4.3 Sectoral Greenhouse Gas Emissions
4.3.1 Emission Targets
Na Tabela 7 encontram os resultados da análise de variância dos valores de CL(I)50 - 48h calculados nos testes com trichlorfon. Nestes resultados são claros os efeitos altamente significativos do fatores estudados e da interação entre ambos. As análise com desdobramentos dos graus de liberdade dos níveis dos fatores e da interação estão apresentados na Tabela 8
Tabela 7. Análise de variância dos valores de CE50-48 h do trichlorfon para as três espécies de daphnias na ausência e presença de sedimento.
Causas de variação G.L. S. Q. Q. M. F Espécie (E) Sedimento (S) Interação ExS 2 1 2 11.110,58 616.834,40 11.264,49 5.555,29 616.834,40 5.632,24 12,33 ** 1.370,00 ** 12,51 **
**significativo ao nível de 1% de probabilidade C.V. = 13,2 (%)
G.L= Grau de liberdade; S.Q.= Soma dos quadrados; Q.M.= Quadrado médio.
Na Tabela 8 observa-se que na ausência do sedimento as três espécies de daphnias não apresentam diferença de sensibilidade ao trichlorfon . Esta sensibilidade similar entre as três espécies de daphnias possivelmente seja explicada pelo fato de pertenceram ao mesmo gênero, pois geralmente as daphnias não apresentam diferença da sensibilidade entre espécies. Todavia, podem apresentar diferenças quanto a família e outros microcrustáceos. Todavia, VESSTEEG et al., (1996) verificaram que muitos membros da família Daphnidae apresentam sensibilidades semelhantes à toxicidade aguda e crônica de compostos químicos tóxicos.
CANTON e ADEMA (1978) reportam que D. magna, D. cucullata e D.
pulex apresentam similar sensibilidade. HICKEY (1989), comparando a toxicidade de aguda e
crônicas varias substâncias puras e águas poluídas para a sensibilidade de cinco espécies de cladóceros (D. magna D. carinata, S. vetulus, C. dubia, e C. cf. pulchella) verificam que, no geral, os valores das diferenças são pequenos.
Tabela 8. Desdobramento dos graus de liberdade dos fatores testados no teste de toxicidade
aguda de trichlorfon para as três espécies de daphnias na ausência e presença do sedimento Espécies CE50 – 48h (ηg/L) Agrotóxico Sedimento D. magna CE50-48h D. similis CE50-48h D. laevis CE50-48h Médias Trichlorfon Ausente Presente 0,70 a B 299,70 b A 0,53 a B 381,62 a A 0,92 a B 282,73 b A 0,72 B 321,35 A Médias seguidas seguidas por Letras minúsculas diferentes, na linha, indica diferenças significativas entre espécies.
Médias seguidas por letras maiúsculas diferente na coluna, indica diferenças entre presença e ausência de sedimento
DMS (5%) Espécies = 27,1 mg/L; DMS Sedimento = 18,2 mg/L.
Na Tabela 8 observa-se que na presença do sedimento a Daphnia magna e a
Daphnia laevis não apresentam diferença de sensibilidade ao trichlorfon, sendo que ambas
apresentam sensibilidade significativamente superior à Daphnia similis.
Em média, houve a necessidade de concentrações 446,3 vezes maiores na água de cultivo para causar o mesmo efeito nas três espécies de daphnias (CE50-48 h). Nestes resultados verifica-se o efeito da alta adsorção do trichlorfon no sedimento, que é um solo de textura argilosa (Tabela 1), imediatamente após o seu contato com a água de cultivo contendo agrotóxico. Isto porque os organismos–teste foram expostos imediatamente a deposição da água de cultivo com o trichlorfon nos recipientes de vidro com o sedimento no fundo.
Este fato merece consideração pois se os organismos–teste forem expostos em diferentes períodos após o contato do agrotóxico com o sedimento, pode–se ter adsorção crescente com o passar do tempo e, conseqüentemente, menor biodisponibilidade na água de cultivo e maiores valores de CL(I)50-48 h poderão ser calculados.
