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El servicio religioso de asistencia católica

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ASISTENCIA RELIGIOSA EN ESTABLECIMIENTOS PÚBLICOS

2.2. Convenio Marco de colaboración entre la Consellería de Salud y Consumo y el Obispado de Mallorca sobre la asistencia

2.2.2. El servicio religioso de asistencia católica

O século XX foi marcado por inúmeras transformações no campo da fotografia. Aceita como forma de expressão artística, passa a ocupar espaços cada vez mais importantes como museus e galerias. Surgem galerias especializadas para atender e exibir exclusivamente obras dos grandes mestres da fotografia. Torna-se objeto de colecionadores de obras de arte assim como a pintura e a escultura. “Galerias de arte tradicionais como a Sotheby’s de New York passam a comercializar a obra fotográfica. “Produções de alguns mestres – que alguns anos antes pouco valiam em termos pecuniários – se viram cotadas em importâncias muitas vezes exorbitantes”39.

A fotografia passa também a ocupar “cargos” nas mais diversificadas áreas, das ciências aplicadas às ciências sociais. No entanto, sua maior revolução aconteceu a partir do momento em que passou a ser impressa em jornais e revistas assim como em cartões postais e livros ilustrados, permitindo a sua reprodução em massa, disseminando imagens do mundo todo em todo o mundo. “Imagens, todavia, de realidades fragmentárias, selecionadas segundo a visão de mundo de seus autores e editores”40. A fotografia e a imprensa desde então constituem um elo

inseparável e passam a contar e ilustrar diariamente os fatos da história cotidiana, permitindo o surgimento do fotojornalismo. Estava instituída concretamente a “civilização da imagem”.

Outro “mercado” da fotografia crescia diariamente. A fotografia amadora. Desde quando Eastman lança em 1888 a Kodak nº 1, surge um público interessado em registrar seus cotidianos pessoais, aquele que até então era retratado tornou-se retratista. Eastman, visionário como era, percebeu neste público, pessoas comuns, a possibilidade de construir um império. E assim o fez através da fotografia.

No inicio do século XX diversas empresas já concorriam com a Kodak no desenvolvimento de tecnologias para o aprimoramento da fotografia, principalmente destinadas ao público amador, visto que estes eram e são ainda os maiores consumidores de produtos fotográficos em geral.

39 KOSSOY, 2001, p. 132 40 Idem, p.141

Na atualidade, com uma câmera digital amadora, é possível capturar imagens com alto nível de resolução através de milhares de pixels41 concentrados

em uma imagem. A indústria da tecnologia cresceu exorbitantemente, voltou-se para a produção em massa de novas mídias de comunicação e entretenimento, desta vez não mais para atender apenas a um público especifico, mas a qualquer um que estivesse interessado em informação ou entretenimento através de novas tecnologias.

Câmeras fotográficas digitais, filmadoras digitais, celulares equipados com acesso à internet, câmeras, televisão e Bluetooth42, notebooks e agora tablet com internet, são alguns exemplos de objetos usuais dos sujeitos que habitam a sociedade da informação. Nela qualquer cidadão pode ser um produtor ou receptor de imagens móveis ou estáticas, um filme pode ser compactado dentro de um celular e enviado a centenas de pessoas em um clic. Todas as obras de um museu podem ser reproduzidas e armazenadas em um cartão de memória de uma pequena câmera digital ou aparelho celular. Através do computador ou mesmo pelo telefone celular. Fotografias e filmes podem ser compartilhados pela internet em comunidades virtuais ou redes sociais virtuais como Facebook, Orkut ou por sites como YouTube e tantos outros.

A quantidade de imagens, informações e possibilidades favorecidas pelas novas mídias, nos leva a refletir sobre o “olhar” frente a esses novos recursos midiáticos de produção e recepção de imagens. As Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs) definem o universo da contemporaneidade e cada vez mais cedo estão presentes no cotidiano e nas relações dos indivíduos que habitam as cidades, no entanto nem sempre se tem um olhar crítico e reflexivo em relação a elas e em relação às imagens produzidas por estes recursos tecnológicos.

