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Om å bringe saken videre

4. SKOLENS ROLLE

4.5 Minoritetsrådgiverens rolle og arbeid

4.5.1 Om å bringe saken videre

Na Teoria Histórico-Cultural a Arte se destaca não como técnica, mas como história por ser uma linguagem de uma época e de uma cultura específica que serve como instrumento mediador para transmitir um conhecimento objetivado. Como a Arte se relaciona diretamente com as linguagens, no sentido de comunicar, ela não pode ser patrimônio de um só ser humano, o sendo por parte de toda a humanidade.

As diversas formas de linguagem humana surgem porque o ser humano realiza uma ação chamada “atividade”. A atividade em si mesma conduz às significações históricas e culturais de uma determinada sociedade. Desta forma, a linguagem surge nessa relação entre atividade e pensamento. Diz Vigotski (2001b) sobre a relação entre pensamento, atividade e linguagem:

Sabe-se ainda que a comunicação não mediatizada pela linguagem ou por outro sistema de signos ou meios de comunicação, como se verifica no reino animal, viabiliza apenas a comunicação do tipo mais primitivo e nas dimensões mais limitadas. No fundo, essa comunicação através de movimentos expressivos não merece sequer ser chamada de comunicação, devendo antes ser denominada estágio. Um ganso experiente, ao perceber o perigo e levantar com uma grasnada todo o bando, não só lhe comunica o que viu quanto o contagia com o seu susto. A comunicação estabelecida com base em compreensão racional e na intenção de transmitir idéias e vivências exige necessariamente um sistema de meios cujo protótipo foi, é e continuará sendo a linguagem humana, que surgiu da necessidade de comunicação no processo de trabalho (VIGOTSKI, 2001b, p. 11).

A linguagem humana surge com a finalidade de comunicar a essência do objeto de forma racional, ou seja, fazer compreender as significações que estão impregnadas no objeto que se trata de compreender. No exemplo de Vigotski, vemos como ele caracteriza a ação do ganso, que não comunica de forma racional o perigo para os outros gansos. No entanto, a linguagem humana permite entrar na essência do objeto para compreender seus significados históricos e culturais.

A linguagem humana tem seu princípio, portanto, na forma social específica que se estabelece nessa relação entre o ser humano, que tem a necessidade de comunicar e expressar a sua subjetividade por meio de um instrumento específico designado como linguagem. Não devemos entender linguagem, então, restritamente como fala, mas sim linguagem em suas diversas manifestações externas ao ser humano, tais como linguagem oral, linguagem escrita, linguagem corporal, linguagem computacional, linguagem dos signos etc.

Estas e outras são as formas de linguagens que o ser humano usa para estabelecer uma comunicação, entendida como fazer exterior o interior humano, ou seja, a objetivação da subjetividade humana pelas linguagens humanas. Assim, a linguagem humana se caracteriza por ser a objetivação da consciência prática humana, a consciência real que existe em todo ser humano e tem sentido para outro ser humano pelo fato de ser a linguagem o instrumento que comunica essa objetividade.

Por meio da linguagem, o ser humano comunica e começa a organizar as diferentes ações que realiza quando está em relação com outro ser humano. Neste plano podemos dizer que há uma relação entre o ato consciente e a linguagem, pois a linguagem é a ferramenta mediadora para fazer a própria consciência raciocinar, ação enfatizada por Vygotski (2006) quando acontece com as crianças:

(...) el pequeño empieza tomar conciencia en el lenguaje de las cosas mismas y de su propia actividad, cuando ya es posible la comunicación consciente con otros, y no la relación social directa presente en la primera infancia… Cuando tiene lugar el surgimiento de la conciencia histórica del hombre, existente para los otros y, en consecuencia, para el niño mismo (VIGOTSKI, 2006, p. 366).

Assim, podemos dizer que o ser humano, neste caso a criança, se duplica como ser humano em dois sentidos: primeiro, quando se relaciona com o histórico-cultural e, segundo, quando internaliza no seu psiquismo o exterior. Então, ele mesmo se transforma de forma qualitativa, ou seja, modifica sua conduta e forma a sua personalidade. Por isso, não podemos olhar a Arte como sendo estática e privilégio só de alguns seletos homens e mulheres, pois a Arte é fundamental para essa comunicação, apropriação e objetivação do ser humano. As expressões de Arte das pessoas constituem verdadeiros acontecimentos históricos e sociais que são comunicados pelas diversas formas de linguagens por meio das quais o ser humano exterioriza as suas representações subjetivas. Nota-se aqui que a Arte, como manifestação linguística, tem

essa capacidade infinita de relacionar o ser humano entre si, de compartilhar as experiências e as ideias de uma época determinada. Quando uma criança está em contato com um quadro de Chagall não há apenas um contato superficial, mas sim um intercâmbio de conhecimento, da apropriação das significações que esse quadro traz.

No nosso entendimento, há uma estreita relação entre pensamento e linguagem, Funções Psíquicas Superiores que surgem no ser humano pela atividade que ele realiza. Vygotsky (1977) se manifesta sobre este fato:

El pensamiento y el habla resultan ser la clave para comprender la naturaleza de la conciencia humana. Si el lenguaje es tan viejo como la conciencia misma, si el lenguaje es una conciencia práctica para los demás y, por consiguiente, para uno mismo, entonces es toda la conciencia la que se conecta con el desarrollo de la palabra, y no sólo un pensamiento particular (VIGOTSKI, 1977, p. 229).

O autor especifica a função essencial da linguagem humana como mediadora e comunicadora do pensamento do ser humano. Assim, a Arte se constitui como categoria mediadora e comunicadora do histórico-cultural do ser humano. A linguagem humana é um instrumento fundamental, portanto, para o desenvolvimento humano e por isso outros autores da Teoria Histórico-Cultural pontuam o seguinte:

Assim, tendo como pressuposto teórico a constituição social do psiquismo humano, mediada pela linguagem, indagamo-nos acerca dos processos sociais envolvidos na produção da “valorização negativa” do aluno por parte de si mesmo, dos aspectos em jogo na elaboração social da identidade (OLIVEIRA, 1997, p. 155).

A linguagem foi uma preocupação central para Vygotsky, desde os seus anos de formação. Estudou-a e deu a ela um lugar destacado em sua teoria, abordando-a não como um sistema linguístico de estrutura abstrata, mas em seu aspecto funcional, psicológico. Interessava-lhe estudar a linguagem como constituidora do sujeito, procurando, portanto, enfocar em seus estudos a relação pensamento-linguagem (FREITAS, 1994, p. 92).

Nas relações do indivíduo com o grupo social, a linguagem é fundamental. A palavra veio, num nível mais geral, a caracterizar a condição humana. Em termos mais específicos, na ontogênese, a linguagem tem a função de regular as ações e de propiciar a conduta intencional humana (GÓES, 2000, p. 118). Assim, estas autoras destacam a importância da linguagem humana na caracterização e formação de novas estruturas psíquicas no ser humano e, especificamente, nas crianças.

Este segundo capítulo visou apresentar as contribuições da Teoria Histórico- Cultural para o entendimento da concepção dos autores desta teoria sobre a Arte e o desenvolvimento do ser humano. Trataremos, agora, de esclarecer a metodologia e os procedimentos metodológicos que embasaram a pesquisa em sua etapa de coleta de dados.

C

APÍTULO

3

Por muy individual que parezca, toda creación encierra siempre en si un coeficiente social.

Vigotsky (2012)