Et fredet bygningsmiljø
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ambiental “percentagem de ingredientes com certificação ecológica (%)” com o indicador de excelência “Pelo menos 60 % dos produtos alimentares e das bebidas, em termos de valor dos contratos de aquisição, beneficiam de certificação ecológica”. Desta forma os indicadores de excelência enquadram os indicadores de desempenho ambiental, constituindo num ponto de referência para as organizações atingirem as MPGA.
Os indicadores só devem ser usados se se referirem aos aspetos ambientais significativos da organização. Para além disso, a aplicação dos indicadores ainda podem sofrer uma análise de custo benefício e de considerações técnicas pelas organizações (Comissão Europeia, 2016a).
Para resumir, a ilustração 2-24 representa um fluxograma sobre a metodologia para conseguir as MPGA. Após a definição dos principais aspetos ambientais diretos e indiretos de uma organização, deve-se considerar aplicar os indicadores que lhes estão associados no DRS através de uma análise custo benefício, e, recomenda-se, que se contextualizem os resultados com os indicadores de excelência. As organizações registadas no EMAS do sector do turismo devem ter em conta os indicadores de desempenho ambiental no DRS no momento da elaboração e aplicação do SGA e demonstra-lo nas suas DA, mas o cumprimento dos indicadores de excelência marcados no DRS não é obrigatório.
Figura 2-24: fluxograma de como recorrer aos indicadores do DRS.
2.5.3 Comparação do DRS com outros modelos de avaliação do
desempenho ambiental
Uma das vantagens do DRS é a sua ligação direta ao EMAS e ao sistema de gestão ambiental da organização, que não está tão presente nos outros modelos de avaliação de desempenho ambiental. Os indicadores do DRS são bastante abrangentes e aplicam-se a várias escalas, ao nível do destino, dos estabelecimentos, de várias áreas dos estabelecimentos e de produtos e serviços usados. Para justificar a escolhida do DRS como documento central da presente dissertação, os indicadores propostos pelo DRS são comparados com outros modelos de avaliação do desempenho ambiental, nomeadamente com rótulos ecológicos e com outros modelos de avaliação de desempenho ambiental não certificáveis, que foram descritos na revisão de literatura nos capítulos 2.4.1 e 2.4.2. Relembrando que cada agrupamento de MPGA é um conjunto de indicadores específicos, na tabela 2-9 demonstra o nível de correspondência com os outros sistemas, ou seja, se o DRS possui indicadores semelhantes com outros referenciais. A tabela original, a partir da qual foi possível construir a tabela 2-9, encontra-se no Anexo II, onde pode-se observar com maior detalhe o nível de correspondência com os indicadores. Os indicadores do DRS, que são a base de comparação da tabela 2-9, podem se observados no Anexo I.
Aspectos
ambientais
significativos
diretos e indiretos
Considerações
técnicas e
financeiras
Indicadores de
desempenho
ambiental
indicados no DRS
Sempre que
possível
Indicadores de
excelência
indicados no DRS
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Tabela 2-9: Nível de correspondência entre cada categoria de indicadores (MPGA) do modelo de avaliação do desempenho ambiental em análise (DRS) com outros modelos de
avaliação do desempenho ambiental certificáveis aplicados ao turismo (rótulos ecológicos) e outros modelos de avaliação do desempenho ambiental não certificáveis
aplicados ao turismo (literatura sobre gestão de destino s). Modelo de avaliação de
desempenho ambiental em análise (DRS)
Outros modelos de avaliação do desempenho ambiental certificáveis aplicados ao turismo
Outros modelos de avaliação de desempenho ambiental não certificáveis aplicados ao turismo
MPGA do DRS Green Key Travelife Ecolabel EU ETIS Guia da UNWTO
Manual da European Communities
Questões Transversais 100% 50% 50% 0% 100% 50%
Gestão dos destinos 44% 56% 64% 56% 89% 56%
Atividades dos operadores turísticos e das agências de viagens
36% 50% 36% 27% 45% 18%
Reduzir ao mínimo o consumo de água nas estruturas de alojamento
50% 64% 80% 7% 43% 0%
Gestão dos resíduos e das águas residuais nas estruturas de alojamento
71% 75% 57% 50% 50% 43%
Reduzir ao mínimo o consumo de energia nas estruturas de alojamento
33% 83% 50% 33% 33% 14%
Cozinhas de hotéis e
restaurantes 57% 14% 44% 0% 0% 0%
Parques de Campismo 50% 50% 60% 25% 75% 0%
Legenda: Células a verde representam um grande nível de correspondência (maior ou igual a 50%), a amarelo um nível de correspondência intermédio (menor do que 50%) e a vermelho sem correspondência (0%).
