As fotografi as aéreas contri buem para a apresentação de det alhes quanto a ocupação territori al e a cobert ura veget al, o que permi te um a com paração hist óri ca da ocupação e pos sibilit a um a proj eção dos li mit es de ocupação (P olz & Pi nheiro, 2002).
Diversas pesqui sas foram bas eadas nas t écnicas de sensori am ent o rem oto, at ravés do u so de fotografias aéreas e fot ogramet ria, a fim de s e otimizar a obtenção de dados de eros ão e para m anter s eu m onitoramento ao longo do tempo (Bocco, 1991; Nachtergaele & Poes en, 1999; Stankoviansk y, 2003; M artínez -C as asnovas , 2003; Vandekerckhove et al . 2003).
A qual idade geom étrica dos m apas, ali ados com a riqueza de inform ações da fot ografi a aérea, são as grandes vant agens que trazem as ortofotos, que des pontou com o um produto de grande aceit ação no mei o
acadêmi co, em substitui ção ou complem entação às b ases vet ori ai s convencionais (Tom mas elli , 2002). S egundo o aut or, a di ferença ent re um a ortofoto e um a fotografi a aérea convenci onal é que a últim a é um a repres ent ação em perspectiva do es paço, o que si gni fi ca que dois pontos com as m esm as coordenadas pl an im ét ri cas, mas em di ferentes altitudes, s erão regist rados em di ferentes posi ções na imagem . Est e deslocamento é conhecido com o desl ocam ent o devido ao rel evo.
No cas o das cart as topográfi cas , que são projeções ort ográfi cas nas quais as l inhas projet ant es s ã o perpendi cul ares ao pl ano de referênci a horizont al, a es cala é s empre uniform e e a mudança de al tit ude não afet a a repres ent ação de um obj eto. A ortofot o nada m ais é do que a fotografi a aérea trans form ada em uma proj eção ortográfica, sendo necess ário, par a iss o, o MDT (Tomm as elli , 2002). Furquim & S all em Fil ho (2002) definem ortofoto com o sendo um a imagem fot ográfi ca onde os obj et os contidos são apresent ados em suas verdadeiras posições no espaço. Dest a form a, podem s er realiz adas m edi das diretas de posi çã o, di stânci as , ângul os horizontai s e áreas. Porém, os el em ent os bási cos neces sári os para a geração de um a ortofot o di git al s ão: im agem di git al, pont os de controle de campo, M DT e parâm et ros da câm ara fot ográfi ca.
Para Queiroz Fil ho (1993), a ortofoto di git al é o produto do processo d e trans form ação da projeção cent ral da im agem (fot ografi a aérea) em proj eção ortogonal , mediante meios e métodos di git ais. Neste m es mo trabalho foi realiz ada um a veri ficação do pot enci al da ort ofoto di gi tal como font e de dados p ara a atuali zação de cart as em um S IG, onde foi utilizada um a fotografi a aérea do muni cípi o de S ant o André – SP (escala 1:8.000) e um MDT bas eado em cart a al timétri ca (escal a 1: 2.000). S egundo o autor, par a gerar um a ortofot o di git al, os dados de ent rada n ecess ários são a imagem di git al (fotografi a aérea scanerizada), os dados de ori entação int erior e exterior da câm ara e o MDT. A rasteriz ação de fotografias aéreas é realizada basi cam ent e por equipam ent os scanners (equipamentos periféricos de ent rada gráfi c a de dados ). O método de ortorreti ficação, do tipo di ferenci al, transfere
os tons de cinza da fotografi a aérea para uma m alha fina e regul ar que repres ent a a proj eção ortogonal do t erreno (MDT).
De acordo com Furquim & Sall em Filho (2002), a precis ão rel at iva na ortofoto di gi tal est á diretam ente rel acionada com a es cal a da fot o, podendo chegar a 50 mi cra (0,050m m), o que s igni fica diz er, por exempl o, que a precis ão relati va de uma foto 1:10.000 é de 50cm. Já a precis ão absol ut a dependerá dos pont os de cont r ol e usados para orient ar a i magem di git aliz ada e da precis ão do M DT us ado na retificação. O t am anho do pixel da im agem deve s er adequado para a repres entação dos detalhes do t erreno na escal a do produto final e na Tabel a 2. 8 são apres enta dos os valores recom endados pel o MEET NAT ION AL MAP ACCURACY STANDARDS .
Tabela 2.8 – Valores recomendados pelo MEET NATIONAL MAP ACCURACY STANDARDS para o tamanho do pixel da imagem em relação à escala do produto final. Fonte: Furquim & Sallem Filho
(2002).
