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4.3 Sectoral Greenhouse Gas Emissions

4.3.3 Achieving the Emission Targets

Na Tabela 11 estão apresentados os valores das concentrações ambientais estimadas (CAEs) e a classificação dos riscos de intoxicação da D. magna, D. similis e

D. laevis devido à contaminação ambiental resultante do uso do trichlorfon em ausência

e presença de sedimento.

Tabela 11. Valores de CAEs e classificação do risco de intoxicação ambiental devido uso do

trichlorfon na menor doses recomendadas em piscicultura na ausência e na presença do sedimento para Daphnia magna, Daphnia similis e Daphnia laevis

Espécie Sedimento CAE (mg/L) CE50-48h ηηηg/L) Classificação do risco de Intoxicação ausente 0,13 0,70 Alto Daphnia

magna presente 0,13 299,70 Alto

ausente 0,13 0,53 Alto Daphnia similis presente 0,13 381,62 Alto ausente 0,13 0,92 Alto Daphnia laevis presente 0,13 282,73 Alto

Na Tabela 11 observa-se que o risco de intoxicação devido à contaminação ambiental com trichlorfon na dose de 0,13 mg/L recomendada para o tratamento de doenças de peixes em ausência e presença de sedimento é de alto risco para D. magna, D. similis e D.

laevis.

O valor da concentração ambiental estimada (CAE) para o trichlorfon de 0,13 mg/L, é o valor mais baixo de concentração na qual é recomendado para o controle de

(1982), POST (1987), KINKLELIN et al., (1991), NOGA (1996), MARTINS (1998), KUBITZA e KUBITZA (1999) e PAVANELLI et al., (1999). As aplicações de trichlorfon, de acordo com recomendações da menor dose usada na piscicultura, foram classificados como de alto risco de intoxicação para as três espécies de daphnias, pois todas as CE50– 48 horas em ausência ou presença de sedimento são bem menores que CAE considerada.

O trichlorfon foi classificado como de alta periculosidade ambiental quanto à toxicidade aguda as espécies de peixes tambaqui e tambacu, segundo o critério de classificação de periculosidade citado por GUIMARÃES (1996), enquadrando-se na classe II (CE50–96 h entre 0,1 – 10 ppm). Esta classificação tambem foi realizada por FERREIRA

(1998), que classificou a recomendações do trichlorfon como de alta periculosidade ambiental para peixes da espécie guaru (Poecilia reticulata). O trichlorfon também foi classificado como de alta perigosidade ambiental por MIYAZAKI (1998), que avaliou a toxicidade aguda do trichlorfon para o pacu (Calossoma macropomus) e para o tambaqui (Calossoma

macropomus X Piaractus mesopotamicus).

O triclorfon (Diterex®) pode ser usado para o controle de monogenas e crustáceos nas doses de 0,13 a 0,15 mg/L por tempo indefinido (REICHENBACH-KLINKE, 1982; POST, 1987; KINKLELIN, et al., 1991; NOGA , 1996).

Os riscos da utilização do trichlorfon nas piscigranjas não se restringem apenas a morte dos peixes, mas também há a possibilidade de se encontrar resíduos nos peixes de consumo humano (MIYASAKI, 1998).

O trichlorfon é um inseticida organofosforado bastante usado no controle de crustáceos parasitas (Lernea sp., Argulus sp. e Ergasilus sp.), tremátodos monogênos e sanguessugas, bem como na erradicação de ninfas e insetos aquáticos. A quantidade do produto comercial Diterex®, a ser aplicada corresponde à concentrações entre 0,13 a 0,25 mg i.a./L em banhos indefinidos, de 1 a 2,5 mg i.a. /L em banhos prolongados, e 10g i.a./L em

banhos de 1 a 3minutos (KUBITZA e KUBITZA, 1999). As águas onde o trichlorfon for utilizado em dilações igual ou superior ã CAE considerado de 0,13 mg/L devem ser descartadas de forma a não atingirem os ambientes aquáticos, pois classificam-se como de alto risco de intoxicação ambiental.

O trichlorfon pode ser usado para o tratamento de girodactilídeos, dactilogirídeos na dose de 0,5 mg/L de água, durante três dias, para controle de copépodos ergasilidae em banhos de imersão rápida, de 5 a 10 minutos, na concentração de 2,5 g/L de água quatro vezes por semana, na temperatura não superior de 32ºC. Para controle de Lernea sp., banhos de imersão rápida, cinco a 10 minutos a concentrações de 25 g/L quatro vezes por semana, ou banhos prolongados de 0,5 mg/L de água, durante três dias. Para tratamento de

Argulus foliaceus a recomendação e de 20 ml/L de água em banhos de imersão de apenas 2

minutos (PAVANELLI et al., 1999)

O artigo 21 da Resolução CONAMA n°. 020, de 18 de julho de 1986, estabelece que os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, diretamente e indiretamente nos corpos de água com os valores máximos admissíveis de sulfato de cobre de 1,0 mg/L e organofosforados de 1,0 µg/L.

As doses recomendadas de sulfato de cobre e de trichlorfon para os tratamentos de doenças de peixes estão acima dos limites aceitáveis pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA), na Resolução CONAMA n° 20, de 18 de Julho de 1986, para serem lançadas nas águas no ambiente. Por tanto, estas concentrações recomendadas devem ser realizadas em águas contidas e não devem ser descartadas de modo a atingir a rede hidrográfica local.

5. CONCLUSÕES

Considerando-se as condições em que os testes foram realizados e os resultados obtidos, pode-se concluir que:

1) o trichlorfon é mais tóxico que o sulfato de cobre para as três espécies de daphnias (D. magna D. similis e D. laevias) na presença ou ausência de sedimento;

2) o sedimento diminui a biodisponibilidade do trichlorfon na água para as três espécies de daphnias;

3) as três espécies de daphnias apresentaram sensibilidades específicas para o dicromato de potássio e para sulfato de cobre e trichlorfon;

4) a Daphnia laevis é menos sensível ao sulfato de cobre na ausência de sedimento em relação à Daphnia magna e a Daphnia similis, que não diferiram sensibilidade entre si;

5) a Daphnia similis é mais sensível ao trichlorfon na presença de sedimento em relação à Daphnia magna e Daphnia laevis, que são menos sensíveis e não diferem entre si na presença de sedimento;

6) como não existe diferença de sensibilidade entre as três espécies de daphnias na ausência de sedimento, a Daphnia laevis, espécie nativa do Brasil, pode ser usada como organismo teste em testes de toxicidade aguda e crônica de compostos tóxicos, exceto para o sulfato de cobre; e

7) o sulfato de cobre e o trichlorfon, nas doses recomendadas em piscicultura apresentam alto risco de intoxicação ambiental para as daphnias devido à contaminação ambiental na presença ou ausência de sedimento.