• No results found

Endringer i arbeidssituasjonen

Perspectivas para a prescrição de exercícios

Como base na literatura pertinente ao assunto e através de uma análise mais ampla na evolução da prescrição de exercícios, apresenta-se as seguintes perspectivas para a prescrição de atividades físicas:

A atividade física relacionada à saúde ocupará um lugar de destaque na vida das pessoas, considerando o sedentarismo ocasionado pelo crescente modernismo, o estresse diário e em decorrência de uma alimentação desbalanceada.

As escolas, as empresas, o governo e a sociedade de modo geral incentivarão, de forma sistemática, a prática de atividades físicas como meio de prevenir o surgimento de doenças crônico-degenerativas.

Aumentará a importância da prescrição de atividades físicas para a prevenção do estresse diário decorrente da crescente competitividade do mercado de trabalho e da agitação da vida diária.

Aumentará a importância da prescrição de exercícios para grupos especiais (crianças, idosos, obesos, cardíacos, entre outros).

A prescrição de exercícios de forma lúdica receberá maior atenção dos profissionais da área, como forma de aumentar a motivação para a aderência aos programas de atividades físicas. Haverá maior cobrança na formação do profissional de Educação Física em relação a prescrição da intensidade, duração, freqüência semanal e tipo de atividade física.

Crescerá a importância da prescrição de exercícios individualizada, respeitando as necessidades e interesses individuais.

A prescrição de exercícios abrangerá, de forma mais significativa, aspectos sociais e psicológicos, além do biológico.

Ocorrerá um avanço na tecnologia de equipamentos, com mais sofisticação, precisão e facilidade na prescrição de exercícios.

Normas e recomendações para a prescrição de exercícios

LEITE (1985) resumiu as principais normas e recomendações para a prescrição de exercícios, selecionando os seguintes itens:

1 - A escolha dos exercícios deve ser do indivíduo ou grupo de indivíduos;

2 - As atividades devem ser prazerosas e adequadas às condições fisiológicas e psicológicas dos praticantes;

3 - O elevado índice de desistência está relacionado com prescrições autoritárias e impostas de exercícios;

4 - As atividades físicas aeróbias devem ser enfatizadas, para desenvolver a aptidão cardiorrespiratória e prevenir doenças cardiovasculares;

5 - Não deve ser realizado apenas um tipo de exercício. Além de atividades aeróbias, deve-se trabalhar flexibilidade, resistência anaeróbia, força, coordenação, etc.

6 - Alguns esportes, como o voleibol e o tênis, necessitam de atividades adicionais para o desenvolvimento da capacidade aeróbia e habilidades motoras;

7 - Procurar identificar as qualidades físicas desenvolvidas pelos esportes, se estes desenvolvem a aptidão física geral;

8 - Cada esporte apresenta uma predominância energética e motora básica;

9 - É importante aperfeiçoar o movimento, conhecer as regras do jogo, se educar fisicamente. Não basta correr, é importante saber correr, quais os benefícios da atividade física;

10 - Alguns detalhes não devem ser esquecidos, como: calçados e roupas adequadas, melhores horários, a ingestão de líquidos, etc;

11 - O limite de tolerância ao esforço deve ser respeitado;

12 - Esporte pode ser considerado saúde quando é realizado com intensidade, duração e freqüência adequados. Além de se tomar medidas para prevenir acidentes esportivos;

13 - Uma avaliação prévia da aptidão cardiorrespiratória e das habilidades motoras é fundamental;

14 - O teste ergométrico deve ser realizado antes, sempre que possível. Ele auxilia a prescrição adequada de exercícios.

