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El engaño a Raquel y Vidas

In document Las caras del Cid: épica y romancero (sider 27-32)

3. Cantar de Mio Cid

3.2. Análisis del héroe en el Cantar de Mio Cid

3.2.1. La dimensión humana del héroe

3.2.1.3. El engaño a Raquel y Vidas

A partir da década de 1990, sua infraestrutura passa a ser composta por um terminal fluvial turístico com capacidade para receber pequenas embarcações, com cais de arrimo, atracadouros (Fotografia 2), um anfiteatro, um parque infantil, um estacionamento para ônibus e carros, um posto da Guarda Municipal e um posto de Informações Turísticas (PIT) (Fotografia 3).

Ao lado da praça Princesa Isabel, encontra-se o antigo Palácio dos Bares, atualmente utilizado como estacionamento para guardar os veículos dos frequentadores que se dirigem, principalmente, para a ilha do Combu (Fotografia 4). O entorno é marcado pela existência de marinas particulares que guardam embarcações como lanchas e jet-skis (Fotografia 5), depósitos de produtos que escoam pelo Rio Guamá, ambientes residenciais de alvenaria e madeira, pequenos estabelecimentos comerciais (tabernas), alguns bares e casas de shows, além de estar nas proximidades da feira do Porto da Palha, distante cerca de 500 metros.

Sobre sua morfologia social, a praça Princesa Isabel exibe uma variedade de usos, dinâmicas e formas de apropriação do espaço. Os distintos grupos sociais usam o ambiente como forma de acesso ao rio (pesca e banho), para a circulação (fluvial e terrestre) e para o lazer (festas que ocorrem nas proximidades e estendem-se ao espaço). Ademais, outras formas de utilização do espaço vêm ganhando destaque, como as relacionadas ao desenvolvimento de atividades econômicas voltadas para o turismo (Fotografia 6).

Atualmente, o local chama a atenção pelo abandono por parte da administração pública, tendo em conta que a praça apresenta um sistema de iluminação precário, o posto de informações turísticas encontra-se fechado e degradado pela ação do tempo, os equipamentos lúdicos sem condições para o uso, assim como o acúmulo de lixo e a falta de jardinagem (Fotografia 7). Durante a observação em campo, também não foi constatada a presença de pessoas realizando atividades físicas e esportivas (caminhadas, exercícios, corridas, passeios de bicicleta etc), pois segundo relato dos frequentadores, a ocorrência de assaltos, de brigas, casos de prostituição e tráfico de drogas são habituais.

As ilhas de Belém, espaços que ainda revelam a face ribeirinha da cidade, são continuamente invadidas por processos e dinâmicas externas, que vão de encontro a um modo de vida intimamente ligado às vivências com o rio e com a floresta.

Fotografia 1 – Pequenas lanchas enfileiradas a espera de passageiros

Autoria: Ágila Flaviana Alves Chaves Rodrigues (dez. 2017).

Nota: no espaço da praça Princesa Isabel, encontra-se uma cooperativa de lanchas e duas associações de condutores de barcos, que disputam os passageiros e o espaço do pequeno porto, ficando o acesso aos primeiros por dentro do estacionamento do Palácio dos Bares e, ao segundo grupo, pelo trapiche do terminal fluvial.

Fotografia 2 – Terminal fluvial turístico da praça princesa isabel visto do rio

Autoria: Ágila Flaviana Alves Chaves Rodrigues (dez. 2017).

Nota: espaço direcionado, inicialmente, para as embarcações estilo “popopo” (mais lentas e maiores que as lanchas), onde há a predominância dos barcos da Associação dos Barqueiros Ribeirinhos e condutores do Município de Belém (ARBCIMB) e da Associação dos Trabalhadores do Transporte Marítimo de Passageiros das Ilhas de Belém e Baixo Acará (ASTIB), assim como de outras pequenas embarcações independentes e, em alguns casos ilegais, que utilizam o mesmo local para desembarcar passageiros. A passarela de acesso à praça Princesa Isabel possui estrutura em concreto com escada para acesso e circulação de passageiros e cargas que vem, principalmente, das ilhas do Combu, Murutucu, Grande e do município do Acará.

Fotografia 3 – Terminal fluvial turístico Praça Princesa Isabel

Autoria: Antônio Athayde (abr. 2015).

Nota: frequentado por condutores de embarcação, comerciantes, moradores da região, estudantes e grupos de visitantes, principalmente, no período diurno quando é possível encontrar uma equipe composta por dois seguranças, contratados pelos donos de restaurante e pelos membros da associação e da cooperativa de condutores de embarcação.

Fotografia 4 – estacionamento público Praça Princesa Isabel

Autoria: Luciene Leal (dez. 2015).

