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Endringsreaksjoner

In document Mekaniseringen av Brigade Nord (sider 33-36)

Neste ponto, torna-se necessário tecer algumas considerações sobre o mercado de informação em geral, o que leva a pensar, indubitavelmente, sobre a oferta, a demanda e a mercadoria informação. Também não se pode deixar de lado aspectos como custo, preço e valor da informação.

É fato que informação é uma mercadoria com características próprias e plena de simbolismos. Diferente de um copo de cerveja ou um sorvete, que se esgotam com o consumo num primeiro atendimento da necessidade, a informação é consumida várias vezes e por muitos consumidores diferentes. O que determina sua perenidadesãosua qualidade e validade. Outra especificidade se refere ao fato de que, ao consumir, o consumidor não tem a propriedade da mercadoria; ela continua como propriedade de quem a vendeu ou a repassou, e que a venderá quantas vezes quiser, salvo em casos muito especiais, quando um contrato é firmado para especificamente determinada informação.

O significado dessa situação é que, apesar de ter a sua posse, o consumidor só poderá usá-la e absorvê-la se tiver competências pessoais para tanto; a posse da mercadoria informação é, portanto, subjetiva.

A mercadoria informação, ao contrário de todo bem econômico, não é escassa, é abundante; mas é essa abundância que avaloriza, pois só tem valor para o consumidor a informação que, ao ser disponibilizada, é potencialmente útil, relevante. Sendo assim, a oferta e a demanda de informação podem ser analisadas sob diferentes pontos de vista: o técnico, o econômico e o político.

Sob o ponto de vista técnico, a oferta de informação é resultante de um processo de produção, ou transformação, com significados bem definidos. No sentido técnico,ela não está condicionada sempre à possibilidade de criar valor ou uso. Assim, se uma mercadoria se torna sem valor ou uso, devido a um estado do mercado, o processo que a produziu e a oferta que se constituiu continuamválidos,no sentido técnico da palavra.

Ao se refletir, então, sobre a função produção dessa mercadoria, háque se verificar o contexto em que ela é produzida, porque este é determinante no estoque e transferência da mesma. Portanto, um estoque de informação produzido representa a oferta de informação, institucionalizada, em um determinado contexto informacional. Por outro lado, para uma realidade específica, que necessita de informação, a função transferência efetiva a distribuição da informação estocada, com a intenção de atender a essa demanda potencial.

No conceito tradicional e convencional da teoria econômica, oferta e demanda se ajustam, considerando as condições próprias desse mercado. Se não considerarmos os radicalismos do mercado, a demanda tem um papel primordial no ajuste. Se a demanda por determinado produto aumenta ou diminui, a oferta tende a se ajustar a essas variações. Ou seja, funcionaria a “mão invisível”, discutida por Adam Smith23.

O mercado de informações tem características que lhe são particulares. Estudos já realizados permitem indicar que, na ambiência de informação, é a oferta que determina a demanda, como já se preconizava no pensamento econômico clássico de Jean Baptiste Say.

Talafirmação também aparece nos estudos do Dr. Urqhart, já citado anteriormente, idealizador da British Lending Library em Boston Spa,Inglaterra, que indicava a ausência de qualquer resultado útil nas tentativas anteriores de pesquisa econômica da transferência da informação. Sugere que testes básicos dos economistas não se aplicam ao campo (Ciência

23

Mão invisível foi uma expressão introduzida por Adam Smith emseu livroA riqueza das nações, publicado

originalmente em 9 de março de 1776, para descrever como, numa economia de mercado, apesar da inexistência de uma entidade coordenadora do interesse comunal, a interação dos indivíduos parece resultar numa determinada ordem, como se houvesse uma "mão invisível" que os orientasse.

da Informação). A posição parece indicar que o homem da informação é substancialmente diferente do homem econômico. Sem dúvida, ele vive em um mundo onde oferta pode criar demanda.

