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A seguir encontram-se as variáveis empregadas para medir o grau de satisfação com as informações gerais sobre qualidade de vida profissional. Para isso foram utilizadas questões referentes à situação no trabalho, carreira e situação financeira. Nesse sentido, os participantes da pesquisa marcaram o nível de satisfação na escala de 1 (pouco satisfeito) até 10 (muito satisfeito) (Quadro 19).

QUADRO 19 - Informações gerais sobre qualidade de vida profissional Itens de análise

VP_1 Sua situação de trabalho, como empregado e/ou empregador VP_2 Sua carreira (aprendizados, conquistas, experiências...)

VP_3 Sua situação financeira (seu salário, dívidas, empréstimos, investimentos...)

4.7.1 Análise exploratória das variáveis de VP

De início foram analisadas as médias, desvio padrão, assimetria e curtose de todas as cidades pesquisadas (Tabela 27), mediante os itens levantados, em comum acordo com o parâmetro adotado no item 4.3. Logo, verificou-se que a cidade de Teresina apresentou média abaixo de 7 em dois dos três itens pesquisados (VP_1 e VP_3), e desvio padrão moderado em VP_1 (“Sua situação de trabalho, como empregado e/ou empregador”) e baixo em VP_2 (“Sua carreira”) e VP_3 (“Sua situação financeira”). Quanto à normalidade dos dados, os mesmos apresentaram bons índices de normalidade. A cidade de Fortaleza apresentou apenas uma média um pouco abaixo do parâmetro adotado em VP_3 (“Sua situação financeira”), demonstrou desvio padrão baixo e nível de normalidade.

TABELA 27 – Medidas Descritivas do Construto VP

VP_1 VP_2 VP_3 Teresina Média 6,63 7,35 6,49 Desvio 2,20 1,70 1,89 Assimetria -0,78 -0,20 -0,56 Curtose 0,29 -0,62 0,49 Fortaleza Média 7,42 7,69 6,96 Desvio 1,43 1,25 1,48 Assimetria -0,08 -0,14 -0,38 Curtose -0,53 -0,09 0,32 Natal Média 6,02 7,91 5,55 Desvio 2,93 1,60 2,43 Assimetria -0,41 -0,75 -0,16 Curtose -0,95 0,38 -0,68 João Pessoa Média 6,88 7,81 6,61 Desvio 2,48 1,58 2,19 Assimetria -0,90 -0,64 -0,86 Curtose 0,09 0,04 0,25 Recife Média 6,30 7,71 6,23 Desvio 2,40 1,54 2,33 Assimetria -0,79 -0,98 -0,76 Curtose -0,05 1,29 0,02 FONTE: Dados da pesquisa (2012)

Os dados da cidade de Natal apresentaram médias baixas em VP_1 (“Sua situação de trabalho como empregado e/ou empregador”) e VP_3 (“Sua situação financeira”) e desvio padrão moderado nos mesmos itens, não evidenciando níveis de assimetrias ou curtose que a enquadrasse com traços de anormalidade. Na cidade de João Pessoas, a variável que analisa a carreira do entrevistado obteve maior média (7,81), com desvio baixo para o mesmo item, enquanto que os demais não alcançaram médias acima de 7, e resultaram em desvio padrão

moderado. Os dados exibiram traços de normalidade. Para a cidade de Recife, os respondentes confirmaram o que os dados de João Pessoa havia proporcionado, média acima de 7 no item VP_2 (“Sua carreira”) e desvio baixo para o mesmo item, a diferença mais clara nos dados de Recife foi o nível de curtose elevado, sendo alcançado o valor de 1,29 (VP_1), evidenciando em não normalidade da amostra.

4.7.2 Análise de correlação e consistência interna de VP

A análise de correlação e a consistência interna para a satisfação com a vida profissional apresentou correlações positivas e significativas. Os dados da cidade de Teresina resultaram em correlações significativas a 5%, com maior nível de agregação VP_1 (“Sua situação de trabalho, como empregado e/ou empregador”) com VP_3 (“Sua situação financeira”), e menor correlação em VP_2 (“Sua carreira”) com VP_3 (“Sua situação financeira”) (Tabela 28). Os dados apresentaram consistência interna pelo alpha de Cronbach em 0,498.

TABELA 28 – Correlações de VP para a Cidade de Teresina Variável Coeficiente VP_1 VP_2 VP_2 Spearman ,327 ** Pearson ,301** VP_3 Spearman ,436 ** ,252** Pearson ,473** ,211** FONTE: Dados da Pesquisa (2012). *Significativa ao nível de 5%. **Significativa ao nível de 1%.

A análise da satisfação com a vida profissional da cidade de Fortaleza apresentou maior correlações entre os itens VP_1 (“Sua situação de trabalho, como empregado e/ou empregador”) com VP_2 (“Sua carreira”), com maior carga para o coeficiente de Spearman, enquanto que o menor nível de associação foi percebido para VP_2 (“Sua carreira”) e VP_3 (“Sua situação financeira”), também no coeficiente de Spearman (Tabela 29). O alpha de Cronbach apresentou consistência interna de 0,578.

