4.3 Sentralisering og aldring
4.3.2 Eldrebrøk og andre mål på
infantil diminuiu e a expectativa de vida da população aumentou, promovendo uma explosão demográfica em todo mundo. Com mais pessoas trabalhando foi aumentada, ainda mais, a produção mundial que já estava sendo alavancada pelo progresso tecnológico e acúmulo de capital. Segundo Gremaud et al (2004), uma sociedade cresce economicamente quando:
o Acumula capital, por meio do aumento de máquinas e indústrias, da realização de obras de infra-estrutura e do investimento de recursos humanos;
o Cresce populacionalmente, pois o aumento da população implica no aumento da força de trabalho e da demanda interna;
o Ocorre progresso tecnológico, pois permite um aumento da produtividade por pessoas com a utilização da tecnologia.
2.3.1. Distinção entre crescimento e desenvolvimento econômico
Diversos pesquisadores fazem distinção entre crescimento e desenvolvimento econômico conforme suas experiências e observações, Milone apud Gremaud et al (2004), por exemplo, define:
o Crescimento econômico: aumento contínuo do produto interno bruto em termos globais e per capita, ao longo do tempo;
o Desenvolvimento econômico: mudanças de caráter quantitativo dos níveis do produto nacional, modificações que alteram a composição do produto e alocação dos recursos pelos diferentes setores da economia.
Esse último autor afirma ainda que num processo de desenvolvimento econômico de uma sociedade, ao longo do tempo, é possível observar as seguintes características:
o Crescimento do bem-estar econômico, medido por indicadores de natureza econômica, por exemplo: produto nacional total, produto nacional per capita;
o Diminuição dos níveis de pobreza, desemprego e desigualdade; e,
o Melhoria das condições de saúde, nutrição, educação, moradia e transporte.
Como foi citado anteriormente, o processo de desenvolvimento econômico de uma sociedade não pode ser analisado somente por meio de índices econômicos de produção, mas deve ser completado por índices que representem, ainda que de forma incompleta, a qualidade de vida dos indivíduos. Desse modo, deve-se ter um conjunto de medidas que reflitam alterações econômicas, sociais, políticas e institucionais. Gremaud et al (2004),
sugere alguns índices socioeconômicos como: renda per capita, expectativa de vida, mortalidade infantil, fertilidade, educação, analfabetismo, distribuição entre diferentes classes e setores, centralização da atividade econômica, poder político entre outros.
Mas qual é o papel da infra-estrutura de transportes no processo de desenvolvimento econômico de uma nação? Como um acréscimo de vias de transportes interligando regiões promove o desenvolvimento econômico das mesmas? O próximo item aborda esse assunto.
2.3.2. Desenvolvimento econômico e a integração regional: o sistema espacial
Ferreira (2006) define sistema espacial como sendo um conjunto formado por elementos interdependentes, e cuja disposição de seus elementos no espaço é relevante para sua compreensão, pois eles se inter-relacionam formando um todo que age de maneira coesa a fim de alcançar objetivos de cada elemento e do conjunto. Os sistemas espaciais podem apresentar diferentes configurações temporais conforme a situação em que se encontram para um determinado período. A Figura 2.9 ilustra um mesmo sistema espacial em períodos e situações diferentes.
Figura 2.9 - Representação de um sistema espacial (modificado - Ferreira, 2006).
Caso um elemento atue individualmente teria muitas dificuldades, ou total impossibilidade, em conseguir seus objetivos, porém a formação de um sistema com outros elementos possibilita que os alvos de cada um sejam alcançados de maneira mais eficaz, eficiente e duradoura. As interações entre os elementos se dão basicamente da necessidade de adquirirem bens ou serviços oferecidos por outros ou por avaliar que seja mais vantajosa a
É importante lembrar que embora essa organização sistêmica amplie o horizonte das possibilidades, pode ocasionar em resultados negativos para alguns dos elementos, pois há interesses diversos envolvidos e muitas vezes conflitantes, podendo gerar barreiras internas ou externas em suas interações.
O conjunto de elementos individuais do sistema espacial constitui as estruturas espaciais que devem promover os recursos necessários para a execução de suas atividades e interações. A interpretação da estrutura espacial passa pela necessidade de identificação dos atores e objetivos encontrados, seu funcionamento, distribuição e arranjo dos elementos no espaço. Silva apud Ferreira (2006) realiza a seguinte classificação: estruturas de processamento e estruturas de circulação, conforme Quadro 2.9.
Quadro 2.9 - Estruturas espaciais quanto a sua classificação (Silva apud Ferreira, 2006).
Estruturas de processamento
São os elementos do sistema nos quais as atividades acontecem, gerando um fluxo de recursos que permite o funcionamento ou insumos para a produção de bens e serviços que pode em parte ser consumida internamente, ou trocada com outros elementos do sistema ou fora deste. Exemplos: país, cidades, postos de gasolina (depende da escala adotada no estudo e da importância da atividade exercida para cada lugar).
Estrutura de circulação
São componentes que conectam as estruturas de processamento, permitindo os seus fluxos de recursos. Normalmente apresentam o tráfego de fluxos específicos (telecomunicação, rodovias, ferrovias, energia etc), e quanto mais complexo e consolidado o sistema espacial mais tipos de estruturas de conexão são encontradas.
Desta forma, é possível perceber a importância da infra-estrutura regional de transportes no desenvolvimento econômico entre cidades e regiões. Regiões que apresentam uma densa rede de infra-estrutura de transportes possuem maiores condições de realizar trocas de recursos e serviços proporcionando uma maior capacidade de desenvolvimento econômico, desde que essa rede viária apresente boas condições de trafegabilidade e ligue pontos estratégicos na estrutura espacial. É importante também verificar o adequado dimensionamento da estrutura de circulação que atenda às necessidades de deslocamentos gerados pelas estruturas de processamento.