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Er eiendomsskatten høy nok?

In document Den norske eiendomsskatten (sider 37-43)

Os centros docentes deveriam favorecer o desenvolvimento nos pátios escolares de atividades que permitam relações sociais positivas entre os alunos e, em todos os casos, garantir a vigilância necessária considerando as diferenças de umas e outras

instalações. A adequada supervisão das aulas não é somente desejável senão exigível (DEFENSOR DEL PUEBLO, 2007, p. 258, tradução nossa)43.

As ações de enfrentamento ao bullying relacionadas à mudança de estrutura funcional ou física da escola são consideradas ações meio e se relacionam com outras categorias, como a de melhora das relações interpessoais. São fortemente destacas pelos investigadores das obras analisadas, pois incidem, principalmente, na criação de um clima de segurança para os alunos, por meio do incremento da supervisão dos adultos em espaços e tempos comuns e/ou de intervalo da escola (BRASIL: CÉZAR, 2010; HORNBLAS, 2009; LOPES NETO, 2005; RADUENZ, 2011; SILVA et al., 2013. ESPANHA: AVILÉS et al., 2011; JIMÉNEZ BARBERO et al., 2012; JIMÉNEZ BARBERO et al., 2013; VAN DER MEULEN; GRANIZO; DEL BARRIO, 2010a), o que inibiria ações de bullying e facilitaria a busca por ajuda em situações de agressão. Como ação geral, outros autores também indicam a necessidade de mudanças no espaço físico da escola para torná-lo mais agradável e acolhedor (BRASIL: LISBOA, 2005; STELKO-PEREIRA, 2012).

Como ações mais pontuais sobre essa supervisão ou melhora dos espaços comuns e livres, os autores das teses, dissertações e artigos indicam: a reorganização das rotinas escolares (BRASIL: STELKO-PEREIRA, 2012); inserção de atividades recreativas (ESPANHA: AVILÉS et al., 2011), com jogos cooperativos nos horários de intervalo, mudando horário dos professores para que estes possam acompanhar as atividades (BRASIL: GÓES, 2012); aumentar número de orientadores educacionais (ESPANHA: GÓMEZ et al., 2005).

Embora seja frequente a indicação quanto ao desenvolvimento de ações que envolvam mudanças na estrutura física ou funcional da escola na literatura sobre prevenção ao bullying, podemos nos remeter às primeiras indicações para tal, feitas por Olweus (1998). Em seu programa de intervenção, o autor alertava que não se tratava de mera supervisão. As escolas precisariam contar com adultos aptos a intervir imediatamente ao presenciar situações de bullying entre alunos. Isso seria importante para transmitir a mensagem, para a comunidade educativa, de que o bullying é intolerável. Por isso, não basta supervisão sem ação, visto que observar um comportamento inadequado e não intervir passando uma mensagem de desaprovação, o que pode dar a entender que tal comportamento é tolerado ou considerado uma

43 Citação original: "Los centros docentes deberían favorecer el desarrollo en los patios escolares de actividades

que permitan relaciones sociales positivas entre los alumnos y, en todos los casos, asegurar la vigilancia necesaria en términos adecuados al distinto carácter de unas y otras instalaciones. La adecuada supervisión de las aulas no sólo es deseable sino exigible" (DEFENSOR DEL PUEBLO, 2007, p. 258).

brincadeira, portanto, não grave. Nesse sentido, é preciso que os membros da comunidade educativa, responsáveis por esse acompanhamento, também tenham formação.

Olweus (1998) indicava, como ações específicas, a organização dos espaços e tempos, separando intervalos dos alunos maiores dos menores ou distribuindo espaços de pátio distintos e a organização dos espaços externos às salas de aula de forma atrativa e bem equipados, tornando-se espaços que convidem à atividades positivas.

Como exemplo de ações que têm tal propósito, destacamos o projeto Recreio Interativo, desenvolvido por Góes (2012) no seu trabalho44 de Mestrado em Educação. As intervenções da

pesquisadora incidiram nas aulas de Educação Física (10 encontros de 50 minutos que se estenderam por quatro meses) e na reorganização dos espaços e tempos de recreio da mesma escola.

O projeto Recreio Interativo tinha por objetivo "[...] estabelecer maior integração entre os alunos de todos os níveis de ensino do turno da manhã, facilitando a comunicação e a interação através de atividades próprias da cultura do movimento, no intervalo destinado ao recreio escolar" (GÓES, 2012, p. 57). As ações do projeto foram: abertura de espaços antes fechados, como biblioteca, sala de vídeo e quadra de esportes; mudança de horário de intervalo dos professores para que pudessem auxiliar no projeto durante este período; aquisição de jogos de tabuleiro e outros materiais que favorecessem atividades cooperativas entre os alunos; exibição de filmes que os próprios alunos traziam de casa, os quais eram selecionados pelos professores de acordo com a faixa etária.

Já o trabalho nas aulas de Educação Física consistiu num plano de atividades com jogos de grupo cooperativos - como "Jogo de lençóis", "Desafio do bambolê", "Casa inquilino", "Queimada maluca", "Amarrados", com o objetivo de favorecer a aprendizagem de atitudes éticas (GÓES, 2012).

Por meio destas atividades, Góes (2012) ressalta que trabalhou a aprendizagem de trabalho em equipe, convivência dentro do grupo, discussão de regras, inclusão de todos nas diferentes atividades, fomento à cooperação e da não competição, reflexão sobre valores, como o respeito e solidariedade, o estabelecimento de relações de confiança, atividades de conhecimento pessoal e relacional, cuidado com o outro e a promoção da autonomia.

Nas conclusões, aponta ter evidenciado

que o "Recreio Interativo" e as atividades cooperativas expressaram estratégias metodológicas de grande importância para contrapor a agressividade, o individualismo, bem como para aflorar os valores humanos que se apresentam

potencialmente em cada um de nós, mas que muitas vezes não se expressam (GÓES, 2012, p. 124).

O desenvolvimento de tais estratégias contribui para o estabelecimento de um clima escolar saudável, que transmite a sensação de bem-estar e segurança, além de fomentar relações interpessoais cooperativas. São ações simples, que dependem de uma reestruturação/reorganização da escola e de uma intervenção intencional por parte dos adultos, que precisam saber como fomentar relações cooperativas saudáveis e intervir prontamente em situações de bullying, além de manter um canal de comunicação com os demais professores ou agentes educacionais. Sobre a formação, já citada em praticamente todas as categorias de estratégias até aqui, é que passaremos a tratar no próximo item.

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