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Kapittel 3: Olav den hellige og Nasjonal Samling

4.6. En todelt minnerite

A Unidade de Pneumologia está inserida no Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) – Hospital de Santa Marta, é composta pelos sectores de Internamento, Consultas Externas da Especialidade, Hospital de Dia e Técnicas Endoscópicas, Pleurais e de Função respiratória. Nesta Unidade são internadas com frequência pessoas com patologia crónica e/ou em fim de vida. Apesar desta unidade de internamento estar preparada para atender as necessidades dos doentes que a ela recorrem, entendemos que podemos melhorar alguns aspectos no cuidado aos doentes com patologia crónica e/ou em fase terminal.

A equipa de enfermagem tem revelado bastante sensibilidade para cuidar da pessoa e família nesta fase. No entanto, reconhece algumas limitações, por vezes relacionadas com a falta de experiência, e que são debatidas em conversas informais. Um dos aspectos que, habitualmente causa algum desconforto na equipa prende-se com a dificuldade em cateterizar uma veia periférica, para administração de soro ou medicação para controlo sintomático. Por um lado, existe a necessidade de controlar os sintomas com a administração da terapêutica e por outro lado, a dificuldade em puncionar uma veia periférica. Perante esta situação podem ocorrer várias tentativas sem êxito, o que nos causa algum mal-estar. Concomitantemente, a família também manifesta maior conforto quando verifica que o seu familiar “tem um soro”, aceitando o fim de vida com dignidade. Recentemente, também, surgiu a necessidade/oportunidade de uma doente com patologia crónica (Fibrose Quistica), acompanhada por nós, fazer hidratação para além da efectuada por via oral.

Deste modo, este projecto pretende ser uma alternativa vantajosa, quer para o doente/família, quer para os profissionais.

O projecto pretende implementar a via de administração subcutânea para hidratação e administração de terapêutica em perfusão, em doentes com patologia crónica e/ou paliativa, internados na Unidade de Pneumologia, ou que necessitem desta técnica no domicílio. Nesta Unidade encontram-se, frequentemente, internadas pessoas com patologia crónica e oncológica em fim

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de vida, onde muitas vezes a hidratação oral ou a administração de terapêutica é difícil. Os doentes apresentam dificuldade na deglutição, náuseas, vómitos ou outros sintomas, e a utilização/manutenção de uma via endovenosa devido aos poucos acessos venosos viáveis (por quimioterapia e/ou terapêutica endovenosa por longos períodos) torna-se quase impossível (ANEXO II).

Considerando o controlo sintomático como uma das premissas fundamentais no cuidado a estes doentes, é fundamental que a equipa disponha de várias estratégias para adequar os cuidados consoante as necessidades de cada pessoa.

Assim, destacamos algumas razões que levaram a optar por esta área, nomeadamente:

Maior conforto para o doente, uma vez que a via endovenosa é mais dolorosa e mais difícil manter;

Em caso de necessidade esta via pode ser mantida no domicílio pela pessoa significativa/cuidador com menor riscos;

A equipa intra-hospitalar de Cuidados Paliativos do CHLC quando é chamada à Unidade, para observar os doentes indica esta possibilidade em caso de necessidade;

A falta de experiência da equipa de enfermagem, na técnica de administração de terapêutica em perfusão e hidratação por via SC.

Após reunião com a Sr.ª Enfª Chefe da Unidade, onde debatemos a pertinência do projecto para esta unidade, este foi considerado útil não só para os doentes internados, mas também para doentes acompanhados pela equipa (Projecto de acompanhamento de doentes crónicos) e que possam vir a necessitar desta técnica no domicílio.

Como ferramenta diagnóstica optamos por efectuar um questionário (ANEXO III) e uma análise SWOT (ANEXO IV). O questionário foi aplicado nos dias 3 e 4 de Fevereiro de 2011, sendo a amostra de 13 enfermeiros.

Da análise das respostas evidencia-se que:

62% dos enfermeiros não conhece a técnica da Hipodermoclise, e 38% conhece;

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69% nunca administrou soros por via SC, e 31% já administrou; os que responderam afirmativamente 1 referiu que utilizou a técnica em contexto domiciliário, 3 em doentes em fase terminal, por prescrição da equipa de Cuidados Paliativos do Centro Hospitalar;

62% nunca administrou terapêutica em perfusão por via SC, e 38% já administrou; os que responderam afirmativamente 3 referiram em doentes em fase terminal, e 2 sob prescrição da equipa de Cuidados Paliativos do Centro Hospitalar;

100% considera útil o desenvolvimento do procedimento na Unidade;

Nos comentários/sugestões, 4 mencionaram que o procedimento é útil; 2 referiram por dificuldade na cateterização periférica; 2 para controlo de sintomas; 1 para minimizar a dor no doente terminal; 1 refere que técnica tem inúmeras vantagens; 1 refere que a equipa não tem destreza suficiente.

No entanto, e dado que a Hipodermoclise e a administração de terapêutica são intervenções interdependentes, decidimos efectuar uma análise SWOT para complementar o diagnóstico, destacamos como:

Pontos Fortes

1. Receptividade da equipa de enfermagem a novos projectos; 2. Alternativa às vias Endovenosa e Intramuscular;

3. Existência de material adequado para a realização da técnica; 4. Via SC menos dolorosa e com maior durabilidade.

Pontos Fracos

1. Falta de conhecimento da equipa multidisciplinar acerca da técnica; 2. Inexperiência dos enfermeiros na execução do procedimento; 3. Leque de fármacos que não pode ser administrado por esta via.

Oportunidades

1. Melhorar o conforto do doente em fase terminal; 2. Alternativa às vias EV e IM;

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4. Recomendação da via SC pela equipa de Cuidados Paliativos do CHLC.

Ameaças

1. Técnica não utilizada em situações agudas em meio hospitalar; 2. Intervenção interdependente;

3. Falta de experiência da equipa Médica em relação à técnica.

Da análise dos dados evidencia-se que as actividades de: Sensibilização da equipa médica;

Formação da equipa de enfermagem para a utilização da técnica; Apresentação do material adequado e dos fármacos mais utilizados; Elaboração de um protocolo interdisciplinar;

Elaboração de uma norma de procedimento de enfermagem sobre a técnica. Contribuem para a capacidade de realização e potencial de sucesso, deste projecto, no cuidado a pessoas com patologia crónica e/ou em fim de vida que recorrem à Unidade de Pneumologia.

A competência de Mestre mobilizada, neste caso específico, prende-se com o diagnóstico, planeamento, intervenção e avaliação na formação dos pares e de colaboradores. Assim, é efectuado o diagnóstico da situação, utilizando como ferramentas a análise SWOT e o questionário, e desenvolvido o planeamento do projecto, conforme o ponto seguinte.