A partir de uma observação rápida da tabela anterior, verifica-se que os indicadores do DRS abrangem uma grande temática de aspetos e de âmbitos. Após a realização desta tabela, verificou-se que dos 58 indicadores de desempenho ambiental propostos pelo DRS, apenas 8 não cobertos por nenhum dos sistemas analisados (i12, i18, i22, i33, i145, i51, i54 e i58). Estes são respetivamente:
Voos desnecessários evitados;
Percentagem de viagens organizadas pioneiras em termos de sustentabilidade (por exemplo, com rótulo ecológico) já vendidas (em valor) (%);
Consumo anual de água por trabalhador nos edifícios de escritórios (l/trabalhador por ano);
Serviços de lavandaria com rótulo ecológico (sim/não);
Consumo específico de energia para iluminação (kWh/m2 por ano); Água consumida na cozinha por refeição servida (l/refeição servida);
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Consumo específico de energia (kWh/refeição servida).
No entanto, também foram encontrados muitos indicadores em outros sistemas de indicadores que poderiam ter sido incluídos no DRS. Seguidamente são apresentados exemplos, de uma forma não extensiva, de indicadores e seus temas:
Apesar do ruído ser considerado como um aspeto ambiental significativo comum no turismo, não foram referidos nenhuns indicadores acerca deste, como a perceção do ruído ou a sua medição;
Existe apenas um indicador sobre a sazonalidade (b9). Este tema poderia ser completado com, por exemplo, o número da chegada de turistas por mês. O indicador poderia ser interpretado como um indicador económico, mas como a sazonalidade tem uma enorme influência ambiental, tanto em pressões humanas em época alta, como na exigência de construção de grandes infraestruturas que têm pouca utilização em época baixa, também pode ser interpretado como um indicador ambiental;
Tendo em conta a importância do meio natural onde os estabelecimentos turísticos se inserem para o próprio sector turístico, deveriam existir mais indicadores sobre esse tema, face à dominância de indicadores sobre a água e a energia. Estes poderiam ser por exemplo, a percentagem de espécies indígenas usadas na jardinagem, número de plantas removidas para o desenvolvimento turístico, entre outros;
Como existem praias cuja gestão é da responsabilidade de empresas turísticas, pode- se usar como indicador percentagens de praias galardoadas com a Bandeira Azul; Não tem indicadores sobre o edifício em si para além do indicador (b51), “nos novos
edifícios, o desempenho energético nominal cumpre as normas «Passive House» e «Minergie P» ou normas equivalentes” e do seu consumo específico de energia. Não tem, por exemplo, dos estabelecimentos turísticos, se as tintas usadas têm rótulos ecológicos ISO de tipo I, eficiência energética dos edifícios, nível de isolamento térmico e acústico das janelas dos quartos com aquecimento ou ar condicionado;
Ao nível dos fornecedores, não existe uma preocupação em perceber que percentagem dos ingredientes alimentares são locais;
Se o estabelecimento tem um sistema automático ou um sistema de cartões que desligue a luz e aparelhos elétricos na saída dos quartos de hóspedes;
Se os quartos de hotel possuem um sistema que desligue o aquecimento ou o ar condicionado dos quartos quando as janelas são abertas, ou informação disponível aos clientes sobre este comportamento;
Se o menu tem uma opção vegetariana;
Qual a classe energética de equipamentos de climatização e refrigeração;
Qual a percentagem de coberturas verdes nos tetos planos ou ligeiramente inclinados; Excetuando quando requerido por lei, as embalagens individuais de higiene (champôs,
sabão, entre outros) e de serviços de pequeno-almoço (compotas, chocolates, entre outros) não devem ser usados, devendo-se procurar alternativas;
Os repelentes de insetos e pestes devem ter um rótulo ecológico ISO tipo I.
O DRS refere-se essencialmente a indicadores de desempenho ambiental (sendo os indicadores de excelência associados), ou seja, de monitorização do desempenho ambiental da companhia. No entanto, também não deve colocar os indicadores de condição ambiental em segundo plano, que são indicadores que descrevem a qualidade do ambiente circundante da organização, mesmo que estes não estejam diretamente causados pela atividade turística. Isto porque a qualidade ambiental e a biodiversidade são uma das principais razões para um turista se deslocar para esse destino e usufruir das atividades que a organização turística lhe propõe. Por isso a empresa deve ter todo o interesse a recorrer a esse estilo de indicadores. Os indicadores de condição ambiental podem referir-se ao número de espécies exóticas presentes no local, ao número de dias que se excedem os standards de qualidade do ar e o nível da poluição da água marinha por 100 ml em coliformes fecais e campylobacter. Intimamente ligado com a sustentabilidade ambiental do sector turístico, existem os indicadores relacionados com as alterações climáticas, como o valor anual de prejuízos devido a eventos de tempestades ou inundações, frequência de eventos climáticos extremos, percentagem de acomodações turísticas localizadas em áreas vulneráveis e custo de medidas de proteção da linha costeira.
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