• No results found

Models and Methods

3.1.2 Energy Balance in CLM 4.5

Ao encerrarmos este capítulo com a apresentação dos trabalhos realizados pelos alunos apenas lamentamos a não colocação dos resultados obtidos por todos os grupos, pois todos se empenharam ao máximo dando o melhor de si e fornecendo resultados plenamente satisfatórios. Cada um dos grupos teve o cuidado de colocar a garrafa em lugar plano e verificar se a fita estava bem colada. Acompanhamos atentamente o desenvolvimento dos trabalhos de cada um dos grupos sem interferir no que estavam fazendo, mas anotando o que de relevante poderia estar ocorrendo. Observei um dos grupos retirando e recolocando a fita, pois, a mesma estava um pouco torta e o resultado poderia ser impreciso; isso ocorreu com o grupo que refez o experimento. Houve preocupação com a ponta da caneta. Em um dado momento ouvi um aluno dizer para um colega: ―Essa caneta não serve, pegue outra‖. Dois grupos precisaram lixar novamente interna e externamente a região do furo, pois segundo eles estava ―muito rombudo‖. Um grupo refez o experimento porque ao fazer a marca na fita a garrafa foi levemente pressionada alterando a altura. Esse grupo mudou o colega que fazia a marcação e tudo funcionou corretamente. Dois grupos, o grupo 3 e o grupo 8 da terceira série B realizaram o experimento duas vezes e colocaram no resultado a média dos valores obtidos. Um dos integrantes de um dos grupos exclamou: ― Quem sabe na média a gente acerta!‖ Num outro grupo um dos integrantes colocou uma das mãos sobre a garrafa enquanto o experimento estava sendo realizado levando uma ―bronca‖ de um outro integrante do grupo. Ele retirou a mão mas não perdeu a esportiva nem a oportunidade de retrucar: ― Prá que você estuda física, minha mão não tampava toda a garrafa, a pressão atmosférica é a mesma‖. O colega que deu a ―bronca‖ fez de conta que não ouviu. Observei também que a maioria dos grupos fez algumas simulações antes de iniciar o experimento em definitivo. As atividades transcorreram na mais perfeita ordem. Em um dos dias estiveram presentes o meu

orientador professor Ivo e meu co-orientador professor Roberto. Para a tabulação dos dados e feitura dos gráficos pretendíamos utilizar o Modelus, o Maple e o Geogebra, entretanto, não conseguimos. Os alunos se deram muito bem com o Excel e preferimos deixar o estudo do Modelus e do Geogebra para o final do ano, desenvolvendo alguma atividade extra com os alunos que mostrarem interesse. Sentimo-nos perfeitamente realizados com a participação dos alunos e com os resultados obtidos. O cronograma inicialmente proposto foi cumprido, apenas não esperávamos que muitos grupos nos enviassem os gráficos e a resolução por e-mail, dificultando um pouco nosso controle. Tudo foi feito inicialmente sem nossa interferência, cada grupo fez como achou melhor, mas não houve uniformidade de conduta. Depois das explicações dadas na sala de vídeo e o estabelecimento de um padrão de conduta, ou seja, estabelecendo um novo contrato didático, o registro das atividades desenvolvidas pelos grupos se tornou mais eficiente. Trabalhamos com duas classes da terceira série e duas da segunda série do ensino médio e dispúnhamos de cinco aulas por semana. Era nossa intenção incluir as primeiras séries do ensino médio, contudo não foi possível, pois tínhamos apenas duas aulas por semana e na ocasião eu não lecionava a parte de álgebra correspondente às funções, lecionava Geometria.

Os trabalhos fluíram mais naturalmente na classe em que o seguinte cronograma foi seguido: Primeira Aula

Na sala de vídeo comentamos sobre os procedimentos necessários à realização do experimento. Uma simulação do experimento foi feita pelo autor do presente trabalho. Segunda Aula

Realização do experimento por parte dos alunos e tabulação dos dados colocando o resultado num papel milimetrado. Em casa eles tentaram obter a função e fizeram o gráfico usando o Excel.

Terceira e quarta aula

Apresentação aos alunos, parte sendo feita na lousa e parte na sala de vídeo das justificativas do porque a função quadrática é uma boa função para modelar o experimento do escoamento de um líquido. A parte da lousa se justifica, pois observamos que o aluno ainda aprende melhor quando fazemos passo a passo na lousa, sem pressa. Nessa aula o professor mostrou como usar o Excel para plotar os pontos.

Quinta aula

Cada um dos grupos, em sala de aula, obteve a função quadrática resolvendo os sistemas conforme mostrado em 5.5 e 5.6 e entregou a solução e o gráfico em papel milimetrado.

Durante o final de semana, para diminuir o custo da internet, pois nem todos tem conexão com banda larga, os grupos puderam enviar por e-mail as funções obtidas e os gráficos construídos com o Excel. Alguns grupos preferiram imprimir e entregar na aula seguinte.

Na sexta aula o professor tirou eventuais dúvidas dos grupos, quanto a resolução dos sistemas e feitura dos gráficos. Os colegas com mais experiência auxiliaram os demais sem, contudo, interferir. Os grupos trocaram informações e tiveram mais um dia para dar um ―toque final‖. Na sétima aula os trabalhos foram recolhidos e o autor desta dissertação teceu ainda alguns comentários apresentando a função obtida com auxílio da mecânica dos fluidos e mostrando que a função é quadrática.

Capítulo 6 – Conclusão 6.1 Introdução

Neste capítulo apresentamos nossas últimas considerações acerca dos trabalhos que realizamos com nossos alunos. Destacamos nossa satisfação pelos objetivos alcançados. Conhecemos os alunos com os quais trabalhamos e não foi nenhuma surpresa o interesse, a participação e o empenho que tiveram na busca e obtenção dos resultados. Eles não só aceitaram o desafio de realizar o experimento como também o fizeram de modo exemplar, ajudando-se mutuamente de modo que todos os integrantes do grupo pudessem aprender. Grupos com mais experiência e que dominavam o uso do Excel se prontificaram a ajudar e ensinar colegas de outros grupos que nunca haviam trabalhado com o Excel ou mesmo com um computador. Concluímos, também, a última etapa da engenharia didática que é a ―análise a posteriori‖. No item 6.2 colocamos as respostas de um questionário respondido pelos grupos. Colocamos também as respostas de dois grupos, digitalizadas. Elaboramos quatro questões:

1) O que o grupo achou mais interessante no experimento realizado? 2) Quais foram os fatores dificultadores para a realização do experimento? 3) Que conceitos puderam ser melhor aprendidos e ou compreendidos?

4) O experimento foi realizado em grupo. O que é melhor, realizar atividades e/ou experimentos em grupo ou individualmente? Por quê?