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No Quadro 5 apresenta-se um resumo das conceções dos cinco alunos em estudo, tendo em conta as categorias que foram criadas a partir dos esclarecimentos dados pelos alunos e dos seus registos gráficos. Desta forma, procura-se apresentar uma comparação das conceções posteriores à implementação das atividades relativamente às conceções iniciais dos cinco alunos.

Figura 21 - 2.ª Representação gráfica do aluno E Inv. – Antes de ter água, o que havia?

D – Ar!

Inv. – Então? O que acontece aos objetos

quando têm ar como o barco?

H – Vai para cima. Flutua.

E – Quando começa a entrar água não flutua.

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Quadro 5 - Resumos das conceções dos cinco alunos categorizados

Ao analisar comparativamente as conceções iniciais e as conceções finais dos cinco alunos alvo de estudo (Quadro 5) foi possível verificar que todos eles alteraram a sua conceção inicial. Inicialmente, todos estes alunos atribuíram a flutuabilidade de um objeto ao seu peso e/ou tamanho, enquanto na segunda fase da recolha de dados, apenas um aluno continuou a fazer alguma referência ao peso, associando-o desta vez também à forma do objeto. Dos restantes quatro alunos, três fizeram referência à forma e ar e outros apresentaram a sua conceção com base na forma dos objetos.

Inicialmente, o aluno A referiu “Eles flutuam todos porque são leves” e o aluno D afirmou “Bolas e tampas são leves e, por isso, flutuam”. No caso do aluno C este mencionou “As coisas grandes flutuam e as pequenas afundam”, enquanto o aluno E referiu “As boias flutuam e são pequenas” e no caso do aluno B, referiu que objetos mais pequenos “porque têm menos ar e são menos pesados”.

Assim, analisando as conceções finais à implementação das atividades, é possível compreender que todas se alteraram para outras que são mais cientificamente aceites. Os alunos A, B e C deixaram a sua conceção inicial que valorizava o tamanho e/ou peso dos objetos e passaram à categoria forma e ar, considerando nos objetos a forma e a matéria, nomeadamente a existência de espaços de ar.

Tendo em conta o estádio de desenvolvimento em que se encontram as crianças em estudo (1.º ano de escolaridade) e não fazendo parte do programa trabalhar explicitamente o conceito de densidade pelo facto de ser complexo, os alunos parecem tê-lo compreendido, na medida em que se referiram ao tipo de material, por exemplo o aluno A mencionou “As maçãs flutuavam, grande e pequenas. Têm dentro espaços de ar”. O aluno B é da opinião “Isto não tinha a ver com o peso mas com o ar que tinha no material” e o aluno

Categorias Conceções iniciais Conceções posteriores à implementação das atividades

Peso A, D Tamanho C, E Tamanho, peso e ar B Forma e ar A, B, C Forma D Forma e Peso E

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C, “Não importava se era pesado ou não. Tem a ver com a forma. O barco tinha paredes, tem um fundo que tem ar”.

Parece também que passaram a compreender que é possível que um objeto que não flutuava passe a flutuar, por exemplo, alterando a sua forma. O aluno A fez referência, por exemplo, à forma de um barco, “Precisa de uma parede alta. Quando tem espaço para o ar, flutua”. No caso do aluno B, afirmou “Para a plasticina flutuar, temos de fazer a forma de um barco” e o aluno C referiu que a flutuabilidade está relacionada com a forma do material.

Relativamente ao aluno D, é possível afirmar que também parece ter alterado a sua conceção inicial, uma vez que evidencia atribuir a flutuabilidade de um objeto à sua forma, ao contrário do que acontecia inicialmente, quando atribuía este fenómeno ao peso dos objetos. O aluno fez apenas referência à necessidade de haver determinada forma para um objeto flutuar, rejeitando a ideia inicial, ao referir “Não é só as coisas leves que flutuam. Por exemplo, a maçã flutua”. Quando inicialmente se referiu ao facto de determinados materiais flutuarem porque eram leves.

Por último, relativamente ao aluno E, pode referir-se que a sua conceção inicial se alterou, uma vez que se inseria na categoria tamanho e passou a inserir-se na categoria forma e peso. Inicialmente, o aluno apresentava uma conceção em que considerava que os objetos flutuavam ou não conforme o seu tamanho. Posteriormente à realização das atividades, o aluno deu bastante relevo à forma na sua representação gráfica, considerando que a flutuabilidade dos objetos dependia deste aspeto. No entanto, referiu que representou algumas “formas geométricas que são coisas que afundavam porque a forma era pesada”. Ou seja, o aluno apresenta o peso como uma causa para o afundamento de corpos. Esta relação apresenta-se ainda um pouco confusa, uma vez que o aluno parece considerar que, ao alterar a forma de um material o seu peso irá alterar, ideia que continua incorreta. Disse ainda “As coisas que flutuavam, como o barco porque tinham uma forma que não deixava entrar água”, ou seja, parece perceber que há determinadas formas que podem alterar a flutuabilidade de um objeto.

Com esta análise foi possível refletir acerca da implementação de atividades práticas e experimentais (Figuras 22, 23 e 24) em contexto de sala de aula. Estas atividades pareceram revelar-se significativas para a aprendizagem dos alunos, sendo que foi

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possível verificar a modificação das suas conceções iniciais para ideias que se apresentam mais corretas. De acordo com o Ministério da Educação (2004), pretende-se que os alunos desenvolvam uma atitude experimental e as diferentes competências que este processo implica, permitindo-lhes tirar as suas próprias conclusões.

Desta forma, foi permitido aos alunos que construíssem o seu próprio conhecimento, uma vez que eles é que alteraram as suas conceções livremente, tendo em conta aquilo que vivenciaram. Assim, rejeita-se uma perspetiva tradicional em que o aluno é visto como uma “tábua rasa” e se valorizam as ideias dos alunos (Santos, 2002). Considero que esta afirmação se adequa a esta investigação, não só pela motivação dos alunos no decorrer das atividades mas, principalmente, pela análise comparativa que foi apresentada relativamente às conceções iniciais dos alunos e conceções finais.

Figura 24 - Atividade prática

e experimental

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por último, apresentam-se neste ponto os aspetos relevantes do estudo considerando a questão orientadora da investigação e os seus objetivos. Posteriormente, apresentam-se também as limitações do estudo e sugestões para investigações futuras.