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Erotikken og seksualiteten

4. Analyse av Rikka Gan

4.3 Rikkas selvforståelse

4.3.4 Erotikken og seksualiteten

“Um algoritmo é um processo de abordar um problema em um número finito de etapas. [...] É uma busca estocástica no sentido de possíveis soluções para um problema parcialmente conhecido” (TERZIDIS, 2006, p. 15, tradução nossa). Fazem parte de uma sequência de etapas, finita, articulada, com resultados esperados ou com soluções potenciais. O projeto algorítmico é derivado das regras e códigos que o formam, gerando resultados diferenciados de acordo com os elementos de entrada e a formulação do projeto. (VEREBES, 2013)

Esse método está sendo amplamente utilizado para exploração formal, para estudos e eficiência de projetos arquitetônicos e urbanísticos. Apresenta-se como uma ferramenta que facilita diversas análises, por possuir rápido feedback com a inserção de novas variáveis, de forma a gerar panoramas diferentes em tempo reduzido. Os dados podem ser inseridos em diferentes camadas, o que gerará análises integradas de potenciais distintos através de “indexings”. O conceito de indexing é trabalhado como uma forma de “dar valor” aos pontos, avaliando potenciais, fluxos de pessoas, volume de água, alturas de edificações, entre outros, que serão analisados em mapas gráficos indexados – os indexings.

Como sabido, as regras de forma (STINY, 1980) tem o potencial de completar o intervalo entre as técnicas de desenho tradicionais e os métodos modernos de desenho urbano. Seguindo esse potencial, é possível elaborar um método algorítmico para a organização de

dados numéricos e, com eles, gerar automaticamente gráficos e indexings para a análise de sistemas urbanos.

A avaliação do território através de gráficos indexados visa analisar as vocações adquiridas do território e, a partir do trabalho algorítmico desses dados, elaborar propostas que visam à otimização e contextualização da utilização do espaço. Essa abordagem busca, também, apoiar conceitualmente um novo modo de aplicar e ensinar a pensar o urbanismo: como pontos de atração, como potencialidades geradoras de um desenho urbano contemporâneo. Sugere-se que o conhecimento e as ferramentas computacionais agregam muito no ensino e no aprendizado da morfologia urbana. Como diz Verebes (2013, p. 42, tradução nossa), “nossas novas ferramentas podem simular qualidades através de processos maquinais controlados parametricamente e algoritmicamente”.

A evolução da tecnologia tem acarretado uma mudança de grandes proporções na elaboração de projetos urbanísticos, e na forma de se analisar a concepção da infraestrutura urbana com seus sistemas físicos, sociais, políticos, econômicos e biológicos. O presente e futuro próximo na era da computação infinita traz o algoritmo e os conjuntos abstratos de regras como questão crucial (VEREBES, 2013).

5 ALGORITMOS NO URBANISMO

A temática da computação inicialmente como suporte e atualmente como geradora de pensamentos, traçados, análises e interpretações urbanísticas, é cada vez mais estudada e analisada por interessados no assunto.

“A história do urbanismo pode ser compreendida através de padrões diagramáticos, códigos e convenções. [...] a cidade é o resultado da associação de vários sistemas que negociam entre si; [...] é inerentemente um produto de processos paramétricos.” (VEREBES, 2013, p. 106). Com a intenção de explorar os conceitos de algoritmos e parametrização, observamos que há explorações no campo do urbanismo que já consideram a contribuição da computação como meio que gerencia esses sistemas tão complexos para a visualização de resultados prospectivos.

Nesse contexto, Dana Cuff (In VEREBES, 2013, p. 27) se pergunta se é possível “construir incerteza e contingencia suficientes no urbanismo computacional para evitar que isso se torne uma estratégia de jogo, por exemplo?” Essa discussão nos leva a crer que, ainda que a finalidade da abordagem da computação no urbanismo seja discutível, ela traz um debate importantíssimo sobre a cidade, e imprime novas formas de se pensar e analisar o espaço construído. Talvez mais prospectivos que planos urbanísticos prontos, os resultados criticam a forma como a proposição de sistemas urbanos tem sido imposta e artificial.