Nesse sentido cita-se aqui Barreto (2000, p. 26):

No mercado de geladeiras, por exemplo, se ocorre um aumento de demanda pelo produto, a oferta tenderá a se ajustar a esta demanda oferecendo um volume maior do produto. Inversamente, se a demanda por geladeiras diminuir, a oferta irá se ajustar com uma menor produção. Gestores de unidades de informação precisam aumentar as suas condições de produção (oferta) de maneira periódica e cumulativa, mesmo que não ocorra um acréscimo na demanda por informação. Assim, uma biblioteca aumenta a sua coleção, anualmente, por exemplo, mesmo que os seus usuários permaneçam no mesmo patamar de solicitações por informação ou mesmo que o número de usuários permaneça o mesmo e o volume de sua demanda também. O mesmo ocorre com uma base de dados, ou com o acervo de um arquivo ou de um museu. Haverá sempre nestas unidades de informação, um acréscimo periódico, contínuo e cumulativo de itens de informação, no estoque de informações armazenadas, ainda que a demanda por informação nestas mesmas unidades, permaneça constante, no caso limite. Ainda que a demanda tenha um acréscimo, não é mantida qualquer proporcionalidade entre os acréscimos da oferta, aqui indicados pelos acréscimos no estoque de informação, e os acréscimos da demanda por produtos e serviços de informação.

Continuando o raciocínio, Barreto ainda expõe:

O cenário que se descreve para a mercadoria informação refere á uma condição operacional básica, ela é técnica, não é econômica nem é política. É válida para qualquer unidade de informação, pois esta necessita estar apta Aatender a requisitos de qualidade como: confiabilidade, cobertura, novidade e abrangência na sua oferta de produtos e serviços de informação para atender aos requisitos impostos pela demanda. É uma condição operacional da oferta que se relaciona à própria existência da unidade de informação. Seu gerente não pode assumira atitude econômica racional de só aumentar a oferta (acréscimo do acervo), caso ocorra um acréscimo de demanda, porquanto, em longo prazo, isto levaria a extinção daquela unidade de informação. O homem de informação, nesse sentido, não pode ser racional; ele é tecnicamente operacional, ele é estratégico. (BARRETO, 2000, p. 26)

Falando especificamente do mercado de informações produzidas numa unidade de conservação integral (no caso, os parques estaduais), ela é um tipo de informação científica e tecnológica que tem papel preponderante na superação da crise ambiental que se vive, principalmente no final do século XX e nesse início do XXI, contribuindo para a preservação de ambientes naturais e daqueles construídos pelo homem.

Encontra-se limitada, pois não há conexão entre os mundos da informação e a realidade das populações atingidas pelas políticas públicas ambientais. Nesse contexto, os profissionais que trabalham com a informação devem procurar facilitar a difusão da informação ambiental, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país.

A partir da questão ambiental, impõem-se novas condicionantes sobre o fluxo e a distribuição de riqueza, poder e informações entre países, bem como se introduzem novos debates nas relações política e econômica internacionais, tais como a preservação e o aproveitamento dos nichos de biodiversidade existentes no mundo, os limites à utilização dos recursos naturais disponíveis em cada país e o livre acesso a tecnologias mais limpas.

As preocupações ambientais abrem novas possibilidades aos países periféricos para exercer maior pressão pelo acesso, em termos “preferenciais, e não comerciais”, a tecnologias geradas nos países centrais, como condição para viabilizar ações de âmbito nacional e local que contribuam para a sustentabilidade do desenvolvimento em escala mundial.

Cresce, nesse cenário, a importância da Agenda 21(originalmente discutida e elaborada na conferência Rio 92), que dedicou todo um capítulo, o 40, ao papel da informação no processo de implementação do desenvolvimento sustentável, além de enfatizar essa questão em todos os demais capítulos.

No referido capítulo,parte-se do pressuposto de que, num processo de desenvolvimento sustentável, todos são usuários e provedores de informação considerada em sentido amplo, incluindo dados, experiências e conhecimento. Supõe-se ainda que “a necessidade de informação” surge em todos os níveis, daquele dos tomadores de decisão dos níveis nacional e internacional até os níveis individual e dos movimentos sociais, pois o acesso à informação constitui um dos elementos-chave do conceito de parceria entre os diferentes atores sociais.

In document Mekaniseringen av Brigade Nord (sider 33-36)