TABELA 29 – Correlações de VP para a Cidade de Fortaleza Variável Coeficiente VP_1 VP_2 VP_2 Spearman ,367 ** Pearson ,345** VP_3 Spearman ,268 ** ,263** Pearson ,299** ,306** FONTE: Dados da Pesquisa (2012). **Significativa ao nível de 1%.

As correlações para a cidade de Natal apresentaram associações positivas, com maior carga em VP_1 (“Sua situação de trabalho, como empregado e/ou empregador”) e VP_3 (“Sua situação financeira”), com maior carga no coeficiente de Pearson (0,499) e menor em VP_2 com VP_3 (0,256) (Tabela 30). A consistência interna foi verificada pelo alpha de Cronbach em 0,615.

TABELA 30 – Correlações de VP para a Cidade de Natal Variável Coeficiente VP_1 VP_2 VP_2 Spearman ,378 ** Pearson ,294** VP_3 Spearman ,450 ** ,328** Pearson ,499** ,256* FONTE: Dados da Pesquisa (2012). *Significativa ao nível de 5%. **Significativa ao nível de 1%.

Os dados da cidade de João Pessoa apresentaram correlações significativas a 1% com relações positivas, encontrando maior nível de associação entre os itens VP_1 (“Sua situação de trabalho, como empregado e/ou empregador”) e VP_2 (“Sua carreira”), com carga mais elevada para o coeficiente de Pearson (0,547) (Tabela 31). A escala utilizada é consistente, satisfatória para aplicação da análise multivariada, pois o alpha de Cronbach alcançou valor de 0,732, valor superior ao valor recomendado pela literatura.

TABELA 31 – Correlações de VP para a Cidade de João Pessoa Variável Coeficiente VP_1 VP_2 VP_2 Spearman ,545 ** Pearson ,547** VP_3 Spearman ,499 ** ,433** Pearson ,489** ,465* FONTE: Dados da Pesquisa (2012). **Significativa ao nível de 1%.

Os coeficientes de Pearson e Spearman apresentaram correlações significativas a 5% entre os itens, com maior associação entre VP_1 (“Sua situação de trabalho, como empregado e/ou empregador”) e VP_3 (“Sua situação financeira”) (Tabela 32). A consistência interna foi verificada através do alpha de Cronbach, cujo valor encontrado foi de 0,663. TABELA 32 – Correlações de VP para a Cidade de Recife

Variável Coeficiente VP_1 VP_2 VP_3 Spearman ,357 ** Pearson ,347** VP_4 Spearman ,476 ** ,254* Pearson ,561** ,265* FONTE: Dados da Pesquisa (2012). *Significativa ao nível de 5%. **Significativa ao nível de 1%.

A análise de correlação realizada, através dos coeficientes de Spearman e Pearson, prosseguiu-se com a análise fatorial exploratória.

4.7.3 Análise fatorial exploratória de VP

Em seguida foi realizada a análise fatorial exploratória com o levantamento do teste de Bartlett e de KMO para verificar a adequação da amostra. Referente ao teste de Bartlett, todas as correlações encontraram valores do qui-quadrado a p<0,001, enquanto que os valores de KMO ficaram abaixo de 7, variando de 0,585 a 0,686 demonstrando que os valores levantados encontram-se um pouco abaixo do parâmetro adotado (Tabela 33).

TABELA 33 - Valores do KMO e do teste de Bartlett de VP

Cidade KMO Bartlett

Teresina 0,585 34,475

Fortaleza 0,632 26,596

Natal 0,600 38,268

João Pessoa 0,686 68,497

Recife 0,598 50,020

FONTE: Dados da pesquisa (2012)

Na sequência foram analisadas as proporções de variação explicada pelos fatores extraídos, sendo adotado o valor de 0,5 como medida adequada de variação. Os dados da cidade de Teresina apresentaram apenas um valor inferior a medida adotada (VP_2), para a cidade de Fortaleza todos os itens corresponderam ao parâmetro adotado, enquanto que a amostra da cidade de Natal resultou em dois valores superiores a 0,6. A amostra da cidade de João Pessoa apresentou valores variando de 0,625 a 0,698. Os dados de Recife apresentou apenas um valor inferior a 0,5 (Apêndice 10).

Por fim, foram verificados os autovalores (variância explicada pelo fator). Nesse sentido, os dados de todas as cidades exibiram percentuais de variância explicada por um fator, variando apenas o nível correspondente: Teresina (55,65%), Fortaleza (54,49%), Natal (57,05%), João Pessoa (66,72) e Recife (59,9%). Verificou-se que cada fator correspondeu a mais de 50%, o que sinaliza uma boa adequação da extração (Apêndice 12, 13, 14, 15 e 16, respectivamente).