• No results found

7. Drøfting

7.10 Elevens forståelse av lese- og skrivevansker

2 -0 ,1 1 -1,1 3 0,8

Setor externo Setor doméstico

Trad. Dist. -0,1 2 0,0 6 -0,1 9 -0,5 1 -0,2 6 -1,0 2 E X P O R T A Ç Ã O G O V E R N O C O N S U M O F B C F V E T O T A L

t

r

ad

ici

ona

l

Como exposto na introdução, o objetivo central dessa seção era verificar uma forma alternativa de contabilizar o crescimento liderado pela demanda agregada. Tal método está baseado na utilização das informações disponíveis da demanda final dos componentes da demanda agregada, além das importações associadas a cada componente.

Uma vez que para o cálculo em questão são necessárias as informações das importações separadas nos grandes agregados, foi proposto um método que possibilitasse a distribuição das importações entre eles. Uma dificuldade é gerada pela inexistência de dados para todos os anos, obrigando a utilizar hipóteses para estimar as importações que podem não ser adequadas sempre. A distribuição das importações totais nos diversos componentes do PIB ocorre através de duas hipóteses principais. A primeira delas é que as importações finais por produto mantêm uma proporção fixa em relação ao total das importações finais. A segunda, de que as importações intermediárias são função da produção nacional.

Baseado nessas hipóteses, as importações foram desagregadas utilizando-se as informações das TRU e das MIP de 2000 e 2005, e os erros obtidos nesses cálculos foram distribuídos nos diversos componentes através do seu peso no PIB. Para a realização das estimações a MIP 2000 foi utilizada como base, mesmo havendo a disponibilidade de uma versão mais recente (2005). Essa decisão foi tomada devido a alguns fenômenos macroeconômicos, tais como o efeito China e Índia sobre os comportamentos dos termos de troca, preços das exportações e importações. Ao que afetaram os coeficientes dos produtos técnicos importados, explica-se a geração de erros maiores quando utilizada a MIP 2005 ao invés da de 2000. Ressalta-se, entretanto, que esse comportamento deverá ser melhor analisado, fornecendo outras explicações para esse resultado.

Depois da obtenção da distribuição das importações nos grandes agregados, foi possível calcular as contribuições de cada componente da demanda para o crescimento do PIB, permitindo assim precisar quais são desses componentes que mais impulsionam a demanda agregada. Além disso, as contribuições dos agregados podem ser separadas nas contribuições doméstica e externa, que ao verificar o quanto cada setor contribui para a economia, favorece a tomada de decisão de política econômica para estimular o crescimento, em especial nos momentos de crise.

Uma desvantagem é que para calcular tais contribuições são necessárias as informações das importações por componente, e uma vez que estas tenham sido estimadas, o cálculo dessas contribuições pode estar viesado. Outra possibilidade desse método é que ao permitir a desagregação dos valores absolutos das importações, análises sobre a estrutura das importações

podem ser desenvolvidas posteriormente, verificando qual a parcela que é importada por cada componente do PIB. Esse tipo de desagregação contribui para o planejamento econômico, bem como para a discussão da estrutura das importações desagregadas por componentes da demanda agregada, dada a inexistência de trabalhos que enfoquem essa temática40.

Para os anos em que foram calculadas as contribuições ao crescimento pelo método da distribuição, obteve-se contribuição externa maior do que quando calculada para o método tradicional, com exceção dos anos de 2002, 2003 e 2009. Tal fenômeno acontece devido ao efeito da contribuição da importação no PIB. É interessante perceber que durante o período de 2004 a 2008 houve uma mudança nos componentes que mais contribuíam para o crescimento da economia, em ambos os métodos. A contribuição das exportações ao crescimento foi se reduzindo progressivamente, enquanto o consumo passa a liderar na contribuição ao crescimento, sendo seguido de uma recuperação na FBCF.

Assim, quando comparado ao método tradicional, o método da distribuição oferece um melhor estudo da indução do crescimento econômico, pois quando todas as importações são deduzidas das exportações, a contribuição externa pode ser subestimada (caso a contribuição das importações seja positiva, pois todo o crescimento das importações seria atribuído ao componente externo, quando na realidade todos os demais componentes da demanda agregada demandam importações) ou superestimada (caso a contribuição das importações seja negativa, e toda a redução das importações seja destinada as exportações, quando foram outros componentes quem reduziram sua demanda externa).