Para COOPER (1982), os níveis de energia, de acuidade das faculdades mentais e da força física, podem ser incrementados, se forem seguidos os 8 princípios básicos para estabelecer um equilíbrio saudável que levará ao bem-estar total:

1) Estabelecer um equilíbrio percentual de 50-20-30 entre os 3 principais tipos de alimentos: carboidratos complexos, proteínas e gorduras;

2) Seguir a regra 25-50-25, para verificar a quantidade de alimento que deve ser ingerida em cada refeição: café, almoço, janta, respectivamente;

3) Fazer exercícios aeróbios antes de uma das refeições, preferivelmente antes do jantar; 4) Adquirir um saudável medo da obesidade;

5) Cuidar para não subnutrir o corpo por falta de calorias; 6) Saber calcular o peso ideal:

Homens: (Altura em cm / 2.539 x 4 - 128) x 0.453 Mulheres: (Altura em cm / 2,539 x 3,5 - 108) x 0.453

As pessoas com ossos grandes (17,7 cm e 16,5 cm, de circunferência do punho para o sexo masculino e feminino, respectivamente), devem acrescer 10% ao resultado encontrado;

7) Saber calcular a necessidade calórica diária para manter o peso ideal. (Peso X 2.205 X 12 para pessoas até 40 anos e X 10 acima de 40 anos). Pessoas inativas podem multiplicar o peso ideal por 13 ou 15; moderadamente ativa (aproximadamente 5 km por dia), multiplicar o peso em libras por 15; e pessoas ativas multiplicar o peso em libras por 20;

8) Iniciar um plano de alimentação eficiente, se estiver com excesso de peso.

Durante as sessões de condicionamento físico, deve-se observar alguns princípios: 1 - Aquecimento e alongamento são essenciais;

2 - As cargas devem ser progressivas, (6 a 8 semanas para atingir um nível máximo); 3 - Calcular o tempo (duração) e intensidade do exercício;

4 - Não extrapolar os limites fisiológicos, respeitar a individualidade biológica e tolerância ao esforço;

5 - A resistência aeróbia, coordenação, flexibilidade, força e velocidade são habilidades motoras essenciais;

6 - Exercícios de relaxamento devem ser freqüentes para aliviar a fadiga e as tensões; 7 - É necessário uma rotina semanal básica;

8 - As atividades devem ser interrompidas quando algum problema de saúde aparecer. (LEITE, 1985).

Além destes princípios deve-se considerar o objetivo na prescrição de exercícios de forma mais ampla, que pode ser a prática desportiva-competitiva, a aptidão física relacionada à saúde, a reabilitação (BALKE, 1978; NAHAS, 1990).

TUBINO (1984) divide a preparação física em 3 grupos: (1) Preparação orgânica (desenvolvimento da resistência aeróbia, anaeróbia); (2) Preparação muscular (desenvolvimento da força dinâmica, estática, explosiva, resistência muscular localizada e flexibilidade); e (3) Preparação perceptivo-cinética (velocidade de reação, de deslocamento, de membros, coordenação, ritmo, equilíbrio, agilidade, flexibilidade, descontração).

O programa de exercícios: procedimentos gerais.

Segundo ZULIANI (1977), a divisão do planejamento do condicionamento físico pode ser dividida em 4 fases:

1) Fase de pesquisa; 2) Fase de programação; 3) Fase de execução; 4) Fase de verificação.

Para BALKE (1978), a prescrição adequada de exercícios segue sempre determinada seqüência:

1) Exame médico (teste de esforço); 2) O tipo de exercício a ser recomendado;

3) A intensidade, duração e freqüência dos exercícios; 4) Motivação para o comparecimento regular;

5) Reavaliação periódica.

Já NAHAS (1990) relaciona os seguintes procedimentos gerais, para a elaboração de um programa de exercícios:

1 - Exame médico;

2 - Estabelecer objetivos conforme os interesses; 3 - Avaliação da condição inicial;

4 - Escolha das formas de trabalho adequadas ao grupo; 5 - Estabelecimento da dosagem inicial;

6 - Desenvolvimento das sessões; 7 - Registro e controle.

