grunnterm-algebraer
A.1 Mer om formelle datatyper og semantikk
A.1.3 Elementær ekvivalens og isomor
Sendo os processos ou métodos particulares a cada projetista, essa categoria abrange a maneira como os projetistas entrevistados utilizam as informações na interpretação do escopo (programa de necessidades) apresentado pelo cliente. Subdivididas em cinco itens, as unidades de análise consistiram em diálogo com o
cliente, pesquisa de referencial, lançamento de projeto, decisores e compatibilização de projeto. Ainda que assimilados na formação acadêmica, esses métodos e procedimentos continuam a ser aperfeiçoados, levando em consideração muitas questões, dentre elas a especialidade profissional escolhida. Observa-se, pela entrevistada A, que, ao migrar para o sistema construtivo Steel Frame20, houve mudanças na forma de projetar:
[...] a diferença é que a gente passou a trabalhar com um projeto de arquitetura mais especializado do que a gente fazia antes, a gente passou a se preocupar muito mais com os projetos complementares, com a compatibilização desses projetos e o investimento de tempo do cliente no processo de projeto tem que ser maior, então o cliente tem que estar mais preparado para comprar esse serviço de arquitetura (l 39)
Entendendo que os métodos de projeto são compostos por etapas dentro do processo global, a atenção se concentra nas fases iniciais, como as formas de diálogos com o cliente e a busca de referenciais e materiais. Nesse momento, percebe-se, pela fala do entrevistado B, que o projetista possui um papel de incentivador dos sonhos do cliente: “[...] não é mudar a cabeça ou o critério do teu cliente, não é impor a tua vontade, é dentro daquele sonho dele. Desrespeitar o sonho de um cliente é uma sacanagem muito grande, talvez uma das maiores que um arquiteto possa fazer” (l 4).
Evidencia-se também, conforme a fala da entrevistada A, que o projetista possui um papel de mediador: “[...] o projeto é para a família inteira, então às vezes um quer, quer, quer e o outro não consegue nem falar, então a gente procura dar voz para o cliente” (l 2). Mesmo que o exemplo dado esteja relacionado a projetos residenciais, é um demonstrativo da sua aplicabilidade em outras tipologias. Esse papel de mediação pode ocorrer em qualquer etapa do projeto e sob qualquer aspecto; seja, por exemplo, na escolha de materiais e de cores, seja na escolha de sistemas de energia e água.
Outro recurso é a busca por referências que possuem a finalidade de catalogar soluções e ideias similares à demanda do cliente, auxiliando na compreensão do programa, podendo, posteriormente, ser aplicadas no projeto. Nesse sentido, a entrevistada A expõe a sua prática:
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[...] ir primeiro para a pesquisa de referenciais, pesquisas de soluções, começo a olhar algumas coisas, a gente tem muito material de pesquisa dentro do escritório também, então vai buscar dentro daquilo que ele comentou algumas ideias, algumas soluções (l 6).
Observou-se que a entrevistada C possui um processo similar, iniciando por referências num viés que a motive e empolgue (l 10). Constatou-se também uma mudança em função do avanço tecnológico, utilizando atualmente o motor de pesquisas Google na função que antes eram das revistas. Ainda conforme a entrevistada C, se “[...] folhava e via tudo que tinha, era o jeito que a gente tinha de fazer” (l 12). Já na fala da entrevistada A, notou-se relação com a primeira categoria (escopo de projeto), em que, através dos diálogos com o cliente, são elencados seus principais concorrentes. Dentro disso, um método de projeto utilizado pela entrevistada é a visitação desses PDVs:
[...] se é uma solução que a gente não conhece a gente tem que ir olhar, tem que fazer pesquisa de campo, pesquisa visual referencial, de legislação e mais todas as conversas com o cliente para validação... então entram algumas coisas a mais é um briefing mais complexo (l 9).
Através dessa fala, evidencia-se a importância de compreender espacialmente os PDVs existentes e também a utilidade de ter, nesse momento, um roteiro que conduza o projetista em sua observação. Embora as decisões de projeto não sejam fáceis de serem tomadas, como colocado pelo entrevistado B, as normatizações vigentes procuram harmonizar os profissionais sob os requisitos mínimos, instigando a pensar além da forma e função, abrangendo aspectos de eficiência da edificação (l 27). Ir além desses quesitos requer também uma análise em relação ao projeto, em que as decisões em favorecimento de um ritmo ou composição de uma forma representam, em alguns casos, um agravante nos aspectos de eficiência:
[...] projetos grandes que às vezes arquitetos lançam simplesmente por lançar... Nunca é uma decisão tão fácil como vou te falar aqui, fazer um projeto. Alterar a orientação de um bloco, por exemplo. Não é fácil porque você lida com terrenos exíguos. Mas às vezes quando você não lida com terrenos exíguos você tem tipo uma peça solta no meio de um terreno muito grande, já aconteceu de lançamento de projeto que simplesmente girando aquele bloco alcançaria um nível de conforto e eficiência energética absurda. Então muitas vezes se lança por estética, eu sei disso, eu sou arquiteto, já projetei, eu lido com isso, então... As normas vão nos restringindo. Isso é interessante, acho interessante, tu te restringir um pouco e pensar mais além do que simplesmente forma e função, que a gente está acostumado a pensar (l 27).
Conforme a entrevistada C em relação aos aspectos da sustentabilidade, em alguns casos eles podem se confundir, com os princípios da boa arquitetura. Segundo ela, “Nem sempre eles são um plus a mais, eles são coisas simples, de arquitetura bioclimática, de usar recursos locais” (C, l 30). Algumas dessas soluções, ainda conforme a entrevistada, são classificadas como questões de oportunidade: “[...] em todos os projetos, mesmo que não tenha um viés sustentável de nascimento dele, eu tento incorporar os princípios sempre” (C, l 29).
Ainda que através das falas dos entrevistados se obtenham elementos de um roteiro-base dos métodos de projeto, evidenciados pelas subcategorias (diálogo com o cliente, pesquisa de referencial, lançamento de projeto, decisores e compatibilização de projeto), cada tipologia possui a possibilidade de desdobramentos e inserção de novos aspectos. Assim sendo, isso demonstra a peculiaridade do exercício profissional, possibilitando investigações futuras e relacionando o método desses projetistas com a primeira categoria (escopo de projeto).