecimento" é o resultado dêste processo; o "já conhecido" é o "material", que usamos no operar a investigação ou a pesquisa. Mas êste material só será devidamente, adequadamente utilizado, se, no processo pelo qual o tivermos adquirido ou aprendido, tivermos operado como se êle houvesse sido descoberto por nós próprios.

Segundo Pitombo (1974, p. 61):

... vê-se com nitidez que Dewey considera o conhecimento como atividade mental, mas esta é idêntica a qualquer atividade material; isto é, ambas são de igual essência e valor e com isto se pretende estabelecer uma doutrina democrática do conhecimento.

Nas questões apresentadas, podemos entender o conhecimento em Dewey como conseqüência de uma atividade, que traz o valor da experiência, a reprodução de significações vividas e apreendidas pelo indivíduo em seu processo de socialização com o mundo. Para ele, o conhecimento é o resultado de um conjunto de procedimentos em que, dentre eles, a experiência e a ação se transformam em elementos fundamentais para a produção deste processo. Por isso, a idéia da experiência, é tão significativa, pois possibilita o processo, a continuidade e a significação necessários para a concretização do conhecimento como tal.

A grande questão levantada e repetida sucessivamente, por ele, é que a escola, na sua concepção mais tradicional, ou como o autor mesmo revela, chamando-a de Escola tradicional, não desenvolve por culpa dos seus métodos ortodoxos, dominantes e autoritários, as aptidões democráticas, libertárias e críticas, que são fundamentais para que tal processo seja entendido e obtenha significado pelos aprendizes. Relendo Teixeira (1971):

Saber, assim, não é aprender noções já sabidas, não é familiarizar-se com a bagagem anterior de informações e conhecimentos; mas, descobri-las de novo, operando como se fôssemos seus descobridores originais. Tomar o conhecimento já formulado ou apontar para este conhecimento não é, diz expressamente Dewey, um caso de conhecimento, tanto quanto tomar um formão de uma caixa de ferramenta não é fazer este formão.

A partir do que foi lido na referência anterior, torna-se necessário prestar atenção ao detalhe da mensagem que nos atenta à idéia de que o conhecimento não é tomado, ou transmitido por algo ou alguém, mas sim construído pela experiência, no sentido de experimentar ou viver a experimentação, na acepção das múltiplas significações que somente a experiência, segundo o autor, é capaz.

Desta forma Dewey (1979, p. 175) conclui que nenhum pensamento ou

idéia pode ser transmitido como idéia de uma pessoa outra. Quando uma idéia é dita, ela é para a pessoa a quem foi dita, um fato e não uma idéia.

O conhecimento para Jonh Dewey é uma possibilidade de relação com o mundo e com os seus processos, pois, originalmente, é produzido por suas interações e inter-relações com a experiência e a realidade da vida daquele que o produz socialmente.

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