Prescrição de exercícios aeróbios

A resistência cardiorrespiratória (resistência aeróbia) é o componente mais importante da aptidão relacionada à saúde, sendo definida por BARBANTI (1990, p. 14) como sendo "a capacidade de continuar ou persistir em tarefas prolongadas que envolvem grandes grupos musculares. É uma capacidade dos sistemas circulatório e respiratório para se ajustar e se recuperar dos esforços do corpo em exercício".

l - Proposta de Condicionamento Físico Aeróbio de COOPER (1982):

Segundo o autor, para atingir o bem-estar total, existem 3 necessidades básicas:

1) Exercícios aeróbios regulares; 2) Um plano de alimentação positiva; 3) Equilíbrio emocional.

a) Primeira Etapa: Exame médico completo, com uma prova de esforço, precedente ao programa de exercícios.

b) Segunda Etapa: Determinação da meta da freqüência cardíaco:

Tomada do pulso em repouso: Contar as pulsações (artéria radial) ou colocando a mão sobre o coração. Contar cada batida durante 15 segundos e multiplicar o resultado por 4, o que dará o número de batimentos cardíaco por minuto.

Ritmo Cardíaco Máximo Previsto (RCMP) = 205 - 1/2 da idade. Para mulheres: RCMP = 220 - Idade.

Em seguida calcular 80% do resultado obtido. As atividades deverão ser realizadas numa FC mínima, para um homem de 50 anos, de 144 batidas por minuto.

A freqüência semanal deverá ser de 4 vezes por semana, durante um período superior a 20 minutos. (20 a 30 minutos).

Segundo o autor, uma combinação de FC de 130 durante 30 minutos, ou de 150 durante 10 minutos, 4 vezes por semana, geralmente darão o mesmo resultado.

c) Terceira etapa: Escolha de um exercício aeróbio básico

Entre as atividades aeróbias, pode-se relacionar as que proporcionam o melhor potencial de condicionamento físico: Esquiar, nadar, trotar ou correr, pedalar (ciclismo ao ar livre), andar, patinação, dança aeróbia, esportes coletivos (Handebol, Basquetebol, Voleibol), Tênis, etc.

d) Quarta etapa: Prática de um programa aeróbio regular.

O programa de condicionamento pode conter quatro partes importantes: (1) Aquecimento; (2) Fase aeróbia; (3) Esfriamento ou volta à calma; (4) Condicionamento muscular e ósseo.

O controle das atividades poderá ser realizado utilizando-se a tabela de pontos preconizada por COOPER (1979).

2 - Proposta do Colégio Americano de Medicina do Esporte (1978)* (Ver normas ACSM, 2000):

O COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA DO ESPORTE (1978) faz as seguintes recomendações quanto à quantidade e qualidade de treinamento para o desenvolvimento e manutenção da aptidão cardiorrespiratória e composição corporal em adultos sadios:

1) Freqüência de treinamento: 3 a 5 dias por semana;

2) Intensidade de treinamento: 60% a 90% da reserva da freqüência cardíaca máxima (FCmáx) ou 50 a 85% do consumo máximo de oxigênio (VO2 máx); ( FCmáx = 220 - Idade; FCReserva = FCmáx - FCRepouso; Calcular de 60% a 90% da Diferença e somar a FCRepouso), conforme KARVONEN (1957).

3) Duração do treino: 15 a 60 minutos de atividade aeróbica contínua;

4) Modo de atividade: qualquer atividade que utilize os grandes grupos musculares, como: correr, andar, nadar, patinar, pedalar, remar, esquiar, etc.

3 - Proposta de BALKE (1978):

Respeitando-se a individualidade biológica, a carga inicial de trabalho na proposta de BALKE (1978), corresponde a 60% do MET máximo, denominado de VO2 Treino.

1) Determinação do V02 Máximo. Através do Teste de Corrida de 12 minutos de COOPER (1968); Teste de Correr/andar 15 minutos de Balke; Teste de banco; Teste na bicicleta ergométrica; teste em esteira rolante, etc.

