• No results found

Erfaringer med å gi tilpasset informasjon og veiledning

Em todo o mundo, as erosões lineares ( sul cos, ravinas e boçorocas ) caus am grandes perdas econômi cas e represent am riscos ambient ais . O process o de erosão envol ve um conj unto de fat ores que est ão int rinsecam ent e li gados, tais com o condi ções climáti cas, caract erí sticas hidrol ógi cas, hidrogeol ógi cas, geo lógi cas, pedológi cas e geomorfológicas de cada local e i nici a -se onde há um a com binação de vários dest es fatores. Um fator fundamental é a quanti dade e a vel oci dade de es coam ent o s uperfi ci al da água e s ua concentração em det erminado ponto, sej a este es coam ent o infl uenciado de manei ra nat ural ou ant rópica, por exem plo, at ravés de vi as de es coam ent o de es tradas vi cinais . Uma rel ação m uito encont rada na lit eratura di z respeito à rel ação ent re a declivi dade (S) de um det erminado t erreno e a área (A) de cont ribu ição neces sári a para que est e process o, de erosão linear, t enha in í cio.

Li gações ent re processos erosivos e mudanças clim áticas s ão s ugeridos po r Poes en et al. (2003) , que i ndi cam a necessi dade de estudos a longo perí odo de tempo, para avali ar a cont ribuiç ão das erosões para a perda tot al do solo e para a produção de s edi mento. Di ferentes est udos sobre a morfo met ria das erosões lineares t êm encontrado correl ações ent re t axas de erosão e áreas de drenagem,

canais, s egundo Nacht ergael e et al. (2001). P atton & Schumm (1975) encontraram uma rel ação inversa ent re a área de drenagem (A) e declivi dade (S ) acima do topo dos canais e identi fi caram o limit e inferior de di spersão dest es dados, es t abel ecendo uma relação ent re a declivi dade críti ca e a área que pode indi car o limi ar de iníci o de um canal de erosão linear. Es ta dependênci a dos fat ores topográfi cos para canais de ini ci ação s ão formul ados através da equação S=a A- b (onde a e b são coefi ci ent es de regress ão ) e t em sido ampl am ent e us ados nas anális es de process os eros ivos, com o relat ado por vári os autores (P att on & Schum m, 1975; Di etri ch et al., 1986, 1992; Mont gom er y & Di etrich, 1994; Pross er & Aberneth y, 1996; e Vandekerckhove et al., 2000a e b; Nacht ergaele et al., 2001; Poes en et al., 2003; Stankovi ans k y, 2003; Gábris & Zám bó, 2003; Martínez -C as as novas , 2003; Vanwall eghem et al ., 2003, 2005; Menéndez -Duart e et al., 2007; S am ani et al. , 2009; entre outros ). Ess as rel ações morfom étri cas foram us adas para propor um limi ar t opográfi co para form ação de canais de eros ão l inear e explorar a sua vari abili dade es paci al.

Dentre os diversos t i pos de ocorrênci a da eros ão linear, a mes ma p od e s er cl assi fi cada, si mpli ficadament e, em t rês feições p rin ci pai s, que a depender de sua m agnitude clas sifi cam-se em: sul co (eros ão li near com até 0,5m de profundidade), ravina (eros ão linear com profundidade m ai or que 0,5m e perfi l em “V”) e boçoroca (erosão linear de grande porte, com perfil em “U” e, geralmente, alcança o nível d’água). O estudo de áreas com problemas deste tipo exi ge um a anális e de cert as parti cularidades , tai s como: tipo de solo, propri edades do s olo, caract erí sti cas da chuva local e regional, e caracterís ticas do terreno. O substrat o rochoso e o uso e ocupação dos sol os s ão, freqüent ement e, i ntroduzido como vari áveis de cont rol e na an ális e das condições dos processos erosi vos (Kirkb y & Bull , 2000; Hes sel & Van As ch, 2003; Poes en et al ., 2003; Moe ye rsons, 2003; Vanwalleghem et al., 2005; Val enti n et al., 2005). Estudos na Europa revel am que est es process os erosivos estão quas e sempre associ ados a eventos hist óricos e a process os de desm at am ento e de mudanças em práticas agrí col as (Howard, 1999) . A anál is e his tóri ca das eros ões