Paralelo a uma crescente disseminação das novas tecnologias e técnicas que possibilitam uma grande produção e reprodução de imagens, deparamos também com a crescente homogeneidade estética que caracteriza as imagens na sociedade atual. A linguagem visual com toda a sua sedução tornou-se a língua urbana das cidades, no entanto, as mídias de massa passam a ditar os padrões estéticos e de comportamento para a sociedade a partir de um interesse

41 Pixel é o menor ponto que forma uma imagem digital, sendo que o conjunto de milhares de pixels

forma a imagem inteira.

mercadológico. “A essência antiética do sistema do mercado transforma a poética em subproduto do consumo... As imagens na contemporaneidade não são imagens, são formulas que trazem em toda forma, estímulos para o consumo”43. E “a indústria

da imagem se viu enormemente desenvolvida em função da sociedade de consumo; e a publicidade, estabelecendo padrões de gosto e comportamento, tem desempenhado papel preponderante na criação de todo o ideário estético”44.

A maioria das imagens que vemos no dia-a-dia não transmitem de fato conteúdos que nos despertem sentido. Seu apelo é quase sempre de nos vender algo, e sua estrutura e mensagem é formatada em função do consumo. Na maioria das vezes, são imagens chamativas para os olhos, exageradas e fúteis. Este excesso de imagens provoca uma saturação no olhar, o estimulo demasiado nos deixa impossibilitados de prestar atenção nos detalhes, e nossa relação com o que está ao redor torna-se superficial, passa a necessitar de sentidos.

Na contemporaneidade, a paisagem urbana se altera da noite para o dia. A velocidade torna-se uma das principais características dos indivíduos que habitam as cidades. “O individuo contemporâneo é em primeiro lugar um passageiro metropolitano: em permanente movimento, cada vez para mais longe, cada vez mais rápido. Esta crescente velocidade determinaria não só o olhar, mas, sobretudo o modo pelo qual a própria cidade, e todas as outras coisas, se apresentam a nós”45.

A cidade se transmuta em um grande cenário e o real se confunde com o irreal quase o tempo todo, placas com anúncios, cartazes, pôsteres publicitários e outdoors sobrepõem-se as fachadas de prédios e casarões bellepoqueanos do centro histórico a periferia, afirmando o discurso da publicidade e da propaganda como a visualidade urbana da contemporaneidade, apropria-se do poder da comunicação visual, cores, formas, texturas e planos contidos nas imagens- mensagens, com o único objetivo: dissipar a indústria do consumo em uma sociedade já há muito arrebatada pelo capitalismo.

Então a cidade é tomada por uma visualidade efêmera, e os habitantes que nela transitam desaprenderam a observá-la ou apreciá-la em sua dimensão estética. O flaneur não tem mais espaço nessa dinâmica, o olhar é veloz e desprovido de atenção, o movimento é o estado natural das coisas, a cidade e toda sua visualidade

43 ZUCOLOTTO. 2004. Disponível em: <http://www.semiosfera.eco.ufrj.br/anteriores/semiosfera01/

representacao/txtsimb2.htm>. Acesso em: 11/07/2010.

44

KOSSOY, 2001, p. 142-143

agora “perdem” para superficialidade do olhar de seus indivíduos. Olhar que fica retido na superfície das coisas.

É na perspectiva de desvelar um olhar que ultrapasse a superficialidade, e adentre aos detalhes, as nuances, e a subjetividade dos rostos e dos corpos como bem fez Nadar e Cameron ou da cidade, dos espaços, das ruas e objetos como fez Atget, que desenvolveremos nos próximos capítulos uma experiência singular de percepção visual e educação do olhar por meio da fotografia com jovens e adultos.

2. ASPECTOS HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E

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