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El desenvolupament psicomotor dels infants amb Síndrome de Down

4. Marc conceptual

4.2. El desenvolupament psicomotor dels infants amb Síndrome de Down

Enquanto não resolvem um problema que, em última instância é seu, pois a guerra permanente é o resultado do descontrole sobre a balança comercial, as importações de mercadorias e a exportação de tecnologias e de capitais, os Estados Unidos escalam a guerra e envolvem, agora, a própria Europa em sua espiral crescente de violência.

É disto que tratou a Conferência da OTAN em Istambul, em 2004. Ela dispôs sobre a unificação das três agendas em torno das quais, até agora, se debatia a organização237. Sua

235 O que as empresas americanas fazem para levar sua tecnologia para a China, por exemplo, é estabelecer

associações com empresas paquistanesas ou israelenses, que não estão sujeitas a qualquer espécie de regulação por parte do Estado americano, para realizar suas operações na China. É por isso que boa parte dos aviônicos chineses, da tecnologia de computadores, dos sistemas de controle e comando e, suspeita-se, da artilharia nuclear tática e de batalha é de procedência estadunidense. Em outros terrenos, como o de blindados, de armas leves e a de produção de semicondutores, não há qualquer dúvida a este respeito: a produção e o desenvolvimento destes artefatos são feitos por empresas binacionais, sino-americanas.

236 Para maiores informações sobre esta importante Conferência da OTAN, veja a revista da organização. A

seguir, reproduzimos o endereço do prefácio e do documento oficial da resolução da conferência:

Prefácio: BENNETT Christopher .

http://www.nato.int/docu/review/2004/issue3/portuguese/foreword.html (18/07/2005). Resolução: Istanbul Cooperation Initiative.

http://www.nato.int/docu/comm/2004/06-istanbul/docu-cooperation.htm (18/07/2005).

237 Trata-se das Agendas de Praga, Norfolk e Munique. Para uma descrição pormenorizada de cada uma delas,

seus proponentes e objetivos, ver: BEL, Robert. O balanço da transformação da OTAN. Robert G. Bell foi Secretário-geral Adjunto da OTAN do Investimento em Defesa de 1999 a 2003 e trabalha agora, em Bruxelas, como Vice-presidente Senior do SAIC. O autor não afirma que a Conferência de Istambul, representou na

do grande Oriente Médio238”, anunciada pelos Estados Unidos. A iniciativa americana consistia em alargar os limites do que a geografia considera “Oriente Médio”, para abarcar desde o Norte da África (e aqui assoma a importância do Nordeste brasileiro) até a Ásia Central. Trata-se, resumidamente, de emitir um “conceito” que seja “politicamente correto” para designar os países em que predomínio da religião islâmica. Todavia, a preparação militar da OTAN e a fusão das três agendas, não são nada tranqüilizadoras, mesmo para países não- islâmicos. A materialização da resolução de Istambul no âmbito da preparação militar traduziu-se na determinação de que 40 por cento do efetivo militar de cada Estado-membro devem ser preparados para missões “além-teatro”, em caráter de pronto emprego, e que pelo menos 8% devem estar engajados em missões dessa natureza239. A organização desses efetivos (40% mais 8%) caberá à “Força de Reação da OTAN 240”.

Como constata Mark Joyce, “existem sinais de que a “guerra assimétrica” passou de preocupação acessória à prioridade central no planejamento de defesa dos EUA.” 241 E, em

prática a fusão das preocupações em enfrentar o terrorismo, as armas de destruição maciça e a proliferação nuclear em um único programa, a iniciativa da Confêrencia Islâmica. Mas reconhece que “a determinação da OTAN em empreender ‘novas missões’ ‘onde quer que a ameaça o determine’ continua a ser seguida e mesmo alargada pela Aliança, como exemplifica a decisão da Cimeira de Istambul”. Em suma, nos reservamos a interpretação que o autor considera que a resolução intervencionista de Istambul é a forma atual da continuação das três agendas.

http://www.nato.int/docu/review/2005/issue1/portuguese/art3.html (18/07/2005).