que m ost ram cl aram ent e correl ações ent re mudanças na utiliz ação dos solos e o des envol vimento da eros ão, permiti ndo uma estim ativa da quantidade de m at erial erodido (St ankovi ansk y, 2003; Gábris & Zámbó, 2003; M art ínez -C as asnovas, 2003; Vanwal leghem et al ., 2003, 2005) . O papel do desm at am ent o no des envol vimento da eros ão t em sido amplam ente descrito em di versos locais, com o por exempl o, nos Est ados Uni dos (Mont gom er y & Diet rich, 1994; Howard, 1999) e Europa (Poesen et al ., 2003; M enéndez -Duart e et al., 2007).

Muitos estudos foram desenvolvidos no Brasil a respeito dos processos erosivos, podendo s er dest acados os est udos de Vi ei ra (1978); Rodri gues (1982); Vil ar (1987); IP T (1987 e 1989) ; Bert oni & Lombardi Neto (1990) ; DAEE (1990 ); P ejon (1992); Pejon & Zuquett e (1999); Gom es (2002); Zuquett e (2002); e Dant as -Ferrei ra (2008). No ent ant o, nenhum dos estudos realiz ados no paí s propõe um limi ar t opográfi co para o i níci o do process o erosi vo, at ravés da rel ação i nversa ent re a área de drenagem (A) e decli vidade (S).

1.2 JUSTIFICATIVA

Em uma breve pes quisa bibliográfi ca, not ou -se a necessidade da cri ação e apli cação de um modelo, utilizando -se de vários parâmet ros , sej am el es geológi co, pedológi co, geom orfol ógi co e de uso e ocupação do sol o, com a apli cação dess e est udo a um programa de S IG (Sist ema de Inform ação Geográfi ca), com o fim de s e obt er um índi ce de limi ar topográfico para o des encadeamento do process o erosi vo linear. Com isso, es te t rabal ho se j usti fi ca, pois pret ende preench er al gum as lacunas de dados para est a relação ent re área de drenagem (A) e decl ividade médi a (S ), para o est udo de predição de processos erosivos para clim as t ropicai s, onde as condi ções do s olo s e apres ent am diferentes, em rel ação aos est udos desenvolvidos em out ros país es , como nos Est ados Unidos e Europa.

muni cípi o de S ão P edro – SP e foi escolhida por ser intensamente afetada pelos diferentes tipos de processos erosi vos e por t er tido inúmeros estudos que subsi diarão o emprego do model o a s er des envol vido em termos dos parâmet ro s que s erão considerados. A área de es t udo abrange duas s ub -baci as (C órrego Água dos Al pes e C órrego do R eti ro) da ba cia do Córrego Ribeirão do Mei o, e s e caracteriz a litologi cam ent e por apres ent ar arenit os averm el hados de granulação médi a a fi na, com es tr atifi cações cruzadas , pertencente à Formação Pi rambói a .

1.3 OBJETIVOS

O objetivo principal deste estudo é propor um í ndi ce que rel acione a área de cont ribui ção (A) , a partir da cabeceira das erosões existent es na área de estudo, com a decli vidade médi a de st a área (S ).

Pret ende-s e t ambém comparar os índi ces obtidos a parti r das áreas de contri bui ção (A) e declivi dade m édi a (S), det erminadas a parti r d o Modelo Di git al de Terreno (MDT) e a parti r da delim itação das baci as de cont ribui ção em fot ografi as aéreas ortorreti fi cadas.

Out ro obj etivo que se pret ende al cançar nest e est udo é faz er a validação do índi ce obti do por meio de sua aplicação em um a área maior e verifi ca r sua adequação.