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Equity Extraction and House Price Growth

Os determinantes macro econômicos, são os grandes agregados econômicos que podem influir na competitividade internacional das empresas, representados pelos fatores a seguir.

2.6.3.1.1 Taxa de câmbio

Segundo Krugman (1999), a taxa de câmbio é o preço de uma moeda em relação à outra. É a quantidade de moeda nacional necessária para que se adquira moeda estrangeira.

É um dos principais elementos que define a forma e a dinâmica de inter- relacionamento entre a estrutura produtiva de um país e a do resto do mundo. Esse processo delimita as trajetórias possíveis para as estruturas produtivas domésticas, entre outras razões, por ser um dos elementos definidores da competitividade das empresas de uma nação junto ao mercado internacional.

O regime cambial da economia, em particular no que se refere ao nível e à volatilidade da taxa de câmbio real efetiva, reconhecem Ferraz et al. (1997), como um determinante importante da competitividade indústrial, uma vez que através da taxa de câmbio real, exerce importante papel na determinação da rentabilidade do setor exportador.

Então, uma decisão de política cambial representa, em maior ou menor grau, também uma decisão sobre os rumos futuros da estrutura produtiva de um país, pois afeta as decisões de preços, produção, investimento e consumo, tanto dos agentes

econômicos domésticos, como dos agentes internacionais, quando de suas relações com o país em questão.

Quando a moeda local, no caso do Brasil o Real, é muito valorizada e pode gerar déficit na balança comercial porque dificulta a exportação de mercadorias e, em contrapartida, gera um fluxo maior de importações. Os países que adotam este regime de sobrevalorização cambial por longo período, anulam a capacidade de produção interna com efeitos negativos sobre a inflação e o emprego.

Um regime cambial que evite uma sobrevalorização cambial crônica é, portanto, uma peça necessária para a preservação da capacidade de competição da indústria local interna e externa, defende Ferraz et al. (1997), considerando ainda que, uma relativa estabilidade da taxa de câmbio real reduz de forma drástica os riscos, particularmente financeiros, ligados às atividades de exportação.

Esser et al. (1994) afirmam que o câmbio se constitui numa variável estratégica que decide se a economia está em condições de criar um contexto macroeconômico que permita estabelecer indústrias competitivas em nível internacional.

2.6.3.1.2 Estabilidade macroeconômica interna

A estabilidade da economia é de fundamental importância, pois ela influência a competitividade das empresas industriais. É papel do Governo a função estabilizadora da economia através da intervenção do Estado, no sentido de alterar o comportamento dos níveis de preços e emprego. (MONTORO FILHO et al. 1998).

Conforme Ferraz et al. (1997), o controle do processo inflacionário é condição importante para minimizar os custos decorrentes da incerteza e permitir que as

empresas adotem horizontes de cálculo além do curto prazo, requeridos para a formulação de estratégias competitivas agressivas de inovação e conquista de mercados.

2.6.3.1.3 Crescimento do produto interno bruto

O crescimento do produto interno bruto de um país significa melhoria de sua capacidade da produção, indicando um nível de vida mais elevado para toda a população. A evolução desse crescimento, dentro de um período determinado, contribui de forma significativa, para caracterizar o desenvolvimento econômico de um país.

Para Krugman (1999), “A maioria dos países utiliza o Produto Interno Bruto (PIB) em vez de Produto Nacional Bruto (PNB) como medida principal da atividade econômica nacional”. O primeiro representa a renda devida à produção obtida dentro das fronteiras de um país, e o segundo representado pela renda que pertence efetivamente aos nacionais, isto é o PIB, mas a renda líquida do exterior, esta obtida pela diferença entre a renda recebida e a renda enviada na forma de juros, lucros, royalties e assistência técnica. (MONTORO FILHO et al.,1998).

De acordo com Assaf Neto (2000), o Produto Interno Bruto de uma economia representa o valor a preços de mercado, dos bens e serviços realizados num país em certo período de tempo, normalmente um ano. Esse produto leva em consideração os bens e serviços finais e realizados pelas empresas no ambiente interno do país.

Para Ferraz et al. (1997), o crescimento do produto interno bruto permite às empresas se beneficiarem das economias de escala com redução dos custos de

fabricação e incrementando a competitividade da indústria. Além disso, o crescimento do mercado gera emprego, reduz preços em razão do aumento da concorrência, cria condições para a estabilidade da economia e boas oportunidades de investimento.

Esse crescimento contínuo conduz a uma constante renovação do parque indústrial, proporcionada pelos investimentos e tecnologia incentivando a inovação e a produtividade.

2.6.3.1.4 Sistema de crédito da economia

Como forma de estimular o desenvolvimento das PMEs, o governo federal procura não apenas conceder financiamentos em condições vantajosas, mas também facilitar o acesso dessas empresas ao sistema financeiro; conceder assistência técnica antes e depois do início das atividades das empresas; e incentivar a cooperação entre elas. (PUGA, 2001). A característica principal desses financiamentos é propiciar aos exportadores fácil acesso ao crédito com taxas de juros inferiores às vigentes no mercado.

Constitui-se importante fator para a competitividade, a disponibilidade de crédito com o objetivo de criar condições necessárias para que as empresas, em particular as PMEs, obtenham acesso às diversas formas de financiamento, e o sistema financeiro nacional tem desempenhado seu papel, a fim de fomentar a atividade econômica.

Os bancos privados oferecem diversas linhas de financiamento para empresas, além das convencionais no mercado interno e financiamento às exportações, capital de risco, seguros, dentre outros para o mercado externo.

Contudo, é o Governo Federal, através do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do Banco do Brasil S/A com o PROEX – Programa de Financiamento às exportações), que dispõe de diversas linhas de crédito destinados a diversificar e incrementar a participação de produtos, especialmente àqueles que possuem maior grau de industrialização, conseqüentemente, maior valor agregado, destinados à exportação.