JONSON e MAIA (1999) citam que, na maioria dos estudos, o sedimento influencia a toxicidade aguda ou a bio-concentração de agentes químicos, de modo que a redução do efeito tóxico é causada pelo fenômeno de adsorção ao material particulado, que, por sua vez, diminui a bio-disponibilidade para o organismo – teste, concordando com os resultados deste trabalho.
Com relação à precisão dos testes com as três espécies de daphnias, verifica-se nas Tabelas 2, 4 e 7 que, independentemente dos agentes tóxicos testados, os coeficientes de variação obtidos concordam com os dados obtidos por BERTOLETTI et al. (1992) para o sulfato de cobre (C.V.= 21,7%) e o determinado pela Norma ISO (1982) que aceita valores até 39%.
Segundo a definição do “Standard Methods” (APHA, 1989), a precisão refere-se à medida do grau de concordância entre análises em réplica de uma amostra, enquanto que a exatidão diz respeito à proximidade do valor médio em relação a um valor verdadeiro.
A exatidão dos resultados de testes de toxicidade não pode ser determinada, pois existem, normalmente, variações biológicas entre indivíduos de mesma espécie. Este aspecto dificulta a identificação de erros sistemáticos inerentes ao procedimento analítico como a sensibilidade individual dos organismos, não possibilitando obter concentrações efetivas após vários ensaios. Conseqüentemente, não existe um valor (ou concentração) exato (ou de referência) de determinado agente químico que cause efeito tóxico específico
(BERTOLETTI et al., 1992). Os resultados de testes de toxicidade com organismos aquáticos permitem estimar apenas a precisão do método utilizado (BERTOLETTI et al., 1992).
Na Tabela 9 observa-se que os dados obtidos da CE50-48 h para as três espécies de daphnias são muito inferiores ao dado citados por TOMLIN (1995), e EXOTOXNET (1996) e calculado por FERREIRA (1998). As diferenças dos resultados obtidos podem ser atribuída à modificação na metodologia utilizada para a obtenção da CE50–48 h no teste de toxicidade com trichlorfon.
A diferença entre os dados obtidos neste ensaio com os dados obtidos por outros pesquisadores pode ser devido ao fato de que o trichlorfon é altamente volátil e os frascos de vidro utilizados como parcelas experimentais foram mantidos tampados durante todo o tempo de duração do teste impidindo a volatilização de moléculas do inseticida para fora dos recipientes. A pressão de vapor do trichlorfon e 0.21 mPa (EXTOXNET, 1996) que caracteriza o inseticida como de alta volatilidade.
Com esta modificação, todas as moléculas do inseticida ficaram em condições de entrar em contato com os organiamos-testes e, conseqüentemente, causar intoxicação. Desta forma, acredita-se ter quantificado o potencial máximo de toxicidade aguda do trichlorfon para as daphnias, pois com o fechamento dos frascos de vidro impide-se a volatilidade de moléculas do inseticida. Assim esta modificação metodológica, fechamento do frascos de vidro, é a explicação para que os valores de CE50-48h calculados neste trabalho
foram tão inferiores aos citados por TOMLIN (1995) e EXOTOXNET (1996) e calculados por FERREIRA (1998), Tabela 9 Estes dados foram obtidos em recipientes abertos, com provável volatilização de parte das moléculas adicionadas, durante o período de exposição. verifica-se também na Tabela 9 há diferença entre os valores de CE50-48h citados ou
Tabela 9 Valores médios de CE50–48 h de trichlorfon calculados para as três espécies de
daphnias neste trabalho e por outros autores. Pesquisador ou norma Resultados
Neste trabalho Água natural, 45 de dureza em CaCO3
D.m = 0,70; D.s. = 0,53; D. l. = 0,92 em (ηg/L). TOMLIN (1995) Meio M4, dureza 250 ± 15 mg/L em CaCO3
D. m = 960,0 em (mg/L).
EXOTOXNET (1996) Meio M4, dureza 250 ± 15 mg/L em CaCO3
D.m = 10,000 (mg/L)
FERREIRA (1998) Água natural, 40 – 48 mg/L em CaCO3
D. m = 586,0 (mg/L).
D. m = Daphnia magna; D. s = Daphnia similis; D. l = Daphnia laevis
4.4. Risco de intoxicação da contaminação ambiental das aplicações de sulfato de cobre