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2. I NNOVASJON , REGIONALE INNOVASJONSSYSTEMER OG REGIONAL

2.1 Et endret syn på innovasjon

1. Propósitos enunciativos dos valores semânticos instaurados

a) Criar no leitor-consumidor a necessidade de adquirir o produto ou serviço oferecido b) Dar credibilidade ao produto oferecido

c) Persuadir o leitor-consumidor a consumir o produto ou serviço anunciado

Além das variáveis, vale ressaltar o uso de marcadores que se prestam à asseveração ou à atenuação da força ilocucionária do enunciado modalizado deonticamente.

Por constituir um discurso que representa constantemente uma ameaça às faces dos interlocutores, acreditamos que o uso dos marcadores que mitigam os valores deônticos

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A análise do tipo de sujeito se dará, quando necessário, de forma qualitativa, levando em consideração os traços semânticos propostos por Dik, a saber: [± animado], [± humano], [± controle], etc. Dessa forma, assim como as variáveis pragmático-discursivas, o item não possui uma codificação para a rodagem do VARBRUL.

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instaurados se presta a manter um equilíbrio entre as faces dos interlocutores. Com relação às marcas de atenuação, parece-nos que, ao utilizá-las, o enunciador ou valoriza as qualidades do objeto oferecido, o qual supostamente é o único capaz de satisfazer as necessidades do cliente ou reforça uma tomada de decisão (ação) por parte do possível consumidor.

Abaixo listamos alguns dos meios que se prestam a tais fins:

2. Marcas de asseveração da força ilocucionária

a) Emprego de tempos verbais, tais como o futuro do presente

b) Repetição do meio lingüístico de expressão da modalidade deôntica c) Uso de advérbios de intensidade

3. Marcas de atenuação da força ilocucionária

a) Emprego de tempos verbais, tais como o futuro do pretérito e pretérito imperfeito b) Uso de advérbios de intensidade (inferioridade) – marcadores de argumentação d) Uso de alguns substantivos, como “conselho” e “sugestão

4. Escala de comprometimento

Ao final de nosso trabalho, acreditamos ser possível estabelecer uma escala de comprometimento, que leve em consideração o tipo de fonte e sua posição em relação ao valor deôntico instaurado.

Acreditamos que a inclusão do enunciador na incidência dos valores modais constitui uma estratégia de alto e médio comprometimento, visando dar credibilidade ao que é anunciado. A não-inclusão do falante é, portanto, uma estratégia de descomprometimento, visando dar ao enunciado um caráter de verdade consensualmente aceita pela sociedade. Entretanto, não se trata de uma dicotomia comprometimento x descomprometimento, mas de um continuum que vai do maior comprometimento ao total descomprometimento.

5.2.2. O pacote computacional VARBRUL

O pacote VARBRUL, criado por David Sankoff com a finalidade de servir aos estudos de fenômenos lingüísticos variáveis, está composto por dez programas, a saber: CHECKTOK, READTOK, MAKECELL, CROSTAB, MVARB, TVARB, IVARB, TSORT, TEXTSORT e COUNTUP (MESQUITA, 1999). No entanto, para a análise dos nossos dados, utilizaremos apenas alguns destes programas, já que o fenômeno estudado não é uma variável. São eles: CHECKTOK, READTOK, MAKECELL, CROSTAB.

O primeiro passo para rodagem dos programas que compõem o VARBRUL é o estabelecimento de parâmetros para análise da modalidade deôntica, uma vez que cada variável receberá uma codificação alfanumérica. Dessa forma, cada ocorrência será analisada e codificada segundo cada variável (fator), como mostraremos na seção seguinte. Isso nos ajudará na criação de um arquivo de dados (XXX62. dat), em que cada cadeia alfanumérica corresponde a uma ocorrência da modalidade, como podemos ver abaixo:

a) M K F 2 8 X C E b) M K J 1 8 X C E

No primeiro exemplo de cadeia, o código (M) representa o meio de expressão

auxiliar modal, o segundo código refere-se à categoria de modo indicativo, o terceiro faz

referência à categoria de tempo/aspecto futuro do presente, o código (2) e (8) representam, respectivamente, uma negação da obrigação do tipo externa. O (X) diz respeito ao tipo de fonte deôntica que é um indivíduo. O alvo está codificado por (C). Neste caso, o enunciador se posiciona de modo exclusivo, daí o código (E). No segundo exemplo, a mudança refere-se apenas à categoria de tempo/aspecto, representado pelo (J) – presente – e ao valor deôntico instaurado, que é uma obrigação.