Nota: com capacidade para cerca de 50 veículos de pequeno, médio e grande porte, contando ainda com calçadas e uma ciclovia. Tem maior movimentação aos fins de semana e período de férias escolares, ficando os demais dias da semana para o fluxo de passageiros e de cargas de moradores das ilhas.

Fotografia 5 – Marina B&B

Autoria : Ágila Flaviana Alves Chaves Rodrigues (dez. 2017).

Nota: localizada ao lado da Praça Princesa Isabel, trata-se de um galpão com infraestrutura para atendimento náutico, onde são guardadas embarcações particulares, do tipo lanchas e jet-skis, de alto padrão. Possui estacionamento privativo para os veículos de clientes, serviços de lavagem, salvamento de embarcação com pane, canal de rádio para comunicação entre as embarcações, monitoramento e segurança 24 horas, internet, bar e restaurante flutuante. Todos os navegantes contam também com um serviço de abastecimento das embarcações com o posto de gasolina e diesel flutuante.

Fotografia 6 – Atuação do mercado turístico nas embarcações que saem da Praça Princesa Isabel

Autoria: Ágila Flaviana Alves Chaves Rodrigues (dez. 2017).

Nota: pequenas e médias agências de receptivo turístico, oferecem pacotes para grupos de turistas nacionais e internacionais, que, quando em pequeno número, utilizam as embarcações que atuam na praça Princesa Isabel, dando- se preferência aos barcos, por seu estilo “rústico” e regional, capazes de propocionar um passeio mais lento, no qual a paisagem do entorno pode ser observada com um pouco mais detalhes. Na imagem, observa-se a atuação da agência com um pequeno grupo de visitantes brasileiros e italianos, que durante os cerca de 15 minutos de viagem, recebem uma breve explanação a respeito de alguns dos elementos característicos da região, sendo orientados a realizarem alguns procedimentos antes de praticar a trilha ecológica na ilha do Combu.

Fotografia 7 – Parque infantil da Praça Princesa Isabel

Autoria: Ana Paula Gama (abr. 2015).

Nota: equipamento público cuja estrutura original era formada por três balanços, um escorregador e uma gangorra, encontra-se abandonado e depredado, tomado pela grama, pelo acúmulo de lixo, sendo inapropriado para o uso, assim como outros ambientes da praça, como o posto de informações turísticas e o quiosque da polícia militar.

Nessa perspectiva, entende-se a ilha do Combu (Mapa 3) como um local formado por um conjunto de pequenas relações sociais heterogêneas, “resultado de contatos e interações expressas em movimentos de diferentes naturezas que chegam de fora e que se mesclam aos que nela são originados, revelando espaços residuais e de resistências" (TRINDADE JÚNIOR, 2015, p. 104).

Nos últimos anos, os moradores das comunidades estabelecidas nessa fração do espaço veem-se diante de intervenções externas, de novas demandas e da apropriação das ilhas para construção de pousadas, restaurantes, bares e trilhas ecológicas. Da mesma forma, pode-se notar a presença de festas com fins comerciais, passeios de barco organizados por empresas turísticas, assim como grupos em lanchas e jet-skis.

A travessia até a ilha deve ser feita por embarcações, único meio de chegar ao local, e dura em média 15 minutos. Embora existam outros portos que fazem o traslado, o porto da praça Princesa Isabel é o principal. Quanto à frequência das travessias, há uma variável conforme a demanda diária.

Ao norte, a ilha está situada às margens do Rio Guamá; ao sul, pelo Furo de São Benedito; a leste pelo Furo da Paciência; e ao oeste, pela Baía do Guajará. Sendo entrecortada pelos igarapés Combu e Piriquitaquara. Seu ecossistema sofre influência direta das marés do estuário do rio Guamá e, durante os períodos de dezembro a maio, apresenta inundações, permitindo a caracterização do solo como sendo de várzea temporária. Sua rede hidrográfica mantém características da bacia Amazônica, formada por baías, rios, furos e igarapés; clima equatorial, quente e úmido; temperatura média de 26° durante todo o ano (MATTA, 2006).

De acordo com a divisão administrativa da Prefeitura Municipal de Belém, distribuem-se oito distritos pelo município, fazendo a ilha do Combu parte do Distrito Administrativo do Outeiro (DAOUT), estando cerca de 1,5 km de distância em relação à orla continental (PDITS, 2010).

A ocupação humana constitui-se quase que totalmente por ribeirinhos, cuja distribuição espacial não está concentrada e nem tão dispersa. As casas e palafitas espalham-se ao longo das margens de igarapés, furos de rio e no decurso da orla insular (MATTA, 2006). A população residente procura conservar a floresta, de onde extrai o açaí, o cacau, dentre outras frutas, como parte de seu sustento, praticando atividades de manejo baseadas no saber tradicional, passado de pais para filhos.

In document Las caras del Cid: épica y romancero (sider 27-32)