2) Cálculo de MET Máximo. Obtido através da relação que 1 MET corresponde a 3,5 ml/kg/min, que corresponde ao consumo de oxigênio em repouso de uma pessoa normal. O MET máximo é o VO2 máximo expresso em unidades metabólicas (PINI, 1983). Então:

MET máximo = VO2 ml/kg/min / 3,5

3) Cálculo do MET Treino: MET Máx. + 60

MET Treino =________ X MET Máx. 100

Onde: MET Máx = VO2 Máx expresso em unidades metabólicas; 60 = Parcela percentual do VO2 Máx que será mobilizado.

4) Extrair a intensidade de andar/trotar/correr da tabela de dispêndio energético. (Tabela 1).

Tabela 1 - Dispêndio energético na caminhada, no trote e na corrida

Caminhada Corrida Velocidade

MET MET Km/h m/min

2 1,6 27 3 4,0 65 4 6 5,4 90 5 7,5 6,7 113 9 8,3 140 10 9,6 160 11 10,8 180 12 12,0 200 13 13,2 220 14 14,2 240 15 16,4 260 Fonte: BALKE (1978).

5) Cálculo da duração da atividade.

Para o cálculo da duração da atividade precisa-se conhecer a Necessidade Calórica Diária (NCD) do indivíduo, uma vez que o autor recomenda utilizar 10% da necessidade colérica diária na prática da corrida, trote ou caminhada. As maneiras de

se calcular a NCD já foram apresentadas neste estudo.

6) Cálculo do Equivalente Calórico (EC):

EC = 1,25 x MET Treino

Onde: 1,25 = consumo de Kcal em repouso. É o valor calórico de 1 MET. Sabe-se que um litro de oxigênio produz, aproximadamente, 5 Kcal, e em repouso um indivíduo consome cerca de 0,25 litros de oxigênio. (PINI, 1983).

Então se: 1 litro de O2 --- 5 Kcal 0,25 litros de O2 --- x

x = 1,25 Kcal.

A duração da atividade será obtida dividindo-se 10% da NCD pelo EC.

Com relação à Freqüência Semanal, BALKE (1978) sugere 6 vezes por semana, entretanto, pode-se realizar as atividades de 3 a 6 vezes por semana, ajustando a duração da atividade.

7) Controle da intensidade durante as sessões.

Após a prescrição da intensidade, freqüência semanal e duração da atividade, durante as sessões poderão ser utilizados outros mecanismos para o controle da intensidade do esforço. O mais utilizado é o controle através da reserva de freqüência cardíaca, seguindo a seguinte equação:

FC treino = (FCmáx - FCrep) x (60 + METmáx / 100) + FCrepouso ou FC treino = (Reserva da FCmáx x .60 + FCrepouso

Onde: FC treino = freqüência cardíaca de treinamento;

FCmáx = freqüência cardíaca máxima alcançada na prova ergométrica; FCrepouso = freqüência cardíaca de repouso;

METmáx = VO2 máx expresso em METS.

McARDLE, KATCH e KATCH (1996), recomendam o controle da intensidade através da Freqüência Cardíaca, utilizando-se uma intensidade de 70% a 90% da Freqüência Cardíaca Máxima.

NAHAS (1990), realizou um levantamento de prescrições de exercícios para adultos saudáveis. (Tabela 2).

Tabela 2 - Representação esquemática da prescrição de exercícios para adultos saudáveis.

Fonte Tipo de atividade Freq. Duração Intensidade Astrand (77) Marcha, pedalar 2-3 + 15-30' FCRep (Início) +60 Wilmore (77) Cam, correr, nadar, ped 3-4 20/30' 60-80% VO2 máx Col. Am. (78) aeróbicas 3-5 15-60' 50-85% VO2 máx 60%-90% FCmáx DeVries(80) Caminhada, corrida 3-5 20-30' 60%-85% FCReserva

esportes, ginástica (40% idosos)

Schlife (82) Caminhar, correr, ped 7 10-30' Que permita conversar Pollock e Wilmore (84) aeróbicas, força, RML, flexibilidade3-5 20-30' até 60' 50%-

85% VO2máx 60%-90% FCmáx Balke (84) Andar/trotar/correr 3-6 10%NCD 60%-85%VO2máx

Fonte: Adaptado de Nahas, 1990.