Após a criação do arquivo de dados, criamos um arquivo de especificações (XXX. esp), em que cada fator será agrupado, segundo faça parte das variáveis sintáticas, ou semânticas ou outros.

Decorridas estas etapas, passamos a utilização do CHECKTOK, programa responsável pela averiguação da existência ou não de erros nas cadeias de codificação

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durante a digitação dos dados. Detectado um erro, o programa fornece as coordenadas onde se encontra o erro, que deverá ser corrigido.

O READTOK é responsável pela criação de um arquivo de ocorrências (XXX. oco), a partir do arquivo de dados, criado anteriormente. Além do arquivo de ocorrências, é necessária a criação de um arquivo de condições (XXX. con), no qual se informa a variável a partir da qual as demais serão analisadas.

O MAKECELL, por sua vez, conta as ocorrências com base nos arquivos de dados e de ocorrências, além de calcular as porcentagens de cada fator. As informações fornecidas por este programa são salvas em arquivo de células (XXX. cel), a partir do qual funciona o CROSTAB, programa responsável pelo cruzamento de duas variáveis.

No capítulo seguinte, dedicar-nos-emos à análise dos dados, na tentativa de explicitar essas e outras considerações relevantes à construção da argumentatividade do discurso publicitário, tais como os marcadores de asseveração e atenuação dos valores deônticos instaurados.

5.3. SÍNTESE CONCLUSIVA

Neste capítulo, abordamos a metodologia empregada em nossa pesquisa no que diz respeito à constituição e à delimitação do corpus que serviu de base para a análise dos modalizadores deônticos. A necessidade de um corpus representativo da língua portuguesa justifica-se pela adoção de uma orientação funcionalista, já que pretendemos explicar a correlação entre discurso e modalidade, o que só é possível se partimos de ocorrências reais de uso. Desse modo, recorremos ao corpus de Literatura de Propaganda (LP) do Banco de Dados da UNESP de Araraquara a fim de constituirmos um recorte com base nos critérios adotados, a saber: (i) textos publicitários, mais especificamente, os anúncios publicitários; (ii) anúncios publicitários cuja suporte seja revista, uma que este condiciona a técnica empregada; (iii) anúncios que possuem pelo menos um enunciado modalizado deonticamente, isto é, contenham uma marcação formal seja verbo, seja substantivo, seja advérbio ou qualquer outro.

Constituído o corpus, estabelecemos, com base nos pressupostos do funcionalismo, os parâmetros a partir dos quais a modalidade deôntica será analisada. Sendo assim, pudemos determinar as variáveis sintáticas (forma de expressão e categorias verbais), as

semânticas (valores deônticos, fonte e alvo deônticos, tipo de obrigação/proibição e inclusão/não-inclusão da incidência dos valores deônticos) e as pragmático-discursivas (marcas de asseveração e atenuação da força ilocucionária, escala de comprometimento e os propósitos enunciativos dos valores semânticos instaurados) da que nortearam nossa empreitada.

Tais variáveis, quando codificadas de modo alfanumérico, serviram para a criação de um arquivo de dados (q pub.dat) a partir do qual foi possível a rodagem de alguns programas que compõem o pacote computacional VARBRUL, facilitando, assim, a análise quantitativa, uma vez que nos fornece precisão dos dados. A análise qualitativa, por sua vez, depende da interpretação dos dados quantitativos em constante diálogo com o modelo de investigação funcionalista, mais precisamente, a Gramática Funcional de Dik (1997).

CAPÍTULO 6

A EXPRESSÃO DA MODALIDADE DEÔNTICA NO DISCURSO