A pergunta passa a ser sob quais aspectos pode se obter a complexidade, a flexibilidade e evolução do espaço, na elaboração de estudos urbanísticos. Verebes diz que “parece que o potencial para criar ordens complexas inerentes aos sistemas computacionais de desenho pode ser correlacionado com os padrões de urbanismo evolutivo” (VEREBES, 2013, p. 106, tradução nossa).

Os discursos em torno de sistemas de coleta de dados eletrônicos, sistemas de detecção e de feedback, materiais inteligentes, inteligência, interatividade e responsividade, pertencem a uma "sociedade de controle", na qual a informação é 'imediatamente alimentada volta para o sistema', em tempo real. O planejamento urbano como um regime regulatório precisa urgentemente alcançar este modelo de controle em rede, tecnologicamente proficiente, mais flexível e adaptável. (VEREBES, 2013, p. 14, tradução nossa)

Verebes cita que “para Aristóteles, a idealidade da cidade ‘não é uma forma abstrata racional que será arbitrariamente imposta à comunidade: é mais uma forma já potencial na

natureza das espécies, precisando apenas ser exposta e desenvolvida’”. O desafio passa a ser a especificação e a instrumentalização do repertório teórico e prático para “confrontar a mudança urbana massiva, e traçar novas e ainda imprevistas trajetórias” (VEREBES, 2013, p. 14-15, tradução nossa).

Os sistemas urbanos possuem uma capacidade de auto-organização, que demandam algum auxílio para que se mantenham ativos e não caiam em abandono e esquecimento. A cidade sofre a interferência do homem, seja no planejamento, seja na ocupação espontânea, e essa busca por resultados algorítmicos e paramétricos visa buscar a lógica associativa dos sistemas naturais e biológicos (VEREBES, 2013).

O urbanismo paramétrico para alguns se tornou um esforço estilístico e formal, mas deve ser discutido e compreendido mais complexamente como destinado a romper com o plano ‘de cima para baixo’ e infundi-lo com uma estratégia de crescimento e sinergia altamente correlativa, que também intensifica a importância da complexidade e da fluidez urbana. O urbanismo paramétrico não teria sido possível sem o uso de ferramentas digitais e técnicas que, no passado, envolveu muita modelagem manual e contagem de dados em tabelas. Embora muitas dessas tarefas agora possam ser em parte automatizadas [...] e parametrizadas, ainda há trabalho a ser feito, até mesmo além das definições de desenho paramétrico mais sofisticadas de hoje (GERBER, In VEREBES, p. 187, tradução nossa).

Beirão relata que esses processos “podem revolucionar completamente o modo de instruir um plano urbano”, uma vez que “produzem um sistema que gera traçados dentro de uma linguagem estruturada predefinida, contendo os requisitos considerados imprescindíveis e admitindo um vasto universo de soluções alternativas dentro da linguagem” (BEIRÃO, 2004, p. 38). Entende, ainda, que há “força implícita nas estruturas urbanas preexistentes” que se constituem como “organizadoras de novas geometrias e diretrizes de projeto”. Como diria Siza, “A ideia está no ‘sítio’, mais do que na cabeça de cada um, para quem souber ver (...)”9. Em busca de referências, foram encontrados estudos elaborados com o auxílio de editor de algoritmo gráfico (Grasshopper), nos quais se vê a preocupação tanto na criação de um método de projeto dinâmico quanto na pré-análise das questões de inserção urbanística e integração de novas ocupações.

5.1 GIS, CAD e grasshopper

9

In BEIRÃO, José Nuno. Tese de Mestrado. Cita SIZA, Álvaro, “Plano de pormenor para a zona da Malagueira, Évora”, in Revista Arquitectura, [s.1]: [s.n.], [s.d.].