Escala do Produto Final Tamanho Aproximado do Pixel 1:250 1:500 1:1.250 1:2.500 1: 5.000 1:7.500 1:10.000 1:15.000 0,025m 0,050m 0,125m 0,250m 0,500m 0,750m 1,000m 1,500m 2.5.1.2 Imagens de Satélites
Como im agem de s at élit e ou orbital, cons idera -s e a aquisi ção de dados de sensori am ento remoto at ravés de equi pam ent os sensores colet ores a bordo de satéli tes art ifi ci ai s. Estas im agens, quando corri gidas geomet ricam ent e de al guns efeit os como: rot ação e es feri cidade da Terra; vari ações de atitude; latit ude e veloci dade do sa t élit e constituem -s e em vali osos ins trum ent os para
a cartografia, na represent ação das regiões onde a topografi a é difícil e onde as condi ções de clima adversas não perm item fotografar por m étodos convencionais ( IBGE, 2003).
As radiações do es pectro vi sív el e do infravermel ho próximo podem s e r regist radas pelos sis tem as passi vos do s ens ori am ent o remot o com m étodos fotográfi cos , de TV e de varredura ( s canners ). Ess es sist emas regist ram a radi ação elet romagnéti ca que é refl etida ou emit ida pel os alvos t erres t res. Enquanto os m étodos fot ográfi cos e de TV s ão lim itados ao i ntervalo de 0,4 a 0,9 μm, a técnica de varredura permite o registro de imagens nos com prim entos de onde do ul travi ol eta at é o infravermeho t érmico (0,3 – 14,0 μm). A radiação refletida e/ou emitida pela superfície terrestre atravessa o sistema óptico do "s canner" e é focalizada s obre os detectores. Est es trans form am a radi ação em si nai s el étri cos que s ão gravados em fit a magnéti ca. Um "s canner" m ulti espectral pode gravar si nais proveni ent es de vários int ervalos de com prim ento de onda.
Para que o sist em a de col eta de dados funcione são necess ári as que sej am preenchi das al gumas condi ções, como: i ) exist ência de font e de radi ação; ii ) propagação de radi ação pel a atm osfera; ii i) inci dênci a de radi ação s obre a s uperfí ci e t errest re; i v) ocorrênci a de i nteração ent re a radi ação e os obj etos da superfí ci e; e v) produção de radi ação que ret orna ao sensor após propagar -s e pel a atmosfera.
Ent re os s at élit es de obs ervação m ais util izados em est udos ambientais, temos: os s at élit es da s éri e LANDS AT; S POT; IKONOS; SATÉLITE TERR A; MOD IS; ASTER; QU ICKB IR D; ENV ISAT; WOR LDVIE W e os s at élit es nacionai s SC D1; SC D2; C BERS1; C BER S 2; e C BERS 2B.
2.5.2 Geoprocessamento
O geoproces samento é um conj unto de técnicas computaci onais que opera s obre bas es de dados (que são regist ros de ocorrências) georreferenci ados e que para transform á -los em i nform ação relevant e, deve -s e
apoiar em est ruturas de percepção am bi ental que proporci onem o máximo de efi ci ênci a nes ta transform ação (Xavi er -d a-Si lva & Zai dan, 2004). Uma dest as est rut uras é a vis ão s istêmi ca, na qual a realidade é percebida como com post a por entidades físi cas ou virtuais (sist em as identi fi cáveis ), qu e s e organizam segundo diversos tipos de rel acionam ent os, entre os quai s ressalt am , para as investi gações am bientai s, as rel ações de ins erção (hi erarqui as ), j ust aposi ção (proximidade/ cont i güidade) e funcionalidade (caus ali dade). Segundo est a perspectiva, a real i dade ambi ent al pode ser, port ant o, percebida como um agregado de sis tem as relacionados ent re si, dizem Xavi er -d a-Silva & Zaidan (2004).
O geoprocess am ent o perm ite que procedim entos de Varredura e Int egração Locacional (VA IL) sej am usados na pes quis a ambi ent al . Tai s procedim entos bas ei am -se na exist ênci a de um a bas e de dados di git ais a s er pes quis ada e no uso do proces sam ent o el et rônico de dados como procedim ento capaz de executar, incansavelm ent e, a bus ca abs olut am ent e exaust iva de ocorrênci as si ngula res ou combinadas de caract erísti cas de enti dades que est ejam regi stradas na bas e de dados (Xavi er -d a-Si lva, 1997).