Dessa forma, primeiro resultado destoante dos métodos propostos por Lara (2013) e Kranendonk e Verbruggen (2005) é que nem sempre as contribuições externas são subestimadas pelo método tradicional. A depender de algumas circunstâncias, a citar da taxa de crescimento das importações atribuídas aos diversos componentes, bem como sua participação relativa no PIB, tal conclusão pode não ser sempre válida.

Além disso, outra vantagem desse método é que é possível obter separadamente as contribuições das importações respectivas a cada componente da demanda agregada, o que é uma vantagem em comparação não apenas ao tradicional, mas de outros métodos, como o da atribuição, alternativo e do supermultiplicador. Ao final, a soma de todas as contribuições calculadas separadamente por componente da demanda agregada pelo método da distribuição

40 Existem trabalhos mais recentes que analisam o comportamento das importações por categoria de uso, mas não

relacionando-as com as categorias da demanda agregada. Alguns desses trabalhos, que em geral tem como objetivo estimar as elasticidades renda e preço das importações, são Santos et ali (2014), Sapienza (2007), Carvalho e Parente (1999) e Portugal (1992).

deve ser igual à contribuição das importações do método tradicional, permitindo dessa forma a distribuição exata da participação de cada agregado no total das importações. Assim, esse resultado contribui para compreender os fenômenos ligados ao crescimento, identificando quais deles contribuiu diretamente para o crescimento do PIB, associado às suas importações.

Além disso, essa desagregação permite a utilização desses resultados para o planejamento econômico, em que são necessárias as informações de quanto o estímulo a cada setor da economia (e quanto mais desagregado, cada produto) promove o vazamento de divisas para o exterior quando estimulados via políticas de incentivo (seja investimento direto ou desoneração de impostos). Isso forneceria o indicativo de quais setores contribuiriam mais para o crescimento econômico, e bem como fornece o direcionamento de políticas não apenas para estimular o crescimento, mas para o planejamento de longo prazo de quais setores deveriam receber investimentos para produzir nacionalmente os bens que em geral são importados41. Logo, esse tipo de desagregação é fundamental a atuação da política econômica, e atualmente inexiste estudos que forneçam dados necessários para embasar tais tipos de decisão de planejamento.

Neste capítulo foram realizados os cálculos das contribuições apenas até o ano de 2009, mas quando a MIP 2010 for divulgada, será possível verificar a qualidade e precisão dos resultados, verificando se houve mudança nos coeficientes técnicos, e de que maneira esses fenômenos afetam os resultados da distribuição das importações e das contribuições para o crescimento. Há a possibilidade também de atualizar tais estudos para uma série mais ampla, favorecendo um estudo mais detalhado do processo de crescimento liderado pela demanda agregada no Brasil, bem como fazer testes de estabilidade para as hipóteses utilizadas para estimar a desagregação das importações.

41 Sabe-se, pela teoria do comércio internacional e a nova divisão do trabalho existente na economia altera as

vantagens de importações e exportações dos países. Por vezes, direcionar a produção de certos bens para outros países promove a economia de recursos para o país. Dessa forma, o estímulo de produção nacional de certos bens deve ser estudado com cautela, verificando o saldo líquido dos ganhos e das perdas nessa transferência de produção nacional e importada.

3 COMPARAÇÕES EMPÍRICAS ENTRE OS MÉTODOS DE DECOMPOSIÇÃO DO CRESCIMENTO PELO LADO DA DEMANDA AGREGADA

3.1 Introdução

Nos capítulos anteriores foram apresentados métodos que analisam a contabilidade do crescimento pelo lado da demanda agregada, bem como uma proposta para realização da distribuição das importações com o objetivo de contribuir para a discussão da temática. Nesse capítulo pretende-se realizar uma comparação empírica entre o método tradicional, da distribuição, da atribuição e alternativo, através das estimativas de cada um dos métodos para o crescimento da economia brasileira de 2001 a 2009.

Uma vez que as estimativas para esses métodos, quando existentes, não são para a mesma periodicidade, será realizado o cálculo das contribuições ao crescimento para os métodos da atribuição (versão Kranendonk e Verbruggen (2005) e Hoekstra e van der Helm (2010)), alternativo e do supermultiplicador sraffiano. Para tanto, os procedimentos do processo de cálculo serão descritos a seguir. Posteriormente, serão apresentados os resultados dessas estimativas e em seguida realizada uma comparação entre os resultados.