238 “(...) a Iniciativa de Cooperação de Istambul (ICI), um programa distinto mais complementar para promover

a cooperação prática com os países do Grande Médio Oriente”. (Grifos nossos) SANTIS Nicola de. Abertura ao Mediterrâneo e ao Grande Médio Oriente. Nicola de Santis é o coordenador para os países do Diálogo do Mediterrâneo e da ICI na Divisão de Diplomacia Pública da OTAN.

http://www.nato.int/docu/review/2004/issue3/portuguese/art4.html (18/07/2005).

239 “Na Cimeira de Istambul, em junho do ano passado [2004], os ministros da defesa da OTAN acordaram

intensificar os esforços nacionais para aumentar a capacidade de utilização ou aplicabilidade das suas forças. Acordaram especificamente que 40% das forças terrestres globais de cada país seriam estruturadas, preparadas e equipadas para operações destacadas sob os auspícios da OTAN ou de outras organizações, e que 8% das forças terrestres globais estariam empenhadas ou afetadas a operações sustentadas num determinado momento”.

STURM, Steve. Adequar as capacidades aos compromissos Assuntos militares, Steve Sturm é diretor da

Direção de Política e Capacidades de Defesa da Divisão de Política e Planejamento de Defesa da OTAN.

http://www.nato.int/docu/review/2005/issue1/portuguese/military.html (18/07/2005).

240 Como salienta Anthony H. Cordesman: “(...) a OTAN tem procurado desenvolver capacidades adicionais fora

de área e de projecção de forças – muitas das quais têm igualmente como modelo as capacidades os EUA. A Força de Reacção da OTAN é o símbolo dessa intenção” (Grifos nossos) CORDESMAN, Anthony H.

Repensar a transformação das forças da OTAN . Anthony H. Cordesman é regente da disciplina Arleigh A.

Burke em Estratégia no Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington; é antigo membro do Secretariado Internacional da OTAN e, mais recentemente, é o autor de “The Iraq War: Strategy, Tactics, and Military Lessons” ("A Guerra do Iraque: Estratégia, Tácticas e Lições Militares"; Praeger Publishers, Westport, CT, 2003).

http://www.nato.int/docu/review/2005/issue1/portuguese/art4.html (18/07/2005).

241 JOYCE, Mark. Implementar a agenda da transformação. Mark Joyce chefia o Programa Transatlântico no

conformidade com o desejo estadunidense: “a Força de Reação da OTAN fornecerá em breve o recurso militar transformado que servirá de suporte a estes novos conceitos operacionais.” Que isto viole a Carta de Princípios da organização e mesmo o recém reformulado artigo 5.º, parece de menor importância. É o que se depreende claramente no trecho que segue:

“Na OTAN, há muito que os contornos de uma estratégia política transformacional estão implícitos nas suas reformas militares. A mudança de uma postura defensiva estática para forças mais ágeis, destacáveis e expedicionárias sempre apontou para um futuro em que a Aliança ultrapassaria as suas fronteiras para enfrentar as ameaças na sua origem.” 242

O autor reconhece a legalidade precária da disposição contida na “força de reação”; refere explicitamente o problema legal, mas defende a “criatividade” diante da lei:

“(...) uma interpretação criativa da lógica estratégica defensiva tradicional da OTAN: a ISAF constituiu, no fundo, o cumprimento atrasado da activação do Artigo 5º da OTAN a 12 de Setembro de 2001.”243

Com isso, a OTAN, à semelhança da Santa Aliança, converte-se, de fato, em um instrumento do intervencionismo em escala global. Não deixa de ser escandaloso e preocupante o anúncio, feito de modo público e com antecedência, que pelo menos 8% das forças terrestres de cada Estado-membro estarão envolvidos em intervenções em países estrangeiros por um prazo indeterminado. Esta é a realidade oculta atrás do eufemismo “deslocamento além-teatro”.